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    <title>Antena 1 Notícias - Outros</title>
    <updated>2026-11-03T13:06:20.000Z</updated>
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        <name>Redação Antena 1</name>
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    <subtitle>Todas as notícias da categoria Outros publicadas recentemente na página da Antena 1</subtitle>
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        <title type="html"><![CDATA[Indústria brasileira segue em queda em outubro e empresas citam perturbações em razão das eleições]]></title>
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        <updated>2026-11-03T13:06:20.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Indústria brasileira segue em queda em outubro e empresas citam perturbações em razão das eleições]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>BRASÍLIA, 3 Nov (Reuters) - A atividade ​industrial brasileira seguiu em deterioração em outubro, com produção e novos pedidos marcando fortes quedas, ainda que a um ritmo menor do que o verificado no mês anterior, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras divulgada nesta terça-feira.</p><p>O PMI da indústria, compilado pela S&P Global, avançou de 44,8 em setembro para 46,1 em outubro, ainda distante da marca neutra de ⁠50,0 ⁠que separa contração de crescimento.</p><p>A ​produção ‌industrial caiu pelo sexto mês consecutivo, com quase 22% das empresas consultadas apontando redução, ao citar vendas menores, falta de investimento e perturbações às vésperas do ⁠segundo turno eleitoral.</p><p>As eleições também foram apontadas como motivo de ​perturbações por trás da queda de novos negócios -- no ​19º mês seguido de recuo do ‌indicador --, ao lado ​de ⁠pressões inflacionárias, estoques elevados por parte de clientes e guerra no Oriente Médio.</p><p>A diretora associada de economia da S&P Global Market ​Intelligence, Pollyana de Lima, disse ver alguns sinais encorajadores para os meses à frente, com as empresas tendo mostrado o maior nível de confiança em nove meses e ​apontado esperança de uma demanda mais forte passada a eleição.</p><p>“Ainda assim, as perspectivas continuaram desafiadoras', afirmou. 'As pressões de custos diminuíram, mas permaneceram altas, enquanto os estoques elevados dos clientes pesaram sobre os pedidos. A forte queda nas novas encomendas indicou que uma recuperação da produção ainda pode levar algum tempo.”</p><p>No mês, ​as empresas relataram reajustes de preços por parte de fornecedores ‌e custos mais altos de ⁠energia associados à guerra no Oriente Médio. Os produtores brasileiros elevaram os preços de venda para repassar parte desses ⁠aumentos, e a inflação dos preços ⁠cobrados manteve o ritmo de ⁠setembro, igualando ⁠a ​menor taxa desde fevereiro.</p><p>(Por Isabel Versiani; edição de Fabrício de Castro)</p>]]></content>
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            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[MMG prorroga prazo final para acordo de níquel com Anglo American Brasil até 31 de dezembro]]></title>
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        <updated>2026-11-03T11:17:37.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[MMG prorroga prazo final para acordo de níquel com Anglo American Brasil até 31 de dezembro]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>3 Nov (Reuters) - ​A MMG Ltd , empresa de mineração e metais listada na bolsa de Hong Kong, informou nesta ⁠terça-feira que chegou ⁠a ​um ‌acordo com a Anglo American  para prorrogar ⁠a data limite para a ​aquisição proposta do ​negócio de ‌níquel ​da mineradora ⁠no Brasil para 31 de dezembro, ​em vez de 31 de outubro, ​como previsto anteriormente.</p><p>A prorrogação ocorre após a decisão da Comissão Europeia de iniciar uma análise ​da Fase II ‌da transação, ⁠cuja decisão final está prevista ⁠para 21 ⁠de ⁠dezembro.</p><p>(Reportagem de ⁠Roshan ​Thomas em Bengaluru)</p>]]></content>
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            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Choque no mercado brasileiro após as eleições turva perspectivas para crédito mais barato​]]></title>
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        <updated>2026-11-03T09:37:21.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Choque no mercado brasileiro após as eleições turva perspectivas para crédito mais barato​]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Rodrigo Campos e Karin Strohecker</p><p>NOVA YORK/LONDRES, 3 Nov (Reuters) - A queda acentuada do ​mercado brasileiro após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) turvou as perspectivas de crédito mais barato, deixando o Banco Central na posição de ponderar os riscos de inflação contra os custos de financiamento dolorosamente altos.</p><p>Os diretores do BC iniciam nesta terça-feira a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), com a decisão de quarta-feira servindo como um primeiro teste para avaliar como a eleição alterou as perspectivas para a taxa básica de juros. O comitê reduziu a Selic em 25 pontos-base em cada uma de suas últimas cinco reuniões.</p><p>Nos próximos quatro anos do governo Lula, convencer os investidores de que ele é capaz de manter as finanças públicas sob controle e, ao mesmo tempo, proteger os gastos sociais será fundamental para reduzir os custos de financiamento. Um fracasso nesse sentido poderia manter o crédito caro por mais tempo, complicando os esforços para apoiar o crescimento.</p><p>Uma pesquisa da Reuters revelou que 33 dos 48 economistas esperavam que o ⁠BC mantivesse a taxa básica ⁠em 13,75% ao ano na quarta-feira. As previsões medianas indicavam ​que as taxas ‌permaneceriam nesse nível até o segundo trimestre de 2027.</p><p>Para Carlos Carranza, gestor de fundos de dívida de mercados emergentes da M&G Investments, a mensagem do BC será mais importante do que a decisão de manter ou reduzir as taxas em 25 pontos-base.    “Quer reduzam em 25 (pontos-base) ou mantenham as taxas inalteradas, acho que a mensagem será ainda mais importante do que a própria taxa de juros”, afirmou.    Reduzir a Selic sem reconhecer os riscos ⁠decorrentes da desvalorização do real seria prejudicial, disse Carranza, embora ele não espere que o Copom faça isso.    Na semana passada, ​o real perdeu 8,5% em relação ao dólar americano e o índice de ações de referência Bovespa recuou cerca de 18%, à medida que ​a vitória de Lula contrariou as apostas na vitória do candidato de direita Flávio ‌Bolsonaro (PL).</p><p>Essas apostas haviam impulsionado uma alta após ​Bolsonaro inesperadamente ⁠liderar o primeiro turno, refletindo as esperanças de um aperto nas finanças públicas. Os investidores devem agora avaliar até que ponto Lula está disposto e é capaz de endurecer a política fiscal.    Petar Atanasov, co-head de pesquisa e estratégia soberana da Gramercy Funds Management, ainda vê espaço para um ajuste fiscal sob o governo de Lula, ​mas espera que ele seja mais lento do que os investidores haviam previsto sob o governo de Flávio.</p><p>“A velocidade e a escala do ajuste serão muito diferentes”, disse ele. Um ajuste significativo exigiria conter o crescimento dos gastos obrigatórios e angariar apoio no Congresso, acrescentou.    Antonina Tarassiouk, diretora de análise econômica internacional da Reams Asset Management, também espera uma pausa, afirmando que a eleição tornou as perspectivas de inflação mais desafiadoras, especialmente se o petróleo permanecer acima de US$100 o ​barril.</p><p>RISCO DE INFLAÇÃO</p><p>A inflação no Brasil subiu 4,62% no ano até meados de outubro. O gasto do governo com juros da dívida pública atingiu 9% do PIB no ano até setembro, a maior parcela desde janeiro de 2016. A dívida das famílias atingiu um recorde de 50,1% da renda anual, enquanto os pagamentos consumiram um recorde de 29% da renda, segundo dados do BC divulgados na semana passada.</p><p>Um real mais fraco eleva os custos das importações, o que pode se refletir nos preços ao consumidor. A persistência dessa pressão dependerá, em parte, das nomeações econômicas de Lula e da política fiscal adotada por seu governo.</p><p>Carranza, da M&G, no entanto, considera a inflação contida e a incerteza fiscal como o maior obstáculo à redução dos custos de financiamento. Ele vê o crescimento como ​resiliente, em contraste com a perspectiva mais fraca apontada por Tarassiouk para 2027.</p><p>“Revisões para baixo em uma previsão de crescimento já fraca para 2027 serão fundamentais para que ‌o BC retome sua postura de flexibilização”, disse Tarassiouk.</p><p>Liam Peach, ⁠economista sênior de mercados emergentes da Capital Economics, estima que a desvalorização do real após as eleições possa adicionar 0,3 ponto percentual à inflação geral ao longo de seis meses. Ele espera que os cortes nas taxas de juros sejam suspensos, em vez de revertidos.</p><p>“A maior preocupação é o aumento acentuado ⁠nos rendimentos dos títulos, o que, se se mantiver, ameaça tornar as condições de financiamento mais restritivas, ⁠agravar os problemas fiscais do Brasil e aprofundar a desaceleração no crescimento do ⁠PIB que esperamos para o ⁠próximo ​ano”, disse Peach.</p><p>(Reportagem de Rodrigo Campos em Nova York e Karin Strohecker em Londres; reportagem adicional de Marcela Ayres em Brasília; edição de William Schomberg e Aurora Ellis)</p>]]></content>
