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    <title>Antena 1 Notícias - Economia</title>
    <updated>2026-11-03T13:21:33.000Z</updated>
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        <name>Redação Antena 1</name>
        <email>antena1@antena1.com.br</email>
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    <subtitle>Todas as notícias da categoria Economia publicadas recentemente na página da Antena 1</subtitle>
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    <rights>Todos os direitos reservados 2020, Antena 1</rights>
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        <title type="html"><![CDATA[Ibovespa cai mais de 1% na volta do feriado com pressão de Petrobras e preocupações sobre economia]]></title>
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        <updated>2026-11-03T13:21:33.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Ibovespa cai mais de 1% na volta do feriado com pressão de Petrobras e preocupações sobre economia]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>SÃO PAULO, 3 ​Nov (Reuters) - A bolsa paulista abria com viés negativo nesta terça-feira, contaminada por preocupações com o rumo da economia brasileira, além de ajustes ao movimento de ativos brasileiros no exterior na ⁠véspera, quando ⁠a B3 ​fechou ‌por feriado no país.</p><p>Às 10h15, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, ⁠cedia 1,36%, a 165.631,42 pontos, com ​forte pressão das ações da ​Petrobras, após o ‌tombo dos ​preços do ⁠petróleo no mercado internacional na segunda-feira.</p><p>O contrato futuro do índice ​com vencimento mais curto, em 16 de dezembro, perdia 1,55%, com investidores também acompanhando ​a eleição de meio de mandato nos Estados Unidos.</p><p>Embraer destoava com alta de mais de 2% após o Ministério da Defesa Nacional da Grécia assinar um contrato ​para aquisição de três aeronaves ‌KC-390 Millennium, com ⁠opções de compra para mais três unidades, por meio ⁠de um acordo governamental ⁠entre a ⁠Grécia ⁠e ​Portugal.</p><p></p><p>(Por Paula Arend LaierEdição Michael Susin)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
        </author>
        <category label="Economia" term="economia"/>
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        <title type="html"><![CDATA[Dólar sobe ante real na volta do feriado com temores sobre agenda econômica do novo governo]]></title>
        <id>https://www.antena1.com.br/noticias/dolar-sobe-ante-real-na-volta-do-feriado</id>
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        <updated>2026-11-03T12:36:08.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Dólar sobe ante real na volta do feriado com temores sobre agenda econômica do novo governo]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Igor Sodre</p><p>SÃO PAULO, 3 Nov (Reuters) - O dólar operava ​em alta contra o real na manhã desta terça-feira, com o mercado se ajustando após o feriado de Dia de Finados no Brasil, enquanto os agentes monitoram notícias sobre a possível composição da equipe econômica do novo mandato do presidente Lula, aguardam a decisão de juros do Copom na quarta-feira e, no exterior, as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos.</p><p>Às 10h15, o dólar à vista subia 0,88%, a R$5,4940 na venda.</p><p>Após uma semana agitada, com os mercados locais digerindo o resultado da eleição presidencial no Brasil, a questão política segue no radar dos agentes.</p><p>A indefinição sobre como será a condução da economia no novo ⁠governo de ⁠Luiz Inácio Lula da Silva gera preocupação entre ​os investidores.</p><p>A ‌cautela ganhou força durante o fim de semana, após notícia publicada na coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, de que o presidente Lula se encontraria com André Lara Rezende, um dos criadores do Plano Real, nesta semana. O economista publicou recentemente um texto no qual ⁠defende uma mudança na condução das políticas fiscal e monetária que incluiria a redução ​programada e gradual da Selic a 7,5% ao ano em 12 meses para reduzir a dívida ​pública e ajustar as contas do governo sem grandes cortes ‌de gastos.</p><p>O plano do ​economista também ⁠propõe o uso de parte das reservas internacionais para conter pressões sobre o real.</p><p>A informação foi recebida com estranheza pelo mercado, com economistas argumentando que as medidas poderiam gerar efeito oposto ao esperado, pressionando ainda mais a ​inflação e impondo risco às reservas internacionais.</p><p>Nesse contexto, o real apresenta o pior desempenho entre uma cesta de moedas globais na manhã desta terça.</p><p>Ao mesmo tempo, os agentes se preparam para a decisão de juros do Copom, na quarta-feira. A queda acentuada do mercado brasileiro após a reeleição de Lula turvou ​as perspectivas de crédito mais barato, deixando o Banco Central na posição de ponderar os riscos de inflação contra os custos de financiamento dolorosamente altos.</p><p>Pesquisa Focus divulgada nesta manhã mostrou que os economistas consultados pelo Banco Central ainda esperam um corte de 0,25 ponto percentual da Selic na quarta-feira, mas elevaram a projeção para a taxa no final do ano para 13,50%, de 13,25% antes. Já pesquisa da Reuters apontou a expectativa de manutenção da Selic no nível atual de 13,75% esta semana, após forte reação negativa dos ​mercados à reeleição de Lula.</p><p>No exterior, o dólar subia ante moedas pares do real. O foco dos agentes ‌fica nas eleições legislativas de meio de mandato ⁠nos Estados Unidos. Operadores no Polymarket veem cerca de 77% de probabilidade de os democratas conquistarem o controle de ambas as Casas do Congresso dos EUA, um resultado que pode levar a uma ⁠supervisão mais rigorosa da inteligência artificial e a uma regulamentação mais ⁠ampla das empresas.</p><p>O índice do dólar -- que mede ⁠o desempenho da moeda norte-americana ⁠frente ​a uma cesta de seis divisas -- subia 0,06%, a 101,820, às 10h15.</p><p>(Por Igor Sodré; edição de Isabel Versiani)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
        </author>
        <category label="Economia" term="economia"/>
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        <title type="html"><![CDATA[Guerra se intensifica no Mar Negro e coloca à prova limites da Otan]]></title>
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        <updated>2026-11-03T11:50:13.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Guerra se intensifica no Mar Negro e coloca à prova limites da Otan]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Tom Balmforth e Luiza Ilie</p><p>LONDRES/BUCARESTE, 3 Nov (Reuters) - ​Após sete ataques a navios de carga nas proximidades da Romênia e da Bulgária, membros da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), no mês passado, a aliança militar liderada pelos Estados Unidos anunciou que iria mobilizar aeronaves de patrulha marítima, radares e drones para reforçar seu flanco oriental no Mar Negro.</p><p>Três dias depois, em 23 de outubro, outro navio foi atingido logo fora das águas romenas. E, na semana passada, um navio porta-contêineres grego foi afundado por drones navais na zona econômica exclusiva da Bulgária.</p><p>Os ataques incessantes mostram como a escalada da guerra marítima ⁠entre a ⁠Rússia e a Ucrânia está se expandindo ​para  um grande ‌desafio para a Otan no Mar Negro, deixando expostos os Estados-membros litorâneos, como a Romênia e a Bulgária.</p><p>Analistas militares afirmaram não ter dúvidas de que foram ataques russos. Um drone naval visto no vídeo do último ataque se assemelhava a uma variante ⁠russa, segundo a empresa de segurança marítima Ambrey.</p><p>“Acho que é inegavelmente uma escalada”, ​disse Sidharth Kaushal, pesquisador sênior do think tank RUSI, com sede em Londres.</p><p>A Rússia nega ​estar atacando os vizinhos da Ucrânia com drones e ‌afirma que são os ​governos europeus ⁠que estão intensificando a guerra na Ucrânia ao fornecer ajuda militar. O Ministério da Defesa da Rússia não respondeu a um pedido de comentário para este artigo.</p><p>RÚSSIA ESTÁ TESTANDO LIMITES</p><p>Muitos dos navios atingidos ​em outubro estavam ancorados perto de um importante canal romeno usado pela Ucrânia para exportações, ou navegavam de ou para ele. Um deles estava em águas territoriais romenas, enquanto os outros oito estavam na zona econômica exclusiva da Romênia ou da Bulgária.</p><p>Iulia Joja, diretora do programa do ​Mar Negro do think tank Middle East Institute, com sede em Washington, disse que os ataques da Rússia levavam em conta a aversão do Ocidente à escalada.</p><p>“Trata-se de testar esses limites, com plena consciência de que faremos todo o possível para tomar as medidas mais mínimas”, disse Joja, fazendo uma comparação com as incursões de drones russos no espaço aéreo da Otan nos últimos anos.</p><p>Um representante da Otan afirmou que as ações russas destinadas a dissuadir os aliados da Otan ​de apoiar a Ucrânia constituem uma grave ameaça à segurança e que o compromisso da aliança ‌de defender todos os seus membros, incluindo ⁠os do Mar Negro, é “inabalável”.</p><p>O representante afirmou que havia uma clara necessidade de recursos de combate a drones com boa relação custo-benefício, mas que a aliança já havia se comprometido a ⁠investir mais de US$40 bilhões em recursos de combate a ⁠drones nos próximos cinco anos.</p><p>(Reportagem de Tom ⁠Balmforth, em Londres, e ⁠Luiza ​Ilie, em Bucareste; Reportagem adicional de Pavel Polityuk, Gergely Szakacs, Gleb Stolyarov, Edward Carron e Michael Jones)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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        <category label="Economia" term="economia"/>
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        <title type="html"><![CDATA[Lucro da Aramco aumenta em um terço no terceiro trimestre, apesar de ataques a instalações]]></title>
        <id>https://www.antena1.com.br/noticias/lucro-da-aramco-aumenta-em-um-terco-no-terceiro-trimestre-apesar-de-ataques-a-instalacoes</id>
