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    VÍDEO: Dona do hit “Falling”, LÉON fala com exclusividade à Antena 1

    Novo disco da cantora sueca é descrito como o mais pessoal de sua carreira; ela diz ainda cogitar fazer shows no Brasil

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    Confira os principais trechos da entrevista clicando no player da imagem acima.

    Quando a sueca Lotta Lindgren decidiu lançar a música “Tired of Talking” (2015) em seu perfil no SoundCloud, não imaginava que em poucas semanas o single ultrapassaria milhares de visualizações na plataforma, chegando a receber elogios de Katy Perry no Twitter. Acostumada a compor canções desde a adolescência, era a primeira vez que ela lançava uma faixa, aos 22 anos. “Foi um tiro no escuro que deu certo”, lembrou em entrevista exclusiva à Antena 1 a cantora de nome artístico LÉON, hoje aos 27, na reta final de seu segundo álbum de estúdio.

    Veja também: Aprenda a cantar “Falling”, da LÉON

    Com estreia marcada para o dia 30 de outubro deste ano, o novo disco da sueca é descrito como “menos agitado” que o de estreia, “LÉON” (2019) – antes, ela também publicou os EP’s “Treasure” (2015), “For You” (2017) e “Surround Me” (2017). Batizado de “Apart” (Separado[s], em tradução livre), o título da obra resume a inspiração por trás de suas 11 faixas: o término de um relacionamento de longa data.

    Eu sempre sou muito honesta nas minhas composições, por isso cada palavra das músicas desse disco é real. Quis falar bem direto ao ponto de como me sinto sobre o término e a pessoa sobre a qual estou escrevendo”, explicou a cantora em quase uma hora de videoconferência à rádio.

    Nas últimas semanas, ela liberou as faixas “Chasing a Feeling”, “In a Stranger’s Arms”, “Who You Lovin” e “And It Breaks My Heart”, mas suas favoritas ainda permanecem inéditas ao público: “Head and Heart On Fire” – inspirada em bandas de folk e rock dos anos de 1970, como a estadunidense Big Star – e “Seventeen” – uma canção, revela de antemão, sobre “o processo de se apaixonar”. 

    Fã de fazer música ao vivo – a cantora já tocou em grandes festivais como Lollapalooza, Bonnaroo e Coachella –, LÉON planejava promover o novo álbum em países ainda não visitados com sua equipe, como o México. Com o cancelamento de turnês devido à pandemia da Covid-19, decidiu adotar hábitos antes evitados por ela, em busca de maior aproximação com o público durante o isolamento social.

    Estou bisbilhotando todos os comentários nos vídeos do YouTube e conversando com as pessoas pela DM do Instagram”, conta. E ela está gostando muito da experiência: “Definitivamente me deixa mais próxima dos fãs, eles são tão gentis comigo e estão compartilhando entre eles histórias sobre término, o que é muito legal”, diz, acrescentando que pretende fazer um concerto virtual no próximo outono do hemisfério norte – entre setembro e dezembro deste ano.

    A possibilidade de escolher as datas de lançamento de seus projetos, considera LÉON, é um dos pontos positivos de estar à frente de um selo independente. Desde 2017, ela atua com o LÉON Recordings, criado pela sueca em parceria com a companhia musical alemã BMG.

    Sinto que tem muitas decisões que você tem que tomar sozinha, o que às vezes é aterrorizante, mas o fato de decidir qual será a próxima canção a ser lançada, quando você vai fazer as coisas ou com quem vai trabalhar traz uma grande liberdade como artista”, opina.

    Das ideias que ainda estão no papel para os próximos anos, ela cita a produção de mais álbuns e colaborações com artistas como Kacey Musgraves, Harry Styles e Maggie Rogers. Mas uma delas surpreende: “Fazer shows no Brasil também seria um sonho”, diz. Com um tio casado com brasileiro, ela revela ter crescido ouvindo artistas como Astrud Gilberto e CSS

    Filha de um pai compositor e uma mãe que toca violoncelo, a cantora também passou a adolescência ouvindo nomes como Stevie Wonder, Aretha Franklin, ABBA, Steve Mac, Carol Kane, Robyn, Etta James e Sade. A família, conta a sueca, sempre apoiou seu sonho de seguir na música, mas não impedia que ela considerasse outras possibilidades profissionais. “Quando temos um jantar de família só falamos sobre música, eu sou a que geralmente fala ‘será que podemos conversar sobre outra coisa por pelo menos um segundo?’”, brinca. “Mas eu não deveria reclamar, é um privilégio poder ir até sua mãe e seu pai e falar sobre essas coisas [da música]”. 