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            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Lufthansa reduz previsões para 2026; custos com combustível de aviação atingem 9,3 bilhões de euros]]></title>
        <id>https://www.antena1.com.br/noticias/lufthansa-reduz-previsoes-para-2026-custos-com-combustivel-de-aviacao-atingem-93-bilhoes-de-euros</id>
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        <updated>2026-11-03T09:27:43.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Lufthansa reduz previsões para 2026; custos com combustível de aviação atingem 9,3 bilhões de euros]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>LONDRES, 3 Nov (Reuters) - A Lufthansa revisou para ​baixo suas perspectivas de lucro nesta terça-feira, uma vez que a estimativa da companhia aérea alemã para os gastos com combustível de aviação em 2026 subiu para 9,3 bilhões de euros, embora seus resultados do terceiro trimestre tenham ficado em linha com as previsões.</p><p>As companhias aéreas europeias alertaram que o aumento do custo do combustível de aviação, resultante da guerra no Irã, pesará sobre suas perspectivas, com os preços das passagens devendo subir no próximo ano, à medida que os ⁠contratos ⁠de hedge expirarem.</p><p>O analista da Bernstein, ​Alex Irving, ‌afirmou que os resultados mais resilientes mostram que o programa de recuperação da Lufthansa  pode estar começando a dar frutos, apesar do cenário desafiador do combustível.</p><p>As ações da Lufthansa subiam 1,5% logo após a abertura dos ⁠mercados.</p><p>“Com o aumento das receitas em meio a uma demanda consistentemente ​alta e à rigorosa disciplina de custos, conseguimos mais do que compensar ​o aumento nos custos com combustível de ‌aproximadamente meio bilhão de ​euros”, ⁠afirmou o presidente-executivo da Lufthansa, Carsten Spohr, em comunicado.</p><p>O grupo aéreo alemão informou que seus custos totais com combustível aumentaram em mais de 400 milhões de euros (US$448 milhões) ​em comparação com o ano passado.</p><p>A Lufthansa reduziu sua previsão de lucro operacional para o exercício financeiro de 2026 para um intervalo entre 1,7 bilhão e 2 bilhões de euros, em comparação com a faixa anterior de 1,7 ​bilhão a 2,2 bilhões de euros.</p><p>A empresa também confirmou que o crescimento da capacidade para o ano deve permanecer estável, ao registrar um lucro operacional de 1,4 bilhão de euros no terceiro trimestre — que costuma ser o mais lucrativo para as companhias aéreas europeias, pois inclui a alta temporada de verão.</p><p>Isso se compara a uma projeção de analistas compilada pela empresa de 1,37 bilhão de euros.</p><p>O ​diretor financeiro, Till Streichert, afirmou que o lucro operacional do ano inteiro dependerá da ‌demanda, dos custos com combustível e ⁠do desempenho da Lufthansa Cargo no quarto trimestre.</p><p>O grupo de companhias aéreas afirmou ter observado uma demanda considerável em seu segmento premium, refletindo uma ⁠tendência sinalizada pelas principais companhias aéreas de rede. Acrescentou ⁠ainda que o tráfego para a ⁠Ásia e a ⁠América ​do Norte também se mostrou forte, contribuindo para impulsionar a resiliência.</p><p>(Reportagem de Joanna Plucinska)</p>]]></content>
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            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Grandes montadoras pedem ao Congresso dos EUA que aprove proibição permanente de veículos chineses]]></title>
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        <updated>2026-11-02T19:03:47.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Grandes montadoras pedem ao Congresso dos EUA que aprove proibição permanente de veículos chineses]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por David Shepardson</p><p>WASHINGTON, 2 Nov (Reuters) - Um grupo ​que representa quase todas as principais montadoras instou, nesta segunda-feira, os parlamentares dos Estados Unidos a aprovarem uma proibição permanente de veículos chineses quando retornarem na próxima semana para uma sessão rápida após as eleições legislativas de meio de mandato.</p><p>Em setembro, os autores da proposta bipartidária no Senado para proibir veículos chineses concordaram em adiar a tentativa de acelerar a tramitação do projeto de lei até novembro, apesar do apoio esmagador.</p><p>“Precisamos proteger o mercado dos EUA de uma enxurrada de importações chinesas que trazem ⁠riscos ⁠de vigilância e prejudicam os fabricantes ​atuais, que ‌fizeram investimentos de gerações nas comunidades americanas”, disse John Bozzella, que lidera a Aliança para a Inovação Automotiva, que representa a General Motors , a Toyota , a Volkswagen  e outras grandes montadoras.</p><p>Alguns assessores do Congresso e lobistas do setor ⁠automotivo acreditam que, caso os democratas conquistem o controle do Congresso, ​talvez não haja tempo suficiente para aprovar a proibição de veículos chineses antes ​do fim desta sessão, em dezembro.</p><p>Bozzella citou os ‌grandes ganhos chineses ​no mercado ⁠europeu.</p><p>“Dado o risco óbvio à segurança nacional e o padrão de comportamento desleal da China, o Congresso deve proteger nossa base de defesa e de manufatura avançada e impedir ​que as montadoras chinesas façam aqui o que têm conseguido fazer impunemente na Europa”, disse Bozzella.</p><p>Bozzella disse que, nos primeiros oito meses de 2026, a UE importou mais de 1,1 milhão de veículos da China — mais do que em ​todo o ano de 2025.</p><p>Uma comissão do Senado aprovou o projeto de lei, que ganha força, em julho, e uma versão da Câmara já conta com mais de 100 coautores. Montadoras e assessores legislativos esperam conseguir a aprovação definitiva ainda este ano.</p><p>O presidente dos EUA, Donald Trump, disse à Fox News em setembro que aceitaria que montadoras chinesas fabricassem carros nos EUA, o que causou alarme entre as montadoras.</p><p>Uma ​regulamentação imposta pelo antigo governo Biden no início de 2025 proibiu efetivamente que montadoras chinesas ‌vendessem ou fabricassem veículos de passageiros ⁠nos EUA, pois elas poderiam enviar dados confidenciais dos motoristas para a China. Washington também mantém tarifas superiores a 100% sobre veículos elétricos chineses.</p><p>O Ministério das ⁠Relações Exteriores da China já havia instado os Estados ⁠Unidos a “respeitar as leis da economia ⁠de mercado e ⁠os ​princípios da concorrência leal”, criticando propostas anteriores contra empresas chinesas como “repressão irracional”.</p><p>(Reportagem de David Shepardson)</p>]]></content>
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            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Justiça autoriza enteado do rei da Noruega a aguardar solto recurso em caso de estupro]]></title>
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        <updated>2026-11-02T17:45:48.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Justiça autoriza enteado do rei da Noruega a aguardar solto recurso em caso de estupro]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>OSLO, 2 Nov (Reuters) - ​Um tribunal distrital norueguês decidiu, nesta segunda-feira, que Marius Borg Hoiby, enteado do rei Haakon, pode ser liberado da prisão preventiva e ter sua tornozeleira eletrônica removida enquanto aguarda a audiência de apelação sobre suas condenações por ⁠estupro.</p><p>A ⁠decisão de libertá-lo, ​no ‌entanto, será analisada por um tribunal de instância superior antes de entrar em vigor e poderá ⁠ser revogada, informou o tribunal distrital ​de Oslo em comunicado.</p><p>Hoiby, de 29 ​anos, foi condenado em ‌junho a ​quatro ⁠anos de prisão por duas acusações de estupro, além de violência doméstica e ​outros crimes, mas recorreu da sentença.</p><p>Atualmente, ele usa uma tornozeleira eletrônica e está confinado em sua ​residência, localizada em uma propriedade real nos arredores de Oslo.</p><p>Ele deve se apresentar regularmente à polícia e submeter-se a exames de medicamentos e álcool no próximo mês, determinou o tribunal.</p><p>O Ministério Público ​havia solicitado que sua prisão preventiva fosse ‌prorrogada.</p><p>O julgamento de Hoiby ⁠no tribunal de apelação está previsto para começar em fevereiro. Hoiby ⁠é filho da rainha ⁠Mette-Marit, esposa do ⁠rei ⁠Haakon, ​de um relacionamento anterior.</p><p>(Reportagem de Terje Solsvik)</p>]]></content>
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            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Governo de Trump leva disputa eleitoral da Califórnia à Suprema Corte]]></title>
