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    <title>Antena 1 Notícias - Saúde</title>
    <updated>2026-10-31T17:58:44.000Z</updated>
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        <name>Redação Antena 1</name>
        <email>antena1@antena1.com.br</email>
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    <subtitle>Todas as notícias da categoria Saúde publicadas recentemente na página da Antena 1</subtitle>
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        <title type="html"><![CDATA[Nigéria registra dois casos suspeitos de Ebola na região nordeste]]></title>
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        <updated>2026-10-31T17:58:44.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Nigéria registra dois casos suspeitos de Ebola na região nordeste]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>JOHANESBURGO, 31 Out (Reuters) - As ​autoridades de saúde da Nigéria estão investigando dois casos suspeitos de Ebola na região nordeste do país, informou neste sábado o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da Nigéria.</p><p>As duas pessoas foram isoladas enquanto as autoridades realizam a identificação e o registro de ⁠contatos, ⁠além de exames laboratoriais, ​informaram ‌as autoridades em uma publicação na rede social X.</p><p>Os casos continuam sendo suspeitos e a confirmação depende dos resultados ⁠laboratoriais, acrescentou a publicação.</p><p>A Nigéria confirmou na ​semana passada seu primeiro caso de Ebola em ​mais de uma década, ‌em uma ​mulher ⁠suíça que havia viajado para Uganda e depois retornado à capital, Abuja, na região central da ​Nigéria. Ela e o marido foram levados para a Suíça na segunda-feira.</p><p>Os dois casos adicionais, se confirmados, poderiam significar que ​a doença se espalhou dentro da Nigéria, o que seria uma grande preocupação para a saúde pública. As autoridades não informaram se acredita-se que eles estejam relacionados ao primeiro caso.</p><p>O epicentro do surto de Ebola na África ​está na República Democrática do Congo, onde mais ‌de 5.000 pessoas ⁠morreram desde que o surto foi declarado em maio. Quênia e Uganda também registraram ⁠casos.</p><p>Não há tratamentos ou vacinas ⁠aprovados para combater ⁠a rara ⁠cepa ​Bundibugyo, responsável pelo surto no Congo.</p><p>(Por Nellie Peyton)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
        </author>
        <category label="Saúde" term="saude"/>
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        <title type="html"><![CDATA[Surto de Ebola no Congo mata mais de 5.000 pessoas]]></title>
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        <updated>2026-10-30T21:02:42.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Surto de Ebola no Congo mata mais de 5.000 pessoas]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>30 Out (Reuters) - O número ​de mortos pelo surto de Ebola na República Democrática do Congo ultrapassou 5.000, segundo dados divulgados pelo governo nesta sexta-feira, enquanto as autoridades ainda não encontraram uma maneira de controlar a epidemia de Ebola mais mortal já registrada no país.</p><p>Não ⁠há ⁠tratamentos nem vacinas aprovados ​para ‌combater a rara cepa Bundibugyo, responsável pelo surto neste país da África Central.</p><p>Mais de 10.000 pessoas foram ⁠infectadas desde que o surto foi declarado, ​em maio.</p><p>A detecção tardia, os conflitos ​e os serviços de ‌saúde sobrecarregados ​contribuíram para ⁠que o vírus se espalhasse mais rapidamente do que em surtos anteriores.</p><p>Oito das 26 ​províncias do Congo foram afetadas, com muitas mortes ocorrendo fora dos centros de tratamento.</p><p>O surto deste ano ​é o segundo maior da história, ficando atrás apenas do surto de 2014-2016, que infectou mais de 28.600 pessoas e matou mais de 11.000 na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.</p><p>Na semana passada, a ​Nigéria tornou-se o quarto país africano a ‌registrar um caso ⁠de Ebola, ampliando a propagação geográfica do surto para a África Ocidental. Os ⁠países da África Oriental, ⁠Quênia e Uganda, ⁠também registraram ⁠casos.</p><p>(Reportagem ​de Mrinmay Dey na Cidade do México; )</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
        </author>
        <category label="Saúde" term="saude"/>
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        <title type="html"><![CDATA[CHATBOT BUSCA AJUDAR MULHERES A IDENTIFICAR SINAIS DE INFARTO]]></title>
        <id>https://www.antena1.com.br/noticias/chatbot-busca-ajudar-mulheres-a-identificar-sinais-de-infarto</id>
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        <updated>2026-10-30T20:06:00.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco, ferramenta usa inteligência artificial para responder dúvidas sobre saúde do coração]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Reconhecer um infarto nem sempre é simples, especialmente quando os sintomas não correspondem à imagem mais conhecida do problema. Para ajudar mulheres a identificar possíveis sinais de alerta e entender os fatores que afetam a saúde do coração, pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF), nos Estados Unidos, desenvolveram o HeartBot, um assistente de inteligência artificial voltado à educação em saúde cardiovascular.&nbsp;</p><p>A ferramenta permite conversar sobre sintomas, prevenção e fatores de risco, com respostas elaboradas a partir de informações científicas organizadas pela equipe responsável pelo projeto. A proposta é oferecer orientações em linguagem acessível e ajudar as usuárias a reconhecer situações que exigem atenção médica.&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><figure class="image"><img src="https://a1media.antena1.com.br/image/uploads/medium/ai-heart-chatbot.jpg"></figure><p><i>HeartBot responde a perguntas sobre doenças cardiovasculares (Crédito:&nbsp;Noah Berger)</i>&nbsp;</p><h4>&nbsp;</h4><h4><strong>Sintomas podem aparecer de formas diferentes</strong>&nbsp;</h4><p>A dor no peito é um dos sinais mais conhecidos de infarto e pode ocorrer tanto em mulheres quanto em homens. No entanto, mulheres também têm maior probabilidade de apresentar manifestações como falta de ar, náusea, vômitos e dores nas costas ou na mandíbula.&nbsp;</p><p>Por serem menos associadas popularmente a um problema cardíaco, essas manifestações podem ser confundidas com outras condições. Essa dificuldade de reconhecimento pode atrasar a procura por atendimento, justamente em uma situação na qual o tempo é determinante.&nbsp;</p><p>O HeartBot foi pensado para responder a dúvidas comuns sobre essas diferenças. Entre as perguntas que recebe estão como distinguir uma possível emergência cardíaca de uma azia e quais sintomas merecem atenção especial.&nbsp;</p><h4><strong>Como funciona o assistente de inteligência artificial</strong>&nbsp;</h4><p>O projeto foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar liderada pela pesquisadora Yoshimi Fukuoka, professora da Escola de Enfermagem da UCSF. A primeira versão do HeartBot foi lançada em 2021, com base em um trabalho que reuniu especialistas em enfermagem cardiovascular, comunicação, linguística, computação e estatística.&nbsp;</p><p>Para construir a base de conhecimento, os pesquisadores reuniram quase 600 perguntas que poderiam ser feitas pelas usuárias e prepararam respostas fundamentadas em pesquisas. A equipe também trabalhou na linguagem e no formato das conversas para que a interação fosse mais natural e fácil de compreender.&nbsp;</p><p>A versão atual, chamada HeartBot II, recebeu melhorias em 2025. O sistema passou a funcionar como aplicativo, com apoio de um modelo de linguagem, e incorporou módulos educativos sobre doenças cardíacas, sintomas de infarto, fatores de risco e prevenção.&nbsp;</p><p>Um dos cuidados do projeto é limitar as respostas ao conteúdo organizado pelos pesquisadores. Dessa forma, a equipe procura reduzir a possibilidade de a inteligência artificial apresentar informações médicas falsas ou enganosas.&nbsp;</p><h4><strong>Estudo acompanha 201 mulheres</strong>&nbsp;</h4><p>A equipe está avaliando se o acesso ao assistente realmente contribui para que as mulheres aprendam e se lembrem das informações recebidas. Para isso, conduz um estudo clínico randomizado de seis meses com 201 pacientes do sistema de saúde da UCSF.&nbsp;</p><p>As participantes foram divididas em dois grupos. Uma parte recebe acesso imediato às atividades educativas do HeartBot II, enquanto a outra integra o grupo de controle e terá acesso à ferramenta posteriormente.&nbsp;</p><p>Ao longo do acompanhamento, os pesquisadores vão comparar o conhecimento adquirido e a capacidade de reconhecer sinais de doenças cardíacas. O objetivo é descobrir se as conversas com o assistente podem influenciar a decisão de procurar ajuda médica diante de sintomas potencialmente graves.&nbsp;</p><p>O HeartBot ainda está em fase de avaliação e não substitui consultas, exames ou serviços de emergência. A expectativa dos pesquisadores é verificar se a tecnologia pode funcionar como uma aliada na educação em saúde e ajudar mais mulheres a reconhecer quando é necessário agir rapidamente.&nbsp;</p>]]></content>
        <author>
            <name>Bruna Valle</name>
            <uri>https://www.antena1.com.br/jornalistas/bruna-valle</uri>
        </author>
        <category label="Saúde" term="saude"/>
    </entry>
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        <title type="html"><![CDATA[IMAGENS DA RETINA PODEM AJUDAR A PREVER PRÉ-ECLÂMPSIA NO INÍCIO DA GESTAÇÃO]]></title>
        <id>https://www.antena1.com.br/noticias/imagens-da-retina-podem-ajudar-a-prever-pre-eclampsia-no-inicio</id>
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        <updated>2026-10-30T17:39:00.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Sistema utiliza imagens da retina para estimar a probabilidade de complicações hipertensivas e pode, no futuro, contribuir para o acompanhamento pré-natal]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Um exame dos olhos pode se tornar uma ferramenta complementar para identificar gestantes com maior risco de desenvolver pré-eclâmpsia. Pesquisadores desenvolveram um sistema de inteligência artificial chamado Visionary AI, capaz de analisar imagens dos vasos sanguíneos da retina e identificar padrões associados a complicações hipertensivas da gravidez antes de elas se manifestarem clinicamente.&nbsp;</p><p>O estudo foi publicado na revista científica Nature Biotechnology. Em uma validação independente, realizada com um grupo diferente daquele utilizado para desenvolver o modelo, a ferramenta alcançou um índice de desempenho de 0,81 na identificação de casos de pré-eclâmpsia. O resultado indica capacidade de distinguir pessoas com e sem a condição, mas não significa que o sistema acerte 81% de todos os diagnósticos.&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><figure class="image"><img src="https://a1media.antena1.com.br/image/uploads/medium/retina.png"></figure><p><i>Imagens da retina são analisadas para estimar o risco de complicações durante a gestação</i>&nbsp;</p><h4>&nbsp;</h4><h4><strong>O que os olhos podem revelar sobre a gravidez</strong>&nbsp;</h4><p>A retina, estrutura localizada na parte posterior do olho, contém uma rede de vasos sanguíneos que pode refletir alterações na circulação do organismo. Durante a gestação, mudanças vasculares associadas à pré-eclâmpsia podem surgir antes do aparecimento dos sinais clínicos da doença.&nbsp;</p><p>A partir dessa relação, os pesquisadores desenvolveram o Visionary AI para examinar características como o formato, a distribuição e a organização dos vasos da retina. Em vez de avaliar apenas a imagem como um todo, o sistema transforma essas informações em medidas que podem ser analisadas por modelos computacionais.&nbsp;</p><p>A proposta é identificar sinais de alterações vasculares que ajudem a estimar o risco de complicações hipertensivas ainda no início da gravidez, quando o acompanhamento preventivo pode ser especialmente importante.