    Sobre os bastidores de “Falling”, uma das faixas de seu álbum de estreia que estão entre as 10+ pedidas da Antena 1, comenta: “Eu estava ao lado de um sintetizador, comecei a tocá-lo e logo comecei a rir pensando: ‘isso [em referência ao som dos primeiros segundos da faixa] não soa como algo tirado de um filme infantil, como ‘Pingo’?’, soa como algo que esse pinguim dançaria por aí também”.  

    Escrita ao lado de dois produtores em Londres, a canção saiu em tempo recorde, num intervalo de trinta a cinquenta minutos. “Sem dúvidas, foi a música mais rápida e divertida do álbum”, conta.

    Da casa de veraneio de seus pais, a cantora também lembra que, à época do lançamento de “Tired of Talking”, ficou um pouco assustada com a exposição que sucedeu a viralização da faixa nas redes. Hoje, depois de quase cinco anos, sabe exatamente qual conselho daria para a LÉON de 2015: “Gostaria de poder ter dito pra mim mesma relaxar um pouco e não ser tão dura comigo mesma, eu estava muito estressada com tantas coisas novas acontecendo tão rápido”, diz. “Acho que ainda sou dura comigo, mas agora estou tendo mais distância de mim mesma”, ela comemora.

    Confira abaixo a entrevista na íntegra com LÉON:

    Antena 1: Pode compartilhar conosco o que tem inspirado o álbum em que está trabalhando? 

    LÉON: Eu acho que a principal inspiração por trás desse álbum tem a ver com algo clássico que aconteceu comigo: passei por um término [de relacionamento] no ano passado e isso foi mais ou menos no mesmo momento em que eu comecei a escrever esse álbum. É um “álbum sobre términos” – aqui vamos nós de novo… (risos). Eu comecei a escrever muito sobre tudo que eu estava enfrentando...Na verdade, comecei antes do término e acabei escrevendo canções sobre todas as coisas que aconteceram durante esse tempo ao longo do ano...

    Já se passou um ano desde o seu álbum de estreia auto-intitulado LÉON (2019). Você disse em uma entrevista que ama tentar coisas novas na música… Então, estou curiosa para saber como você acha que o seu novo álbum vai se diferenciar do seu último...O que tem de novidade nesse?

    LÉON: Eu diria que o som é um pouco diferente. Acho que o último álbum foi um pouco mais eletrônico...Eu usei muitos sintetizadores e me diverti muito com os sons de música eletrônica, só queria me sentir cheia de cores...E acho que esse álbum é um pouco mais orgânico – se essa é a palavra certa. É um pouco mais ávido, eu diria. Talvez também porque é assim toda vez que você lança novas músicas, essas novas músicas soam mais honestas: a música que você faz no momento é sempre mais próxima de você. Mas, eu diria que [o álbum] soa muito honesto… Eu sempre sou muito pessoal, mas nesse sou um pouco mais. É um pouco mais relaxado, calmo… Ou talvez não, eu posso estar errada. As pessoas vão descobrir por elas mesmas quando escutarem, mas para mim soa diferente.

    Eu espero que as pessoas possam se conectar com as canções. É muito ‘palavra por palavra’, eu quis falar sobre cada situação bem direto ao ponto e sobre como eu me sinto sobre eu mesma, sobre a pessoa sobre a qual estou escrevendo... Eu espero que as pessoas possam se conectar com isso e se relacionar de alguma maneira com as canções. Tudo é muito pessoal nesse registro... Cada canção, cada detalhe...Todas as minhas canções são bem emocionais, mas esse [álbum] para mim é muito real. 

    Antena 1: E tem alguma canção desse álbum que você gosta de um jeito especial?

    LÉON: Tem uma música que ainda não saiu, mas vai sair logo mais, é uma canção chamada “Head and Heart On Fire”, que eu realmente gosto. Tem bastante guitarra nela, é bem despojada, muito inspirada no som dos anos 70, em bandas de folk e rock como a Big Star. Eu realmente gosto dessa. E tem uma canção chamada “Seventeen” que eu realmente gosto, e é sobre todo aquela coisa de se apaixonar...Ela é um pouco mais ardilosa/verdadeira.