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        <updated>2026-11-02T16:44:32.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Governo de Trump leva disputa eleitoral da Califórnia à Suprema Corte]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Andrew Chung</p><p>2 Nov (Reuters) - O governo do presidente ​Donald Trump solicitou nesta segunda-feira à Suprema Corte dos Estados Unidos que impedisse temporariamente a Califórnia de contar votos por correspondência de mais de 20 mil eleitores registrados que, segundo autoridades federais, provavelmente não são cidadãos norte-americanos.</p><p>Intensificando uma disputa jurídica que pode afetar milhares de eleitores nas eleições intermediárias de 3 de novembro, o Departamento de Justiça apresentou o pedido de medida cautelar com o objetivo de impedir a contagem dos votos contestados até que a situação de cidadania de cada eleitor possa ser verificada.</p><p>Um tribunal federal de apelação negou provimento ao pedido na sexta-feira.</p><p>Os aliados republicanos de Trump estão lutando para manter ⁠o controle ⁠do Congresso nas eleições de meio de mandato. ​A Califórnia ‌é o estado mais populoso dos EUA e um reduto democrata.</p><p>O governo dos EUA intensificou seu foco na suposta votação por não cidadãos na reta final para as eleições intermediárias.  Trump fez alegações falsas sobre fraude eleitoral generalizada, inclusive na eleição de 2020, perdida para o ⁠democrata Joe Biden. Vários estudos e auditorias estaduais mostram que a votação indevida, inclusive ​por não cidadãos, é rara.</p><p>A Constituição dos EUA atribui aos Estados a responsabilidade de administrar ​as eleições, embora o governo federal exerça certa supervisão. A ‌ação judicial marcou uma ​rara intervenção ⁠federal no processo eleitoral e sinalizou a disposição do governo de contestar os resultados eleitorais na Justiça.</p><p>O governo já havia tentado restringir o voto por correspondência — uma forma de votação mais frequentemente utilizada por eleitores ​com tendência democrata —, mas a Suprema Corte, em setembro, rejeitou essa tentativa.</p><p>A lista de 20 mil eleitores registrados foi compilada pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA e enviada às autoridades da Califórnia e do condado de Los Angeles.</p><p>O Departamento de Justiça entrou com uma ação na justiça federal em ​15 de outubro, alegando que a Califórnia está impedindo ilegalmente a aplicação de uma lei de 1996 que tornou crime o voto de não cidadãos em eleições federais. O departamento afirmou que a ação da Califórnia violou a Cláusula de Supremacia da Constituição dos EUA, que estabelece que a lei federal geralmente prevalece sobre a lei estadual.</p><p>O governo solicitou à Suprema Corte que ordenasse à Califórnia separar os votos emitidos por pessoas que constam na lista dos demais votos e não os contabilizar até que ​a cidadania desses eleitores seja comprovada.</p><p>“Uma vez que os votos ilegalmente emitidos sejam contados e misturados aos votos ‌legítimos, o dano resultante é impossível de ⁠ser reparado”, escreveu o Departamento de Justiça em um documento apresentado no processo.</p><p>A Califórnia afirmou que as salvaguardas do Estado contra o voto de não cidadãos são robustas e que a ação ⁠judicial ameaça privar 20 mil pessoas de seu direito de voto ⁠com base em acusações vagas. O processo do ⁠governo para examinar as ⁠listas ​eleitorais a fim de identificar não cidadãos é falho e provavelmente repleto de erros, afirmou em documentos judiciais.</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Itália celebra o jovem campeão de F1 Antonelli]]></title>
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        <updated>2026-11-02T15:43:57.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Itália celebra o jovem campeão de F1 Antonelli]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>ROMA, 2 Nov (Reuters) - Os  italianos comemoraram nesta ​segunda-feira  o sucesso de Kimi Antonelli, que se tornou o mais jovem campeão mundial da Fórmula 1 aos 20 anos, ao conquistar o título na Cidade do México.</p><p>Antonelli, natural da cidade de Bolonha, no norte do país, é também o primeiro campeão italiano desde 1953.</p><p>A primeira-ministra Giorgia Meloni usou as redes sociais para elogiar o que chamou de “conquista extraordinária”.</p><p>“Um sucesso que coloca um piloto italiano de volta no topo do mundo, recompensando o talento, o empenho, ⁠a ⁠determinação e a dedicação”, disse Meloni.</p><p>“É ​motivo de ‌grande orgulho para o nosso país”, escreveu ela no X, ao lado de uma foto de Antonelli segurando a bandeira italiana.</p><p>O jornal *La Gazzetta dello Sport* publicou a manchete “Kimitico”, um jogo de palavras ⁠que significa “Kimi, o lendário”.</p><p>O jornal La Stampa adotou um tom semelhante, ​com a manchete “Kimi nella leggenda” (“Kimi entra para a história”).</p><p>Em Roma, os ​moradores comemoraram o sucesso esportivo italiano, e ‌um deles comparou Antonelli ​ao ⁠campeão de tênis Jannik Sinner.</p><p>“São duas estrelas brilhantes do esporte italiano”, disse Daniela Bulgarini. “Ele parece um bom garoto, muito talentoso. Talento e trabalho árduo sempre valem ​a pena.”</p><p>DESTINADO AO TOPO</p><p>Antonelli, que corre pela Mercedes, é filho de um pai piloto de carros esportivos que o levava para a pista desde pequeno.</p><p>Ele foi contratado pela Mercedes aos 11 anos, quando ainda corria ​de kart, e seu potencial como piloto de Fórmula 1 já era evidente.</p><p>“Depois de tanto tempo sem uma vitória italiana, seja com a Ferrari ou com outras equipes, outros construtores, isso é certamente algo maravilhoso”, disse Giovanni, um trabalhador de Roma.</p><p>Várias centenas de torcedores assistiram à transmissão do Grande Prêmio no final da noite de domingo, no Museu Checco Costa, no autódromo de ​F1 de Imola.</p><p>Embora Imola seja a pista da equipe da Ferrari, os ‌torcedores deixaram essa lealdade de lado ⁠para torcer por Antonelli, cujo terceiro lugar no México foi suficiente para garantir o título.</p><p>Outra festa para assistir à corrida foi realizada em ⁠um cinema em Bolonha.</p><p>O clube de futebol local ⁠da Série A se juntou às ⁠comemorações, com uma ⁠postagem ​no X dizendo: “Toda Bolonha está orgulhosa de você”.</p><p>(Reportagem de Matteo Negri em Roma)</p>]]></content>
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            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Houthis do Iêmen avançam até 80 km de Aden, segundo fontes]]></title>
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        <updated>2026-11-02T15:28:04.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Houthis do Iêmen avançam até 80 km de Aden, segundo fontes]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>2 Nov (Reuters) - Os houthis do Iêmen, alinhados com o ​Irã, avançaram até ficarem a 80 km de Aden, principal reduto e capital provisória do governo internacionalmente reconhecido do país, segundo informaram quatro fontes militares à Reuters nesta segunda-feira.</p><p>O avanço aproxima os houthis de Aden mais do que em qualquer outro momento desde os primeiros meses da guerra em 2015, quando eles entraram brevemente na cidade antes de serem expulsos.</p><p>A mais recente ofensiva abriu uma nova e instável frente na guerra mais ampla dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, envolvendo tanto os houthis quanto a Arábia Saudita mais profundamente no conflito regional.</p><p>Os houthis intensificaram seus ataques à Arábia Saudita, que apoia o governo do Iêmen, enquanto a coalizão liderada pela Arábia Saudita respondeu ⁠intensificando os ataques ⁠às posições houthis no Iêmen.</p><p>A violência rompeu um ​acordo de ‌trégua de 2022 mediado pela ONU, que havia praticamente interrompido os principais ataques em uma guerra que começou em 2014, quando os houthis expulsaram o governo de Sanaa.</p><p>AVANÇO AMEAÇA ROTA PRINCIPAL</p><p>O avanço dos houthis ameaça posições estratégicas ao longo da estrada principal que liga Aden à cidade sitiada de Taiz, uma ⁠artéria vital para o sudoeste do Iêmen.</p><p>Isso ocorre após uma ofensiva mais ampla iniciada em ​setembro, quando os houthis avançaram pela costa do Mar Vermelho do Iêmen e tomaram território ao longo ​do Estreito de Bab el-Mandeb, uma das rotas marítimas mais importantes ‌do mundo e uma via ​fundamental ⁠para as exportações de petróleo sauditas para a Ásia.</p><p>O avanço dá aos houthis a chance de flanquear as forças governamentais ao longo da cordilheira com vista para o Estreito de Bab el-Mandeb, segundo fontes militares. As tropas governamentais haviam expulsado ​combatentes houthis da área há apenas algumas semanas.</p><p>Os ataques houthis a Aden, capital provisória do governo desde 2015, também se intensificaram nas últimas semanas. O grupo atacou o aeroporto de Aden na quarta-feira após alertar a população para que evacuasse a área, enquanto o palácio presidencial também foi atingido em outubro.</p><p>CONFRONTOS EM ANDAMENTO NA SEGUNDA-FEIRA</p><p>Combates entre ​os houthis e as forças governamentais estavam em andamento nesta segunda-feira em um acampamento militar na entrada do distrito de Tur al-Bahah, uma das principais vias de acesso a Aden. O acampamento fica a cerca de 50 km da capital provincial de Lahj e a 80 km de Aden.</p><p>Os houthis lançaram seu ataque contra posições do governo em Al-Maqatirah há três dias e, desde então, tomaram todo o distrito, segundo as fontes. A área montanhosa domina a estrada que liga Taiz a Aden. Os houthis forçaram as tropas do governo a recuar em direção a ​Tur al-Bahah, afirmaram.</p><p>O ministro da Informação do Iêmen não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.</p><p>O representante houthi Hamid Rizq ‌postou um vídeo — que a Reuters não conseguiu ⁠verificar imediatamente — do que ele afirmou serem combatentes do grupo entrando em Souq al-Rabouh, no distrito de Maqatirah.</p><p>Essa rota tem sido a última ligação remanescente entre o território controlado pelo governo e Taiz durante a guerra.</p><p>Taiz, ⁠a terceira maior cidade do Iêmen, está cercada desde o início de ⁠outubro, quando os houthis cortaram sua principal estrada em ⁠direção ao sul, para ⁠Aden. ​O cerco já deslocou mais de 100 mil pessoas e causou escassez de alimentos, combustível e medicamentos.</p><p>(Reportagem de Mohammed Ghobari)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Hackers atacaram aplicativos de emergência da Ucrânia e da Rússia e enviaram alertas nucleares falsos]]></title>