&nbsp;</p><h4><strong>Sistema apresentou resultados promissores</strong>&nbsp;</h4><p>Na etapa de desenvolvimento, a ferramenta foi avaliada com dados de 1.267 gestações acompanhadas por pesquisadores da Universidade Columbia, nos Estados Unidos. Nessa análise, o modelo apresentou uma área sob a curva de 0,91 para a identificação de pré-eclâmpsia, indicador utilizado para medir a capacidade de distinguir os casos da condição daqueles sem o diagnóstico.&nbsp;</p><p>Depois, os pesquisadores avaliaram uma versão do sistema em um grupo independente ligado à Universidade de Nova York. O modelo foi aplicado sem ser treinado novamente com os resultados desse segundo grupo e alcançou uma área sob a curva de 0,81.&nbsp;</p><p>Essa etapa é importante porque permite verificar se o desempenho se mantém fora do ambiente em que a tecnologia foi desenvolvida. Embora os resultados sejam promissores, a validação externa incluiu apenas 79 gestantes, das quais 13 com pré-eclâmpsia tiveram imagens aproveitadas para a análise do modelo. Estudos com amostras maiores serão necessários para estimar melhor seu desempenho em diferentes populações.&nbsp;</p><h4><strong>Por que identificar o risco mais cedo é importante</strong>&nbsp;</h4><p>A pré-eclâmpsia é uma complicação da gravidez associada à pressão arterial elevada e pode afetar órgãos da gestante, além de trazer riscos para o desenvolvimento do bebê. Em muitos casos, o diagnóstico ocorre depois da 20ª semana de gestação, quando alterações como hipertensão e sinais de comprometimento de órgãos se tornam aparentes.&nbsp;</p><p>Reconhecer precocemente quem tem maior probabilidade de desenvolver a condição pode ajudar os profissionais de saúde a definir estratégias de acompanhamento e prevenção. Em situações indicadas, medidas preventivas, como o uso de aspirina em baixa dose sob orientação médica, podem reduzir o risco de algumas complicações.&nbsp;</p><p>A ferramenta estudada, porém, não foi apresentada como substituta das consultas, dos exames pré-natais ou dos métodos clínicos já utilizados. A intenção é investigar se as informações obtidas pela retina podem complementar os recursos existentes para avaliar o risco individual.&nbsp;</p>]]></content>
        <author>
            <name>Bruna Valle</name>
            <uri>https://www.antena1.com.br/jornalistas/bruna-valle</uri>
        </author>
        <category label="Saúde" term="saude"/>
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        <title type="html"><![CDATA[ENSAIO CLÍNICO TESTA LÍQUIDO QUE AJUDA A INTERROMPER CÁRIES EM CRIANÇAS]]></title>
        <id>https://www.antena1.com.br/noticias/ensaio-clinico-testa-liquido-que-ajuda-a-interromper-caries-em</id>
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        <updated>2026-10-28T18:02:00.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Ensaio clínico comparou o diamino fluoreto de prata com um placebo e identificou resultados superiores após seis meses. O método, porém, escurece a região tratada e não substitui todos os procedimento]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Um líquido aplicado diretamente sobre o dente pode ajudar a interromper o avanço de cáries em crianças sem a necessidade de brocas, injeções ou anestesia. A conclusão vem de um ensaio clínico com 830 participantes, publicado na revista científica JAMA Pediatrics e divulgado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.&nbsp;</p><p>A pesquisa avaliou o uso do diamino fluoreto de prata, uma substância que combate as bactérias associadas à deterioração dos dentes e contribui para interromper a progressão das lesões. Após seis meses, 54% das áreas tratadas com o produto apresentavam sinais de paralisação da cárie, diante de 22,5% no grupo que recebeu placebo.&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><figure class="image"><img src="https://a1media.antena1.com.br/image/uploads/medium/tratamento-de-carie.png"></figure><p><i>Diamino fluoreto de prata pode interromper a progressão de cáries sem procedimentos invasivos</i>&nbsp;</p><h4>&nbsp;</h4><h4><strong>Como funciona o tratamento?</strong>&nbsp;</h4><p>O diamino fluoreto de prata, conhecido pela sigla SDF, é uma solução aplicada com um pequeno aplicador diretamente sobre a região comprometida. O procedimento leva poucos segundos por dente e não exige a remoção do tecido afetado com brocas.&nbsp;</p><p>A substância combina a ação da prata, que ajuda a combater as bactérias relacionadas à cárie, com a do flúor, que contribui para fortalecer a estrutura mineral dos dentes. Essa combinação pode tornar a lesão mais resistente e impedir que continue avançando.&nbsp;</p><p>O objetivo não é reconstruir a parte do dente que já foi perdida, como acontece com uma restauração. A proposta é interromper a deterioração e, conforme a avaliação do dentista, permitir que o paciente evite ou adie intervenções mais complexas.&nbsp;</p><h4><strong>O que os pesquisadores observaram</strong>&nbsp;</h4><p>O estudo incluiu crianças de 12 a 71 meses com cáries extensas na primeira dentição, também conhecida como dentes de leite. Os participantes foram distribuídos entre dois grupos: um recebeu a solução com 38% de diamino fluoreto de prata e o outro recebeu uma substância sem o princípio ativo.&nbsp;</p><p>Seis meses após a primeira aplicação, 54% das lesões no grupo tratado estavam paralisadas, enquanto o índice foi de 22,5% entre as crianças que receberam placebo. Os pesquisadores também observaram uma diferença favorável ao tratamento nas avaliações realizadas aos três e aos oito meses.&nbsp;</p><p>O resultado indica que o produto pode ser uma alternativa importante para crianças pequenas, que nem sempre conseguem permanecer tranquilas durante procedimentos odontológicos convencionais. Ainda assim, o estudo avaliou especificamente lesões de cárie em dentes de leite de crianças com quadros graves, e os resultados não devem ser automaticamente estendidos a todas as situações.&nbsp;</p><h4><strong>A principal desvantagem é a mudança de cor</strong>&nbsp;</h4><p>Apesar dos resultados, o tratamento tem uma característica que precisa ser considerada: a região atingida pela cárie pode ficar permanentemente escurecida após a aplicação. Essa alteração estética tende a ser mais perceptível quando a lesão está em um dente da frente.&nbsp;</p><p>Por isso, a escolha do procedimento deve levar em conta a localização e a gravidade da cárie, além das necessidades de cada criança. Em determinadas situações, uma restauração ou outro tratamento odontológico continuará sendo necessário.&nbsp;</p><p>O produto também não deve ser entendido como uma solução definitiva para qualquer problema dentário. Mesmo quando a progressão da cárie é interrompida, o acompanhamento profissional continua importante para verificar a evolução da lesão e decidir se são necessárias outras intervenções.&nbsp;</p><h4><strong>Uma alternativa para ampliar o acesso ao atendimento</strong>&nbsp;</h4><p>A pesquisa foi conduzida por equipes de diferentes instituições norte-americanas, incluindo a Universidade de Michigan, a Universidade de Nova York, a Universidade de Iowa e a Universidade de Indiana. O ensaio recebeu financiamento do Instituto Nacional de Pesquisa Odontológica e Craniofacial dos Estados Unidos.&nbsp;</p><p>Um dos objetivos era reunir evidências clínicas robustas sobre a eficácia do diamino fluoreto de prata no controle de cáries infantis. Nos Estados Unidos, o produto já tinha autorização para tratar a sensibilidade dentária, mas sua utilização para interromper cáries era feita fora da indicação originalmente aprovada.&nbsp;</p><p>Os resultados podem contribuir para uma futura ampliação da autorização de uso no país e favorecer a adoção do método em diferentes ambientes de atendimento, inclusive em serviços voltados à saúde infantil.&nbsp;</p><p>A aplicação rápida e a ausência de equipamentos complexos também podem facilitar o tratamento de crianças que enfrentam dificuldades para conseguir atendimento odontológico convencional. Isso não elimina a necessidade de consultas regulares, mas oferece aos profissionais mais uma opção para controlar lesões antes que se agravem.&nbsp;</p>]]></content>
        <author>
            <name>Bruna Valle</name>
            <uri>https://www.antena1.com.br/jornalistas/bruna-valle</uri>
        </author>
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        <title type="html"><![CDATA[ESTÍMULOS ELÉTRICOS NO OUVIDO ENTRAM NA PESQUISA CONTRA PRESSÃO ALTA]]></title>
        <id>https://www.antena1.com.br/noticias/estimulos-eletricos-no-ouvido-entram-na-pesquisa-contra-pressao-alta</id>
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        <updated>2026-10-27T18:48:00.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Ensaio clínico apontou que a técnica é segura e pode ser usada em casa]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p><span style="color:rgb(0,0,0);">Um pequeno aparelho colocado na orelha pode ajudar, no futuro, pessoas que têm dificuldade para controlar a pressão arterial. A tecnologia está sendo investigada por cientistas da Universidade Queen Mary de Londres, no Reino Unido, e utiliza estímulos elétricos suaves para influenciar os nervos envolvidos na regulação de funções do organismo.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A proposta foi avaliada em um ensaio clínico com 63 participantes que continuavam com pressão alta mesmo tomando medicamentos. Embora o dispositivo tenha apresentado resultados favoráveis em relação à segurança e à tolerância, o estudo não comprovou que ele seja mais eficaz do que um aparelho placebo para reduzir a pressão arterial no conjunto dos voluntários.&nbsp;</span></p><p>&nbsp;</p><figure class="image"><img src="https://a1media.antena1.com.br/image/uploads/medium/estimulo-orelha.png"></figure><p><span style="color:rgb(0,0,0);"><i>Dispositivo aplica estímulos elétricos na orelha para investigar possíveis efeitos sobre a pressão arterial</i>&nbsp;</span></p><h4>&nbsp;</h4><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>Como funciona o aparelho?</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O equipamento utiliza uma técnica chamada neuromodulação autonômica transcutânea. Em termos simples, ela busca influenciar a atividade do sistema nervoso autônomo, responsável por regular funções involuntárias, como os batimentos cardíacos e a pressão arterial.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Para realizar a estimulação, o aparelho utiliza dois pequenos clipes posicionados no trago, a parte de cartilagem localizada na entrada do canal auditivo. Por meio deles, são enviados impulsos elétricos suaves aos nervos da região, com o objetivo de interferir nos mecanismos que participam do controle da pressão.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Uma das características da tecnologia é que ela não exige cirurgia. Durante o estudo, os próprios participantes conseguiram utilizar o equipamento em casa, sem precisar comparecer diariamente a uma clínica.&nbsp;</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>O que o estudo descobriu?</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O ensaio, chamado SCRATCH-HTN, dividiu os participantes entre aqueles que receberam a estimulação elétrica ativa e aqueles que utilizaram um aparelho semelhante, mas sem o tratamento efetivo. Esse segundo grupo serviu como comparação para que os pesquisadores avaliassem se os resultados poderiam ser atribuídos à técnica.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Nas duas primeiras semanas, os voluntários utilizaram o dispositivo por 30 minutos diariamente. Nas dez semanas seguintes, as sessões passaram a ser realizadas uma vez por semana.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Ao final do acompanhamento, os pesquisadores não identificaram uma diferença estatisticamente significativa na redução da pressão arterial entre os grupos. Isso significa que, considerando todos os participantes, não foi possível demonstrar que a estimulação ofereceu um benefício superior ao placebo.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Por outro lado, o procedimento foi considerado seguro e bem tolerado durante o período avaliado, e os participantes conseguiram seguir a rotina de uso. Esse resultado é importante para determinar se a tecnologia pode ser investigada em estudos mais amplos.&nbsp;</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>Pessoas com pressão mais difícil de controlar tiveram resultados diferentes</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Embora o resultado geral não tenha demonstrado eficácia superior ao placebo, uma análise planejada pelos pesquisadores identificou uma resposta mais favorável entre participantes que começaram o estudo com níveis mais elevados de pressão arterial.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Esse achado sugere que a técnica talvez tenha maior potencial para determinados grupos de pacientes, especialmente aqueles cuja hipertensão permanece mais difícil de controlar mesmo com medicamentos.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Ainda assim, novas pesquisas serão necessárias para confirmar se o efeito se repete e quais pessoas poderiam se beneficiar. O estudo foi publicado na revista científica <i>Hypertension</i>, ligada à Associação Americana do Coração.&nbsp;</span></p>]]></content>