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        <updated>2026-11-03T11:32:22.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Lucro da Aramco aumenta em um terço no terceiro trimestre, apesar de ataques a instalações]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>DUBAI, 3 Nov (Reuters) - A petrolífera estatal saudita Aramco  divulgou nesta terça-feira ​um aumento de 34,5% no lucro líquido do terceiro trimestre, apesar dos ataques às suas instalações, devido principalmente ao aumento da receita e à sua saída de uma joint venture.</p><p>A maior exportadora de petróleo do mundo registrou lucro líquido de US$36,25 bilhões nos três meses encerrados em 30 de setembro, em comparação com US$26,9 bilhões no mesmo período do ano anterior. O lucro líquido no segundo trimestre foi de US$32,7 bilhões.</p><p>O lucro líquido ajustado no terceiro trimestre foi de cerca de US$31,2 bilhões, superando a mediana da estimativa dos analistas divulgada pela Aramco, baseada em 12 analistas, de US$30,66 bilhões.</p><p>A guerra entre os Estados Unidos e o Irã reduziu a produção da Aramco, mas os preços mais altos do petróleo compensaram a queda nos volumes.</p><p>A Aramco vem exportando petróleo bruto de seus ⁠terminais orientais no ⁠Golfo Pérsico, seu mercado tradicional, bem como de seus ​terminais ocidentais ‌no Mar Vermelho por meio do oleoduto Leste-Oeste, que o presidente-executivo Amin Nasser chamou de “linha de vida essencial”.</p><p>O oleoduto, que aumentou o fluxo após o início da guerra, quando os EUA e Israel atacaram o Irã no final de fevereiro, sofreu ataques várias vezes ao longo do conflito.</p><p>Outras infraestruturas energéticas sauditas e a sede da Aramco também foram alvo ⁠de ataques, à medida que novos confrontos eclodiram na guerra latente contra os militantes houthis do Iêmen, ​alinhados com o Irã.</p><p>“PERÍODO EXTRAORDINÁRIO”</p><p>A incerteza geopolítica e os ataques a infraestruturas-chave do setor energético continuaram a agravar a crise ​global de abastecimento de energia, afirmou Nasser em comunicado, acrescentando que a ‌Aramco continuou a fornecer de ​forma confiável ⁠aos seus clientes durante esse “período extraordinário”.</p><p>A empresa ainda está explorando capacidade adicional de armazenamento no exterior e rotas alternativas de exportação, acrescentou ele.</p><p>A confiabilidade do abastecimento foi de 97,8% no trimestre, informou a Aramco, ante 99,9% no ano anterior e 98,4% no segundo trimestre.</p><p>“Essa forte ​confiabilidade no abastecimento foi alcançada apesar de algumas interrupções no Oleoduto Leste-Oeste durante o trimestre, já que a Aramco conseguiu restaurar rapidamente os carregamentos na região oeste utilizando a configuração multilinha do oleoduto”, afirmou a Aramco.</p><p>A produção de petróleo da Arábia Saudita foi de cerca de 8 milhões de barris por dia (bpd) em setembro, de acordo com fontes secundárias citadas pela Organização dos Países Exportadores ​de Petróleo (Opep) em seu relatório mensal mais recente, ante pouco mais de 10 milhões de bpd antes da guerra.</p><p>A Aramco não divulga seus volumes de produção de petróleo bruto. Sua produção total de hidrocarbonetos foi, em média, de 11,05 milhões de barris equivalentes de petróleo por dia (boepd) no terceiro trimestre, informou a empresa, em comparação com 13,3 milhões de boepd no ano anterior. A produção total de líquidos foi de 8,7 milhões de bpd, contra 10,8 milhões de bpd no ano anterior.</p><p>O preço médio realizado do petróleo bruto no terceiro trimestre foi de US$95,2 por barril, ante US$70,1 no ano anterior e US$108,1 no segundo trimestre.</p><p>A Aramco declarou ​um dividendo básico de US$21,9 bilhões para o terceiro trimestre, em linha com os dois trimestres anteriores e em consonância com o pagamento ‌total previsto para o ano.</p><p>Em setembro, a Aramco concluiu ⁠a venda de sua participação acionária de 50% nas joint ventures de refino e petroquímica PRefChem, na Malásia, para a parceira Petronas.</p><p>A Aramco informou que a segunda fase de seu projeto de gás não convencional de Jafurah deve ser concluída no ⁠próximo ano e continua a caminho de atingir 2 bilhões de pés cúbicos padrão ⁠por dia de gás até 2030.</p><p>A empresa também informou que ⁠a produção já começou em ⁠seu ​projeto de petróleo bruto Zuluf, que deve processar até 600.000 bpd de petróleo até o final de 2026.</p><p>(Reportagem da Redação no Golfo Pérsico)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Minério de ferro recua em meio ao aumento dos embarques e à demanda fraca da China]]></title>
        <id>https://www.antena1.com.br/noticias/minerio-de-ferro-recua-em-meio-ao-aumento-dos-embarques-e-a-demanda-fraca-da-china</id>
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        <updated>2026-11-03T11:18:16.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Minério de ferro recua em meio ao aumento dos embarques e à demanda fraca da China]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>3 Nov (Reuters) - Os preços do minério ​de ferro recuaram nesta terça-feira, pressionados pelo aumento da oferta de minério dos principais fornecedores mundiais e pela demanda fraca pelo ingrediente siderúrgico na China, o maior mercado consumidor do produto.</p><p>O contrato de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) na China fechou o pregão diurno com queda de 0,74%, a 671 iuanes (US$100,57) por tonelada.</p><p>A referência de minério de ferro para dezembro na Bolsa de Cingapura recuava 0,81%, ⁠para ⁠US$90,5 por tonelada.</p><p>A pressão pelo ​lado da ‌oferta persistiu em meio ao aumento dos embarques e chegadas de minério, afirmaram analistas da corretora Everbright Futures em uma nota.</p><p>Os embarques de minério de ferro dos principais fornecedores, Austrália e ⁠Brasil, aumentaram 1,3% em relação à semana anterior, para 27,9 ​milhões de toneladas, em 2 de novembro, segundo dados da consultoria ​Mysteel.</p><p>A demanda, por sua vez, permaneceu moderada ‌na China, já ​que as ⁠siderúrgicas se mostraram cautelosas em relação à reposição de estoques de minério devido às margens fracas de lucro, ao consumo mais fraco de aço no ​setor de transformação e aos estoques elevados de aço.</p><p>O carvão metalúrgico e o coque, outros insumos para a produção de aço, caíram 2,53% e 1,57%, respectivamente, pressionados pela expectativa de aumento da oferta.</p><p>Uma ​pesquisa da Mysteel mostrou que as minas de carvão na província de Shanxi, no norte da China, continuaram a retomar as operações, com 40 minas ainda fechadas em 2 de novembro, contra 44 na semana anterior.</p><p>Várias minas haviam sido fechadas para inspeções de segurança após um acidente fatal ocorrido em Shanxi em maio.</p><p>Os índices de referência do aço na Bolsa ​de Futuros de Xangai mantiveram-se estáveis. O vergalhão recuou 0,93%, a bobina ‌laminada a quente perdeu 0,54%, ⁠o fio-máquina caiu 1,36%, enquanto o aço inoxidável subiu 2,04%.</p><p>O sentimento baixista dominou o mercado de aço em meio a uma demanda sazonalmente ⁠mais fraca no setor de transformação e ⁠à ausência de apoio governamental em ⁠novembro, afirmaram ⁠analistas ​da corretora First Futures em uma nota.</p><p>(Reportagem de Amy Lv e Lewis Jackson)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Ações chinesas permanecem em baixa devido à decepção com medidas políticas]]></title>
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        <updated>2026-11-03T10:06:50.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Ações chinesas permanecem em baixa devido à decepção com medidas políticas]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>XANGAI, 3 Nov (Reuters) - A mais recente iniciativa da China ​para estabilizar seu mercado de ações em queda teve dificuldade para ganhar força nesta terça-feira, com as ações estagnadas perto das mínimas de um ano e os investidores afirmando que o já conhecido roteiro de incentivar a entrada de dinheiro no mercado não estava surtindo efeito desta vez.</p><p>A China tem o mercado de ações de maior porte com o pior desempenho global neste ano, com o índice CSI300 , composto por ações de primeira linha, apresentando queda de 13% desde janeiro. O índice registrou em outubro sua maior queda mensal em uma década, impulsionada por uma desvalorização nas ações do setor de IA, e fechou com queda de 0,2% na terça-feira.</p><p>O desempenho representa um revés para os esforços de ⁠transformar as ações ⁠chinesas em uma fonte confiável de investimento e ​financiamento para o ‌boom da IA. Os  reguladores responderam na segunda-feira  com medidas destinadas a financiar a compra de ações por corretoras, fundos e empresas.</p><p>As autoridades também instruíram os bancos a adiar novas listagens ou grandes vendas de ações, a fim de apoiar o mercado, informou o jornal Financial Times nesta terça-feira, citando pessoas a par do ⁠assunto.</p><p>O órgão regulador do mercado, a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China, não respondeu ​imediatamente a um pedido da Reuters para comentar a reportagem.</p><p>O gestor de fundos Chen Jiande disse que as ​medidas — incluindo operações de swap do banco central para financiar compras ‌de ações e o incentivo ​à recompra ⁠de ações — repetiram os esforços de 2024 e ofereceram uma oportunidade de vender, em vez de comprar.</p><p>“Essas medidas ficaram aquém das expectativas”, disse Chen, gerente geral da Fujian Tianlang Asset Management Co.</p><p>“Muitos investidores em ações de tecnologia em baixa estão aproveitando ​qualquer recuperação para sair rapidamente.”</p><p>'FALTA DE CONFIANÇA'</p><p>O índice de referência Shanghai Composite  caiu 0,8% na terça-feira e se encontra, assim como o índice de blue chips, próximo de seu nível mais baixo em um ano. O índice STAR Chip, focado em tecnologia , despencou até 7%, atingindo seu nível mais baixo desde dezembro de 2025, enquanto o índice de ​IA  caiu mais de 4%.</p><p>Wang Yapei, gestor de fundos da Zijie Private Fund, afirmou que um dos problemas é que o governo está incentivando os participantes do mercado a desembolsar o dinheiro, em vez de fornecer o financiamento.</p><p>De acordo com os esquemas anunciados, os participantes do mercado obtêm liquidez do banco central por meio de swaps ou repasses para comprar ações.</p><p>“Os principais acionistas podem não ter um forte incentivo para comprar ações em queda com dinheiro emprestado, já que precisam assumir os riscos por conta própria”, disse Wang.</p><p>“O problema agora é a falta de confiança no mercado. Uma vez ​que a confiança se vai, é preciso comprar continuamente com dinheiro vivo para sustentar os preços.”</p><p>. Em TÓQUIO, o índice ‌Nikkei permaneceu fechado.. Em HONG KONG, o índice ⁠HANG SENG subiu 0,57%, a 23.525 pontos.. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,82%, a 3.608 pontos.. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,20%, a 4.008 pontos.. Em SEUL, o ⁠índice KOSPI teve desvalorização de 3,59%, a 5.648 pontos.. Em TAIWAN, o ⁠índice TAIEX registrou baixa de 3,59%, a 43.307 pontos.. ⁠Em CINGAPURA, o índice ⁠STRAITS ​TIMES desvalorizou-se 0,65%, a 5.269 pontos.. Em SYDNEY, o índice S&P/ASX 200 avançou 0,34%, a 8.886 pontos.</p><p>(Reportagem da Redação de Xangai)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Bayer eleva previsão de lucro para 2026 com unidade farmacêutica superando expectativas]]></title>