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        <updated>2026-11-02T15:09:07.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Hackers atacaram aplicativos de emergência da Ucrânia e da Rússia e enviaram alertas nucleares falsos]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>KIEV, 2 Nov (Reuters) - A Ucrânia e a Rússia informaram que seus aplicativos de ​alerta de emergência foram hackeados durante a madrugada, enviando alertas falsos aos cidadãos sobre possíveis ataques aéreos e ataques químicos e nucleares.</p><p>Os alertas coincidiram com o término de um cessar-fogo local de seis dias mediado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, em uma pequena área no sul da Ucrânia — a mais longa pausa nos combates desde a invasão em grande escala da Rússia em 2022.</p><p>O aplicativo público de alertas de ataques aéreos da Ucrânia começou a enviar alertas falsos pouco antes das 23h (21h GMT) de domingo para a capital, Kiev, e outras regiões, alertando sobre ataques com radiação e armas químicas, além do risco de combates nas ruas em algumas áreas.</p><p>Horas depois, a agência de notícias estatal russa TASS citou o Ministério de Emergências, em Moscou, afirmando que seu próprio aplicativo móvel também havia sido alvo de um ataque cibernético que resultou na transmissão de alertas públicos falsos.</p><p>A Reuters não conseguiu verificar quais grupos foram os responsáveis. Especialistas atribuíram ⁠incidentes anteriores de segurança cibernética, ⁠ocorridos durante a guerra que já dura quase cinco anos, ​a hackers ativistas, ‌bem como a agências de inteligência de ambos os lados.</p><p>Na Ucrânia, um dos alertas informava que a Rússia havia lançado um míssil hipersônico Oreshnik — capaz de transportar uma ogiva nuclear — e que um alerta nuclear havia sido declarado.</p><p>A Força Aérea da Ucrânia informou logo em seguida, pelo aplicativo de mensagens Telegram, que o sistema de alerta parecia ter sido hackeado pela Rússia, observando que os alertas foram transmitidos em russo. O idioma ⁠ucraniano é obrigatório para todas as comunicações oficiais na Ucrânia.</p><p>“O aplicativo de alerta aéreo parece ter sido alvo de influência ​inimiga”, afirmou a Força Aérea. “Não há ameaça de radiação! Mantenham a calma e acompanhem nossas atualizações em nosso canal!”</p><p>MORADORES DE KIEV NÃO SE ABALAM ​COM ALERTAS FALSOS</p><p>Mensagens de fim de alerta foram enviadas logo em seguida para cada alerta, ‌e o Ministério da Transformação Digital ​da Ucrânia ⁠informou que o aplicativo havia sido temporariamente suspenso, mas que outros meios de alertar o público estavam funcionando, assim como as sirenes de ataque aéreo.</p><p>A Ucrânia sofre com uma grave falta de defesas aéreas, especialmente dos interceptadores Patriot de fabricação norte-americana, que são sua única defesa eficaz contra mísseis balísticos russos. Os EUA anunciaram na ​sexta-feira um acordo de US$2,1 bilhões para fornecer 500 interceptadores Patriot à Ucrânia, mas duas pessoas a par da decisão disseram que pode levar anos para que os mísseis cheguem.</p><p>Nas ruas de Kiev, os moradores minimizaram o impacto do ataque cibernético.</p><p>Artem Pyndyk, 37, empresário, disse que ficou surpreso por um breve momento ao ver as mensagens, mas logo percebeu o que havia acontecido.</p><p>“Isso não provocou o tipo de reação na sociedade que eles esperavam”, disse Pyndyk, acrescentando que os familiares ​e amigos com quem ele havia conversado também não entraram em pânico.</p><p>“Dá para rir disso, mas, por outro lado, eles conseguiram um certo nível de acesso e foram capazes de invadir o programa.”</p><p>Oksana Vostrykova, de 48 anos, também não deu muita importância ao incidente.</p><p>“Estou tranquila em relação a isso, meio que entendi imediatamente que poderia ser uma mensagem falsa”, disse a funcionária da pizzaria. “Você se preocupa mais não por si mesma, mas pelos seus filhos que estão por perto.”</p><p>MINISTÉRIO RUSSO AFIRMA QUE SEU APLICATIVO TAMBÉM FOI ATACADO</p><p>O Atesh, um grupo de hackers pró-Ucrânia, publicou uma captura de tela da mensagem de alerta exibida na Rússia em seu canal do Telegram na madrugada desta segunda-feira, com a seguinte mensagem: “O aplicativo do Ministério de Situações de Emergência foi hackeado!”</p><p>No entanto, o ministério de Moscou ​minimizou o impacto, afirmando que o aplicativo não era um de seus principais canais do sistema de alerta público, mas apenas o que chamou de fonte suplementar de ‌informação.</p><p>Uma mensagem falsa postada pelos hackers, vista pela Reuters, não tentou ⁠imitar uma comunicação oficial e estava repleta de expressões coloquiais, palavrões e linguagem depreciativa sobre a Rússia, chamando suas regiões de “pântanos”.</p><p>A mensagem falsa informava aos russos que ogivas nucleares haviam sido lançadas contra todas as regiões russas e aconselhava as pessoas a estocarem alimentos para três semanas e a se abrigarem ⁠em seus porões.</p><p>O ministério russo informou que seus especialistas estavam trabalhando para restaurar o funcionamento normal do ⁠aplicativo.</p><p>“Pedimos à população que mantenha a calma e confie apenas em fontes ⁠oficiais de informação — o site do ⁠Ministério ​de Situações de Emergência da Rússia e as contas oficiais do departamento nas redes sociais”, afirmou.</p><p>(Reportagem de Ron Popeski, Bogdan Kochubey, Jekaterīna Golubkova, Vladyslav Smilianets e Lina Golovnya)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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        <category label="Outros" term="outros"/>
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        <title type="html"><![CDATA[Escassez de chips na Stellantis interrompe produção da Fiat na Itália e pode se estender até dezembro]]></title>
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        <updated>2026-11-02T14:23:27.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Escassez de chips na Stellantis interrompe produção da Fiat na Itália e pode se estender até dezembro]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>MILÃO, 2 Nov (Reuters) - A ​montadora Stellantis  informou nesta segunda-feira que a escassez de um componente eletrônico utilizado na unidade de controle do motor estava causando uma interrupção “significativa” na produção de alguns modelos da Fiat na Itália, e que essa situação poderia se estender por novembro e dezembro.</p><p>A ⁠escassez ⁠de um chip de ​um ‌fornecedor afetou as vendas de outubro, especialmente do carro compacto Fiat Pandina, um dos modelos mais vendidos da ⁠marca, informou a Stellantis.</p><p>“A Stellantis e a ​Fiat estão trabalhando com a máxima prioridade ​para identificar soluções alternativas ‌e restaurar gradualmente ​as ⁠operações normais”, afirmou o grupo.</p><p>A escassez pode levar a novos problemas, incluindo paradas de produção, ​em novembro e dezembro na fábrica de Pomigliano, onde o Pandina é fabricado, e em Mirafiori, onde o Fiat ​500 é produzido.</p><p>A interrupção também pode afetar as fábricas da Stellantis na Itália que fabricam componentes de motor, incluindo Termoli, onde é montado o motor N3 GSE, utilizado tanto no Pandina quanto no 500.</p><p>Mirafiori está passando ​atualmente por uma paralisação de produção de ‌três semanas, que começou ⁠em meados de outubro devido a uma escassez de componentes diferente, com os ⁠sindicatos apontando a fraca ⁠demanda pelo Fiat ⁠500 como ⁠um ​dos fatores por trás da paralisação.</p><p>(Reportagem de Giulio Piovaccari)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Registros mensais da Tesla disparam no Norte da Europa, mesmo com aumento da concorrência chinesa]]></title>
