Um filme...
Alexandre Inagaki
Cinema Paradiso
... cotação "5 lenços", que me obrigou a ficar até o final dos créditos enxugando lágrimas: Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore (1989).

... para rir até as bochechas ficarem com cãibra: Um Convidado Bem Trapalhão (The Party), de Blake Edwards (1968).
... para ser visto e revisto até que cada diálogo seja decorado: A Malvada (All About Eve), de Joseph L. Manckiewicz (1950).
... que compensou cada centavo do ingresso, a ponto de eu ter sido obrigado a revê-lo na tela grande: O Marido da Cabeleireira (Le Mari de la Coiffeuse), de Patrice Leconte (1990).
... que me fez desejar ser cineasta quando crescesse: Os Sete Samurais (Shichinin No Samurai), de Akira Kurosawa (1954).
... cujo personagem principal tem a vida que eu gostaria de ter: Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller's Day Off), de John Hughes (1986).
... que me deixou encolhido na poltrona, aguardando ansioso pelo próximo susto que ia levar: O Sexto Sentido (The Sixth Sense), de M. Night Shyamalan (1999).
... ótimo, mas com título em português simplesmente vexaminoso: Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall), de Woody Allen (1977).
... que deveria ser exibido em cadeia nacional de televisão: Terra em Transe, de Glauber Rocha (1967).
... cuja trilha sonora marcou minha vida: Houve uma Vez um Verão (Summer of 42), de Robert Mulligan (1971), com música de Michel Legrand.
... que eu cito toda vez que me perguntam qual foi o melhor filme que já vi em toda a minha vida: A Palavra (Ordet), de Carl Theodor Dreyer (1955), recém-lançado em DVD aqui no Brasil (não percam!).
... detestado pela crítica, mas que eu gostei: As Pontes de Madison (The Bridges of Madison County), de Clint Eastwood (1995).
... louvado pela crítica, mas que eu detestei: Je Vous Salue, Marie, de Jean-Luc Godard (1985).
... brilhante, mas chato: 2001, uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey), de Stanley Kubrick (1968).
... brilhante e nem um pouco chato: O Sétimo Selo (Det Sjunde inseglet), de Ingmar Bergman (1957).
... ambicioso, mas chato, modorrento, opaco e ruim pra dedéu: Kafka, de Steven Soderbergh (1991).
... que conseguiu ser tão bom quanto o livro: A Insustentável Leveza do Ser (The Unbearable Lightness of Being), de Philip Kaufman (1988), adaptação do romance de Milan Kundera.
... perfeito para uma "Sessão da Tarde": A Fantástica Fábrica de Chocolate (Willy Wonka & the Chocolate Factory), de Mel Stuart (1971).
... cuja atriz principal me fez sair inapelavelmente apaixonado da sala de cinema: A Noite (La Notte), de Michelangelo Antonioni (1960).
... que justifica plenamente sua duração de mais de três horas: Doutor Jivago (Doctor Zhivago), de David Lean (1965, 197 minutos).
... que me fez dormir no meio da sessão: O Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas), de Henry Selick (1993).
... para ser apreciado ao lado de uma boa companhia: Os Amantes do Círculo Polar (Los Amantes del Círculo Polar), de Julio Medem (1998).
Alexandre Inagaki é jornalista e escreve também no blog Pensar Enlouquece, Pense Nisso.
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