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    STF decide proibir condução coercitiva, usada na Lava Jato

    Por Thomson Reuters

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    BRASÍLIA (Reuters) - O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu proibir em todo o país, em julgamento concluído nesta quinta-feira pelo plenário da corte, o uso de conduções coercitivas de investigados para que possam ser interrogados, por entender que a medida, prevista no Código de Processo Penal, viola direitos e garantias individuais previstos na Constituição.

    A prática, amplamente utilizada pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz a operação Lava Jato em Curitiba, consistia em levar um investigado ou réu para depor na polícia por ordem do juiz e depois liberá-lo, desde que com autorização da Justiça.

    Por 6 votos a 5, os ministros seguiram o voto do relator, Gilmar Mendes, segundo o qual a condução coercitiva -- prevista no Código de Processo Penal de outubro de 1941 -- representa restrição à liberdade de locomoção e viola a presunção de não culpabilidade.

    Em dezembro do ano passado, Gilmar já havia concedido liminar para suspender a adoção da prática --que foi utilizada durante a operação Lava Jato, inclusive com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em março de 2016.

    (Reportagem de Ricardo Brito)

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