        <author>
            <name>Bruna Valle</name>
            <uri>https://www.antena1.com.br/jornalistas/bruna-valle</uri>
        </author>
        <category label="Saúde" term="saude"/>
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        <title type="html"><![CDATA[Para papa Leão, não restava muita alternativa a não ser ir para América do Sul]]></title>
        <id>https://www.antena1.com.br/noticias/para-papa-leao-nao-restava-muita-alternativa-a-nao-ser-ir-para-america-do-sul</id>
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        <updated>2026-10-27T13:31:08.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Para papa Leão, não restava muita alternativa a não ser ir para América do Sul]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Joshua McElwee</p><p>CIDADE DO VATICANO, 27 Out (Reuters) - Desde ​que passou por uma cirurgia em 13 de outubro contra um câncer de pulmão, o papa Leão vem ponderando uma decisão importante: se deve seguir adiante com uma intensa viagem pela América do Sul, passando por três países, apenas 24 dias após ter parte de um pulmão removida.</p><p>Mas, no fim das contas, segundo um biógrafo e outros especialistas, Leão não teve outra escolha a não ser prosseguir com a visita para Uruguai, Argentina e Peru, conforme anunciado pelo Vaticano na segunda-feira, para mostrar que continua à altura da tarefa de liderar os 1,4 bilhão de católicos do mundo.</p><p>Leão, de 71 anos, nasceu nos EUA, mas passou ⁠décadas como ⁠missionário e bispo no Peru antes de ​se tornar ‌papa. Ele também é muito ligado a esse país, onde se tornou cidadão e que considera sua terra adotiva.</p><p>“Cancelar teria significado… enviar uma certa mensagem de que essa (cirurgia) foi uma verdadeira ruptura neste pontificado”, disse Massimo Faggioli, historiador papal, à Reuters.</p><p>“A mensagem agora é: ‘Não, essa crise de ⁠saúde acabou. E eu consigo fazer isso’”, declarou Faggioli, professor da Universidade de Villanova, ​perto da Filadélfia, onde Leão obteve um de seus diplomas.</p><p>Elise Allen, autora de uma biografia do ​papa para a Penguin Peru, disse que sua decisão “demonstra uma ‌determinação incrível de continuar ​com a ⁠missão que ele acredita ter sido confiada a ele por Deus”.</p><p>VIAGENS AO EXTERIOR SÃO AGORA PARTE INTEGRAL DO PAPADO</p><p>Viajar para o exterior tornou-se uma parte importante do papado moderno, com os papas buscando encontrar-se com católicos ​locais, difundir a fé e conduzir a diplomacia internacional.</p><p>Elas costumam atrair grandes multidões, e autoridades na Argentina estimam que cerca de sete milhões de pessoas participarão de eventos com Leão durante seus três dias no país.</p><p>Fazer viagens ao exterior tornou-se parte integrante do papel de papa, disse Faggioli. “Isso se tornou o ​verdadeiro teste do papado: se você consegue ou não fazer viagens exaustivas”, afirmou ele. “O papado é… uma função global e é preciso estar presente pessoalmente.”</p><p>A viagem de Leão à América do Sul, de 6 a 17 de novembro, deve ser uma das mais intensas realizadas por um papa nas últimas décadas. Está previsto que ele percorra cerca de 31.000 km ao longo da viagem por 10 cidades e faça 36 discursos.</p><p>O Vaticano informou na segunda-feira que o papa está apto para a viagem, citando o médico pessoal ​de Leão, Luigi Carbone.</p><p>O médico Stephen Liu, especialista em câncer de pulmão da Universidade de Georgetown, em Washington, ‌e chefe da divisão de hematologia-oncologia do ⁠MedStar Georgetown University Hospital, disse que os riscos de complicações para o papa relacionadas à cirurgia parecem agora “bastante baixos”.</p><p>Ele explicou que o fato de Leão ter recebido autorização dos médicos para voar deve indicar ⁠que o pulmão operado se expandiu totalmente e que quaisquer feridas ⁠cirúrgicas estão cicatrizando sem sinais de infecção.</p><p>“Meu principal ⁠conselho para pacientes nessa ⁠situação ​é não se esforçarem demais e ouvirem o próprio corpo quando ele pedir descanso”, disse Liu à Reuters.</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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        <category label="Saúde" term="saude"/>
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        <title type="html"><![CDATA[Novartis tem prejuízo de US$2,2 bilhões devido a contratempos em testes clínicos; eleva projeções]]></title>
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        <updated>2026-10-27T11:23:59.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Novartis tem prejuízo de US$2,2 bilhões devido a contratempos em testes clínicos; eleva projeções]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Patricia Weiss e Bhanvi ​Satija e Marleen Kaesebier</p><p>ZURIQUE/LONDRES, 27 Out (Reuters) - A Novartis  registrou cerca de US$2,2 bilhões em despesas relacionadas a dois medicamentos que fracassaram em estudos de fase avançada no mês passado, mesmo tendo elevado suas projeções de lucro para o ano inteiro na terça-feira.</p><p>O lucro operacional da farmacêutica suíça caiu 61% no terceiro trimestre, prejudicado por custos mais elevados de ⁠pesquisa ⁠e desenvolvimento e por uma ​baixa contábil ‌parcial de US$1,9 bilhão referente ao del-desiran, um dos dois grandes reveses consecutivos em ensaios clínicos divulgados em setembro, que fizeram suas ações despencarem na ⁠época.</p><p>O medicamento, que estava sendo testado para a ​distrofia miotônica — uma doença que causa atrofia muscular e ​para a qual não há tratamentos ‌aprovados —, foi adquirido ​por ⁠meio da aquisição da Avidity pela Novartis, no valor de US$12 bilhões, anunciada em 2025.</p><p>O valor estimado do medicamento para ​a distrofia miotônica foi reduzido dos US$7,48 bilhões iniciais devido a atrasos no desenvolvimento. A empresa continua acreditando que ele terá sucesso, afirmou o diretor financeiro ​Mukul Mehta em entrevista, ao contrário do pelacarsen, medicamento para doenças cardíacas que fracassou — o outro revés de setembro —, que foi totalmente baixado.</p><p>A Novartis registrou um encargo de US$300 milhões relacionado ao pelacarsen.</p><p>A empresa também elevou sua previsão de lucro operacional básico para o ano inteiro para um crescimento ​percentual de um dígito baixo, em comparação com a queda ‌de um dígito baixo ⁠anteriormente esperada, após forte demanda no terceiro trimestre por seus principais medicamentos contra o câncer e a esclerose ⁠múltipla. Ela manteve sua previsão de ⁠crescimento das vendas líquidas ⁠na casa de ⁠um ​dígito baixo.</p><p>(Reportagem de Marleen Kaesebier, Bhanvi Satija e Patricia Weiss)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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        <category label="Saúde" term="saude"/>
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        <title type="html"><![CDATA[VIDA SOCIAL DIVERSIFICADA PODE ESTAR LIGADA A UM CÉREBRO MAIS SAUDÁVEL NA VELHICE]]></title>
        <id>https://www.antena1.com.br/noticias/vida-social-diversificada-pode-estar-ligada-a-um-cerebro-mais</id>
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        <updated>2026-10-26T18:07:00.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Pesquisa com quase 58 mil participantes de 24 países identificou melhores resultados cognitivos entre pessoas envolvidas em três ou mais tipos de atividades sociais]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p><span style="color:rgb(0,0,0);">Manter contato com outras pessoas e encontrar motivos para sair de casa pode trazer benefícios que vão além do bem-estar emocional. Um estudo internacional publicado em outubro na revista <i>Journal of Epidemiology &amp; Community Health</i> identificou uma associação entre a participação em diferentes atividades sociais e melhores indicadores de desempenho cognitivo em pessoas mais velhas.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A pesquisa analisou informações de 57.793 participantes de cinco grandes levantamentos populacionais realizados em 24 países. Ao longo de aproximadamente seis anos de acompanhamento, os pesquisadores observaram que pessoas envolvidas em atividades sociais apresentavam, em média, resultados cognitivos mais elevados do que aquelas que não participavam dessas iniciativas.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Um dos resultados que mais chamaram a atenção foi a associação observada entre a participação em pelo menos três tipos de atividades e melhores indicadores de memória e função executiva, conjunto de habilidades relacionadas ao planejamento, à organização e à tomada de decisões.&nbsp;&nbsp;</span></p><p><strong>Três ou mais atividades podem fazer diferença</strong>&nbsp;</p><p>O estudo considerou diferentes formas de participação social, incluindo trabalho voluntário, associação a clubes esportivos, cursos de formação, cuidados com crianças e envolvimento em grupos comunitários.&nbsp;</p><p>Os resultados indicaram uma relação entre a variedade de atividades e o desempenho cognitivo: quanto maior o número de modalidades de participação social, melhores tendiam a ser os resultados observados nos testes.&nbsp;</p><p>A associação mais consistente apareceu entre o voluntariado e a participação em clubes esportivos, relacionados a menor risco de declínio cognitivo nos cinco grupos de participantes analisados.&nbsp;</p><p>A frequência de participação em cursos e o cuidado com crianças também apareceram associados a pontuações cognitivas anuais mais elevadas. Os resultados, porém, variaram conforme o tipo de atividade, indicando que diferentes formas de interação social não apresentam necessariamente os mesmos efeitos.&nbsp;</p><p><strong>Como a convivência pode beneficiar o cérebro</strong>&nbsp;</p><p>Os pesquisadores apontam algumas hipóteses para explicar a relação observada. Uma delas é que atividades sociais podem estimular habilidades mentais de diferentes maneiras, seja pela necessidade de conversar, resolver problemas, organizar tarefas ou aprender coisas novas.&nbsp;</p><p>Esse tipo de envolvimento pode contribuir para manter o cérebro ativo e favorecer mecanismos relacionados à plasticidade neural, capacidade de adaptação do sistema nervoso. A participação em atividades significativas também pode favorecer o bem-estar psicológico e ajudar a reduzir os efeitos do estresse prolongado.&nbsp;</p><p>No voluntariado, por exemplo, a pessoa pode precisar organizar compromissos, lidar com situações inesperadas e interagir com diferentes pessoas. Já um clube esportivo pode reunir movimento, planejamento e convivência em grupo.