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        <updated>2026-11-03T09:27:01.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Bayer eleva previsão de lucro para 2026 com unidade farmacêutica superando expectativas]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>3 Nov (Reuters) - O grupo farmacêutico ​e agrícola alemão Bayer  elevou sua previsão de lucro para 2026 nesta terça-feira, citando um desempenho melhor do que o esperado no setor farmacêutico da empresa.</p><p>As ações da Bayer subiam 2% no início do pregão em Frankfurt.</p><p>A Bayer vem sendo sobrecarregada por uma dívida pesada desde a aquisição da Monsanto por US$63 bilhões em 2018, um negócio que também sobrecarregou o ⁠grupo ⁠com os onerosos processos judiciais ​relacionados ao ‌Roundup.</p><p>A empresa agora espera que o lucro operacional ajustado,  com base em câmbio ajustado, atinja entre 9,8 bilhões e 10,3 bilhões de euros, ante uma faixa anteriormente ⁠prevista de 9,6 bilhões a 10,1 bilhões de euros.</p><p>O ​setor farmacêutico da Bayer registrou vendas de 4,68 bilhões de ​euros no terceiro trimestre, 5% acima ‌das expectativas dos ​analistas ⁠em uma pesquisa realizada pela Vara Research.</p><p>“Chegamos a um ponto de inflexão na trajetória de crescimento da divisão farmacêutica e estamos ​começando a ver o outro lado”, afirmou o diretor-executivo Bill Anderson em comunicado.</p><p>Em termos de lucro operacional, a empresa alcançou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e ​amortização, ajustado por itens não recorrentes, de 1,62 bilhão de euros, cerca de 13% acima das expectativas dos analistas.</p><p>Da mesma forma, a empresa reduziu em 1 bilhão de euros as projeções para a dívida financeira líquida do ano, estimando-a agora entre 28 bilhões e 29 bilhões de euros.</p><p>A divisão de ciência agrícola da empresa, ​que comercializa sementes e produtos químicos para proteção de culturas, alcançou ‌um lucro operacional  ajustado de ⁠101 milhões de euros, enquanto os analistas esperavam 164 milhões de euros.</p><p>O aumento das despesas de vendas, bem como ⁠o desempenho inferior nas vendas nas ⁠regiões da EMEA e da ⁠Ásia-Pacífico, prejudicaram ⁠a ​divisão.</p><p>(Reportagem de Tristan Veyet em Gdansk e Patricia Weiss em Frankfurt)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[S&P 500 fecha em baixa, e Apple recua antes de relatório trimestral]]></title>
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        <updated>2026-11-02T21:18:29.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[S&P 500 fecha em baixa, e Apple recua antes de relatório trimestral]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Noel Randewich e Shashwat Chauhan</p><p>2 Nov (Reuters) - O S&P ​500 fechou em baixa nesta segunda-feira, com os preços do petróleo despencando devido ao otimismo em relação a um possível acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, enquanto as ações da Apple registraram queda antes  do relatório trimestral da fabricante do iPhone e com os investidores aguardando as eleições de meio de mandato nos EUA, na  terça-feira.</p><p>Os rendimentos dos títulos do Treasury dos EUA de prazo mais longo caíram e os preços do petróleo Brent recuaram, depois que o Irã indicou estar aberto a negociações de paz após oito meses de guerra no Oriente Médio, que mantiveram os preços da energia elevados e alimentaram a inflação.</p><p>As ações ⁠da Apple ⁠caíram antes  de seu relatório trimestral após o fechamento ​do mercado, ‌com os investidores focados no aumento dos custos dos chips de memória.</p><p>A Amazon e a Tesla subiram.</p><p>Os ganhos no primeiro dia de negociações de novembro em Wall Street vieram após um outubro difícil. O Nasdaq caiu 5,3% no mês, após uma onda de vendas na sexta-feira relacionada a ⁠preocupações de que os gastos maciços com infraestrutura de IA estejam superando a geração ​de caixa no curto prazo.</p><p>Os ganhos desta segunda-feira refletiram uma reação do tipo “comprar na baixa”, disse Jake ​Dollarhide, diretor executivo da Longbow Asset Management em Tulsa, Oklahoma. ‌Ele alertou que os ​investidores continuam ⁠preocupados com o ritmo dos gastos com IA.</p><p>“As empresas precisam perceber que há um limite para quanto gastam e o que isso significa em termos de aumento do valor para os acionistas. Em algum momento, não há ​mais valor agregado, apenas despesas”, disse Dollarhide.</p><p>De acordo com dados preliminares, o S&P 500 perdeu 37,80 pontos, ou 0,50%, fechando em 7.542,27 pontos, enquanto o Nasdaq Composite perdeu 272,68 pontos, ou 1,07%, para 25.164,32. O Índice Dow Jones Industrial Average subiu 221,88 pontos, ou 0,43%, para 51.992,19.</p><p>A Oracle caiu depois que documentos regulatórios ​revelaram que a provedora de infraestrutura em nuvem planeja levantar US$20 bilhões por meio de uma emissão de dívida e venda de ações, destacando as preocupações dos investidores de que gastos financiados por dívida possam se tornar mais difíceis de justificar à medida que os custos dos empréstimos aumentam.</p><p>O sentimento em relação às empresas ligadas à IA permaneceu instável depois que um documento de IPO revisado mostrou que o prejuízo líquido da Anthropic diminuiu drasticamente no terceiro trimestre, enquanto a receita disparou antes de uma possível abertura de capital.</p><p>A ​Marvell Technology despencou depois que a fabricante de chips anunciou que estava adquirindo a Lumentum, fabricante de componentes ópticos, ‌em uma transação de US$115 bilhões inteiramente ⁠em ações, incluindo dívidas. A Lumentum também caiu.</p><p>A Intel caiu,  somando-se à queda de 29% na sexta-feira, após prever receita trimestral abaixo das estimativas do mercado e afirmar que não esperava fluxo de caixa positivo ⁠neste ano.</p><p>A Palantir caiu  antes  de seu relatório trimestral, após o fechamento do mercado.</p><p>A ⁠fabricante de chips AMD caiu  antes  de seu relatório trimestral ⁠na terça-feira.</p><p>(Reportagem de Shashwat ⁠Chauhan ​e Utkarsh Hathi em Bengaluru, e de Noel Randewich em San Francisco; Edição de Maju Samuel e David Gregorio)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[El Niño representa “risco significativo” de aumento da inflação em 2027, diz estudo do Fed de San Francisco]]></title>
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        <updated>2026-11-02T18:52:12.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[El Niño representa “risco significativo” de aumento da inflação em 2027, diz estudo do Fed de San Francisco]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>San Francisco, 2 Nov (Reuters) - O fenômeno climático ​El Niño, que pode causar um aumento recorde nas temperaturas oceânicas nos próximos meses, representa um “risco significativo” de aumento da inflação nos Estados Unidos em 2027, embora também deva contribuir para a geração de empregos, de acordo com uma pesquisa publicada nesta segunda-feira pelo Federal Reserve de San Francisco.</p><p>O atual El Niño pode estar entre os mais intensos já registrados, segundo projeções da Organização Meteorológica Mundial divulgadas no mês passado, causando secas em alguns locais, inundações em outros e aumento do calor em muitas partes do mundo.</p><p>“Estimamos que o episódio atual ⁠já ⁠possa ter elevado os níveis gerais de ​preços em ‌cerca de 0,3 ponto percentual entre abril e julho deste ano”, escreveram três pesquisadores do banco regional do Fed na última edição de sua “Economic Letter”.</p><p>“As estimativas indicam que esse aumento inicial deve diminuir até o final deste ano, mas ⁠depois poderá impulsionar os preços em 2027 em até 1 ponto percentual.”</p><p>O Fed ​vem enfrentando uma inflação que está acima de sua meta de 2% há ​mais de cinco anos e meio devido a uma ‌série de choques, incluindo ​interrupções ⁠na cadeia de suprimentos durante a pandemia, um aumento acentuado nas tarifas em 2025 e uma alta nos preços globais do petróleo desde o início da guerra no Irã, no começo ​deste ano.</p><p>A projeção de que mais um possível choque poderia exercer pressão de alta sobre os preços surge no momento em que o Fed também está lidando com o impacto inflacionário da demanda por bens e serviços relacionados à IA, além de condições financeiras ​que, segundo analistas, não são particularmente restritivas.</p><p>O Fed manteve as taxas de juros inalteradas na semana passada, mas espera-se amplamente que ele aumente a taxa básica de juros em dezembro e novamente no próximo ano, para conter a inflação.</p><p>As implicações do El Niño para a economia dos EUA são incertas, escreveram os pesquisadores associados do Fed de San Francisco, Molly Arden e Toby Graf, juntamente com a economista sênior Brigitte Roth Tran.</p><p>Embora a melhoria ​na qualidade das previsões meteorológicas permita que empresas, famílias e formuladores de políticas estejam mais bem ‌preparados do que no passado, escreveram ⁠os autores do artigo, a integração global dos mercados significa que a economia dos EUA pode estar mais sensível do que antes a choques externos.</p><p>“Desenvolvimentos mais recentes, como ⁠as perturbações no mercado de fertilizantes, as interrupções na cadeia ⁠de suprimentos nos mercados de energia e ⁠eventos climáticos que ⁠bateram ​recordes, também poderiam interagir com este El Niño de maneiras inesperadas”, escreveram eles.</p><p>(Reportagem de Ann Saphir)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