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        <updated>2026-11-02T14:17:01.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Registros mensais da Tesla disparam no Norte da Europa, mesmo com aumento da concorrência chinesa]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Amir  Orusov</p><p>2 Nov (Reuters) - Os registros de novos ​carros da Tesla  aumentaram em vários mercados do norte da Europa em outubro, à medida que a fabricante norte-americana de veículos elétricos ampliou sua recuperação regional nas vendas, apesar da crescente concorrência das montadoras chinesas.</p><p>Os registros da Tesla dispararam 248% na Suécia, 131% na Noruega e 34% na Dinamarca, segundo dados da Mobility Sweden, da OFV da Noruega e do bilstatistik.dk da Dinamarca.</p><p>A recuperação foi impulsionada por comparações mais favoráveis com o mesmo período do ano anterior, preços mais altos dos combustíveis, incentivos governamentais e ⁠o crescimento ⁠contínuo da demanda por veículos elétricos.</p><p>O ​desempenho, no ‌entanto, variou pela região. A Tesla registrou fortes ganhos na Noruega e na Suécia, mas ficou atrás de vários rivais chineses na Dinamarca, o que destaca o cenário competitivo cada vez mais fragmentado na Europa.</p><p>Na Noruega, a ⁠Tesla registrou seu melhor outubro já registrado e foi a marca de carros ​mais vendida do país, com uma participação de mercado de 9,8%, de ​acordo com a OFV. As marcas chinesas continuaram ‌a expandir sua presença, ​respondendo por ⁠22,5% dos registros de carros de passeio novos, sua maior participação mensal já registrada.</p><p>“Especialmente na Noruega, as pessoas são, em geral, mais abastadas do que em outras partes da ​Europa; elas procuram menos as opções mais econômicas das marcas chinesas do que em outros países europeus”, afirmou Rico Luman, economista sênior da ING Research.</p><p>Em contrapartida, a participação de mercado da Tesla na Dinamarca foi de apenas 0,73%, ficando atrás ​da BYD , da Leapmotor , da Xpeng  e da MG , de propriedade da SAIC, que conquistaram entre 1,6% e 5,5% do mercado cada uma.</p><p>“O Norte da Europa está bastante aberto aos novos participantes, desde que sejam veículos elétricos eficientes. Foi isso que permitiu à Tesla alcançar uma posição de liderança e é o que está permitindo que as marcas chinesas ganhem terreno rapidamente”, disse à Reuters o analista do setor Felipe Munoz, ​que dirige a plataforma Car Industry Analysis.</p><p>A Tesla continua sendo uma das marcas de ‌veículos elétricos mais fortes da Europa, ⁠embora sua dependência do Model 3 e do Model Y a tenha deixado diante de uma concorrência crescente por parte de rivais com linhas de produtos mais ⁠amplas.</p><p>A montadora informou em outubro que havia encerrado ⁠o terceiro trimestre com sua maior carteira ⁠de pedidos de ⁠veículos ​de passageiros em quatro anos.</p><p>(Reportagem de Amir Orusov em Gdansk, com contribuição de Anastasiia Kozlova)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
        </author>
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        <title type="html"><![CDATA[TotalEnergies avalia que guerra no Irã pode acelerar transição energética]]></title>
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        <updated>2026-11-02T13:40:11.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[TotalEnergies avalia que guerra no Irã pode acelerar transição energética]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Dominique Patton</p><p>PARIS, 2 Nov (Reuters) - A ​TotalEnergies vê potencial para que a guerra no Irã acelere a transição energética após um aumento nas vendas de veículos elétricos nos últimos meses, afirmou nesta segunda-feira o diretor de sustentabilidade da empresa, embora a tendência precise se manter para que a empresa revise suas previsões.</p><p>O presidente Patrick Pouyanne disse que a empresa ainda espera que os preços do petróleo atinjam seu pico em algum momento das décadas de ⁠2030 ⁠ou 2040, embora tenha acrescentado ​que a ‌empresa não poderia ser mais precisa.</p><p>A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã abalou os mercados globais de energia, fazendo os preços do petróleo e do gás ⁠dispararem e levando os consumidores a migrarem para veículos elétricos ​a fim de reduzir o custo do combustível caro.</p><p>Em sua ​perspectiva anual de energia, a TotalEnergies afirmou ‌que a crise ​poderia ⁠atuar como um “acelerador” da transição energética, apontando para um aumento acentuado nas vendas de veículos elétricos na Ásia, América Latina e Europa, além de ​um aumento nas exigências de mistura de biocombustíveis que estavam influenciando os padrões de consumo de energia.</p><p>O diretor de Sustentabilidade e Estratégia, Aurelien Hamelle, disse aos repórteres que houve uma “aceleração impressionante” das ​tecnologias de baixo carbono entre o segundo trimestre de 2025 e o segundo trimestre de 2026.</p><p>No entanto, Hamelle afirmou que, apesar da aceleração na adoção de veículos elétricos, “a demanda por petróleo se recuperará assim que os preços se normalizarem”. Ele também destacou um crescimento acima do esperado no setor de aviação e um crescimento mais robusto na ​indústria petroquímica, o que compensaria parte dos benefícios decorrentes do maior uso ‌de veículos elétricos.</p><p>De acordo com ⁠o cenário de tendências atuais da empresa, o relatório também projeta que a demanda global por gás natural aumentará 12,5% de 2025 ⁠a 2035, atingindo 4.780 bilhões de metros ⁠cúbicos.</p><p>A demanda por eletricidade deve ⁠quase dobrar, passando ⁠de ​31.900 terawatts-hora em 2025 para 59.300 terawatts-hora em 2050.</p><p>(Reportagem de Dominique Patton)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Lentidão da China nas compras agrícolas dos EUA testa acordo de US$ 17 bi]]></title>
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        <updated>2026-11-02T13:12:36.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Lentidão da China nas compras agrícolas dos EUA testa acordo de US$ 17 bi]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Ella Cao e Tom Polansek e Lewis Jackson</p><p>PEQUIM/CHICAGO, 2 Nov (Reuters) - As compras chinesas ​de produtos agrícolas dos Estados Unidos, com exceção da soja, devem atingir este ano o menor nível em sete anos, apesar de um acordo para a aquisição de bilhões de dólares em importações, segundo revelou uma análise da Reuters com base em dados alfandegários, o que ressalta as incertezas de longa data em relação ao acordo.</p><p>Em maio, a Casa Branca informou que Pequim concordou em comprar US$17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA anualmente a partir de 2026, com a meta deste ano rateada proporcionalmente. Essas compras se somaram a um compromisso assumido em outubro do ano passado de comprar soja dos EUA.</p><p>Embora a China esteja a caminho de atingir sua meta para a soja, ela comprou apenas US$ 7,2 bilhões em outros produtos agrícolas — de carne a milho — entre janeiro e setembro, segundo a análise. As importações estão no nível mais baixo para esse período desde 2019, no auge da primeira guerra comercial.</p><p>Não está claro se Pequim está violando seu compromisso, pois a Casa Branca não informou se o prazo ⁠começou a correr após o anúncio ⁠em maio ou se começará assim que os cortes tarifários ​propostos pela China ‌forem finalizados, o que ainda não aconteceu.</p><p>A lentidão nas compras, no entanto, aprofunda as dúvidas sobre um aumento nas importações este ano, frustrando os agricultores norte-americanos que enfrentam altos preços de combustível e impulsionando os esforços dos democratas para conquistar eleitores do interior, afastando-os do Partido Republicano do presidente Donald Trump antes das eleições de meio de mandato na terça-feira.</p><p>“Nossos produtores são patriotas, mas há muitos silos cheios de grãos e, certamente, um desejo de ver o comércio ⁠de grãos”, disse Tim Lust, diretor-executivo da National Sorghum Producers, um grupo do setor. “O feijão está sendo comercializado, mas outras commodities ​não.”</p><p>O Departamento de Agricultura dos EUA encaminhou as perguntas sobre o cronograma de rateio ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). O USTR, a Casa Branca ​e o Ministério do Comércio da China não responderam aos pedidos de comentários.</p><p>DEMANDA FRACA E CONCORRÊNCIA ‌GLOBAL PREJUDICAM AS EXPORTAÇÕES DOS EUA</p><p>Mesmo que ​as ⁠compras aumentem, a fraca demanda chinesa e a forte concorrência tornam difícil atingir a meta, a menos que Pequim ordene que compradores estatais entrem em ação, afirmaram analistas.</p><p>Considere o milho. Em seu pico, em 2021, a China importou US$5,6 bilhões dessa safra — quase 20 milhões de toneladas. No mês passado, a COFCO Futures, corretora de futuros afiliada à empresa estatal ​chinesa, afirmou que o milho dos EUA não era competitivo, em parte devido à ampla oferta interna. A empresa previu importações de cerca de 900 mil toneladas de milho dos EUA para a safra 2026/27, que teve início em setembro.</p><p>Os embarques de sorgo dos EUA para a China atingiram um pico de 6,5 milhões de toneladas, no valor de US$2,1 bilhões, em 2021, e agora enfrentam a concorrência do Brasil, que garantiu acesso ao mercado em setembro de 2025. O Brasil já embarcou 1,7 milhão de ​toneladas para a China neste ano, com quase 1 milhão de toneladas adicionais planejadas para embarque, disse Eduardo Vanin, estrategista sênior de agricultura da Marex.</p><p>Os EUA exportaram cerca de 3,7 milhões de toneladas de sorgo para a China até o final de agosto, segundo dados do governo norte-americano, um volume significativamente maior do que no ano anterior, quando o comércio estagnou em meio a tensões bilaterais; no entanto, as vendas secaram nos últimos quatro meses.