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Imagem Miniatura do Artista: Dire Straits

Dire Straits

No final da década de 70, o punk era o movimento musical dominante. O caos, a subversividade e a rebeldia que exalavam de bandas como Sex Pistols, Ramones, The Stooges, entre outras, faziam a alegria dos jovens revoltosos da época. Correndo na contramão desta tendência surgiu o Dire Straits, uma banda "comportada", que ao contrário dos grupos punks, se preocupava em compor melodias harmônicas, arranjos sofisticados e letras densas.

O começo do Dire Straits aconteceu na longà­nqua Glasgow, na Escócia, onde nasceram Mark (1949) e seu irmão, David Knopfler (1951). Quando Mark completou 7 anos, sua famà­lia mudou-se para Newcastle, Inglaterra, e lá os irmãos começaram a estudar guitarra.

Mark formou-se em jornalismo e paralelamente aos estudos, tentou iniciar sua carreira musical, mas não obteve êxito. Virou repórter e crà­tico musical do jornal Yorkshire Evening Post e em 1973 tocou na banda Brewer's Droop, que chegou a gravar um disco.



Seu irmão, que estava em Londres e trabalhava como funcionário público, o convidou para ir morar lá. David dividia um apartamento com o estudante de sociologia John Illsley, que era baixista nas horas vagas. Mark virou professor de inglês no Loughton College e junto de David e John, começou a tocar em pubs.

Para uma das apresentações, Mark convida o baterista Pick Withers, amigo com quem tocou no Brewer's Droop. A nova banda é nomeada de Cafe Racers e eles estreiam ironicamente em um festival de música punk. Um amigo do baterista Withers, ao ver o show do grupo que ocorreu em situação calamitosa, sugere que este adote o nome de Dire Straits, que é uma expressão inglesa que se refere a quem está passando por problemas financeiros, algo como "falidos".

Com formação e nome definido, o quarteto grava a muito custo uma demo, que contava com a canção 'Sultans of Swing' e enviam-na ao DJ Charlie Gillet. Executada no Honky Tonk Show de Gillet, a demo é ouvida por John Stainze, o então diretor da Phonogram, que arruma ao grupo um contrato com o selo Vertigo. Neste mesmo perà­odo Ed Bicknell virou empresário do grupo e em pouco tempo o Dire Straits, por intermédio do novo empresário, começou a abrir shows para a banda Talking Heads.

Em 1978 gravam o primeiro disco, auto-intitulado. Rapidamente ocorre a primeira turnê, na Europa, e a música 'Sultans of Swing', principal do álbum, vai ganhando destaque nos Estados Unidos. Alcança o primeiro lugar no top australiano e entra no top 10 europeu e americano.

No ano seguinte fazem a primeira turnê nos Estados Unidos e durante a passagem pela cidade de Los Angeles, Mark Knopfler e Pick Withers tocam à  contive no álbum Slow Train Coming, de Bob Dylan. No fim deste ano é lançado Communiqué, segundo trabalho da banda. O disco chega em 5º lugar na parada inglesa e 11º na americana.



A banda se retira dos palcos por seis meses mas já retornam lançando mais um álbum, Making Movies (1980), que traz os hits 'Tunnel of Love' e 'Romeo and Juliet'. No entanto, ocorreram durante a conclusão das gravações desavenças entre os irmãos David e Mark e o primeiro, buscando mais espaço para seu trabalho, parte em carreira solo e é substituido por Hal Lindes. Ao mesmo tempo entra também na banda o tecladista Alan Clark e com a formação nova o DS sai em nova turnê.

Passam-se dois anos e o DS lança material inédito, Love Over Gold, disco absolutamente dà­spare dos anteriores. O álbum segue a linha progressiva e conta com apenas 5 (longas) músicas. A segunda faixa, 'Private Investigation,' se torna o grande sucesso do álbum, chegando a primeiro lugar no top de mais de dez paà­ses.

Logo após a finalização de Love Over Gold, Mark Knopfler produz Private Dancer, de Tina Turner, fazendo com que a cantora, que estava no ostracismo, retome seu sucesso. Paralelo a isso, Pick Withers, um dos alicerces do DS resolve abandonar o grupo para se dedicar a sua famà­lia e para não sair de vez do mundo musical monta uma banda de jazz. Em seu lugar entra o baterista Terry Willians.

Em 1983, Mark Knopfler grava a trilha do filme Local Hero. Prosseguem com a turnê de Love Over Gold, que é arrasadora. Passam pela Europa, Japão e Nova Zelândia, onde tocam para 62.000 pessoas, recorde de público do paà­s. Já em 84, o DS lança o disco duplo Alchemy: Dire Straits Live, primeiro trabalho ao vivo da banda.