        </author>
        <category label="Economia" term="economia"/>
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        <title type="html"><![CDATA[China lança medidas para apoiar mercado de capitais em dificuldades]]></title>
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        <updated>2026-11-02T17:26:58.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[China lança medidas para apoiar mercado de capitais em dificuldades]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>PEQUIM/XANGAI, 2 Nov (Reuters) - Órgãos reguladores chineses adotaram uma série ​de medidas, que vão desde a realização de operações de swap até a ampliação de uma linha de crédito para recompra de ações por empresas listadas em bolsa, como parte dos esforços para estabilizar os mercados de capitais em dificuldades.</p><p>As autoridades também instaram as empresas de maior peso nos índices e as principais companhias de tecnologia a tentarem estabilizar os preços de suas ações e estão analisando planos para flexibilizar as regras para aumentar a liquidez do mercado.</p><p>O banco central da China e o órgão regulador do mercado de valores mobiliários fizeram anúncios na segunda-feira, depois que o índice de referência CSI300 despencou 8,5% em outubro, seu pior mês desde o início de ⁠2016.</p><p>A fraqueza persistente ⁠na segunda maior economia do mundo, abalada ​pelo consumo lento ‌e por uma prolongada crise de endividamento no setor imobiliário, além das quedas acentuadas nas ações do setor de tecnologia, abalaram a confiança dos investidores.</p><p>A mídia local noticiou inicialmente que os reguladores se reuniram com instituições financeiras nesta segunda-feira para discutir medidas de apoio aos mercados de capitais. Os preços ⁠das ações se recuperaram na segunda, diante da expectativa de políticas de apoio.</p><p>Como parte ​das medidas, o Banco Popular da China (PBOC) anunciou que realizaria na terça-feira operações de swap com instituições financeiras, ​o que poderia injetar mais de 100 bilhões de iuanes (US$ ‌15 bilhões) no mercado de ​ações.</p><p>Será ⁠a terceira vez que o PBOC utiliza essa ferramenta de liquidez, criada há dois anos para permitir que corretoras, seguradoras e gestoras de fundos obtenham liquidez para a compra de ações.</p><p>O PBOC também informou que um esquema de repasse ​de recursos, destinado a financiar recompras e aquisições de ações, passaria de um arranjo temporário para um mecanismo de longo prazo. A taxa de juros do esquema ampliado foi reduzida de 1,25% para 1%.</p><p>Em comunicado separado, a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) instou as principais empresas que compõem os índices e as empresas ​de tecnologia de ponta a “recomprar ativamente ações” e estabilizar o valor de mercado. O órgão regulador também incentivará alguns fundos negociados em bolsa recém-criados a “acelerar a construção de posições em ações” e encorajará gestores de fundos a comprar ações em um ciclo de baixa.</p><p>A nova rodada de operações de swap do Banco Popular da China (PBOC) “envia mais um forte sinal do compromisso dos formuladores de políticas em salvaguardar a estabilidade do mercado de capitais e apoiar a confiança dos investidores”, afirmou Hao Zhou, analista da Guotai Haitong Securities baseado em Hong Kong. Ele disse ​que a volatilidade global e as incertezas externas continuaram a pesar sobre o ânimo dos investidores.</p><p>O PBOC informou que as ‌licitações no âmbito da Linha de Swap para ⁠Empresas de Valores Mobiliários, Fundos e Seguros (SFISF) ocorrerão na terça-feira.</p><p>Segundo o banco, 31 corretoras e gestoras de fundos já haviam solicitado swaps no valor de mais de 100 bilhões de iuanes.</p><p>O banco central já havia realizado ⁠operações semelhantes em outubro de 2024 e janeiro de 2025, injetando ⁠um total de 105 bilhões de iuanes no mercado.</p><p>O ⁠Índice Composto de Xangai ⁠subiu ​1,1% na segunda-feira, seu maior ganho percentual em um único dia desde 27 de agosto. (US$ 1 = 6,6477 iuan renminbi chinês)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
        </author>
        <category label="Economia" term="economia"/>
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        <title type="html"><![CDATA[Fábricas de vestuário em Bangladesh fecham novamente conforme protestos por aumentos salariais se tornam violentos]]></title>
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        <updated>2026-11-02T16:19:13.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Fábricas de vestuário em Bangladesh fecham novamente conforme protestos por aumentos salariais se tornam violentos]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Ruma Paul</p><p>DACA, 2 Nov (Reuters) - As ​fábricas de vestuário de Bangladesh retomaram brevemente as operações nesta segunda-feira, após uma paralisação generalizada ocorrida no dia anterior, mas novos confrontos entre trabalhadores e a polícia forçaram centenas de fábricas a suspender a produção novamente.</p><p>A agitação gerou preocupações quanto a atrasos nas remessas e à confiança dos compradores em Bangladesh, um importante fornecedor de marcas como H&M, Zara, Walmart e Primark, em um momento crítico do ciclo de produção para os pedidos de exportação da primavera e ⁠do ⁠verão.</p><p>Trabalhadores que exigiam um salário mínimo ​mensal de ‌30.000 takas (US$ 243), um aumento em relação aos atuais 12.500 takas, bloquearam estradas, vandalizaram fábricas e entraram em confronto com a polícia nos principais distritos industriais, levando 679 fábricas a interromper a produção.</p><p>Bangladesh é ⁠o segundo maior exportador mundial de vestuário, atrás apenas da China, ​e o setor de confecções é responsável por mais de 80% das ​receitas de exportação do país do sul ‌da Ásia. Ele ​emprega cerca ⁠de 4 milhões de trabalhadores e representa aproximadamente 10% da produção econômica.</p><p>Em uma tentativa de amenizar a crise, o governo formou, no domingo, uma comissão salarial composta ​por seis membros para analisar as reivindicações dos trabalhadores, que ganharam força em meio à inflação persistente e ao aumento do custo de vida.</p><p>A VIOLÊNCIA CONTINUA</p><p>A polícia informou ter usado gás lacrimogêneo para dispersar trabalhadores do setor ​têxtil que tentavam bloquear estradas em Daca, depois que manifestantes atiraram tijolos e pedras contra os policiais. Também foram registrados distúrbios em Ashulia e Gazipur, dois centros industriais nos arredores da capital.</p><p>Autoridades policiais e do setor afirmaram que os manifestantes incendiaram um veículo da polícia e vandalizaram várias fábricas.</p><p>Os confrontos se seguiram aos protestos e fechamentos de fábricas ocorridos no domingo, com os trabalhadores ​continuando a exigir salários mais altos e a resolução de reclamações trabalhistas.</p><p>“Bangladesh tem ‌um dos salários mais baixos do ⁠mundo no setor têxtil”, afirmou Babul Akhter, secretário-geral da Federação dos Trabalhadores Têxteis e Industriais de Bangladesh e representante dos trabalhadores no conselho salarial.</p><p>“Se ⁠os proprietários das fábricas não conseguem pagar adequadamente ⁠aos trabalhadores, devem negociar melhores preços ⁠com os compradores ⁠internacionais. ​Não podem construir um negócio às custas de trabalhadores mal remunerados.”</p><p>(Reportagem de Ruma Paul)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
        </author>
        <category label="Economia" term="economia"/>
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        <title type="html"><![CDATA[PESQUISA-BC deve manter Selic em 13,75% em uma pausa após a reeleição de Lula]]></title>
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        <updated>2026-11-02T14:46:53.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[PESQUISA-BC deve manter Selic em 13,75% em uma pausa após a reeleição de Lula]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Gabriel Burin</p><p>BUENOS AIRES, 2 Nov (Reuters) - O Banco Central brasileiro provavelmente ​manterá sua taxa básica de juros inalterada nesta quarta-feira, segundo uma pesquisa da Reuters, dando uma pausa na série de cortes para avaliar melhor as perspectivas econômicas após a eleição presidencial de outubro.</p><p>Os mercados domésticos sofreram um abalo na semana passada depois que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva frustrou as esperanças dos investidores de uma solução rápida para os problemas orçamentários do Brasil sob um governo de seu rival, o senador Flávio Bolsonaro.</p><p>Mesmo com a vitória de Lula, a maioria dos analistas esperava inicialmente um sexto corte consecutivo de 25 pontos-base quando a pesquisa foi aberta, em 28 de outubro, já que a intervenção do Tesouro acalmou as turbulências do mercado no início da semana.</p><p>Mas a opinião mudou até o encerramento da pesquisa, em 2 de novembro, com uma maioria de 33 dos 48 ⁠analistas pedindo que o ⁠Banco Central mantivesse a taxa Selic em 13,75% em ​4 de ‌novembro, devido às dúvidas sobre os planos fiscais de Lula e à incerteza relacionada à partida repentina de Bolsonaro para os EUA. O real brasileiro  perdeu 9% e o índice de ações Bovespa  caiu cerca de 19% na semana passada.</p><p>Apenas 15 economistas ainda esperavam um corte por parte do Comitê de Política Monetária do Banco Central, conhecido como Copom, nesta quarta-feira.</p><p>O Copom vai 'justificar a ⁠manutenção da Selic adicionando essa maior incerteza advinda dos mercados como fator de risco para a inflação”, ​disse Alessandra Ribeiro, diretora de análise macroeconômica da Tendências, acrescentando que eles devem sinalizar que vão 'esperar ainda por um tempo para ​reavaliar uma retomada de queda do ciclo de Selic.