</p><p>As importações chinesas de carne dos EUA, que já chegaram a valer vários bilhões de dólares, enfrentam restrições semelhantes. Há excesso de oferta de carne suína e de frango no mercado interno, enquanto os preços da carne bovina dos EUA estão altos devido à redução dos rebanhos.</p><p>Além disso, a carne bovina ainda enfrenta barreiras regulatórias, apesar de a China ter renovado, em maio, as licenças de exportação para ​mais de 400 frigoríficos norte-americanos. Cerca de metade da capacidade de abate de gado de corte dos EUA não está qualificada para exportar para a China, de acordo com a ‌Federação de Exportação de Carnes dos EUA. Alguns frigoríficos foram barrados depois ⁠que as autoridades chinesas relataram ter encontrado resíduos de substâncias não aprovadas na China, disse Joe Schuele, porta-voz da federação.</p><p>Essas restrições significam que Pequim provavelmente precisará recorrer a compradores estatais para atingir a meta de US$17 bilhões, como já vem fazendo com a soja, afirmaram analistas. Se isso acontecerá ou não é, em última ⁠análise, uma questão política, acrescentaram.</p><p>“Muito disso parece depender do quanto a China utilizará empresas estatais para realizar as compras”, ⁠disse Darin Friedrichs, cofundador da Sitonia Consulting, uma empresa de inteligência de mercado ⁠agrícola com foco na China.</p><p>“É difícil ⁠chegar ​a US$17 bilhões em produtos que não sejam soja sem compras direcionadas e fora do mercado.”</p><p>(Reportagem de Ella Cao e Lewis Jackson em Pequim, e de Tom Polansek em Chicago)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
        </author>
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        <title type="html"><![CDATA[Embraer recebe pedido de até seis KC-390 da Grécia]]></title>
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        <updated>2026-11-02T13:02:14.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Embraer recebe pedido de até seis KC-390 da Grécia]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>2 Nov (Reuters) - ​A Embraer anunciou nesta segunda-feira que o Ministério da Defesa Nacional da Grécia assinou um contrato para aquisição de ⁠três aeronaves KC-390 ⁠Millennium, ​com ‌opções de compra para mais três unidades, ⁠por meio de um acordo ​governamental entre a Grécia ​e Portugal.</p><p>De ‌acordo ​com comunicado ⁠da fabricante de aeronaves, a Força Aérea ​Helênica receberá o primeiro KC-390 Millennium em ​2027.</p><p>'A aquisição reflete uma tendência crescente entre os Estados-membros da União Europeia e da OTAN, que reconhecem a ​eficácia da aeronave ‌para atender às ⁠necessidades atuais e futuras de ⁠defesa', acrescentou.</p><p>(Por ⁠Michael Susin ⁠em ⁠Barcelona; ​edição de Marta Nogueira)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
        </author>
        <category label="Outros" term="outros"/>
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        <title type="html"><![CDATA[Dólar, oferta baixa e exportação à China colocam boi no Brasil na rota de R$400/arroba]]></title>
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        <updated>2026-11-02T12:17:25.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Dólar, oferta baixa e exportação à China colocam boi no Brasil na rota de R$400/arroba]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Roberto Samora</p><p>SÃO PAULO, 2 Nov (Reuters) - Uma retomada das compras da China, ​exportações fortes para os Estados Unidos, uma oferta mais baixa de animais para abates devido ao ciclo pecuário e mais recentemente uma valorização do dólar frente ao real colocaram o preço da arroba do boi gordo do Brasil mais perto de R$400, um patamar recorde, com impactos para consumidores de carne.</p><p>No Estado de São Paulo, referência de mercado para o maior produtor e exportador global de carne bovina, a arroba está cotada a cerca de R$390, com alta de mais de 20% no acumulado do ano, sendo um terço desses ganhos registrados em outubro, conforme dados do centro de estudos Cepea.</p><p>Entre os fatores mais recentes de alta estão o interesse da China, que deverá voltar a importar carne do Brasil entre novembro e dezembro -- visando o preenchimento da cota com tarifa menor de 2027 --, além de um dólar que teve uma valorização de 9,15% na semana passada, após o mercado reagir ao resultado ⁠do segundo turno das ⁠eleições.</p><p>'O principal motivo (da alta da arroba) é a valorização do ​câmbio, que aumenta ‌a competitividade brasileira no mercado internacional e aumenta também o interesse da indústria em exportar para faturar em dólares. Com as exportações mais atrativas, o boi foi junto', disse a CEO da consultoria Agrifatto, Lygia Pimentel.</p><p>O movimento cambial acontece justamente no momento em que a China, maior importador, volta ao mercado brasileiro após a cota tarifária de 2026 ser esgotada por volta de meados do ano. Para 2027, os ⁠chineses vão dispor de 1,128 milhão de toneladas de carne brasileira, pagando uma tarifa de 12% --acima disso, a taxa ​sobe para 55%.</p><p>'O mercado está numa expectativa construtiva dessa retomada das compras da China...', comentou o líder do setor de pecuária da consultoria ​Datagro, João Figueiredo.</p><p>Ele observou que alguns negócios com frigoríficos exportadores já estão sendo registrados ‌a patamares de R$400/arroba, conforme pesquisas ​para a ⁠elaboração do indicador de preços da consultoria, utilizado para liquidação de contratos da B3.</p><p>Além da demanda externa, ele citou que algumas negociações a R$400 foram realizadas até mesmo por empresas com foco no mercado interno, que geralmente fica mais aquecido ao final do ano devido à temporada de festas.</p><p>Contudo, ponderou que negociações do ​boi para produção de carne destinada ao mercado brasileiro teriam R$400 como um teto, já que tal valor começa a comprometer o consumo local.</p><p>'Neste fim de ano pode sustentar um pouco ainda, mas já está flertando com as máximas...', disse, observando também que há preocupação com demanda doméstica em 2027, diante de medidas que o governo venha a tomar para um eventual ajuste fiscal.</p><p>Para o pesquisador Thiago Bernardino de Carvalho, do Centro de Estudos Avançados ​em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, até a virada do ano, e até mesmo ao longo do primeiro semestre, não há muito espaço para a cotação do boi recuar, devido à oferta restrita, além da demanda chinesa e compras dos EUA.</p><p>'A nossa carne realmente vem valorizada e isso reflete no boi', disse ele, que não acredita também em mudanças no consumo doméstico até o final do ano. 'Então o preço não tem como recuar, dado esse cenário de muito equilíbrio entre oferta e demanda.'</p><p>MARGENS APERTADAS PARA TODOS</p><p>Para o ano que vem, Carvalho avalia que a cadeia como um todo deverá ver suas margens apertadas.</p><p>'A partir do consumidor, que vai ter que pagar mais caro pela carne bovina, se quiser comer carne bovina... Então há um ajuste ao longo ​da cadeia..., o próprio terminador, aquele que compra o bezerro, o boi magro para engordar, ele também encontra preços elevados...', disse o especialista, citando que o 'spread' entre ‌a compra do boi e a venda da carne é ⁠um dos menores desde 2023.</p><p>Os analistas avaliam que isso se equilibra em algum momento.</p><p>Pimentel, da Agrifatto, disse que essa margem menor para os frigoríficos em um primeiro momento, com a disparada do preço do boi, deve ser compensada adiante, com as exportações realizadas a um dólar mais elevado e ⁠na medida em que a China e os Estados Unidos elevem as compras, sustentando o preço ⁠na exportação.</p><p>'Estamos ampliando as exportações em primeiro lugar para os Estados Unidos, ⁠que são o mercado que ⁠paga ​bem', disse ela, em referência ao segundo principal destino para a carne do Brasil.</p><p>(Por Roberto Samora; com reportagem adicional de Fabrício de Castro; edição de Marta Nogueira)</p>]]></content>
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            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Crescimento da indústria na Zona Euro desacelera em outubro, mas continua sólido, segundo o PMI]]></title>