&nbsp;</p><p>Esses mecanismos são explicações possíveis, e não conclusões definitivas do levantamento. O estudo identificou associações entre participação social e cognição, mas não investigou diretamente se os benefícios sugeridos ocorreram por esses processos.&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><figure class="image"><img src="https://a1media.antena1.com.br/image/uploads/medium/social-e-cogna.png"></figure><p><i>Atividades em grupo podem estar associadas a melhores indicadores cognitivos&nbsp;</i>&nbsp;</p><h4>&nbsp;</h4><h4><strong>Mulheres e pessoas com mais de 60 anos apresentaram associações mais fortes</strong>&nbsp;</h4><p>Uma análise complementar identificou relações mais expressivas entre a participação social e o desempenho cognitivo em alguns grupos, incluindo mulheres, pessoas com 60 anos ou mais e participantes com maior nível de escolaridade.&nbsp;</p><p>Associações mais fortes também foram observadas entre pessoas que moravam sozinhas, viviam em áreas rurais, não apresentavam depressão e tinham peso considerado normal.&nbsp;</p><p>Essas diferenças ajudam a mostrar que a relação entre vida social e cognição pode variar de acordo com as características de cada pessoa. Ainda assim, os resultados não significam que a participação social tenha o mesmo efeito para todos, nem que determinados grupos estejam necessariamente protegidos contra o declínio cognitivo.&nbsp;</p><h4><strong>O que os resultados não permitem afirmar</strong>&nbsp;</h4><p>Apesar dos resultados promissores, os autores ressaltam uma limitação importante: por se tratar de um estudo observacional, a pesquisa não permite concluir que participar de atividades sociais seja, por si só, responsável por preservar a capacidade cognitiva.&nbsp;</p><p>Outros fatores podem influenciar tanto a disposição para manter uma vida social ativa quanto o desempenho nos testes, e nem todas essas variáveis podem ser completamente controladas em pesquisas desse tipo.&nbsp;</p><p>O levantamento também avaliou principalmente a quantidade de atividades, sem aprofundar aspectos como a qualidade das relações, a motivação para participar ou a experiência de cada indivíduo.&nbsp;</p><p>Por isso, os dados não estabelecem uma fórmula universal de três atividades para prevenir problemas de memória ou demência. Eles apontam uma associação que merece ser investigada em novos estudos.&nbsp;</p>]]></content>
        <author>
            <name>Bruna Valle</name>
            <uri>https://www.antena1.com.br/jornalistas/bruna-valle</uri>
        </author>
        <category label="Saúde" term="saude"/>
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        <title type="html"><![CDATA[TRATAMENTO PERSONALIZADO REDUZ RISCO DE RETORNO DO MELANOMA EM ESTUDO CLÍNICO]]></title>
        <id>https://www.antena1.com.br/noticias/tratamento-personalizado-reduz-risco-de-retorno-do-melanoma-em-estudo</id>
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        <updated>2026-10-26T17:40:00.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Teste mostrou melhores resultados quando uma vacina de RNA mensageiro foi combinada à imunoterapia. A abordagem ainda não foi aprovada para uso amplo]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p><span style="color:rgb(0,0,0);">Uma estratégia que combina uma vacina feita sob medida para cada paciente e um medicamento de imunoterapia apresentou resultados promissores no tratamento do melanoma, um dos tipos mais agressivos de câncer de pele. Em um estudo clínico internacional com 1.137 participantes, a combinação reduziu em 42% o risco de retorno da doença ou morte, em comparação com o uso isolado da imunoterapia.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O tratamento experimental foi desenvolvido pela farmacêutica Moderna em parceria com a Merck, conhecida como MSD em alguns países. A vacina, chamada intismeran autogene, utiliza a tecnologia de RNA mensageiro para orientar o sistema imunológico a reconhecer características específicas do tumor de cada paciente.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Os resultados estão relacionados ao acompanhamento dos participantes nos primeiros dois anos após o tratamento. Apesar dos avanços, a vacina ainda depende da avaliação das autoridades regulatórias e não está aprovada para uso clínico generalizado.&nbsp;</span></p><p>&nbsp;</p><figure class="image"><img src="https://a1media.antena1.com.br/image/uploads/medium/vacina.png"></figure><p><span style="color:rgb(0,0,0);"><i>Vacina experimental é desenvolvida de acordo com as características genéticas do tumor de cada paciente</i>&nbsp;</span></p><h4>&nbsp;</h4><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>Como funciona a vacina personalizada?</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Diferentemente das vacinas tradicionais, usadas para prevenir determinadas infecções, essa abordagem busca ajudar o organismo a combater células cancerígenas que possam permanecer após a retirada do tumor.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Para desenvolver o tratamento, os pesquisadores analisam o material genético do melanoma removido durante a cirurgia. A partir dessas informações, identificam mutações características do tumor e selecionam alvos que possam ser reconhecidos pelo sistema imunológico.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A vacina utiliza o RNA mensageiro, tecnologia que ganhou notoriedade durante a pandemia de Covid-19. Nesse caso, porém, a finalidade é diferente: as instruções genéticas presentes na formulação ajudam as células do organismo a produzir fragmentos relacionados às alterações encontradas no câncer.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Esses fragmentos, chamados neoantígenos, funcionam como sinais que ajudam o sistema imunológico a identificar as células tumorais. A intenção é estimular uma resposta direcionada contra possíveis células cancerígenas remanescentes e diminuir a chance de a doença reaparecer.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Como as mutações variam de um tumor para outro, a formulação é individualizada. Isso significa que a vacina não é exatamente igual para todos os pacientes, mas preparada com base nas características de cada caso.&nbsp;</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>O que mostrou o estudo com mais de mil pacientes?</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O ensaio clínico de fase 3, chamado INTerpath-001, incluiu 1.137 pessoas com melanoma de alto risco que haviam passado por cirurgia para a retirada completa do tumor. Os participantes foram divididos em grupos para comparar os resultados da imunoterapia isolada com os da combinação entre imunoterapia e vacina personalizada.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O medicamento utilizado nos dois grupos foi o pembrolizumabe, comercializado como Keytruda, que atua ajudando o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células cancerígenas.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Após dois anos, 82,2% dos pacientes que receberam a vacina junto com o Keytruda permaneciam sem recorrência da doença. No grupo tratado apenas com o medicamento, o índice foi de aproximadamente 70%.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A análise também apontou uma redução de 38% no risco de metástase à distância ou morte entre os pacientes que receberam a combinação. Metástase é quando o câncer se espalha do local de origem para outras partes do corpo.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Os percentuais representam uma redução do risco relativo, e não uma garantia individual de que o câncer não voltará. Os resultados são considerados relevantes porque apontam um benefício adicional em relação a uma terapia já utilizada no tratamento de pacientes com melanoma de alto risco.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O acompanhamento dos participantes continuará para avaliar se os efeitos positivos se mantêm por mais tempo e se a combinação também influencia a sobrevida geral.&nbsp;</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>Por que a imunoterapia é combinada à vacina?</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A vacina personalizada e o pembrolizumabe atuam de maneiras diferentes, mas complementares.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A vacina procura ensinar o sistema imunológico a reconhecer alterações específicas do tumor. Já o pembrolizumabe bloqueia uma via que algumas células cancerígenas utilizam para enfraquecer a resposta de defesa do organismo. Com isso, as células de defesa podem ter melhores condições de atacar o câncer.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A associação das duas estratégias busca unir o reconhecimento direcionado das células tumorais à manutenção de uma resposta imunológica mais ativa.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O tratamento estudado é chamado de terapia adjuvante, pois é administrado após a cirurgia, com o objetivo de reduzir o risco de a doença voltar. No ensaio clínico, a vacina foi aplicada em até nove doses, com intervalos de três semanas, enquanto o tratamento com pembrolizumabe seguia o protocolo previsto para o estudo.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Os pesquisadores consideram que a personalização pode ser uma vantagem porque os tumores apresentam combinações diferentes de mutações. No entanto, ainda é necessário acompanhar os pacientes por mais tempo para compreender a duração do benefício e identificar quais perfis podem responder melhor à abordagem.&nbsp;</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>Quais são os próximos passos?</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Com os resultados positivos da fase 3, Moderna e Merck informaram que estão em contato com as autoridades regulatórias para discutir os próximos passos do processo de avaliação. A apresentação dos dados detalhados está prevista para um congresso internacional de oncologia em Madri, na Espanha.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A divulgação dos resultados de um estudo clínico não significa, por si só, que um tratamento já possa ser prescrito. Antes de chegar aos pacientes de forma ampla, a combinação precisa passar pelas etapas de avaliação de eficácia, segurança, fabricação e autorização exigidas pelos órgãos reguladores.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Até o momento, os dados apresentados dizem respeito principalmente ao risco de recorrência e de disseminação do melanoma. Os resultados de sobrevida geral ainda precisam de acompanhamento adicional.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A tecnologia também está sendo investigada em estudos relacionados a outros tipos de câncer, mas os resultados observados no melanoma não podem ser automaticamente aplicados a outras doenças.&nbsp;</span></p>]]></content>
        <author>
            <name>Bruna Valle</name>
            <uri>https://www.antena1.com.br/jornalistas/bruna-valle</uri>
        </author>
        <category label="Saúde" term="saude"/>
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        <title type="html"><![CDATA[Papa está em condições de realizar viagem à América Latina em novembro, diz Vaticano]]></title>
        <id>https://www.antena1.com.br/noticias/viagem-do-papa-leao-ao-uruguai-a-argentina-e-ao-peru-seguira-adiante-diz-vaticano</id>
