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Remédios manipulados para emagrecimento apresentam substâncias nocivas à saúde

  • 01/06/2017 17:00
Imagem: Remédios manipulados para emagrecimento apresentam substâncias nocivas à saúde

Em teste realizado pela Proteste, medicamentos manipulados para emagrecer foram reprovados após análises revelarem a presença de substâncias que podem representar riscos à saúde dos pacientes. 

Na pesquisa, a associação analisou a composição algumas fórmulas prescritas por médicos e produzidas por nove farmácias de manipulação da cidade do Rio de Janeiro. Os resultados mostraram que oito formulações, fabricadas por cinco estabelecimentos, continham sibutramina, diazepam ou femproporex. No entanto, essas substâncias não constavam nos pedidos médicos e nem na bula das fórmulas. 

A sibutramina foi encontrada em produtos manipulados nas farmácias Formulife, localizada no bairro da Taquara; Essência Life, em Nova Iguaçu; e nas filiais DNA Pharma, na Tijuca e na Barra. Apesar de ser aprovada no Brasil como coadjuvante no tratamento da obesidade, o uso da substância está associado a riscos à saúde, como aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, distúrbios do ritmo cardíaco, infarto, psicose e mania. Nos Estados Unidos e na Europa seu uso é proibido. 

Comumente utilizado no tratamento de ansiedade, o diazepam apresenta efeitos colaterais como sonolência, tonteira, prejuízo à memória, fadiga e leve queda da pressão arterial. O medicamento foi encontrado em produtos manipulados na farmácia Formulife, no bairro da Taquara.

O endocrinologista Fábio Trujilho, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), afirma que em alguns casos o diazepam pode ser utilizado no intuito de reduzir a agitação do paciente que, muitas vezes, é um efeito colateral dos medicamentos que ajudam na perda de peso.

Por fim, duas fórmulas preparadas na farmácia Manipulando, na Penha, continham o inibidor de apetite femproporex. Entre os efeitos colaterais, estão a dependência, tremores, irritabilidade, reflexos hiperativos, insônia, confusão, palpitação, arritmia cardíaca, dores no peito, hipertensão, boca seca, náusea, vômito, diarreia, alteração da libido, agressividade, psicose, transtorno de ansiedade generalizada e pânico.

Desde dezembro de 2011 o femproporex está proibido no Brasil e não pode ser produzido, comercializado, manipulado e nem utilizado. A medida consta da Resolução RDC 52/2011 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Nos Estados Unidos, o medicamento nunca foi registrado e na Europa está proibido desde 1999, devido aos possíveis riscos e ausência de eficácia comprovada.

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