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Terceira edição do Music Video Festival chega ao Brasil

  • 08/06/2015 18:25
Imagem: Terceira edição do Music Video Festival chega ao Brasil

No último final de semana, chegou ao Brasil a terceira edição do M-V-F-2015 (Music Video Festival) que esteve aberto ao público no Museu da Imagem e do Som, na capital paulista. Tratar o videoclipe como uma obra de arte, por meio de suas multi-linguagens, foi o objetivo dos organizadores.

 

O evento contou com nomes notáveis do cenário musical contemporâneo, além de instalações artísticas, exibição de videoclipes nacionais e internacionais inéditos e premiações – que serviram como incentivo a novos talentos. Debates com diretores e grandes nomes da música também fizeram parte da noite - encerrada ao som de pockets shows e DJ sets ao vivo, que agitaram o público.

 

Um dos destaques internacionais da programação foi o videomaker Daniel Askill, responsável pelos videoclipes das canções “Elastic Heart”, “Chandelier” e “Big Girls Cry” - todos da cantora Sia. Em uma conversa aberta com o público, Daniel contou um pouco sobre a produção do vídeo de “Chadelier”, que se tornou um grande sucesso mundial - atingindo mais de 700 milhões de visualizações no YouTube.

 

Durante o bate papo, o videomaker contou que a ideia inicial de Sia para o clipe era fazer um candelabro humano balançando no teto. Contudo, ele acabou sugerindo algo mais simples, como uma dançarina. A artista aceitou a ideia de Daniel e resolveu convidar a bailarina Maddie Ziegler para atuar na produção. A cantora é fã de reality shows e conheceu a garota de apenas 12 anos no programa norte-americano Dance Moms.

 

A noite de evento musical contou também com a presença da cantora Nomi Ruiz, vocal da banda Hercules & Love Affair - que veio pela primeira vez ao Brasil. A experiência da nova iorquina no país incluiu alguns dias no Rio de Janeiro, na companhia do curador belga Tim Goossens e do artista Ricardo Càstro. Após uma apresentação extraordinária na área externa do MIS, Nomi Ruiz concedeu entrevista exclusiva à equipe de jornalismo da Antena 1. Confira:

 Acervo

 

O M-V-F-2015 é um festival que trata videoclipes como obras de arte. Qual é o elemento artístico comum entre o seu trabalho e a proposta do evento?

 

- Eu trago a experiência da minha vida para o meu trabalho. Eu estava em turnê, passando pela Colômbia e Chile, quando recebi um convite de Tim Goossens para vir ao Brasil, e me perguntei, por que não? Desde que cheguei tem sido uma experiência incrível! São Paulo tem uma energia urbana muito parecida com a minha: eu sou de Nova York e amo minha cidade, mas São Paulo me passa a mensagem de que aqui eu posso ser o que sou. Eu acredito que o meu lado urbano conversa e reflete a ideia do festival.

 

O que você preparou para o DJ set apresentado mais cedo? Você levou as pessoas à loucura!

 

- Eu não preparei nada, trabalho com “free style”. Eu estava tão nervosa, mas quando senti a energia que vinha do público fui me soltando e música foi evoluindo junto comigo. Eu gosto de esperar a resposta de quem está me ouvindo, para saber até onde devo ir. Não sou DJ, mas tive aula com os melhores e com isso fui me divertindo. Acho que o mais importante de tudo é isso: se divertir junto com as pessoas.

 

Essa é sua primeira visita ao Brasil. Do que você mais gostou? E o que traria você de volta?

 

- A parte mais bonita de quando você viaja é aproveitar tudo que o lugar pode te oferecer, aprender coisas novas, conhecer gente nova, a beleza de se viajar está ai. Eu fiz grandes amigos aqui. O Ricky (Ricardo Càstro) é uma pessoa que queria levar para casa comigo, passamos um tempo muito divertido. Também conheci o Parque Lage (Escola de Artes Visuais – RJ) que é um dos lugares mais lindos que eu já vi. Se tivesse que voltar a estudar, eu queria estudar artes lá! Toda aquela beleza natural e as salas ao redor daquela piscina... Foi absolutamente incrível.