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        <updated>2026-10-26T16:26:49.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Papa está em condições de realizar viagem à América Latina em novembro, diz Vaticano]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Alvise Armellini</p><p>CIDADE DO VATICANO, 26 Out (Reuters) - ​A viagem do papa Leão 14 ao Uruguai, à Argentina e ao Peru seguirá adiante, informou o Vaticano nesta segunda-feira, indicando que a recuperação de Leão após a cirurgia de câncer de pulmão estava ocorrendo conforme o previsto e que ele estava em condições de realizar a viagem de 6 a 17 de novembro.</p><p>O pontífice, de 71 anos, está se recuperando de uma cirurgia realizada em 13 de outubro, na qual os médicos removeram o lobo inferior do pulmão direito e diagnosticaram ⁠um ⁠adenocarcinoma pulmonar, a forma mais comum ​de câncer ‌de pulmão.</p><p>“A recuperação do Santo Padre após a cirurgia continua, e os exames médicos mais recentes atestam sua boa saúde e condição clínica favorável”, afirmou o Vaticano em comunicado, citando o médico pessoal de Leão, Luigi ⁠Carbone.</p><p>“Com base em seu quadro clínico atual, bem como nos exames ​instrumentais e laboratoriais realizados, não há contraindicações que o impeçam de realizar sua ​próxima viagem apostólica”, afirmou o comunicado.</p><p>PAPA RETORNA ‌À REGIÃO QUE BEM ​CONHECE</p><p>A ⁠viagem de Leão à América do Sul deve ser uma das viagens ao exterior mais intensas realizadas por um líder católico nas últimas décadas. O papa deve percorrer ​cerca de 31.000 km ao longo da viagem por 10 cidades e proferir 36 discursos.</p><p>O Vaticano informou que a viagem seguirá adiante sem alterações na agenda divulgada anteriormente.</p><p>Leão passou décadas como missionário no Peru antes de seu antecessor, Francisco, ​chamá-lo de volta a Roma em 2023 e promovê-lo a cargos no Vaticano. A viagem, portanto, marcará uma espécie de volta ao lar para o primeiro pontífice norte-americano.</p><p>“Estou ansioso para retornar ao continente onde vivi tantos momentos da minha vida”, disse ele na mensagem do Vaticano.</p><p>“Que esta viagem seja uma ocasião para abrirmos nossos corações uns aos outros, fortalecermos nossa comunhão como irmãos e irmãs e renovarmos nosso ​compromisso de proclamar o Evangelho com alegria”, disse Leão.</p><p>Em seu comunicado, o Vaticano informou ‌que Leão estava “ajustando sua agenda diária ⁠em consulta com seus médicos para priorizar sua recuperação, ao mesmo tempo em que continua a cumprir as responsabilidades de seu ministério”.</p><p>No domingo, o papa dirigiu-se ⁠aos fiéis na Praça de São Pedro, mas, ⁠por recomendação médica, cancelou uma visita ⁠de um dia à ⁠cidade ​de Assis, no centro da Itália, que estava marcada para terça-feira.</p><p>(Reportagem de Alvise Armellini; )</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
        </author>
        <category label="Saúde" term="saude"/>
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        <title type="html"><![CDATA[Caso de Ebola na Nigéria está ligado ao vírus encontrado no primeiro caso do Quênia, diz ministro da Saúde]]></title>
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        <updated>2026-10-23T22:39:44.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Caso de Ebola na Nigéria está ligado ao vírus encontrado no primeiro caso do Quênia, diz ministro da Saúde]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Camillus Eboh e ​George Obulutsa</p><p>ABUJA, 23 Out (Reuters) - Uma análise genômica do único caso confirmado de Ebola na Nigéria mostra que o vírus está estreitamente relacionado à cepa detectada no primeiro caso registrado no Quênia, disse nesta sexta-feira o ministro da Saúde nigeriano, Muhammad Ali Pate, fornecendo ⁠a ⁠primeira ligação genética entre ​os ‌surtos.</p><p>As autoridades nigerianas afirmaram que não há evidências de que o caso do Quênia tenha viajado para a Nigéria ⁠ou tenha tido uma conexão direta com ​o caso nigeriano.</p><p>• Pate disse que os ​contatos ligados ao caso ‌estão sendo ​rastreados, colocados ⁠em quarentena e testados, com alguns resultados negativos e outros ainda pendentes</p><p>• A Nigéria registrou ​apenas um caso confirmado de Ebola, de um viajante que havia visitado Uganda</p><p>• Uganda, que faz fronteira com a ​República Democrática do Congo (RDC) e já enfrentou surtos de Ebola anteriormente, afirmou nesta sexta-feira que continuava livre do Ebola, mas estava reforçando as precauções</p><p>• O Ministério da Saúde de Uganda informou que os formulários de localização de viajantes ​foram restabelecidos para todos os que chegam ‌ao país, independentemente do ⁠país de origem</p><p>• Uganda informou que viajantes com histórico de viagem à RDC, ⁠onde o surto teve início, ⁠não terão permissão ⁠para transitar ⁠pelo ​país</p><p>(Reportagem de Camillus Eboh; Redação de Elisha Bala-Gbogbo; )</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
        </author>
        <category label="Saúde" term="saude"/>
    </entry>
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        <title type="html"><![CDATA[QUATRO MINUTOS DE EXERCÍCIO POR DIA PODEM AJUDAR IDOSOS A MANTER A INDEPENDÊNCIA]]></title>
        <id>https://www.antena1.com.br/noticias/quatro-minutos-de-exercicio-por-dia-podem-ajudar-idosos-a</id>
        <link href="https://www.antena1.com.br/noticias/quatro-minutos-de-exercicio-por-dia-podem-ajudar-idosos-a"/>
        <updated>2026-10-23T17:53:00.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Pesquisa da Penn State identificou avanços na força das pernas, no equilíbrio e na capacidade de levantar de uma cadeira em participantes com mais de 65 anos]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p><span style="color:rgb(0,0,0);">Manter a força muscular e o equilíbrio é fundamental para continuar realizando tarefas cotidianas com autonomia durante o envelhecimento. Um estudo conduzido por pesquisadores da Penn State College of Medicine, nos Estados Unidos, indica que uma rotina diária de apenas quatro minutos pode contribuir para melhorar essas capacidades em adultos mais velhos.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Publicado na revista científica <i>PLOS One</i>, o trabalho avaliou um programa de exercícios de força realizado em casa durante 12 semanas. Ao final do período, os participantes que seguiram a rotina apresentaram resultados melhores em testes relacionados à mobilidade e ao desempenho físico do que aqueles que não receberam a intervenção naquele momento.&nbsp;&nbsp;</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>Uma rotina curta com quatro movimentos</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O programa, chamado FAST-2, foi desenvolvido para facilitar a prática de exercícios por pessoas que enfrentam dificuldades para manter uma rotina convencional de treinamento. A proposta combina quatro movimentos simples, cada um realizado durante 30 segundos, com intervalos de descanso de igual duração.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A sequência inclui flexões de braço, levantar e sentar em uma cadeira, remadas com os dois braços utilizando resistência e movimentos de subir e descer de um degrau.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A combinação trabalha diferentes grupos musculares, com atenção especial às pernas, fundamentais para ações como caminhar, subir escadas e se levantar de uma cadeira.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Os pesquisadores também ofereceram alternativas para adaptar os movimentos às condições de cada participante. As flexões, por exemplo, podiam ser feitas com as mãos apoiadas em uma parede ou bancada, enquanto o exercício de sentar e levantar podia contar com o apoio das mãos nos joelhos.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A ideia era reduzir as barreiras que frequentemente afastam pessoas mais velhas da atividade física, como a falta de tempo, o desconforto e a dificuldade de organizar treinos mais longos.&nbsp;</span></p><p>&nbsp;</p><figure class="image"><img src="https://a1media.antena1.com.br/image/uploads/large/mobilidade-de-idosos.png"></figure><p><i>Exercícios simples de força, como levantar de uma cadeira e subir degraus, foram utilizados para avaliar a mobilidade dos participantes</i>&nbsp;</p><h4>&nbsp;</h4><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>O que mudou depois de 12 semanas?</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A pesquisa contou com 97 participantes com idade média de 74 anos, distribuídos aleatoriamente entre o grupo que realizou os exercícios e o grupo de comparação. Todos apresentavam dificuldades para caminhar e eram pouco ativos fisicamente no início do estudo.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Ao final de 12 semanas, os pesquisadores identificaram diferenças favoráveis ao grupo que realizou o treinamento em três avaliações importantes.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">No teste de sentar e levantar de uma cadeira durante 30 segundos, os participantes do programa conseguiram realizar, em média, 4,2 repetições a mais do que o grupo de comparação. No teste de equilíbrio sobre uma perna, a diferença foi de 3,6 segundos a mais.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Já na avaliação que media o tempo necessário para levantar e sentar cinco vezes consecutivas, o grupo de exercícios apresentou uma redução de 2,3 segundos.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Esses indicadores ajudam a avaliar capacidades utilizadas em atividades comuns do dia a dia. Mais força nas pernas e melhor equilíbrio podem facilitar deslocamentos e movimentos que fazem parte da rotina, embora o estudo não tenha medido diretamente uma redução no número de quedas.&nbsp;&nbsp;</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>A regularidade também chamou a atenção</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Além dos resultados físicos, os pesquisadores observaram que os participantes conseguiram manter a rotina com frequência relativamente alta. O grupo realizou os exercícios em 81% dos dias previstos durante o período de acompanhamento.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Esse dado é relevante porque a dificuldade de manter a regularidade é um dos obstáculos para a prática de atividade física. Uma proposta curta e com movimentos que podem ser adaptados talvez seja mais fácil de incorporar ao cotidiano do que sessões longas de treinamento.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O estudo dá continuidade a uma investigação anterior da equipe, na qual um grupo menor de adultos mais velhos apresentou melhora na capacidade de realizar agachamentos após praticar exercícios breves diariamente.</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>Por que força e equilíbrio são importantes na velhice</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Com o avanço da idade, preservar a capacidade de realizar movimentos básicos pode fazer diferença na autonomia. Levantar-se de uma cadeira, manter a estabilidade ao caminhar e subir degraus são tarefas que exigem força muscular, coordenação e equilíbrio.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Quando essas capacidades diminuem, atividades rotineiras podem se tornar mais difíceis, afetando a independência e aumentando a preocupação com quedas.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O treinamento de força é uma das estratégias utilizadas para trabalhar essas habilidades. No estudo da Penn State, a combinação de exercícios para os membros superiores e inferiores foi pensada para reproduzir movimentos funcionais, ligados às necessidades do cotidiano.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Os resultados sugerem que sessões curtas podem representar uma porta de entrada para pessoas sedentárias ou com limitações de mobilidade. Isso não significa, porém, que quatro minutos sejam suficientes para atender a todas as necessidades de saúde ou substituir outras formas de atividade física.</span></p>]]></content>
        <author>
            <name>Bruna Valle</name>
            <uri>https://www.antena1.com.br/jornalistas/bruna-valle</uri>
        </author>
        <category label="Saúde" term="saude"/>
    </entry>
    <entry>
        <title type="html"><![CDATA[INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PERMITE QUE PACIENTES COM EPILEPSIA ACOMPANHEM SINAIS CEREBRAIS EM TEMPO REAL]]></title>
        <id>https://www.antena1.com.br/noticias/inteligencia-artificial-permite-que-pacientes-com-epilepsia-acompanhem-sinais-cerebrais</id>