</p><p>“Acho que vem um pouquinho ‌de 'forward guidance'”, afirmou ela.</p><p>O Banco Central ​iniciou ⁠uma campanha de flexibilização gradual da política monetária em janeiro, em resposta a algumas melhorias nas tendências dos preços ao consumidor, combinadas com uma desaceleração econômica.</p><p>Mas os formuladores de política monetária têm agido com cautela, mantendo um amplo spread entre o custo dos empréstimos no Brasil e a ​taxa de fundos federais do Banco Central dos Estados Unidos, a fim de apoiar a moeda local e afastar as pressões inflacionárias.</p><p>Esse grande diferencial, maior do que o de países vizinhos como o México ou a Argentina, é o motivo pelo qual muitos economistas ainda acreditam que o Banco Central tem margem para realizar outro corte de um quarto de ponto percentual na taxa de juros nesta semana.</p><p>'(Haverá) ​mais esses dois cortes nesse ano porque a inflação tem ajudado e o mercado de trabalho também está dando sinal de estagnação”, disse Fernanda Lima, economista-chefe da Barra Peixe Investimentos.</p><p>“A economia está desaquecendo mesmo, o que leva você a um patamar de Selic um pouco mais baixo, que ainda assim é muito contracionista.”</p><p>Analistas também afirmam que taxas mais baixas são necessárias para reduzir o déficit público geral do Brasil, já que os juros representam atualmente 9% da economia — o nível mais alto desde 2016.</p><p>No entanto, a mediana das previsões trimestrais da pesquisa apontou para um nível estável de 13,75%, pelo menos até o segundo trimestre de 2027, quando era esperado outro corte de 25 ​pontos-base.</p><p>Isso coincidiu com as expectativas de vários participantes que responderam a uma pergunta separada sobre quando o banco fará o próximo ajuste nas taxas.</p><p>Dos ‌32 participantes, oito previram uma redução de um quarto ⁠de  ponto percentual em março. Quatro disseram esperar um corte em abril do próximo ano. Outros quatro esperavam um corte em junho. O restante mencionou outros meses.</p><p>“A recente onda de vendas de ativos brasileiros provavelmente levará o Copom a permanecer cauteloso e avaliar a evolução ⁠do mercado nas próximas semanas”, escreveram analistas da Oxford Economics em um relatório.</p><p>“Embora vejamos ⁠espaço para uma reversão parcial desses movimentos, uma recuperação sustentada dependerá ⁠dos anúncios de política fiscal ⁠de ​Luiz Inácio Lula da Silva e de medidas confiáveis para conter a dívida pública.”</p><p>(Reportagem e pesquisa de opinião por Gabriel Burin, em Buenos Aires)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Ações da Alstom despencam após empresa reduzir suas projeções pela segunda vez em 2026]]></title>
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        <updated>2026-11-02T14:11:23.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Ações da Alstom despencam após empresa reduzir suas projeções pela segunda vez em 2026]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Hugo Lhomedet e ​Jakob Van Calster</p><p>2 Nov (Reuters) - A fabricante francesa de trens Alstom  reduziu drasticamente suas projeções para o ano inteiro e lançou, nesta segunda-feira, um plano de redução da dívida de 2 bilhões de euros (US$2,2 bilhões), o que provocou uma queda acentuada em suas ações, depois que uma análise de projetos problemáticos revelou dificuldades ⁠mais ⁠graves do que o ​esperado na ‌Alemanha.</p><p>O alerta marca o segundo grande revés sob a gestão do presidente-executivo Martin Sion, que assumiu o cargo em abril prometendo ⁠melhorar a execução e restaurar a confiança dos ​investidores. A Alstom descartou sua meta de fluxo ​de caixa livre para três ‌anos e reduziu ​sua ⁠previsão de lucratividade anual poucas semanas após sua nomeação.</p><p>As ações do grupo despencavam 25% às 11h30 GMT, ficando ​na última posição do índice de referência europeu STOXX 600 .</p><p>A Alstom informou que sua margem de lucro ajustada do negócio principal ficou em ​torno de -4% no primeiro semestre do exercício financeiro iniciado em abril, em comparação com +6,4% no mesmo período do ano anterior, ao reduzir a previsão para o ano inteiro de 6,5% para cerca de 1%.</p><p>A empresa também alertou para uma queima de caixa ​de €1,5 bilhão (US$1,7 bilhão) neste ano, tendo anteriormente previsto um ‌fluxo de caixa livre ⁠positivo. Analistas do Citi afirmaram que a saída de caixa prevista equivale a cerca de 20% ⁠do valor de mercado da ⁠Alstom.</p><p>(Reportagem de Hugo Lhomedet ⁠e Jakob ⁠Van ​Calster em Gdansk, com contribuição adicional de Diana Mandia)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
        </author>
        <category label="Economia" term="economia"/>
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        <title type="html"><![CDATA[Setores se preparam para mudança de rumo com aproximação das eleições de meio de mandato nos EUA]]></title>
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        <updated>2026-11-02T13:25:07.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Setores se preparam para mudança de rumo com aproximação das eleições de meio de mandato nos EUA]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>2 Nov (Reuters) - À medida que as eleições de meio de mandato nos EUA se aproximam, o setor empresarial norte-americano se ​prepara para uma possível mudança no equilíbrio de poder em Washington.</p><p>No caso de um forte desempenho dos democratas, analistas e estrategistas afirmam que as ações dos setores de energia limpa, habitação e saúde poderiam ser beneficiadas, enquanto as empresas de inteligência artificial, centros de dados e defesa podem passar por um escrutínio mais rigoroso por parte dos parlamentares.</p><p>As chances de uma vitória esmagadora dos democratas estavam em 72%, segundo a Polymarket, o maior mercado de previsões do mundo, enquanto as chances de o Partido Republicano manter o Senado e o Partido Democrata conquistar a Câmara dos Deputados estavam em 23%.</p><p>As chances de os republicanos manterem o Senado e a Câmara são de apenas 6%, enquanto uma pesquisa da Reuters/Ipsos mostrou que os índices de aprovação do presidente Donald Trump estão no nível mais baixo de sua carreira, em meio a preocupações dos eleitores com o custo de vida e a guerra com o Irã.</p><p>Mesmo um Congresso dividido daria aos democratas mais controle sobre investigações e financiamentos, mas eles ainda teriam que superar qualquer veto de Trump.</p><p>Os investidores estão acompanhando de perto estes setores:</p><p>POTENCIAIS BENEFICIÁRIOS DE ONDA DEMOCRATA:</p><p>ENERGIA LIMPA</p><p>Um forte desempenho dos democratas poderia reforçar as expectativas de que o apoio federal ao desenvolvimento de energia limpa permanecerá em vigor, segundo analistas, beneficiando empresas como a fabricante de painéis solares First Solar , a instaladora de sistemas solares residenciais Sunrun , a fabricante de inversores Enphase Energy  e a desenvolvedora de energia limpa NextEra Energy .</p><p>O Congresso, controlado pelos democratas, aprovou a Lei de Redução da Inflação em 2022, destinando centenas de ⁠bilhões a medidas climáticas e de segurança energética, incluindo ⁠créditos fiscais ampliados para energia renovável, energia nuclear e veículos elétricos.</p><p>No caso de um governo ​dividido, a corretora UBS ‌vê espaço para uma legislação bipartidária que acelere as aprovações em áreas de energia e infraestrutura e espera que a energia nuclear receba apoio de ambos os lados.</p><p>Os democratas planejam examinar minuciosamente os esforços do governo Trump para reverter as regras de emissões e podem recorrer à Lei de Revisão do Congresso para revogar regulamentações que facilitam a venda de caminhões e SUVs movidos a gasolina.</p><p>As montadoras Ford , General Motors  e Stellantis , que reduziram seus planos de veículos elétricos e fizeram lobby por regras mais flexíveis, podem enfrentar pressão.</p><p>CONSTRUTORAS</p><p>O UBS afirmou que o governo Trump continuaria a implementar a lei aprovada pelo Congresso no final de junho para aumentar a disponibilidade de casas unifamiliares a preços acessíveis.</p><p>Se os democratas ⁠conquistarem o controle de ambas as câmaras, poderão adicionar medidas de acessibilidade, incluindo restrições a grandes proprietários institucionais, embora essas medidas ainda possam enfrentar o veto de Trump, afirmou o ​UBS.</p><p>O Índice Imobiliário PHLX  caiu quase 5% neste ano, à medida que a perspectiva de aumento das taxas de juros e das taxas de hipotecas pesa sobre o setor.</p><p>SETORES EM RISCO COM MAIORIA DEMOCRATA:</p><p>IA E CENTROS DE DADOS</p><p>Analistas esperam ​que uma maioria democrata traga um maior escrutínio sobre a IA, o que pode pressionar empresas do setor de armazenamento de dados e ‌memória, como a Micron Technology , a Sandisk  e a Seagate , que registraram ​alta este ⁠ano.</p><p>Uma desaceleração nos gastos com IA e centros de dados também poderia pesar sobre fabricantes de equipamentos para chips   ,  fornecedores de energia   e construtoras de centros de dados  .</p><p>Uma maioria democrata estaria mais propensa a usar poderes de intimação para obrigar executivos do setor de tecnologia a testemunhar sob juramento ou a entregar registros relacionados a comportamentos prejudiciais de agentes de IA.</p><p>Além disso, eleitores em pelo menos 10 estados poderiam votar em propostas que imporiam novas restrições, exigências de licenciamento ou suspensões no desenvolvimento de centros de dados.</p><p>Ainda assim, o Société Générale ​afirmou que o setor de IA provavelmente permanecerá intacto, já que é improvável que os democratas consigam uma maioria grande o suficiente para derrubar um veto de Trump e as principais agências federais continuam sob controle republicano.</p><p>SAÚDE</p><p>O setor de saúde enfrenta perspectivas mistas em caso de vitória esmagadora dos democratas, com um maior escrutínio dos planos Medicaid e Medicare Advantage potencialmente pesando sobre as seguradoras, embora a TD Cowen veja risco limitado de grandes mudanças no setor e de uma ampla reforma estrutural.