    Antena 1: Em uma entrevista você disse que ama ver como as pessoas se conectam com as suas músicas e que “estar no palco e interagindo com o público” é onde você se sente “mais feliz”. Como você está lidando com estes tempos de pandemia, sem shows e esse contato físico com os fãs?

    LÉON: Eu sinto tanta falta disso...De certa forma foi bom para mim dar uma pausa, porque nós saímos muito em turnê no ano passado, mas é meio que...Claro, é aterrorizante o que está acontecendo no mundo agora, então é importante que todo mundo se certifique de que está seguro, mas eu sinto tanta falta de fazer turnês! Na verdade, na noite passada eu estava assistindo alguns vídeos antigos nossos tocando em shows e fiquei ‘ah! como sinto falta disso!'. Você se pergunta quando será a próxima vez, quando será possível estar em um palco, cantar e dançar com a multidão...E todas essas coisas parecem tão distantes agora. Geralmente, você lança um álbum para então fazer uma turnê e agora é só...Bem, o álbum será lançado e o que mais? O que você faz? (risos). 

    Sim! E como você não pode ver com os seus olhos como as pessoas estão se conectando com suas músicas, o que você tem feito para meio que “sentir” isso? Quero dizer: você tem lido comentários nos seus vídeos no YouTube ou algo assim?

    LÉON: Sim… (risos). Eu estou bisbilhotando, eu tenho lido tudo. Eu sinto que isso definitivamente me faz ficar mais próxima das pessoas, conversar com as pessoas no Instagram pela DM...me faz tão feliz simplesmente ver o que as pessoas estão dizendo! Antes dessas músicas saírem, eu falei que não iria ler os comentários, porque às vezes é incontestável, ver o que as pessoas estão falando, sabe? Mas agora eu fico ‘vou ver o que as pessoas estão falando’! E eles são tão gentis, o que me deixa super feliz. É engraçado porque eu acho que a melhor parte é ver como as pessoas estão tendo conversas nos comentários do YouTube. Alguém escreve algo sobre um término como “eu estou enfrentando um término agora” e então as pessoas começam a comentar coisas como “eu também”...Eu fico tipo ‘isso é tão legal!’. As pessoas estão realmente construindo um território para falar sobre términos, sabe? Significa muito [para mim]...

    Sim! E você está planejando fazer algum show virtual ou algo assim agora?

    LÉON: Pode ser que eu faça...Eu quero, sabe? Eu tenho planos para fazer isso, porque não posso deixar esse ano inteiro passar sem fazer um show, então definitivamente estou buscando soluções sobre como podemos fazer isso acontecer. Na verdade, eu me apresentei ao vivo pela primeira vez semana passada em um programa de TV e eu fiquei tipo ‘isso é tão divertido, temos que fazer isso mais vezes’. Então, eu acho que no outono eu vou começar a organizar algumas coisas...

    Você vê as pessoas fazendo isso a todo tempo agora e é muito inspirador ver como as pessoas ficaram tão criativas também. Não importa se não conseguem ter toda a banda disponível, tem tantas coisas que você pode fazer...Então, definitivamente, eu quero fazer isso! 

    Antena 1: E você cresceu em uma família muito musical, certo? Sua mãe toca violoncelo, seu pai e sua irmã são compositores…Como foi a experiência de crescer rodeada por essas influências?

    LÉON: Definitivamente isso te influencia...Eu acho que fazer isso [música] veio tão naturalmente, porque todo mundo estava constantemente criando e tocando. E meus pais estavam bem interessados em me ver tentando coisas diferentes. Eu toquei em orquestras, eu toquei violoncelo, tive minha própria banda. E eles sempre me encorajaram. Eles achavam que era tão divertido para mim explorar o universo da música, porque você acaba conhecendo tanta gente nova, eu acho que posso falar que fiz muitos amigos por meio da música. Acho que teve só um momento, um momento curto que eu falei “mãe, pai, acho que não vou ser uma música, acho que vou fazer outra coisa”. E isso durou por alguns dias. Eles falaram “Mas você tem certeza?”. Eles estavam animados por eu estar fazendo música. Então talvez [influenciaram] uma grande parte de toda essa jornada – você pode chamar assim. 