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        <updated>2026-11-02T10:55:21.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Crescimento da indústria na Zona Euro desacelera em outubro, mas continua sólido, segundo o PMI]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>LONDRES, 2 Nov (Reuters) - O crescimento da atividade industrial na ​zona do euro manteve-se estável em outubro, embora tenha apresentado uma desaceleração, à medida que o crescimento dos novos pedidos diminuiu e o aumento dos custos com energia e as interrupções na cadeia de suprimentos pressionaram as margens, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira.</p><p>O Índice de Gerentes de Compras (PMI) do Setor Manufatureiro da Zona Euro da S&P Global caiu para 52,7 no mês passado, ante 52,9 em setembro — que foi a maior marca desde maio de 2022 —, mas ficou acima da estimativa preliminar de 52,4. Valores acima de 50,0 indicam crescimento da atividade.</p><p>Os números sugerem que os fabricantes estão se mantendo firmes apesar das tarifas, dos conflitos e do aumento dos custos de energia, mas a alta nos ⁠preços dos insumos ⁠aumenta a pressão sobre o Banco Central Europeu ​para que ‌ele aumente as taxas de juros novamente.</p><p>“Mais um resultado sólido do PMI prolonga o melhor período de crescimento do setor manufatureiro da zona do euro em mais de quatro anos”, afirmou Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence.</p><p>“O crescimento sustentado registrado desde fevereiro traça um quadro encorajador de resiliência para ⁠o setor manufatureiro, que tem sido afetado pelos ventos contrários das tarifas e dos conflitos ​no Oriente Médio e na Ucrânia e, em particular, pelo aumento nos custos e pelas dificuldades de abastecimento ​que esses fatores causaram.”</p><p>Os futuros do petróleo bruto  vêm sendo negociados a ‌mais de US$116 por barril, ​cerca ⁠de 60% acima dos níveis anteriores à guerra no Irã.</p><p>O Banco Central Europeu manteve as taxas de juros inalteradas na semana passada, como esperado, mas economistas consultados pela Reuters no mês passado afirmaram que haveria um novo aumento em dezembro. Sua ​presidente, Christine Lagarde, também anunciou que deixará o cargo em fevereiro próximo.</p><p>O total de novos pedidos para as fábricas — um importante indicador da demanda — cresceu em ritmo mais lento em outubro, mesmo com os pedidos de exportação registrando seu maior aumento em mais de quatro anos e meio. Seis dos oito países da zona do euro acompanhados pela ​pesquisa registraram crescimento na atividade. França e Itália foram as exceções.</p><p>A produção industrial recuou para 52,8, o menor nível em quatro meses, ante 53,6 em setembro, embora tenha permanecido acima da média de longo prazo da pesquisa. As indústrias contrataram pessoal pelo terceiro mês consecutivo.</p><p>Os custos operacionais das fábricas subiram no ritmo mais rápido em cinco meses em outubro, e as empresas aumentaram acentuadamente os preços de venda em resposta a isso, embora o ritmo de aumento tenha permanecido praticamente inalterado em relação a setembro.</p><p>“Com a inflação dos custos dos insumos subindo acentuadamente novamente em outubro, atingindo ​uma das taxas mais altas observadas nos últimos quatro anos devido aos preços mais altos da energia e aos gargalos ‌no abastecimento, os dados mais recentes do PMI ⁠aumentam a pressão sobre o BCE para que ele aumente ainda mais as taxas nos próximos meses, representando mais um obstáculo para as empresas”, acrescentou Williamson.</p><p>As tensões na cadeia de suprimentos se intensificaram ao longo do mês e ⁠os prazos de entrega se prolongaram, atingindo o pior nível desde junho. ⁠Os fabricantes aumentaram os volumes de compras no ritmo ⁠mais rápido em quase quatro  anos ⁠e ​meio, ao mesmo tempo em que acumularam estoques de matérias-primas pela primeira vez desde dezembro de 2022.</p><p>(Reportagem de Jonathan Cable)</p>]]></content>
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            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Cessar-fogo  de Oleshky chega ao fim; Ucrânia evacua civis de algumas áreas da região de Kherson]]></title>
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        <updated>2026-11-02T09:08:03.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Cessar-fogo  de Oleshky chega ao fim; Ucrânia evacua civis de algumas áreas da região de Kherson]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>1 Nov (Reuters) - As forças armadas da Ucrânia informaram que evacuaram 167 ​pessoas das áreas ameaçadas no sul da região de Kherson no domingo, quando um cessar-fogo local temporário chegou ao fim — dois dias depois que ônibus transportaram moradores para fora da cidade de Oleshky, controlada pela Rússia.</p><p>Um cessar-fogo local de seis dias em Oleshky e arredores foi alcançado após esforços de mediação da primeira-dama dos EUA, Melania Trump, e com a participação do Papa Leão XIV.</p><p>O cessar-fogo expirou à meia-noite. Não houve indícios imediatos de retomada das hostilidades por parte de nenhum dos lados.</p><p>Foi a mais longa pausa local nos combates desde a invasão em grande escala da Rússia em 2022.</p><p>O Comissário  de Direitos Humanos da Ucrânia, Dmytro Lubinets, em postagem no Telegram, afirmou que ambos os lados “cumpriram as obrigações assumidas ao longo desse período”.</p><p>Lubinets disse que ele e Yana Lantratova, comissária de direitos humanos da Rússia, ⁠estavam “explorando possibilidades para dar ⁠continuidade a esforços humanitários semelhantes. É importante manter ​esse mecanismo de ‌interação para que possamos continuar ajudando as pessoas e salvando vidas”.</p><p>Anteriormente, o Estado-Maior da Ucrânia divulgou um comunicado informando que suas unidades, em cooperação com as autoridades locais, “evacuaram 167 civis para locais mais seguros na região de Kherson”.</p><p>Segundo o comunicado, entre os evacuados estavam 22 crianças e 21 pessoas com mobilidade reduzida que necessitavam de assistência especial.</p><p>O governador da região de ⁠Kherson, Oleksandr Prokudin, exortou os moradores a permanecerem vigilantes à medida que se aproximava o fim do ​cessar-fogo.</p><p>“Também peço enfaticamente que não visitem as chamadas ‘zonas vermelhas’ – áreas e povoados próximos ao rio Dnipro”, escreveu Prokudin no Telegram. “A ​intensidade dos ataques russos na região continua alta, e a ameaça à ‌vida é extremamente elevada.”</p><p>Em Moscou, o ​porta-voz do ⁠Kremlin, Dmitry Peskov, citado por agências de notícias russas, afirmou que a Rússia via de forma positiva a forma como a operação foi conduzida em Oleshky, bem como a coordenação entre os comissários de direitos humanos dos dois países.</p><p>O papa disse que esperava que a cooperação ​entre a Rússia e a Ucrânia na implementação de um cessar-fogo em Oleshky abrisse caminho para esforços de paz mais amplos.</p><p>Melania Trump, em postagem no X, disse que o cessar-fogo “proporcionou aos moradores liberdade de locomoção, acesso a alimentos, água potável e medicamentos, além de um renovado senso de dignidade, sem a ameaça constante de ataques”.</p><p>VIAGEM TORTUOSA</p><p>No sábado, moradores famintos e exaustos de Oleshky cruzaram a fronteira para ​a Ucrânia após uma jornada tortuosa partindo da região, a apenas alguns quilômetros da linha de frente.</p><p>Primeiro, viajaram de ônibus pela Crimeia — anexada pela Rússia à Ucrânia em 2014 — até a cidade russa de Anapa, antes de voarem para Belarus, de onde seguiram para a Ucrânia.</p><p>Aqueles que desejavam deixar Oleshky — alguns com destino à Rússia, outros à Ucrânia — foram levados inicialmente para a Crimeia em 25 ônibus e nove ambulâncias, disse Lantratova, antes de se dividirem em comboios separados.</p><p>No total, quase 800 pessoas foram evacuadas, disse Melania Trump no X, acrescentando: “Espero que Oleshky sirva de base para uma paz duradoura entre as duas nações.”</p><p>Não se sabe quantas pessoas optaram por permanecer ​em Oleshky, controlada pela Rússia, que fica às margens do rio Dnipro, em frente à principal cidade da região controlada pela Ucrânia, Kherson.</p><p>O cessar-fogo, ‌em vigor desde terça-feira, permitiu que as estradas fossem ⁠desminadas e que alimentos, medicamentos e outros suprimentos fossem levados para a cidade.</p><p>As forças russas assumiram o controle da cidade imediatamente após a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, mas as tropas ucranianas recapturaram grande parte da região, incluindo a cidade de ⁠Kherson, ainda naquele ano.</p><p>As ações militares continuaram em outras partes da Ucrânia no domingo.</p><p>Governadores ⁠regionais e serviços de emergência relataram uma morte em um ataque ⁠na região de Sumy, na ⁠fronteira ​com a Rússia — um alvo frequente —, e pelo menos uma na região central de Vinnytsia.</p><p>(Reportagem de Ron Popeski, Alessandra Prentice e Jekaterīna Golubkova)</p>]]></content>
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            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Casa Branca traça plano para governar sem Congresso caso democratas vençam]]></title>