</p><p>O setor de saúde do S&P 500  subiu mais de 19% este ano, atingindo níveis recordes, ficando atrás apenas das ações do setor de energia, à medida que os investidores migraram para setores defensivos em meio à volatilidade do mercado.</p><p>Uma Câmara dos Deputados controlada pelos democratas aumentaria a ​possibilidade de aumento de impostos para financiar um programa fiscal que inclua mais gastos com saúde.</p><p>“Uma vitória esmagadora dos democratas poderia criar um impulso maior para medidas voltadas para os custos da saúde, taxas cobradas dos consumidores, preços de medicamentos prescritos e áreas consideradas responsáveis por preocupações com a acessibilidade”, disse Magdalena Ocampo, estrategista de mercado da Principal Asset Management.</p><p>DEFESA</p><p>As ações do setor de defesa registraram alta em janeiro, depois que Trump propôs um orçamento militar de US$1,5 trilhão, acima dos US$901 bilhões aprovados, mas, desde então, perderam a maior parte desses ganhos.</p><p>É improvável que haja votação do orçamento antes de 2027. O controle democrata da Câmara dos Deputados poderia colocar os gastos militares novamente sob escrutínio, com analistas observando que o Congresso ainda não aprovou verbas para os contratos multibilionários que grandes empresas do setor de defesa assinaram para reabastecer seus estoques.</p><p>No entanto, com o conflito com o Irã sem sinais de que vai terminar, empresas como a RTX  e a Northrop Grumman  continuam a registrar uma demanda robusta por armas, elevando suas carteiras de pedidos a níveis recordes.</p><p>FINANÇAS</p><p>Analistas do Morgan Stanley afirmaram que uma fiscalização adicional, caso os democratas vençam as eleições, poderia desacelerar o ritmo da flexibilização regulatória, mas provavelmente não a impediria.</p><p>A última vez que um Congresso democrata reformulou as ​regulamentações bancárias foi com a lei Dodd-Frank de 2010, que tornou mais rígidas as regras de capital, criou um órgão de defesa do consumidor e impôs novas restrições às negociações.</p><p>Uma posição mais forte do Partido Republicano favoreceria a clareza regulatória e a continuidade das políticas. ‌Manter condições favoráveis para fusões e aquisições e sustentar a atividade nos mercados de capitais são importantes ⁠fatores que impulsionam os lucros dos grandes bancos, afirmaram analistas do Barclays.</p><p>Os resultados trimestrais do JPMorgan , do Citigroup , do Goldman Sachs  e do Wells Fargo , divulgados no início deste mês, sugeriram que o boom de fusões e aquisições e de negociações que impulsionou os lucros recordes do primeiro semestre pode estar desacelerando.</p><p>CRIPTOMOEDAS</p><p>Analistas afirmam que é improvável que a eleição tenha um impacto significativo sobre os preços das criptomoedas, mas provavelmente influenciará a rapidez com que a legislação sobre criptomoedas será aprovada pelo Congresso.</p><p>O ⁠Senado não conseguiu, em setembro, levar adiante a Lei da Claridade (Clarity Act) em meio à oposição democrata, e analistas afirmam que um Senado controlado pelos democratas tornaria ⁠mais difícil que o projeto de lei sobre criptomoedas fosse retomado no ano que vem.</p><p>A Reuters informou que os democratas no ⁠Congresso estão preparando investigações sobre empresas de criptomoedas ligadas ⁠a ​Trump e sua família, argumentando que as transações apresentam potenciais conflitos de interesse.</p><p>Isso poderia gerar manchetes negativas e riscos legais para algumas empresas de capital aberto nos setores de criptomoedas e blockchain, afirmaram advogados à Reuters.</p><p>(Reportagem de Purvi Agarwal e Rashika Singh em Bengaluru)</p>]]></content>
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            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Fábricas de vestuário de Bangladesh reabrem enquanto protestos por aumentos salariais mantêm setor em alerta]]></title>
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        <updated>2026-11-02T10:54:37.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Fábricas de vestuário de Bangladesh reabrem enquanto protestos por aumentos salariais mantêm setor em alerta]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>DACA, 2 Nov (Reuters) - As fábricas de vestuário de ​Bangladesh reabriram nesta segunda-feira, após fechamentos generalizados e interrupções na produção ocorridos no dia anterior, mas os fabricantes continuam preocupados com a possibilidade de novos distúrbios relacionados às reivindicações dos trabalhadores por salários mais altos.</p><p>O setor de confecções é responsável por mais de 80% das receitas de exportação de Bangladesh, emprega cerca de 4 milhões de trabalhadores e contribui com cerca de 10% para o produto interno bruto.</p><p>Os recentes distúrbios interromperam as operações nos principais centros de produção e geraram preocupações quanto aos embarques de exportação e à confiança dos compradores em Bangladesh, o segundo maior exportador mundial de vestuário depois da China, à ⁠medida que os ⁠trabalhadores exigiam um salário mínimo mensal de ​30.000 takas (US$243), ‌ante os atuais 12.500 takas.</p><p>A reivindicação reflete a pressão crescente causada pelo aumento do custo de vida e pela inflação persistente. O governo formou, no domingo, uma comissão de seis membros para analisar a reivindicação, mas a medida não conseguiu acalmar imediatamente os distúrbios.</p><p>Os trabalhadores montaram ⁠bloqueios nas estradas em várias áreas industriais no domingo, e a polícia na capital, ​Daca, utilizou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar os manifestantes.</p><p>“Bangladesh tem um dos ​salários mais baixos do mundo no setor de confecções”, disse ‌Babul Akhter, secretário-geral da Federação ​dos ⁠Trabalhadores da Indústria Têxtil e de Confecções de Bangladesh e representante dos trabalhadores no conselho de salários.</p><p>“Se os donos das fábricas não conseguem pagar os trabalhadores adequadamente, devem negociar preços melhores com os compradores internacionais. Eles ​não podem construir um negócio às custas de trabalhadores mal remunerados.”</p><p>CLÁUSULA DE 'SEM TRABALHO, SEM PAGAMENTO'</p><p>Os proprietários de fábricas afirmaram que o setor enfrenta custos mais altos, incertezas no mercado de energia ligadas ao conflito no Oriente Médio e desaceleração da demanda nos principais mercados de exportação.</p><p>A Associação de Fabricantes e Exportadores ​de Vestuário de Bangladesh (BGMEA) afirmou que manifestações em várias cidades interromperam as operações em 529 fábricas e afetaram quase 1 milhão de trabalhadores.</p><p>“O governo já deu um passo ao formar a comissão salarial. Esperamos que os trabalhadores permitam que o processo de revisão prossiga”, disse o presidente da BGMEA, Mahmud Hasan Khan.</p><p>“Se protestos eclodirem mais tarde hoje e formos forçados a fechar as fábricas, não teremos outra opção a não ser invocar a cláusula ‘sem trabalho, sem remuneração’”, disse ele, acrescentando que representantes do setor têm uma ​reunião marcada com o ministro do Interior para discutir os distúrbios.</p><p>Selim Raihan, professor de economia da Universidade de ‌Daca, disse que as reivindicações dos trabalhadores ⁠são compreensíveis, dada a alta inflação, e que a contenção dos salários poderia causar mais agitação social.</p><p>No entanto, ele alertou que um aumento salarial substancial poderia elevar os custos de produção, reduzir as ⁠margens de lucro dos exportadores e enfraquecer a competitividade de preços ⁠de Bangladesh.</p><p>“Um reajuste salarial gradual, maior produtividade e ⁠preços mais justos por ⁠parte ​dos compradores internacionais são essenciais para equilibrar o bem-estar dos trabalhadores com a sustentabilidade industrial.”</p><p>(Reportagem de Ruma Paul)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Petróleo cai mais de 7% enquanto Irã sinaliza abertura para negociações de paz]]></title>
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        <updated>2026-11-02T10:53:52.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Petróleo cai mais de 7% enquanto Irã sinaliza abertura para negociações de paz]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Nicole Jao</p><p>LONDRES, 2 Nov (Reuters) - Os preços do petróleo caíram ​mais de 7% nesta segunda-feira, à medida que as negociações entre autoridades iranianas e do Catar alimentaram esperanças de um fim à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã e de uma estabilização do abastecimento de petróleo bruto no Oriente Médio.</p><p>Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com queda de US$8,66, ou 7,63%, a US$104,77 o barril. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA recuou US$7,66, ou 7,36%, para US$96,46.</p><p>A mínima da sessão para o Brent foi de US$103,28 e para o WTI, de US$95,15, com alguns analistas citando esperanças de um avanço diplomático depois que o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, havia concedido ao governo certas autorizações para negociações de paz.</p><p>Pezeshkian acrescentou que Teerã “tentará resolver o ⁠problema por meio do ⁠diálogo”, sem dar mais detalhes, segundo a mídia ​estatal.</p><p>Os negociadores ‌do país mantiveram dias de conversações com mediadores do Catar com o objetivo de pôr fim à guerra.</p><p>O Brent encerrou outubro em seu nível mais alto em seis meses, devido a preocupações de que o conflito no Oriente Médio pudesse se intensificar novamente após as eleições de meio de mandato nos EUA, na terça-feira.</p><p>O presidente dos EUA, Donald ⁠Trump, afirmou nesta segunda-feira que o Irã deseja fechar um acordo para pôr fim à guerra ​e que tal acordo “pode acontecer”.</p><p>Na noite de segunda-feira, mediadores do Catar viajaram para Teerã para conversas com o ministro ​das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, sobre um possível acordo entre ‌os EUA e o Irã.