43 ANOS DE “SWEET DREAMS (ARE MADE OF THIS)”
O CLÁSSICO DO EURYTHMICS QUE REDEFINIU O POP ELETRÔNICO
João Carlos
27/01/2026
Lançada em janeiro de 1983, Sweet Dreams (Are Made of This) completa 43 anos como uma das canções mais influentes da música pop. O single marcou a virada definitiva do Eurythmics, formado por Annie Lennox e Dave Stewart, e ajudou a consolidar a estética eletrônica nos anos 1980.

Crédito da imagem: Capa do single “Sweet Dreams (Are Made of This)” (1983), do Eurythmics. Divulgação.
Gravada de forma minimalista em um estúdio caseiro, a música apostou em sintetizadores, drum machines e uma linha de baixo hipnótica, contrastando com a voz marcante e andrógina de Annie Lennox. O resultado foi um som frio, direto e irresistível — diferente de tudo que tocava no rádio à época.
O impacto foi imediato. A canção alcançou o 1º lugar da Billboard Hot 100 nos Estados Unidos e liderou paradas em diversos países, transformando o Eurythmics em fenômeno global. O videoclipe, com Lennox de terno, cabelo curto e expressão desafiadora, tornou-se um ícone cultural, ajudando a redefinir discussões sobre imagem, identidade e presença feminina no pop.
Quatro décadas depois, a música segue onipresente na cultura popular — regravada, sampleada e licenciada para cinema, TV e publicidade, além de figurar constantemente em listas de “maiores músicas de todos os tempos”. Seu refrão simples e provocativo continua atual, atravessando gerações sem perder força.
Aos 43 anos, “Sweet Dreams (Are Made of This)” permanece como símbolo da era synth-pop, um lembrete de que inovação, atitude e boas ideias envelhecem melhor do que qualquer tecnologia.
As versões mais famosas
Acompanhe a seguir algumas das regravações mais conhecidas de “Sweet Dreams (Are Made of This)”, que ajudaram a manter o clássico dos anos 80 vivo em diferentes épocas e linguagens musicais.
Marilyn Manson
A releitura de Marilyn Manson, lançada em 1995 para a trilha do filme The Faculty, é a mais impactante após o original. A versão transformou o synth-pop em industrial rock, com clima sombrio e agressivo, levando a música a um novo público nos anos 1990 e consolidando-a como um hino de reinvenção estética.
Tori Amos
Tori Amos nunca lançou a canção como single oficial, mas suas interpretações ao piano em apresentações ao vivo nos anos 1990 se tornaram referência. Minimalistas e introspectivas, essas versões revelam camadas emocionais da composição que contrastam com a frieza eletrônica do original.
Emily Browning
Em 2011, Emily Browning gravou uma versão etérea e cinematográfica para o filme Sucker Punch. Com arranjo delicado e atmosfera melancólica, a releitura ganhou destaque entre públicos mais jovens e ajudou a recolocar a música em evidência no início da década de 2010.
La Bouche
Nos anos 1990, releituras e adaptações associadas ao universo eurodance, frequentemente ligadas a grupos como La Bouche, mantiveram “Sweet Dreams” presente nas pistas e no imaginário pop europeu. Ainda que não haja um cover de estúdio amplamente consagrado, essas versões performáticas reforçaram a versatilidade do clássico.
Mergulhe no universo da produção musical e na revolução sonora dos anos 80 acompanhando a série especial “Por que os anos 80 não acabaram”, publicada todos os sábados no portal da número 1 em música, com análises, contexto histórico e os sons que seguem influenciando gerações. Recorde a seguir a versão original de “Sweet Dreams (Are Made of This)” do Eurythmics.