E é neste mesmo ano de 1984 que se inicia a gravação do que viria a ser o maior sucesso comercial da banda: Brothers in Arms, lançado em 1985. Durante as gravações deste álbum, Hal Lindes, substituto de David Knopfler abandona o DS, dando lugar a Jack Sonni.

As faixas 'Brothers in Arms', 'So Far Away', 'Money for Nothing' e 'Your Latest Trick' são alguns dos hits que garantiram ao DS o primeiro lugar nos Estados Unidos, Europa e aqui no Brasil. Este álbum tornou-se referência pois foi um dos primeiros na história musical a ser gravado em sua totalidade digitalmente, sendo o DS um dos principais responsáveis pela substituição dos LPs pelos CDs.

A turnê de Brothers in Arms foi estrondosa. O ápice dela ocorreu no Reino Unido, em dezembro de 1985, quando se apresentaram 23 dias seguidos. Antes, porém, no meio do ano o DS fez um show no mega concerto beneficente Live Aid, visto por mais de um bilhãos de expectadores. O grupo ainda consegue destaque com o clipe da música 'Money for Nothing', executado em dezenas de paà­ses semanas a fio.

O DS novamente dá uma paralisada nas turnês e os integrantes se dedicam a projetos próprios, à  familia e ao lazer. Mark Knopfler, participando de uma corrida de automobilismo na Austrália se acidenta, ficando recluso alguns meses em sua casa. Aproveita a recuperação grava outra trilha sonora, Last Exit to Brooklin (1989). Recuperado, MK acompanha Eric Clapton em sua turnê.

Como Mark, Guy Fletcher também trabalhou em projetos próprios. Primeiro, ajudou MK na composição de Last Exit to Brooklin e logo em seguida lança seu segundo trabalho solo, Glass (1989).

Money for Nothing, coletânea lançada em 88, coloca novamente o Dire Straits no primeiro lugar em vendas nos Estados Unidos e Reino Unido.

Em 1990, MK e Fletcher continuam com projetos a parte do Dire Straits. Os dois montam a banda The Notting Hillbillies. Com as atividades do DS paradas e com esta nova banda, surge na mà­dia os primeiros rumores sobre a dissolvição definitiva do grupo.

No entando, MK decide retornar ao DS e o grupo se apresenta ao lado de Eric Clapton e Elton John em um festival beneficente. Já em 91, é lançado o sexto álbum de estúdio, On Every Street, com produção da própria banda. Em pouco tempo, já estão em turnê mundial.

E mais uma vez, após o encerramento da turnê em 1993, a banda dá um tempo em suas atividades. Para minimizar o impacto perante o público com mais essa paralização, sai o disco ao vivo On the Night (93), que conta com os maiores sucessos do DS.

Novamente os integrantes do Dire Straits partem para projetos individuais, sejam eles musicais ou não. MK e Fletcher não afirmavam e nem desafirmavam os boatos sobre o fim definitivo do grupo.

A rede televisiva BBC produziu, sem participação dos membros do DS o disco Live at the BBC, em 1995. Este foi o último disco, a salvo as compilações, do Dire Straits. No ano seguinte MK lança, depois de adiar várias vezes por não estar satisfeito com os resultados, seu primeiro disco solo, Golden Heart (1996).

Novamente surgem boatos sobre o fim do Dire Straits. MK, o integrante mais ativo do DS, continua participando de shows ao lado de Bob Dylan e Eric Clapton, reúne novamente a banda Notting Hillbillies e produz músicas para seus próximos trabalhos solos.

A coletânea Sultans of Swing, de 1998, foi o último trabalho antes do fim do contrato com a gravadora. Mesmo sem um comunicado oficial e devido a claras divergências e desentendimentos entre os músicos, gravadora e empresário, as atividades do Dire Straits estão encerradas. Esporadicamente, o DS se encontrou para uma apresentação ou outra, mas sem a esperada retomanda do grupo. Em 2001 MK fez cinco shows no Brasil, relembrando um pouco a fase áurea de sua antiga banda.

O Dire Straits conseguiu grande respeitabilidade no cenário musical. Batendo de frente com a rebeldia punk, conseguiram espaço fazendo uma música rebuscada, elabaroda, diferente do que se via na época de seu surgimento. O mérito do DS foi o de, entre brigas e acertos, deixar uma excelente discografia que prevaleceu sobre os problemas que a banda enfrentou.

DISCOGRAFIA

Imagem em Miniatura do Álbum: Private Investigations: The Best of Dire Straits & Mark Knopfler Private Investigations: The Best of Dire Straits & Mark Knopfler
2005

Imagem em Miniatura do Álbum: Brothers In Arms Brothers In Arms
1985

Imagem em Miniatura do Álbum: Dire Straits Dire Straits
1978

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