    Às vezes é um pouco intenso, com todos sendo músicos. Quando temos um jantar de família só falamos sobre música, eu fico tipo ‘será que podemos falar sobre outra coisa por pelo menos um segundo?’. Mas eu não deveria reclamar, é ótimo ir até sua mãe e seu pai e falar sobre coisas [da música], sabe? É ótimo.

    Antena 1: Tenho certeza que é uma longa lista, mas pode compartilhar algumas das suas inspirações musicais?

    LÉON: Há uma longa lista mesmo (risos). Eu acho que quando estava crescendo, quando penso nos artistas que mais escutávamos, provavelmente Stevie Wonder, Steve Mac, Aretha Franklin, Carol Kane, ABBA...Eu amo ABBA! Também artistas suecos que você talvez não tenha escutado falar sobre. Outra que amo é Robyn. Para mim, Robyn é um grande ícone. Etta James, Sade, todas essas antigas artistas talentosas... É uma lista longa!

    Antena 1: Desde 2017 você tem seu próprio selo. Então já se passaram quase três anos… Pode nos dizer por que decidiu começar a ter seu próprio selo e como tem sido a experiência até agora?

    LÉON: Tem sido ótimo, eu tenho aproveitado muito minha companhia (risos). Eu lancei meu selo quando comecei a trabalhar com a BMG na América e só o fato de ter a oportunidade de lançar músicas quando eu quero é a melhor sensação...Eu sinto que tem muitas decisões que você tem que tomar sozinha, o que às vezes é aterrorizante, mas o fato de que você pode ser a única pessoa que decide qual será a próxima canção a ser lançada, quando você vai fazer as coisas ou com quem você vai trabalhar traz uma grande liberdade enquanto artista. E claro que o meu empresário ocupa um grande papel nesse cenário, porque ele está sempre me impulsionando a aprender que eu deveria ser a primeira a frente de todas as decisões. É a melhor coisa para mim!   

    Antena 1: Bem...Já faz quase cinco anos desde que a sua música “Tired Of Talking” viralizou nas plataformas de streaming. O que você acha que mudou entre a LÉON daquela época e a LÉON de hoje?

    LÉON: Tanta coisa...Eu acho que no começo, quando eu lancei “Tired of Talking”, eu era muito...Bem, em primeiro lugar eu não achava que alguma coisa iria acontecer, eu achava que ‘bom, vou lançar essa música e ninguém vai ouvir”, porque era meio que um tiro no escuro lançar uma música no seu próprio SoundCloud. E acho que no começo eu estava nervosa, preocupada, eu estava muito sem consciência [do que estava acontecendo]...Tudo era tão novo e eu estava um pouco assustada, acho. Estava fazendo turnês, conhecendo pessoas novas e tendo um selo pela primeira vez...tudo veio de uma vez só, o que foi a melhor coisa que poderia ter acontecido para mim, mas também foi tão assustador!. E agora, olhando para trás eu penso ‘meu Deus’, me sinto como um pequeno bebê quando penso sobre essas coisas (risos).

    Antena 1: Que conselho você daria para a LÉON naquela época se pudesse?

    LÉON: [Diria] para pegar leve, ficar na sua...Eu era muito estressada e nervosa...Como mencionei antes, estava um pouco preocupada, porque estava passando por todas essas situações novas e conhecendo tanta gente nova, de repente fazendo shows...Eu meio que descobri tudo muito rápido...Tinha muitas decisões importantes que tive que tomar rapidamente. E agora, olhando para trás, eu gostaria de poder ter dito pra mim mesma relaxar um pouco e não ser tão dura comigo mesma. Eu era muito dura comigo mesma! Eu acho que ainda sou, mas agora estou tendo mais distância de mim mesma...

    Antena 1: E quais são algumas das coisas que você ainda não fez em sua carreira mas que adoraria fazer nos próximos anos?