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        <updated>2026-11-01T16:39:31.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Casa Branca traça plano para governar sem Congresso caso democratas vençam]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Nandita Bose e Tim Reid</p><p>WASHINGTON, 1 Nov (Reuters) - O governo do presidente norte-americano Donald Trump vem se preparando ​há meses para uma possível vitória do Congresso pelos democratas, elaborando planos para continuar levando adiante pontos importantes de sua agenda, ao mesmo tempo em que se prepara para investigações, segundo uma autoridade da Casa Branca e duas  fontes a par do assunto.</p><p>Autoridades de alto escalão, incluindo o vice-chefe de gabinete, Stephen Miller, e o diretor de orçamento, Russell Vought, vêm trabalhando com o gabinete jurídico da Casa Branca desde abril para identificar medidas executivas nas áreas de imigração, tarifas, custos de moradia e gastos federais que Trump poderia adotar sem a aprovação do Congresso, afirmaram as três fontes.</p><p>O consultor jurídico da Casa Branca, Will Scharf, e sua equipe também estão analisando “o que Trump pode fazer legalmente por conta própria, até onde ele poderia forçar os limites de sua autoridade e como defender essas decisões na Justiça”, disse o funcionário da Casa Branca.</p><p>O planejamento ressalta um paradoxo das eleições de meio de mandato de terça-feira: conquistar o controle do Congresso daria aos democratas o poder de investigar Trump, bloquear projetos de lei e restringir suas prioridades de gastos. Mas Trump manteria ampla autoridade executiva sobre comércio, política externa e a burocracia federal, autoridade que ele já tem usado de forma agressiva durante seu segundo mandato.</p><p>Se os republicanos perderem o controle do Congresso, Trump disse que espera poder exercer vetos por “um ou dois meses” antes de chegar a acordos com os democratas.</p><p>“Acho que vou ⁠me tornar o Sr. Veto”, disse Trump ao ⁠podcast ‘Pod Force One’, do New York Post, em um trecho de entrevista divulgado neste ​domingo. “E então, em algum ‌momento, provavelmente faremos acordos.”</p><p>Os democratas precisam de um ganho líquido de quatro cadeiras na Câmara dos Deputados dos EUA, bem como no Senado, para reverter as estreitas maiorias republicanas de 218 a 214 e 53 a 47. As pesquisas de opinião apontam para uma vitória dos democratas na Câmara, enquanto a disputa pelo Senado permanece acirrada demais para se prever um resultado.</p><p>No último mês, Trump realizou comícios por todo o país tentando preservar o controle republicano do Congresso, mesmo enquanto seus assessores se preparam, nos bastidores, para um cenário político muito diferente em 2027.</p><p>A Casa Branca rejeitou a possibilidade de derrotas republicanas e acusou a mídia de ⁠promover uma narrativa falsa.</p><p>“Este governo e os republicanos sensatos continuarão a proteger nossas fronteiras, restaurar a lei e a ordem, devolver mais dinheiro aos bolsos dos norte-americanos ​que trabalham duro e garantir vitórias para o povo americano”, disse a porta-voz da Casa Branca, Lauren Bis.</p><p>Entre as medidas executivas em consideração estão novas tarifas sobre importações de minerais essenciais e turbinas eólicas, regras ​mais rígidas para vistos de estudantes internacionais e trabalhadores estrangeiros temporários, além de medidas destinadas a reduzir os custos de moradia ‌e construção, disse a autoridade da Casa Branca.</p><p>Órgãos federais ​apresentaram propostas ⁠e análises jurídicas sobre medidas que o governo poderia adotar unilateralmente, disse uma das pessoas a par dos planos.</p><p>Vought, cujo Escritório de Gestão e Orçamento dos EUA supervisiona os gastos federais, está analisando quais prioridades podem avançar utilizando recursos já aprovados pelo Congresso, disseram duas dessas pessoas.</p><p>Ele também deseja alterar as regras de subsídios federais para dar aos nomeados políticos mais voz na decisão sobre quais programas governamentais recebem dinheiro dos contribuintes, disseram elas, o que poderia dar à Casa Branca ​mais influência sobre os gastos federais sem a necessidade de aprovação do Congresso.</p><p>Trump foi informado sobre os preparativos e participou de discussões a respeito, disse o funcionário da Casa Branca.</p><p>Quando questionado sobre o quanto Trump se sentiria à vontade para governar por meio do poder executivo sob um Congresso democrata, uma das fontes respondeu: “muito à vontade”.</p><p>GOVERNAR SEM CONGRESSO</p><p>Trump já testou os limites do poder presidencial desde que reassumiu o cargo em janeiro de 2025, usando a autoridade executiva para impor tarifas de importção abrangentes, intensificar a fiscalização da imigração, reduzir o quadro de funcionários federais e perseguir objetivos de política externa, incluindo a guerra contra o Irã, sem a aprovação do Congresso ou novas leis.</p><p>Uma grande exceção foi ​o pacote maciço de cortes de impostos e gastos de Trump, aprovado pelo Congresso controlado pelos republicanos e sancionado pelo presidente em julho de 2025.</p><p>“O presidente Trump, nos últimos dois anos, basicamente ignorou o Congresso e tentou fazer o máximo possível por meio de decretos e do poder executivo”, disse Nathan Gonzales, editor da Inside Elections, que oferece análises políticas apartidárias. “Acho que ele só continuará assim se houver maioria democrata.”</p><p>Trump invocou repetidamente emergências nacionais para ampliar sua capacidade de agir sem nova legislação. O Congresso pode votar para encerrar essas emergências, mas Trump poderia vetar tal medida, exigindo maioria de dois terços em ambas as câmaras para derrubar o veto.</p><p>Um Congresso democrata ainda poderia criar obstáculos significativos.</p><p>O controle do Senado permitiria aos democratas bloquear os indicados de Trump para o Poder Judiciário e o Poder Executivo, incluindo qualquer indicação para a Suprema Corte.</p><p>“Prevejo que eles ficarão muito relutantes em aprovar qualquer uma das nomeações do presidente”, disse Andrew Busch, professor de políticas públicas da Universidade do Tennessee, em Knoxville, e autor de um livro sobre a história das eleições de meio de mandato.</p><p>Os democratas também poderiam se recusar a aprovar projetos de ​lei apoiados por Trump. Mas Trump poderia vetar projetos de lei democratas de que não gostasse, e é improvável que os democratas tenham votos suficientes na Câmara para derrubar o veto.</p><p>Os tribunais poderiam bloquear medidas executivas que excedam a autoridade ‌legal de Trump. A Casa Branca planeja buscar pareceres jurídicos do Departamento de Justiça para determinar ⁠o que Trump pode fazer sem o Congresso e como defender essas medidas caso sejam contestadas na Justiça, disse uma das fontes.</p><p>INVESTIGAÇÕES DEMOCRATAS</p><p>Um desafio, no entanto, não pode ser contornado por meio de medidas executivas: as investigações do Congresso.</p><p>A Reuters informou anteriormente que democratas de alto escalão da Câmara e assessores de comissões discutiram o uso de audiências, intimações e solicitações de documentos para examinar se Trump usou seu poder presidencial para beneficiar a ⁠si mesmo, a aliados ou a doadores.</p><p>Assessores de Trump vêm se preparando para essa possibilidade há meses, afirmaram todas as três fontes.</p><p>Advogados da Casa Branca ⁠vêm orientando nomeados políticos e líderes de órgãos sobre como lidar com inquéritos do Congresso, solicitações de documentos ⁠e intimações, disse uma das pessoas. Eles aconselharam as ⁠autoridades ​a terem cuidado com o que colocam por escrito.</p><p>Eles também solicitaram um parecer do Departamento de Justiça que pudesse permitir que Trump invocasse o privilégio executivo para proteger as comunicações com assessores privados do escrutínio do Congresso, disse a fonte.</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Lavrov, da Rússia, diz que convite à Polônia para reunião do G20 viola regras diplomáticas]]></title>
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        <updated>2026-10-30T23:42:54.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Lavrov, da Rússia, diz que convite à Polônia para reunião do G20 viola regras diplomáticas]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>30 Out (Reuters) - O ministro ​das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, teria afirmado nesta sexta-feira que convidar a Polônia para participar das reuniões do G20 seria contraproducente e iria contra a prática diplomática de buscar o consenso nessas reuniões.</p><p>O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, disse a jornalistas em Atlanta que os Estados Unidos ⁠haviam ⁠apresentado uma moção para tornar ​a ‌Polônia membro permanente do G20 e que Varsóvia estava trabalhando por isso.</p><p>“É claro que viola os princípios da diplomacia, especialmente da diplomacia multilateral, ⁠quando membros de associações como o G20 atuam ​com base no consenso”, disse Lavrov a jornalistas ​à margem de uma reunião ‌de ministros das ​Relações ⁠Exteriores do G20 em Atlanta, segundo agências de notícias russas.</p><p>“Isso diz respeito à agenda e ao envio de ​convites a novos participantes”, disse ele.</p><p>A Polônia, disse Lavrov, “não acrescenta nada” à reunião.</p><p>Segundo ele, Varsóvia não se qualificou para participar da reunião, porque sua ​economia não é grande o suficiente.</p><p>Além disso, considerou errônea a descrição do país como representante da “Europa Oriental”, já que há representação suficiente da Otan e da União Europeia.</p><p>Lavrov afirmou que a Rússia não sofreu nenhuma pressão sobre o convite à Polônia para a reunião em ​Atlanta.</p><p>“Os norte-americanos simplesmente convidaram o ministro polonês; ele veio ‌e sentou-se na cadeira ⁠que lhe foi reservada”, disse Lavrov, segundo a reportagem.</p><p>Em comentários a jornalistas, Sikorski também pediu um ⁠rápido cessar-fogo no Mar Negro ⁠que permita a passagem ⁠segura de carregamentos ⁠de ​grãos tanto da Ucrânia quanto da Rússia.</p><p>(Reportagem da Reuters)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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