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        <updated>2026-10-23T17:34:00.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Testada inicialmente em 13 pacientes nos Estados Unidos, plataforma reduziu em 80% os alarmes falsos de crises ao aprender com as respostas dos próprios participantes]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p><span style="color:rgb(0,0,0);">Pessoas com epilepsia podem passar por períodos de incerteza ao tentar entender quando uma crise ocorreu, quais fatores podem estar relacionados a ela e como o organismo se comporta ao longo do dia. Uma nova pesquisa publicada na revista científica <i>Nature Medicine</i> apresenta uma tecnologia experimental que busca tornar esse acompanhamento mais acessível, permitindo que pacientes consultem informações sobre a própria atividade cerebral e ajudem a aprimorar a identificação de crises.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Desenvolvido por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, o sistema combina dados de exames cerebrais, informações relatadas pelos pacientes e inteligência artificial. Por meio de um aplicativo de celular, os participantes podiam fazer perguntas, receber alertas e informar se os episódios identificados pelo equipamento correspondiam ao que haviam sentido.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O estudo inicial envolveu 13 pessoas internadas para monitoramento de epilepsia. Durante os testes, o sistema reduziu em cerca de 80% a taxa de alarmes falsos, resultado que indica o potencial da tecnologia, mas que ainda precisa ser confirmado em pesquisas maiores e em situações fora do ambiente hospitalar.&nbsp;&nbsp;</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>Como funciona o acompanhamento em tempo real?</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O sistema utiliza dados do eletroencefalograma, conhecido pela sigla EEG, exame que registra a atividade elétrica do cérebro por meio de eletrodos colocados no couro cabeludo ou, em determinadas situações, implantados dentro do crânio.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Esses registros podem ajudar a identificar sinais associados a crises epilépticas. O desafio é que os equipamentos também podem interpretar outras atividades cerebrais como possíveis crises, gerando alertas que não correspondem a um episódio real.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Na tecnologia desenvolvida pela equipe norte-americana, os dados do EEG são conectados a um sistema de inteligência artificial capaz de conversar com o paciente por meio de um aplicativo. A ferramenta pode apresentar informações sobre a atividade cerebral e responder a perguntas relacionadas ao sono, ao uso de medicamentos e à possibilidade de ocorrência de crises.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O usuário também pode registrar sintomas, responder a questionários e informar como se sentiu em determinados momentos. Dessa forma, a plataforma procura aproximar as informações coletadas pelos equipamentos da experiência vivida pela própria pessoa.&nbsp;</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>Pacientes também ajudam a melhorar o sistema</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Um dos principais diferenciais da pesquisa é permitir que os pacientes participem ativamente do processo de identificação das crises.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Quando o equipamento sinaliza um possível episódio, a pessoa pode indicar se acredita que o alerta correspondeu a uma crise, se foi um alarme falso ou se não tem certeza. Essas respostas são utilizadas para ajustar o modelo responsável por reconhecer os sinais.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Isso é importante porque nem toda alteração registrada pelo EEG representa uma crise epiléptica. Ao mesmo tempo, nem todos os episódios são percebidos ou lembrados pelo paciente, o que significa que as informações fornecidas por ele também precisam ser interpretadas com cautela.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A proposta é combinar diferentes fontes de informação para tornar o acompanhamento mais individualizado. Em vez de depender exclusivamente de um algoritmo que analisa os sinais cerebrais, a plataforma aprende também com as respostas dos usuários e, quando disponíveis, com as avaliações de especialistas.&nbsp;</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>O que os primeiros testes revelaram?</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Durante o estudo, os 13 participantes utilizaram o sistema por vários dias enquanto estavam internados na unidade de monitoramento de epilepsia do Hospital da Universidade da Pensilvânia.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Ao longo da experiência, pacientes e plataforma trocaram mais de 1.300 mensagens. O sistema respondeu de forma considerada correta e relevante a mais de 92% das perguntas sobre a atividade cerebral dos participantes.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Os pesquisadores também observaram que os pacientes responderam a mais de 67% dos alertas emitidos para possíveis crises, classificando os resultados como verdadeiros, falsos ou incertos.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Com essas informações, o modelo de detecção foi ajustado e apresentou uma redução de aproximadamente 80% nos alarmes falsos durante o período analisado. Quando as avaliações de especialistas também foram incorporadas ao processo, houve uma diminuição adicional de 2%.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Esses números representam resultados iniciais de um estudo pequeno e realizado em condições controladas. A redução dos alarmes falsos não significa que o sistema consiga identificar todas as crises ou prever com certeza quando elas vão acontecer.&nbsp;</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>Por que esse tipo de tecnologia pode ser importante?</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A epilepsia é uma condição neurológica que pode provocar crises recorrentes e afetar diferentes aspectos da rotina. Mesmo quando o tratamento ajuda a controlar os episódios, algumas pessoas continuam preocupadas com a possibilidade de uma nova crise ou com fatores que podem aumentar esse risco.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O monitoramento contínuo pode reunir informações úteis sobre mudanças na atividade cerebral e possíveis relações com aspectos do cotidiano, como sono insuficiente ou falhas no uso de medicamentos. Quando essas informações são apresentadas de maneira compreensível, podem ajudar o paciente a entender melhor os próprios registros e a conversar com a equipe médica.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A comunicação em tempo real também pode facilitar o reconhecimento de padrões que seriam mais difíceis de identificar quando os dados são analisados apenas posteriormente.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">No entanto, a ferramenta estudada não substitui o neurologista nem deve ser usada como única referência para decisões sobre medicamentos ou outras condutas. As informações fornecidas pelo sistema precisam ser interpretadas dentro do acompanhamento clínico de cada pessoa.&nbsp;</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>A tecnologia ainda precisa ser avaliada fora do hospital</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que a plataforma ainda está em fase experimental. O grupo de participantes era pequeno e estava internado, com acesso a monitoramento contínuo e supervisão clínica, condições diferentes das encontradas no dia a dia de quem vive com epilepsia.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Além disso, a redução dos alarmes falsos ainda não elimina o problema. Mesmo depois dos ajustes, o sistema continuou produzindo alertas incorretos, que podem gerar preocupação e exigir avaliações adicionais.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A equipe pretende realizar estudos maiores para verificar como a tecnologia funciona fora do hospital, incluindo o uso prolongado e o acompanhamento de pacientes em suas próprias casas. Os pesquisadores também investigam a possibilidade de adaptar a abordagem para outros dispositivos médicos, inclusive aqueles utilizados no acompanhamento de pessoas com doença de Parkinson.&nbsp;</span></p>]]></content>
        <author>
            <name>Bruna Valle</name>
            <uri>https://www.antena1.com.br/jornalistas/bruna-valle</uri>
        </author>
        <category label="Saúde" term="saude"/>
    </entry>
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        <title type="html"><![CDATA[COMBINAÇÃO DE DOIS MEDICAMENTOS PODE ABRIR CAMINHO PARA PREVENÇÃO DE PARTOS PREMATUROS]]></title>
        <id>https://www.antena1.com.br/noticias/combinacao-de-dois-medicamentos-pode-abrir-caminho-para-prevencao-de</id>
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        <updated>2026-10-23T17:32:00.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Pesquisa identificou resultados promissores ao investigar como controlar a resposta imunológica durante a gravidez]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p><span style="color:rgb(0,0,0);">A inteligência artificial está abrindo novas possibilidades para estudar problemas de saúde que ainda representam grandes desafios para a medicina. Uma pesquisa conduzida pela Universidade Stanford, nos Estados Unidos, utilizou um modelo digital do sistema imunológico para investigar medicamentos que possam ajudar a reduzir o risco de parto prematuro.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A ferramenta analisou informações de aproximadamente 250 milhões de células imunológicas e simulou como diferentes medicamentos poderiam alterar as respostas do organismo durante a gestação. Com essa abordagem, os pesquisadores identificaram uma combinação de dois medicamentos já conhecidos que apresentou resultados promissores nas simulações: aspirina em baixa dose e lansoprazol, utilizado principalmente no tratamento do refluxo ácido.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Publicado na revista científica <i>Science Advances,</i> o estudo representa uma nova etapa na busca por estratégias para evitar o nascimento antes do tempo esperado. Os resultados, porém, ainda não comprovam que a combinação seja eficaz e segura para prevenir partos prematuros em gestantes. A proposta agora é avançar para testes clínicos em seres humanos.&nbsp;&nbsp;</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>Um sistema imunológico reproduzido no computador</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Durante a gravidez, o sistema imunológico passa por mudanças importantes. O organismo precisa adaptar suas respostas para permitir o desenvolvimento do bebê e, ao mesmo tempo, manter a proteção contra ameaças à saúde.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Ao longo da gestação, diferentes sinais imunológicos ajudam a preparar o corpo para o parto. Quando determinados processos inflamatórios acontecem antes do momento adequado, eles podem contribuir para o início antecipado do trabalho de parto.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Para investigar esse mecanismo, os cientistas de Stanford desenvolveram um modelo chamado SIMCO, sigla em inglês para <i>Simulated Immune Modeling of Clinical Outcomes</i>. A ferramenta funciona como um tipo de gêmeo digital: uma representação computacional de um sistema biológico que permite simular como ele pode reagir a diferentes situações.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O modelo foi construído a partir de dados experimentais sobre o comportamento de células imunológicas expostas a medicamentos. Os pesquisadores também incorporaram informações de 63 gestações, relacionando os padrões observados no sistema imunológico aos resultados clínicos registrados.&nbsp;</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>Como a inteligência artificial ajudou a encontrar uma combinação promissora</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Depois de desenvolver e avaliar o modelo, a equipe utilizou a ferramenta para comparar nove esquemas de tratamento considerados candidatos à investigação. O objetivo era identificar quais deles poderiam modificar os processos imunológicos associados ao início do trabalho de parto.