</p><p>Sinais ​de progresso ⁠nas negociações entre os EUA e o Irã pressionaram os preços do petróleo para baixo, disse o analista da Raymond James, Pavel Molchanov, observando, no entanto, que o ceticismo é justificado após muitas “falsas esperanças” nos últimos meses.</p><p>“O mercado de petróleo ainda está reagindo ​com extrema sensibilidade a cada notícia que vem do Oriente Médio”, disse o analista do UBS, Giovanni Staunovo. “Embora os temores de uma escalada iminente tenham empurrado os preços para cima na semana passada, eles caíram drasticamente no início desta semana, à medida que as negociações diplomáticas entre os EUA e o Irã continuam”, acrescentou.</p><p>O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse ​no domingo que o objetivo das negociações “em andamento e progredindo” era continuar as consultas com os mediadores do Catar, acrescentando que Teerã estava preparada tanto para “a defesa quanto para a diplomacia”.</p><p>As negociações ocorreram após um recente aumento nos ataques a petroleiros que passavam pelo Estreito de Ormuz, embora também tenha havido sinais de aumento nos embarques de alguns dos principais exportadores.</p><p>As exportações de petróleo bruto da Arábia Saudita aumentaram em outubro em relação a setembro, segundo duas das três empresas de rastreamento de navios, apesar dos ataques dos houthis iemenitas, alinhados ao Irã, à sua infraestrutura energética.</p><p>A eclosão da guerra no Irã no final de ​fevereiro esgotou os estoques de petróleo. O mundo consumiu quase 1 bilhão de barris dos estoques desde que a guerra interrompeu o ‌transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, afirmou Sultan Al ⁠Jaber, diretor-executivo da ADNOC, empresa estatal de petróleo de Abu Dhabi.</p><p>O petróleo pode subir ainda mais, segundo alguns analistas. O Goldman Sachs, no domingo, citando a oferta elevada, afirmou que o Brent poderia saltar para US$140 em 2027 se a ⁠produção de petróleo do Golfo permanecer 3,5 milhões de barris por dia abaixo ⁠de sua média de 2025.</p><p>“O aumento dos ataques a navios, ⁠os danos à infraestrutura petrolífera ⁠e ​um prêmio de risco mais persistente continuam sendo os principais fatores que podem impulsionar uma alta”, afirmou o banco em um relatório.</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[OPEP+ mantém metas de produção de petróleo para dezembro, antes de decisão sobre 2027]]></title>
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        <updated>2026-11-01T18:58:05.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[OPEP+ mantém metas de produção de petróleo para dezembro, antes de decisão sobre 2027]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Ahmad Ghaddar e Olesya Astakhova</p><p>LONDRES/MOSCOU, 1 Nov (Reuters) - ​Os países produtores de petróleo da OPEP+ mantiveram neste domingo as metas de produção para dezembro, confirmando as expectativas de que não haverá novos ajustes nas políticas até o próximo ano.</p><p>Sete membros principais da OPEP+ — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã — tomaram a decisão em uma reunião online neste domingo, informou a OPEP em comunicado. Embora os membros do Golfo tenham aumentado exportações, que vêm sendo prejudicadas há meses pela guerra contra o Irã, a maioria ainda está produzindo bem abaixo de suas metas.</p><p>A OPEP+ é composta pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e por aliados, incluindo Rússia. Apenas esses sete ⁠membros — além ⁠dos Emirados Árabes Unidos, até que o país ​deixou a ‌OPEP em maio — têm participado das decisões mensais sobre a produção nos últimos anos. Todos os membros do grupo de 21 países devem se reunir em 29 de novembro, quando analistas esperam que sejam definidas as cotas para 2027.</p><p>“A decisão de hoje foi fácil”, disse ⁠Jorge Leon, analista da Rystad. “O teste muito mais importante virá na reunião ministerial de ​29 de novembro, quando a OPEP+ decidirá sua estrutura de produção para 2027.”</p><p>Os preços do ​petróleo subiram mais de 2% na sexta-feira, com o petróleo ‌Brent fechando a quase ​US$118 o ⁠barril, o maior valor desde abril, à medida que os operadores se preparavam para uma possível escalada na guerra com o Irã após as eleições de meio de mandato nos EUA.</p><p>A Agência Internacional de Energia ​e outras instituições de previsão alertaram para um excesso de oferta em 2027, caso os fluxos do Golfo voltem ao normal.</p><p>“A OPEP+ enfrenta uma decisão extremamente difícil para 2027”, acrescentou Leon. “O grupo precisa planejar em meio a uma enorme incerteza sobre a guerra entre os EUA e o Irã, o ​ritmo da recuperação do tráfego pelo Estreito de Ormuz e o tamanho do excedente que poderia surgir assim que os barris que estavam em falta voltarem ao mercado.”</p><p>CAPACIDADE DE PRODUÇÃO</p><p>Os sete membros vêm aumentando as metas de produção durante grande parte de 2026 e, em setembro, concluíram a reversão gradual do corte de oferta de 1,65 milhão de barris por dia, inicialmente acordado em 2023. Em reuniões anteriores, eles mantiveram as metas estáveis para outubro e novembro.</p><p>A OPEP+ ainda tem mais uma rodada de cortes ​de produção de cerca de 2 milhões de bpd, abrangendo a maioria dos membros até o final de ‌2026.</p><p>O grupo precisa concluir uma revisão da ⁠capacidade de produção dos membros durante o quarto trimestre antes de definir as metas de referência para 2027, que determinarão as cotas futuras e definirão os planos para reverter esses cortes, segundo ⁠fontes.</p><p>A guerra no Irã interrompeu projetos de expansão da capacidade em ⁠todo o Oriente Médio, gerando incerteza nas estimativas ⁠do potencial de produção ⁠futuro, ​informou a Reuters em outubro. Como resultado, espera-se agora que a revisão seja concluída até meados de novembro.</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Bangladesh cria conselho salarial em tentativa de acalmar trabalhadores do setor têxtil]]></title>
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        <updated>2026-11-01T17:16:43.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Bangladesh cria conselho salarial em tentativa de acalmar trabalhadores do setor têxtil]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Ruma Paul</p><p>DACA, 1 Nov (Reuters) - Bangladesh anunciou neste domingo ​a criação de uma comissão salarial para revisar salários dos trabalhadores do setor têxtil e defendeu o retorno dos funcionários às fábricas.</p><p>Protestos violentos forçaram o fechamento de mais de 500 fábricas de roupas no país. A polícia lançou gás lacrimogêneo e utilizou canhões de água contra os manifestantes.</p><p>A disputa gerou preocupações sobre uma paralisação generalizada em um setor que emprega cerca de 4 milhões de trabalhadores, gera mais de 80% das receitas de exportação de Bangladesh e fornece roupas para muitas marcas ocidentais de destaque.</p><p>Os trabalhadores do país do sul da Ásia exigem um salário mínimo mensal de 30.000 takas (US$245), mais do que o dobro dos atuais 12.500 takas, alegando que o aumento dos custos com alimentação, moradia, ⁠transporte e ⁠saúde corroeu drasticamente seu poder de compra.</p><p>“O custo ​de vida aumentou ‌muito além de nossa renda”, disse o trabalhador Mahin Hossain. “Depois de pagar o aluguel, sobra muito pouco para alimentação, educação dos nossos filhos e outras despesas essenciais. Muitos estão achando quase impossível sustentar suas famílias.”</p><p>GÁS E CANHÕES DE ÁGUA</p><p>Apesar do anúncio da comissão salarial, milhares de trabalhadores do setor têxtil realizaram manifestações neste ⁠domingo, bloqueando estradas em Daca e Gazipur, nos arredores da capital, e interrompendo o transporte ​em importantes áreas industriais.</p><p>A polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar os manifestantes depois que ​estes jogaram tijolos contra os policiais. Um veículo policial e ‌um posto de polícia foram ​incendiados em ⁠incidentes separados. As autoridades mobilizaram membros da Guarda de Fronteira de Bangladesh para manter a ordem.</p><p>Os últimos distúrbios seguem-se a manifestações em Ashulia, um importante polo de produção de vestuário nos arredores de Daca, onde dezenas de fábricas suspenderam as ​operações no sábado, após os trabalhadores terem realizado protestos exigindo salários mais altos.</p><p>Ao todo, os distúrbios forçaram 529 fábricas de vestuário a fechar e deixaram 987.190 trabalhadores desempregados nos principais centros industriais do país, de acordo com a Associação de Fabricantes e Exportadores de Vestuário de Bangladesh.</p><p>O ministro do Trabalho e Emprego, Ariful Haque Choudhury, afirmou que a ​comissão salarial foi formada após discussões com representantes dos trabalhadores e líderes do setor, e instou os trabalhadores a retomarem o trabalho.</p><p>O conselho salarial, composto por seis membros, inclui dois representantes dos trabalhadores e dois dos empregadores, além de um representante do governo e um membro neutro. O órgão foi encarregado de revisar os salários no setor de confecções e recomendar novos valores salariais.</p><p>ATRASOS NAS REMESSAS</p><p>Choudhury alertou que interrupções prolongadas poderão atrasar exportações e pagamentos de compradores internacionais, criando mais dificuldades tanto para os fabricantes quanto para os trabalhadores.</p><p>A indústria de têxtil de Bangladesh, a maior ​do mundo depois da China, contribui com cerca de 10% do produto interno bruto e é a espinha dorsal da economia.</p><p>Os ‌fabricantes, no entanto, afirmam que o setor enfrenta ⁠desafios crescentes, incluindo aumento dos custos de produção, escassez periódica de gás e eletricidade e incerteza ligada às tensões no Oriente Médio.</p><p>“Não é viável. Não há base lógica ou matemática para tal exigência”, disse Salim Rahman, primeiro ⁠vice-presidente da associação de fabricantes, referindo-se à exigência dos trabalhadores por um ⁠salário mínimo de 30 mil takas.</p><p>Ele disse que um ⁠aumento salarial tão acentuado colocará ⁠pressão ​adicional sobre os fabricantes, que já operam com margens apertadas e enfrentam intensa concorrência de países rivais produtores de vestuário.</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[França tem confrontos isolados à medida que tensões aumentam após marchas]]></title>