    LÉON: Acho que tem muita coisa que eu gostaria de fazer. Eu quero ir para lugares onde nunca estive. Eu nunca estive no Brasil, nunca estive no México, nunca estive em tantos lugares...Eu iria em novos lugares neste verão, mas aí tudo foi cancelado...Adoraria colaborar com outros artistas também, tenho alguns favoritos com os quais adoraria trabalhar. Amo Kacey Musgraves, Harry Styles, Maggie Rogers...Eu acho que eles são tão fantásticos! E eu quero fazer mais álbuns. É engraçado porque quando você faz alguma coisa, como um álbum, você sente que tudo está acontecendo e fica super animado com aquelas músicas e então você termina o álbum e diz “o que vem pela frente?”, “o que eu posso fazer agora?”. É sempre essa sensação de estar disposto para fazer mais. Mas, eu quero ir para o Brasil, isso seria um grande sonho…

    Antena 1: Sim, isso seria maravilhoso! Não tenho certeza se você sabe, mas a sua música “Falling” é uma das 10 + pedidas pelos ouvintes brasileiros da Antena 1...Então…

    LÉON: Isso é tão louco! Meu Deus...Quando o empresário do meu selo me contou eu fiquei tipo “o que? como eu não sabia disso?”, mas isso me deixa tão feliz! Simplesmente porque era uma das minhas...Pode soar desdenhoso, mas esse era um dos meus álbuns favoritos. E eu estava tipo “o que aconteceu com essa música?”. Então eu fiquei sabendo que está sendo muito tocada aí e fiquei “sim! levou seu tempo para brilhar!”, sabe? (risos).

    Antena 1: Pode nos contar qual é a história por trás da letra de “Falling”?

    LÉON: Foi uma canção que escrevi quando estava em Londres, trabalhando com dois produtores lá, e essa foi a canção que escrevemos mais rapidamente para o álbum. Eu estava ao lado de um sintetizador, comecei a tocá-lo e comecei a rir, dizendo ‘galera, isso não soa engraçado para vocês? Não soa como algo tirado de um filme infantil? Uma coisa de bebê?”. E meio que me lembrava daquele filme infantil antigo de um pinguim, se chama “Pingo”. Pensei: ‘isso soa como algo que ele dançaria por aí também’. E então começamos a tocar por aí e pensamos ‘tem algo aí’. A música foi escrita por si mesma, levou de 30 ou 50 minutos e nós ficamos tipo ‘é uma canção!’. Acho que a música meio que fala por si própria, mas é sobre aquela coisa de...Toda vez que você sai para beber ou fazer qualquer outra coisa, é tão fácil chamar aquele pessoa específica e você fica ‘oh cara, aqui vamos nós de novo’, sabe? Mas foi a canção mais divertida de escrever para o álbum, eu acho…

    Antena 1: Só por curiosidade: você tem alguma relação com o Brasil? Digo: você tem amigos aqui ou alguma coisa sobre a cultura brasileira que você gosta?

    LÉON: Eu não tenho uma relação direta com o Brasil, mas eu amo a música que vem daí e o parceiro do meu tio é brasileiro. Então, eu cresci com ele por perto minha vida toda. Ele tocava tanta música brasileira e ele me mostrou tantas colaborações artísticas e filmes...Ele me mostrava esse mundo diferente, acho... E eles vão aí sempre e amam o país, e eles me mostram fotos, parece ter uma comida incrível e tudo mais. Então provavelmente essa é a conexão que eu tenho [com o Brasil], mas parece ser um lugar tão vibrante e cheio de cores. Especialmente para mim, porque eu sou da Suécia, sabe? (risos). Mas tem sido um grande sonho meu ir para aí por causa do meu tio e seu companheiro que ficam me falando de todas as viagens que eles fazem para aí…

    Antena 1: Tem alguma música ou artista brasileiro que você já escutou?

    LÉON: Não quero soar estúpida, porque posso estar errada, mas Astrud Gilberto é brasileira? Eu ouço todo o tempo esse tipo de música quando estou na minha casa de veraneio, com minha família, quando estamos cozinhando, eu amo esse tipo de música...Eu não estou muito familiarizada com a [música brasileira] atual, mas eu costumava ouvir essa banda maneira... Love Fox era o nome da vocalista e eu escutava elas o tempo todo, era uma banda velha de música eletrônica. Esse seria como o meu favorito enquanto adolescente, eu sempre ouvia esse [tipo de] música, acho que é CSS.

    Antena 1: Gostaria de deixar alguma mensagem para os seus fãs brasileiros, LÉON?

    LÉON: Sim, eu acho que em primeiro lugar quero dizer muito obrigada por ouvirem “Falling”, por tocarem tanto na rádio, isso me deixa tão feliz! E mal posso esperar para tocar para vocês um dia. Eu ouvi dizer que o público é supostamente o melhor. Esse é um dos meus sonhos. Então, eu mal posso esperar para ir aí e tocar para vocês!    

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