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Entre as opções analisadas, a combinação de aspirina em baixa dose com lansoprazol apresentou um resultado que chamou a atenção dos pesquisadores.</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Nas simulações, o efeito previsto da associação sobre o adiamento do trabalho de parto foi cerca de 15 vezes maior do que o observado com a aspirina utilizada isoladamente.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O resultado sugere que os dois medicamentos podem atuar de maneira complementar sobre determinados mecanismos do sistema imunológico. Segundo a interpretação dos pesquisadores, a combinação favoreceria sinais celulares associados à manutenção da gestação e reduziria a atividade de outros processos relacionados ao início do parto.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A ferramenta também identificou outras substâncias que merecem investigação, incluindo o ácido fólico, uma vitamina já recomendada durante a gravidez para reduzir o risco de defeitos no desenvolvimento do tubo neural do bebê.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Esses resultados ajudam a selecionar possibilidades para novas pesquisas, mas é importante destacar que as diferenças observadas pelo computador são previsões baseadas nos dados disponíveis. Elas não representam uma demonstração de que os medicamentos produzirão o mesmo efeito em todas as gestantes.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Com essa base, o programa consegue estimar como determinadas intervenções poderiam modificar a atividade das células e influenciar o momento em que o trabalho de parto começaria.&nbsp;</span></p><p>&nbsp;</p><figure class="image"><img src="https://a1media.antena1.com.br/image/uploads/medium/modelo-imune-contra-parto-prematuro.png"></figure><p><i>Pesquisadores utilizaram modelo digital do sistema imunológico para investigar estratégias contra o parto prematuro</i>&nbsp;</p><h4>&nbsp;</h4><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>Por que investigar medicamentos que já existem?</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Uma das estratégias utilizadas no estudo foi a chamada reutilização de medicamentos, que consiste em investigar se substâncias conhecidas podem ter outras aplicações médicas além daquelas para as quais são utilizadas atualmente.</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Essa abordagem pode facilitar a busca por novas opções terapêuticas, porque parte do conhecimento sobre as propriedades dos medicamentos já está disponível. Ainda assim, descobrir uma possível nova função não elimina a necessidade de avaliar os riscos, as doses adequadas e as condições em que cada substância poderia ser utilizada.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">No caso da aspirina, pesquisas anteriores já haviam identificado benefícios modestos na redução de alguns riscos relacionados à gestação, quando utilizada em baixa dose e com indicação médica. O lansoprazol, por sua vez, é empregado para tratar problemas relacionados à produção de ácido no estômago e também apresenta propriedades que podem influenciar processos inflamatórios.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A hipótese investigada em Stanford é que a associação entre os dois medicamentos possa produzir um efeito imunológico mais expressivo do que o uso isolado da aspirina.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Antes que essa possibilidade possa ser transformada em uma recomendação médica, entretanto, será necessário determinar se o benefício previsto se confirma em gestantes e se não há aumento de riscos para a mãe ou para o bebê.&nbsp;</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>Os resultados também foram investigados em animais</strong></span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Além das simulações computacionais, os pesquisadores avaliaram a combinação de medicamentos em um modelo animal de inflamação durante a gestação.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Nesse experimento, a associação apresentou resultados favoráveis ao retardar o início do trabalho de parto naquele contexto específico. A observação acrescentou uma etapa experimental à investigação e ajudou a sustentar a decisão de avançar para estudos clínicos.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Ainda assim, resultados obtidos em animais não garantem que a mesma resposta ocorrerá em seres humanos. As diferenças biológicas entre as espécies exigem avaliações adicionais antes de qualquer conclusão sobre a eficácia do tratamento em gestantes.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A equipe recebeu autorização da agência reguladora norte-americana, a FDA, para investigar a combinação em um ensaio clínico com seres humanos. Essa autorização permite avançar na avaliação da proposta, mas não significa que o tratamento tenha sido aprovado para prevenir partos prematuros.&nbsp;</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>Por que prevenir o parto prematuro é tão importante?</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O parto prematuro acontece quando o bebê nasce antes de completar 37 semanas de gestação. Dependendo de quão cedo ocorre o nascimento, podem existir maiores riscos de complicações respiratórias, dificuldades para se alimentar, problemas de desenvolvimento e necessidade de cuidados intensivos.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A prematuridade está entre as principais causas de morte de crianças menores de cinco anos no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Por isso, encontrar maneiras seguras e eficazes de reduzir sua ocorrência é uma prioridade para a pesquisa médica.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">As causas do parto prematuro são variadas e podem envolver infecções, alterações na placenta, condições maternas e outros fatores. Isso significa que uma única estratégia dificilmente será adequada para todas as situações.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O modelo desenvolvido em Stanford procura contribuir justamente para uma compreensão mais detalhada dos mecanismos envolvidos, permitindo investigar como diferentes pessoas podem responder a determinados medicamentos e quais intervenções merecem ser estudadas primeiro.&nbsp;</span></p>]]></content>
        <author>
            <name>Bruna Valle</name>
            <uri>https://www.antena1.com.br/jornalistas/bruna-valle</uri>
        </author>
        <category label="Saúde" term="saude"/>
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        <title type="html"><![CDATA[Papa cancela viagem a Assis para se recuperar de cirurgia de câncer]]></title>
        <id>https://www.antena1.com.br/noticias/papa-cancela-viagem-a-assis-para-se-recuperar-de-cirurgia-de-cancer</id>
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        <updated>2026-10-23T12:10:26.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Papa cancela viagem a Assis para se recuperar de cirurgia de câncer]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>CIDADE DO VATICANO, 23 Out (Reuters) - ​O papa Leão 14 cancelou uma visita prevista para 27 de outubro à cidade italiana de Assis, a fim de evitar um voo de helicóptero enquanto se recupera de uma cirurgia de câncer de pulmão, informou o Vaticano nesta sexta-feira.</p><p>O pontífice, de 71 anos, tomou a decisão seguindo recomendação médica, informou o Vaticano, enquanto ⁠um ⁠comunicado separado de seu cirurgião ​e ‌médico pessoal indicou que um exame torácico revelou excelente progresso na recuperação.</p><p>O papa passou por uma cirurgia em 13 de outubro, na qual ⁠foi removido o lobo inferior do pulmão direito, e ​recebeu o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, a forma ​mais comum de câncer de ‌pulmão.</p><p>Os médicos do ​papa informaram ⁠na quarta-feira que exames adicionais do tecido removido na cirurgia confirmaram que o câncer era localizado e que ​ele não precisaria de nenhum tratamento oncológico contínuo.</p><p>Leão 14 deveria viajar no dia 27 de outubro para Assis, a cerca de 175km ao norte de ​Roma, para um evento pela paz com outros líderes religiosos.</p><p>“Para facilitar sua recuperação após a cirurgia torácica realizada na última terça-feira, e de acordo com as recomendações médicas, o papa Leão 14 não poderá comparecer”, informou o comunicado do Vaticano.</p><p>Leão 14 recebeu alta do hospital no ​sábado e está retomando gradualmente suas funções normais. Na ‌quarta-feira, ele voltou à ⁠Praça de São Pedro para sua audiência semanal com os peregrinos.</p><p>O Vaticano não informou se o papa ⁠poderá realizar a viagem programada para ⁠os dias 6 a ⁠17 de ⁠novembro ​ao Uruguai, à Argentina e ao Peru.</p><p>(Reportagem de Joshua McElwee)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
        </author>
        <category label="Saúde" term="saude"/>
    </entry>
    <entry>
        <title type="html"><![CDATA[EUA vão reforçar triagem do Ebola com novas declarações dos passageiros aéreos]]></title>
        <id>https://www.antena1.com.br/noticias/eua-vao-reforcar-triagem-do-ebola-com-novas-declaracoes-dos-passageiros-aereos</id>
        <link href="https://www.antena1.com.br/noticias/eua-vao-reforcar-triagem-do-ebola-com-novas-declaracoes-dos-passageiros-aereos"/>
        <updated>2026-10-22T23:59:51.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[EUA vão reforçar triagem do Ebola com novas declarações dos passageiros aéreos]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por David Shepardson</p><p>WASHINGTON, 22 Out (Reuters) - ​O governo dos EUA intensificará as medidas destinadas a impedir a entrada de pessoas expostas ao Ebola, com uma nova exigência para que os passageiros aéreos com destino aos EUA atestem que não estiveram na República Democrática do Congo nos últimos 21 dias, de acordo com um memorando divulgado nesta quinta-feira visto pela Reuters.</p><p>Em maio, o Centro de Controle e Prevenção de ⁠Doenças (CDC) ⁠dos EUA adotou regras que ​proíbem a ‌entrada de passageiros de avião que tenham estado na RDC — o epicentro do surto de 2026 — nas três semanas anteriores. As restrições foram estendidas aos cidadãos ⁠norte-americanos em julho.</p><p>A nova ordem do CDC entra em ​vigor em 3 de novembro e exige que todos os ​passageiros de voos com destino aos ‌EUA apresentem atestados ​digitais ⁠ou em papel.</p><p>A “Airlines for America”, que representa a United Airlines , a American Airlines , a Southwest Airlines  e a Delta Air Lines , não se ​pronunciou imediatamente.</p><p>O CDC realizará teleconferências informativas com as principais companhias aéreas dos EUA e do exterior na sexta-feira para detalhar como as companhias devem cumprir os novos requisitos.</p><p>Como ​parte das medidas contra o Ebola, o CDC também proíbe, desde o início deste ano, a entrada de estrangeiros nos EUA caso tenham estado em Uganda ou no Sudão do Sul nas três semanas anteriores.</p><p>A cepa Bundibugyo do vírus se espalhou sem ser detectada por meses antes de o surto ser declarado ​em maio. Ela mata cerca de metade das pessoas infectadas ‌e não possui tratamento ou ⁠vacina aprovados.</p><p>Até o momento, está confirmado que o surto já matou cerca de 4.700 pessoas na África, de acordo ⁠com o CDC da África.</p><p>Até o momento, ⁠nenhum caso de Ebola associado ⁠a esse ⁠surto ​foi relatado nos Estados Unidos, informou o CDC.</p><p>(Reportagem de David Shepardson; )</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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        <title type="html"><![CDATA[Paciente com Ebola na Nigéria teria contraído a doença em Uganda, diz Suíça]]></title>