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        <updated>2026-10-31T18:34:30.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[França tem confrontos isolados à medida que tensões aumentam após marchas]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Michel Rose e Clotaire Achi</p><p>PARIS, 31 Out (Reuters) - Confrontos eclodiram em Paris e em outras ​cidades francesas ao final de manifestações em todo o país, motivadas pela indignação com o custo de vida e pela precariedade dos serviços públicos, enquanto as autoridades mobilizavam forças em grande número para evitar que se repetissem os distúrbios que eclodiram há duas semanas.</p><p>Os protestos, que ocorreram no dia do Halloween e foram em grande parte pacíficos durante a tarde, aconteceram após os distúrbios e saques de 17 de outubro, que pegaram as forças de segurança de surpresa, deixando um rastro de destruição em lojas, prédios públicos e empresas em todo o país.</p><p>A polícia de choque avançou para dispersar pequenos grupos de agitadores no final da marcha em Paris, lançou gás lacrimogêneo em Lyon, a terceira maior cidade da França, e em Toulouse, no sudoeste. Também houve tensões no final de protestos não autorizados em Marselha.</p><p>Os protestos na França inspiraram manifestações lideradas por jovens da “Geração Z” em toda a Europa, com manifestações ocorrendo em várias cidades alemãs no sábado. Também houve protestos na Itália.</p><p>As marchas reuniram estudantes – cuja mobilização começou em setembro –, sindicatos e um contingente menor de manifestantes dos Coletes Amarelos, unidos por reclamações sobre o custo de vida, os altos preços ⁠dos combustíveis, o aumento da inflação ⁠e o governo do presidente Emmanuel Macron.</p><p>“A economia francesa está indo mal, ​aconteça o que ‌acontecer, porque hoje somos governados por um grupo de incompetentes que fazem malabarismos com bilhões, enquanto as famílias lutam para sobreviver com alguns centavos”, disse o manifestante Jérôme Rodriguez durante a marcha em Paris.</p><p>“É por isso que estamos aqui, para continuar gritando nossas reivindicações cada vez mais alto e, com sorte, obter uma resposta do governo, embora isso pareça muito improvável.”</p><p>O líder da extrema esquerda Jean-Luc Mélenchon, cuja popularidade subiu nas últimas semanas às vésperas da eleição presidencial de abril próximo, marchou à frente da manifestação em Paris.</p><p>O ⁠Supremo Tribunal Administrativo da França manteve a proibição de uma marcha entre as emblemáticas praças da Nação e da Bastilha, em Paris, rejeitando ​uma contestação dos sindicatos. Em vez disso, as autoridades autorizaram um trajeto ao longo das avenidas na zona leste da capital, longe dos bairros comerciais do centro.</p><p>A participação ​foi menor do que nos dois sábados anteriores de protestos, com 320 mil manifestantes em todo o país, ‌incluindo 70 mil em Paris, informou o Ministério ​do Interior, ⁠em comparação com 410 mil na semana anterior e 550 mil em 17 de outubro.</p><p>O Ministério do Interior afirmou em comunicado que “elementos radicais” com a intenção de causar danos e saques tentaram se separar das marchas em cidades como Bordeaux, Toulouse, Lyon e Marselha, mas foram impedidos pelas forças de segurança.</p><p>Acrescentou ainda que as verificações de segurança em estações ferroviárias e rodovias também revelaram a presença ​de pessoas portando objetos que poderiam ser usados como armas.</p><p>MÁSCARAS DE HALLOWEEN</p><p>As autoridades alertaram que máscaras de Halloween poderiam ser usadas para ocultar a identidade de causadores de distúrbios. O ministro do Interior, Laurent Nunez, prometeu impedir que se repita a violência de 17 de outubro, observando que as leis vigentes permitem que a polícia proíba o uso de máscaras quando a ordem pública estiver ameaçada.</p><p>A agitação ocorre em um momento delicado para o governo. Na sexta-feira, a agência de recomendação Fitch revisou inesperadamente a perspectiva da dívida francesa para negativa, ressaltando as preocupações dos investidores com ​as finanças do país. Com a dívida pública se aproximando de 120% do PIB e os custos dos empréstimos em alta, o governo de Macron enfrenta pressão crescente para conter os gastos, o que limita sua margem de manobra.</p><p>A Embaixada dos EUA aconselhou os viajantes a evitarem áreas onde estivessem previstas manifestações ou grandes aglomerações.</p><p>COMEÇOU COM ESTUDANTES</p><p>Os protestos ganharam força no final de setembro, quando o governo minoritário de Macron iniciou as negociações sobre o orçamento de 2027. Os estudantes, indignados com a deterioração das condições das escolas, as salas de aula superlotadas e um sistema de admissão nas universidades amplamente considerado injusto, receberam desde então o apoio de sindicatos e de um movimento dos Coletes Amarelos ressurgente, que exige medidas para lidar com o custo de vida.</p><p>As promessas do governo francês de reformar a educação e aliviar os custos com combustível não conseguiram acalmar o descontentamento.</p><p>“Quando eu era pequeno, me diziam que os jovens eram o futuro”, ​disse Aaron Berthier de Grandry, um estudante do ensino médio de 15 anos do subúrbio parisiense de Nogent-sur-Marne, que planejava participar de seu terceiro fim de semana consecutivo de protestos.</p><p>“Bem, se nós, como o ‌futuro da França, não temos recursos, isso significa que a França acabará entrando ⁠em colapso.”</p><p>A agitação deu um impulso político à líder de extrema direita Marine Le Pen, que lidera as pesquisas de opinião antes da eleição presidencial de abril, enquanto os possíveis sucessores centristas de Macron permanecem divididos.</p><p>Os distúrbios são o mais recente golpe para uma economia que, segundo dados divulgados na sexta-feira, já estava em contração no terceiro trimestre.</p><p>A Câmara de Comércio ⁠estima que as perdas para o varejo ultrapassem 1 bilhão de euros (1,1 bilhão de dólares). Outras estimativas apontam para o dobro ⁠desse valor, quando se incluem danos não segurados e receitas perdidas.</p><p>Ao longo das principais avenidas ⁠comerciais de Paris, as luzes de Natal ⁠acesas ​brilham em torno de vitrines fechadas com tábuas e grades de segurança. Entre as lojas alvo de distúrbios anteriores estavam pontos de venda de marcas de luxo, incluindo Hermès, Louis Vuitton e Burberry.</p>]]></content>
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            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Dólar fecha no maior valor do ano e acumula alta de 9,15% na semana pós-eleição]]></title>
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        <updated>2026-10-30T20:45:59.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Dólar fecha no maior valor do ano e acumula alta de 9,15% na semana pós-eleição]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Fabricio de Castro</p><p>SÃO PAULO, 30 Out (Reuters) - O dólar ​fechou a sexta-feira com alta superior a 1% e próximo dos R$5,45, novamente empurrado pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelos receios com o futuro da política fiscal no Brasil.</p><p>A moeda norte-americana à vista encerrou a sessão com alta de 1,09%, a R$5,4460, maior cotação de fechamento registrada em 2026.</p><p>O saldo da semana pós-segundo turno foi de valorização de 9,15% do dólar ante o real. Em outubro, o dólar à vista acumulou ganho de 5,27%.</p><p>Às 17h12, o dólar futuro para dezembro -- que nesta sexta-feira passou a ser o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 1,06% na B3, aos R$5,4730.</p><p>A primeira metade da sessão ⁠desta sexta-feira ⁠foi marcada pela disputa em torno da formação ​da Ptax ‌de fim de mês.</p><p>Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta ⁠das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).</p><p>Em função da disputa, é comum ​haver maior volatilidade na primeira metade da sessão, em especial nos horários próximos às janelas de ​coleta de valores pelo BC, às 10h, 11h, 12h e ‌13h. No início da ​tarde, o ⁠BC definiu a Ptax em R$5,4206 na compra e R$5,4212 na venda.</p><p>Além do fator técnico que influenciou as cotações, o mercado seguiu sensível aos desdobramentos da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último domingo, ​que surpreendeu o mercado e provocou a escalada do dólar ao longo da semana.</p><p>Ao mesmo tempo em que aguardam indicações sobre quem comandará em 2027 as principais pastas, como o Ministério da Fazenda, os investidores esperam por detalhes sobre como será a política fiscal no novo governo.</p><p>“Até o fim do período eleitoral, ​parcela expressiva do mercado financeiro operava posicionada para um cenário de vitória do candidato Flávio Bolsonaro, o que exigiu um ajuste imediato e intenso das carteiras após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva”, comentou Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad.</p><p>“Com a consolidação desse novo cenário, as atenções se voltaram para as incertezas sobre o futuro da política fiscal e a trajetória das contas públicas, gerando forte cautela quanto à composição da nova equipe econômica”, acrescentou.</p><p>Durante a tarde desta sexta-feira, investidores também elevaram a demanda por dólares ​em busca de proteção no fim de semana prolongado no Brasil, com feriado de Finados na segunda-feira.</p><p>Às 15h52, ‌o dólar à vista atingiu a cotação máxima ⁠intradia de R$5,4625 (+1,39%), para depois encerrar pouco abaixo dos R$5,45.</p><p>O movimento no Brasil, marcado por fatores técnicos e pelos desdobramentos da eleição, colocou em segundo plano o exterior, onde o dólar também sustentou altas ⁠ante alguns pares do real, como o peso colombiano, o rand ⁠sul-africano e o peso chileno.</p><p>Às 17h31, o índice ⁠do dólar -- que mede ⁠o ​desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,01%, a 101,890.</p><p>(Edição de Isabel Versiani)</p>]]></content>
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            <name>Reuters</name>
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