Eagle-Eye Cherry em São Paulo


22/01/10
Autor: Andreia Pasquali
Divulgação

 

 
Na noite chuvosa desta quinta-feira, a capital paulista recebeu Eagle-Eye Cherry pontualmente às 22h no palco do Via Funchal, localizado na zona sul da cidade.
 
Após 7 anos afastado dos estúdios, o sueco foi recebido calorosamente por seus fãs que ocupavam a área próxima ao palco. Simpático e com um enorme sorriso no rosto, ele começou o show com a faixa 'Been Here Once Before', presente no seu segundo disco.
 
Com um repertório quase idêntico ao seu álbum ao vivo, Live and Kicking (2006), a apresentação seguiu uma estrutura bem próxima do trabalho. 'Don´t Give Up' e 'Burnin Up' não ficaram de fora e entre algumas músicas pouco conhecidas pelo público, sucessos como 'Falling in Love', 'Rainbow Wing' e o cover dos Beatles, 'Come Together', agitaram a platéia em alguns momentos.
 
Animado e feliz, Eagle deixou o clima do show descontraído enquanto apresentava canções regadas ao groove, com fortes batidas e com arranjos inusitados e enérgicos. Apesar da inegável qualidade dos músicos de sua banda, que promoveram inovação a um repertório batido e ultrapassado, o público percebeu a falta de ritmo do show.
 
Sem esconder seu amor já declarado pelo Brasil, ele deixou claro que adora o país e o povo brasileiro, e como retribuição, chamou ao palco a nova revelação da música nacional, a cantora Maria Gadú. A artista dividiu o microfone na música Alone, faixa inédita do cantor, e ajudou a promover um dos pontos mais alto da noite.
 
Já finalizando sua apresentação, com pouco mais de 1h30 de duração, o músico mostrou sua versão para a música 'Psycho Killer', do grupo Talking Heads, agradando grande parte dos fãs que estavam no local. No bis, Eagle tocou sua faixa mais famosa, Save Tonight, música que não poderia ficar de fora e que foi acompanhada em coro pelos paulistanos, deixando o cantor ainda mais satisfeito com sua passagem por São Paulo.
 
Eagle-Eye Cherry provou que sabe como se comportar no palco e que, além de uma ótima voz, possui simpatia e animação de sobra para levantar a platéia. Mas sua volta deixou claro que é preciso inovação, é preciso tirar o pó do repertório e criar novas canções para se lançar em uma nova turnê internacional para não viver apenas relembrando o passado.
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