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        <updated>2026-10-22T20:53:34.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Paciente com Ebola na Nigéria teria contraído a doença em Uganda, diz Suíça]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p>Por Clement Bonnerot e Anait Miridzhanian ​e Robbie Corey-Boulet</p><p>DAKAR, 22 Out (Reuters) - A paciente com Ebola na Nigéria, esposa de um diplomata suíço lotado em Abuja e nascida em Uganda, provavelmente contraiu a doença durante uma viagem a Uganda, afirmou comunicado do governo suíço à Reuters divulgado nesta quinta-feira.</p><p>A Nigéria notificou o caso -- o primeiro de Ebola no país em mais de uma década -- na terça-feira, tornando-se o quarto país africano e o mais populoso a ser afetado por um surto anunciado ⁠na ⁠República Democrática do Congo em meados ​de ‌maio e que, desde então, se tornou o de propagação mais rápida já registrado.</p><p>Autoridades ugandenses afirmaram que a mulher, que adoeceu na Nigéria, havia viajado para o leste do Congo antes de passar ⁠por Uganda. Mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a ​principal agência de saúde da África disseram nesta quinta-feira que não haviam ​recebido informações confirmadas de que a mulher ‌tivesse viajado para ​o Congo.</p><p>Comunicado ⁠enviado por email pelo Departamento Federal Suíço de Relações Exteriores informou que a mulher “está internada em uma clínica particular em Abuja há cerca de uma ​semana com sintomas'.</p><p>'Acredita-se que ela tenha contraído o vírus durante uma viagem a Uganda há cerca de duas semanas”, acrescentou.</p><p>“Seu marido está em isolamento; ele não apresentou nenhum sintoma. Ele estava viajando com a esposa ​quando se acredita que ela tenha contraído o Ebola.”</p><p>Uganda registrou 20 casos em maio e junho, a maioria importada do Congo, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o país livre do Ebola em agosto.</p><p>Um porta-voz do governo de Uganda não respondeu imediatamente a um pedido de comentário nesta quinta-feira.</p><p>Wessam Mankoula, funcionário do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC), ​afirmou nesta quinta-feira que Nigéria e Uganda estavam compartilhando informações para apurar os ‌deslocamentos da paciente e a ⁠possível fonte de exposição.</p><p>“Até o momento, não há informações comprovadas de que essa  paciente tenha viajado para a RDC (República Democrática do Congo)”, disse Mankoula em ⁠uma coletiva de imprensa online.</p><p>A OMS afirmou ⁠que as informações que recebeu sobre ⁠o caso não ⁠incluíam ​viagens para fora de Uganda.</p><p>(Reportagem de Clement Bonnerot, Robbie Corey-Boulet e Anait Miridzhanian)</p>]]></content>
        <author>
            <name>Reuters</name>
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        <category label="Saúde" term="saude"/>
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        <title type="html"><![CDATA[ESTUDO ENCONTRA PISTA PARA PROTEGER O INTESTINO DURANTE O USO DE ANTIBIÓTICOS]]></title>
        <id>https://www.antena1.com.br/noticias/estudo-encontra-pista-para-proteger-o-intestino-durante-o-uso</id>
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        <updated>2026-10-22T17:57:00.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Pesquisa mostra como a alimentação pode influenciar a recuperação das bactérias intestinais e abre caminho para novas estratégias de proteção]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p><span style="color:rgb(0,0,0);">Os antibióticos são fundamentais para combater infecções, mas também podem alterar o conjunto de bactérias que vive no intestino. Um novo estudo publicado na Nature encontrou uma pista de como esse impacto pode ser reduzido no futuro: observar a alimentação durante o tratamento.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A pesquisa acompanhou pacientes submetidos a transplante de células-tronco e identificou uma relação entre o consumo de alimentos ricos em açúcares simples, o uso de antibióticos e mudanças na composição da microbiota intestinal. O resultado pode ajudar a desenvolver estratégias capazes de preservar melhor esse ecossistema durante tratamentos intensivos.&nbsp;</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>Uma oportunidade para proteger o intestino</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Os pesquisadores analisaram 9.419 refeições de 173 pacientes internados para transplante de células-tronco hematopoéticas. Amostras de fezes coletadas ao longo do tratamento permitiram acompanhar as mudanças na comunidade de bactérias do intestino.&nbsp;&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A análise mostrou que, durante o uso de antibióticos de amplo espectro, uma maior ingestão de doces e açúcares esteve associada a uma redução mais acentuada da diversidade bacteriana.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Essa informação é importante porque a diversidade ajuda a manter o equilíbrio do ecossistema intestinal. Quando diferentes grupos de bactérias diminuem, alguns microrganismos podem encontrar mais espaço para crescer.&nbsp;</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>Uma bactéria ganhou destaque</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Um dos principais achados envolveu bactérias do gênero Enterococcus. Durante a alteração provocada pelos antibióticos, esses microrganismos aumentaram, e o consumo de açúcar esteve associado a uma expansão ainda maior.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Nos dados dos pacientes, cada aumento de 100 gramas no consumo de doces durante a exposição a antibióticos esteve associado a uma redução adicional estimada de 24,1% na diversidade bacteriana.&nbsp;&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Os pesquisadores então fizeram outro teste para verificar se a relação observada nos pacientes também poderia aparecer em um modelo experimental.&nbsp;</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>O resultado se repetiu nos animais</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Em camundongos que receberam antibióticos, a adição de sacarose à alimentação aumentou e prolongou a expansão de Enterococcus. No terceiro dia, a quantidade dessas bactérias foi 16,3 vezes maior no grupo que recebeu sacarose junto com o antibiótico. No sexto dia, a diferença chegou a 33,4 vezes.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O açúcar isoladamente, sem o antibiótico, não provocou o mesmo aumento. Isso reforça a hipótese de que existe uma interação entre os dois fatores.&nbsp;&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Para os pesquisadores, esse resultado abre uma possibilidade prática de investigação: testar se mudanças temporárias na alimentação durante determinados tratamentos conseguem reduzir a intensidade da alteração da microbiota.&nbsp;</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>Próximo passo é descobrir se dá para preservar a microbiota</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">A pesquisa não propõe simplesmente retirar açúcar da alimentação de todas as pessoas que usam antibióticos. O grupo estudado tinha uma condição médica bastante específica e passava por um tratamento intensivo, o que limita a aplicação direta dos resultados à população em geral.&nbsp;&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O próprio estudo aponta a necessidade de pesquisas futuras, com outros grupos de pacientes, para avaliar se uma intervenção alimentar realmente consegue preservar a microbiota e melhorar resultados de saúde.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Ainda assim, a descoberta acrescenta uma peça importante ao estudo do intestino: a alimentação pode ser um fator modificável durante períodos em que medicamentos provocam grandes mudanças nas bactérias intestinais.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">No futuro, isso pode permitir que médicos e pesquisadores não pensem apenas em como combater uma infecção, mas também em maneiras de reduzir os efeitos indiretos do tratamento sobre o equilíbrio do organismo.&nbsp;</span></p>]]></content>
        <author>
            <name>Bruna Valle</name>
            <uri>https://www.antena1.com.br/jornalistas/bruna-valle</uri>
        </author>
        <category label="Saúde" term="saude"/>
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        <title type="html"><![CDATA[PESQUISA APONTA DISTÂNCIA ENTRE PERCEPÇÃO E CONSUMO DE ULTRAPROCESSADOS]]></title>
        <id>https://www.antena1.com.br/noticias/pesquisa-aponta-distancia-entre-percepcao-e-consumo-de-ultraprocessados</id>
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        <updated>2026-10-22T16:51:00.000Z</updated>
        <summary type="html"><![CDATA[Levantamento aponta diferença entre a percepção das pessoas e os dados nacionais; apenas 9% conseguiram reconhecer corretamente esses produtos em um teste]]></summary>
        <content type="html"><![CDATA[<p><span style="color:rgb(0,0,0);">Muitas pessoas acreditam que mantêm uma alimentação com poucos produtos ultraprocessados, mas nem sempre conseguem identificar o que entra nessa categoria. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos encontrou uma diferença expressiva entre a percepção dos consumidores e os dados disponíveis sobre seus hábitos alimentares.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Os participantes estimaram que apenas 16% do que comem corresponde a alimentos ultraprocessados. Já dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que esses produtos representam cerca de 53% das calorias consumidas diariamente pelos adultos no país. No teste aplicado pelo levantamento, somente 9% dos entrevistados identificaram corretamente os alimentos classificados como ultraprocessados. &nbsp;</span></p><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>A dificuldade está em reconhecer os produtos</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O termo “ultraprocessado” costuma ser associado a refrigerantes, salgadinhos e biscoitos industrializados. No entanto, a classificação envolve também a composição e os métodos de fabricação dos alimentos, e não apenas o fato de serem vendidos em embalagens ou passarem por algum tipo de processamento.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Segundo os resultados, metade dos participantes não tinha segurança para diferenciar alimentos processados de ultraprocessados. A confusão pode dificultar escolhas conscientes nas compras, especialmente diante de embalagens que destacam ingredientes naturais, benefícios nutricionais ou propostas de alimentação saudável. &nbsp;</span></p><p>&nbsp;</p><figure class="image"><img src="https://a1media.antena1.com.br/image/uploads/medium/alimentos-ultraprocessados.png"></figure><p><span style="color:rgb(0,0,0);"><i>Reconhecer um alimento ultraprocessado exige observar sua composição, e não apenas a aparência</i>&nbsp;</span></p><h4>&nbsp;</h4><h4><span style="color:rgb(0,0,0);"><strong>Nem todo alimento processado é igual</strong>&nbsp;</span></h4><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Um dos desafios é que o processamento de alimentos abrange situações bastante diferentes. Congelar, pasteurizar ou cozinhar são técnicas que podem ajudar a conservar os produtos, enquanto os ultraprocessados geralmente apresentam formulações industriais com vários ingredientes e aditivos que não costumam ser usados na cozinha doméstica.&nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">Por isso, a presença de uma embalagem ou o fato de um alimento ser industrializado não basta, isoladamente, para determinar sua classificação. A lista de ingredientes e o tipo de formulação oferecem informações mais úteis para compreender o produto. &nbsp;</span></p><p><span style="color:rgb(0,0,0);">O levantamento foi realizado pela Talker Research com 2 mil adultos americanos e encomendado pela Amy’s Kitchen.&nbsp;</span></p>]]></content>
        <author>
            <name>Bruna Valle</name>
            <uri>https://www.antena1.com.br/jornalistas/bruna-valle</uri>
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