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Metade das espécies existentes hoje podem sumir até o fim do século

  • 09/03/2017 17:00
Imagem: Metade das espécies existentes hoje podem sumir até o fim do século

Enquanto cientistas se debruçam sobre a possibilidade de haver vida fora da Terra, são incontáveis e variadas as formas de vida do nosso planeta que estão sob ameaça. Pouco se sabe sobre a fauna e a flora mundiais, que parecem ser menos importantes do que a hipótese de haver extraterrestres em Marte. Se não há interesse em conhecê-las, que dirá conservá-las?

Durante bilhões de anos de história da Terra, a vida animal experimentou cinco grandes extinções em massa. O último evento significativo ocorreu há 65 milhões de anos, levando ao desaparecimento dos dinossauros.

E a história, infelizmente, parece se repetir. Hoje, uma em cada cinco espécies corre risco de extinção. No final do século, metade de todas as espécies atualmente existentes poderá sumir, a menos que um grande esforço global seja feito para salvá-las. De acordo com um novo relatório, para isso, é necessário combater as mudanças climáticas e controlar o avanço da população sobre os habitats naturais.

Nesta semana, cientistas, ecologistas, acadêmicos e até líderes católicos se reuniram no Vaticano para a Conferência de Extinção Biológica, que discutiu a questão “Como salvar o mundo natural do qual dependemos”.

O relatório divulgado pela Pontifícia Academia de Ciências por ocasião da conferência, diz: “Nosso desejo de consumo cresce mais rapidamente do que nossa população, e a Terra não pode sustentar tudo isso. Nada menos do que um reordenamento de nossas prioridades com base em uma revolução moral poderá manter o mundo da forma como o conhecemos hoje”.

O documento atribui a redução das espécies principalmente às atividades humanas, que têm afetado os ecossistemas há centenas de anos. O relatório ainda destaca que as populações humanas começaram a crescer rapidamente e superaram a capacidade de muitos sistemas naturais, atingindo um nível insustentável de subsistência.

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