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    Programa de governo do PT vai propor mandato para ministros de tribunais superiores e mudanças no CNJ e CNMP

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O programa de governo que será apresentado na convenção do PT, daqui duas semanas, irá propor uma reforma no Judiciário, incluindo mandatos para ministros de tribunais superiores e mudanças na composição do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho do Ministério Público, disse nesta sexta-feira o coordenador do programa, Fernando Haddad.

    Um resumo com os pontos básicos do programa foi apresentado à Executiva Nacional do partido na manhã desta sexta. Em seguida, Haddad viajou a Curitiba para validar o programa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato do partido à Presidência e preso há mais de 100 dias, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.

    'Estamos falando de reformas do aparato estatal, composição do CNJ, composição do CNMP com mais participação da sociedade, queremos que sejam mais permeáveis à sociedade', disse Hadddad, em Curitiba. 'Incluímos mandato fixo para tribunais superiores. Estamos discutindo prazo, 11 ou 13 anos, dar uma oxigenada nesses tribunais, visando uma mudança futura.'

    As críticas ao sistema judiciário brasileiro tem sido uma constante no discurso petista durante todo o processo e julgamento do ex-presidente Lula. Para o partido, há uma clara politização do Judiciário e do Ministério Público e de todo o processo contra Lula.

    Além da reforma do Judiciário, os pontos iniciais da proposta incluem um processo constituinte, uma reforma política com participação popular através de referendos e plebiscitos e reforma tributária e do sistema bancário.

    'Tem toda uma estratégia de reforma tributária que não é só uma simplificação, mas uma mudança de composição. Vamos introduzir elementos de progressividade no nosso sistema, que é absolutamente regressivo, para que haja mudança de composição da carga favorecendo o consumo das famílias mas pobres, aumentando a renda disponível', explicou.

    O resumo apresentado por Haddad à Executiva nesta sexta incluem cinco pontos chamados de 'ideias-força'.

    Na primeira delas, intitulada 'Promover a soberania nacional e popular na refundação democrática do Brasil', está incluída a 'revogação' das medidas do governo Temer sobre legislação e privatizações. Além disso, o partido fala em processo constituinte, democratização dos meios de comunicação e reforma política.

    Ao tratar de desenvolvimento, o PT propõe a reforma do sistema bancário para aumentar o crédito barato às famílias e empresas, além de um 'programa emergencial para superação da crise econômica e do desemprego'.

    Haddad trabalha no plano de governo de Lula desde o final do ano passado, junto com o economista Márcio Pochmann, e sempre defendeu o que chama de uma 'refundação' da República, aprofundando medidas adotadas nos governos petistas e iniciando outras que nem Lula nem sua sucessora, Dilma Rousseff, conseguiram mexer. Entre elas, as reformas tributária e política e a chamada democratização dos meios de comunicação, uma bandeira petista antiga.

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    PERFIL-Saudado como 'mito' por seguidores, Bolsonaro é criticado por radicalismo e discriminação

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - A verborragia nas declarações e o jeito simples galvanizam ardorosos apoiadores que celebram o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) como 'mito' e o defendem nas ruas e nas redes sociais, ao mesmo tempo em que outra legião, de críticos, o acusa de discriminação, de ser preconceituoso e avalia que ele vai morrer na praia na campanha presidencial.

    A menos de três meses das eleições presidenciais, o capitão do Exército da reserva consolidou-se como o líder nas pesquisas de intenção ao Palácio do Planalto no papel de franco atirador, no cenário provável que não prevê o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Essa 'franqueza' dele tem sido apontada, por entusiastas, como uma de suas principais virtudes e também como uma de suas principais fragilidades na disputa --ele empata com Lula no quesito rejeição, segundo recente pesquisa CNI/Ibope.

    Declarações em apoio à ditadura militar --recentemente comparou a um 'tapa no bumbum' execuções determinadas pelo ex-presidente Ernesto Geisel, segundo revelou documento da CIA-- e polêmicas que já viraram investigações criminais --ele é réu em dois processos no episódio em que, em 2014, disse que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela 'não mereceria' e também é alvo de denúncia de racismo num evento que disse que 'quilombolas não servem nem para procriar'-- têm aumentado a preocupação em aliados.

    Essas falas já lhe renderam acusações de homofóbico, misógino e racista.

    Na denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que as 'manifestações feitas pelo acusado, de incitação a comportamento e sentimento xenofóbico, reforçam atitudes de violência e discriminação que são vedadas pela Constituição e pela lei penal'.

    Bolsonaro sempre negou, em declarações públicas e também nos autos dessas investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), ter cometido crime em relação a esses episódios.

    REDES SOCIAIS

    Aos 63 anos, Jair Messias Bolsonaro coloca-se como o nome ao Planalto contra o establishment político, boa parte do qual dizimado pela operação Lava Jato, e como um outsider, mesmo tendo sete mandatos de deputado (27 anos de Congresso) e passado por vários partidos.

    É uma grande mudança de perfil para quem, até pouco tempo atrás, tinha como principal foco de atuação política a defesa, no Congresso, de demandas corporativas das Forças Armadas.

    O deputado filiou-se no início do ano ao Partido Social Liberal (PSL), legenda pela qual disputará a Presidência e que deverá ter no primeiro turno somente 8 segundos em cada bloco de 12 minutos e 30 segundos na propaganda eleitoral de rádio e TV, um dos principais meios para transmitir as ideias e programas do candidato.

    Desde a eleição presidencial de 1989, a campanha na TV --aliada aos palanques nos Estados-- tem tido grande influência na corrida ao Planalto. Bolsonaro não tem nenhum dos dois. A aposta de seus apoiadores, ainda que receiem o início da campanha eleitoral e a 'invisibilidade' advinda dela, é que as redes sociais vão subverter essa ordem.

    'Essa eleição vai se definir entre a política tradicional e a rede social', disse o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do parlamentar.

    Por ora, o pré-candidato tem sido tratado, de maneira geral, com desdém por políticos de partidos tradicionais --acreditam se tratar de uma bolha que estoura nas eleições. Tanto que, dificilmente, vai fechar aliança com algum partido para 2018.

    O deputado conta com 5,3 milhões de fãs no Facebook, tem 623 mil assinantes no canal do Youtube e quase 1,2 milhão de seguidores no Twitter --só perde nesse último quesito, entre os pré-candidatos a presidente, para a ex-ministra Marina Silva (Rede), conforme o site Torabit, especializado em análise de redes sociais.

    A operação para dar visibilidade ao trabalho dele nas redes sociais envolve apenas seis pessoas, nas contas do assessor de imprensa de Bolsonaro, Eduardo Guimarães. São assessores, o filho e vereador no Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, e o próprio deputado que gravam, editam, escrevem e publicam em cada uma das redes.

    Esse é o principal canal para mobilizar seus apoiadores nas viagens que faz, em voos de carreira, aos Estados. Neles, geralmente aparece chegando a aeroportos ovacionado aos gritos de 'mito'.

    'Nas posições dele, ele é muito enfático realmente. Quando entra na discussão, ele faz valer a opinião dele da maneira mais enfática possível', disse à Reuters Frederico D'Ávila, um dos diretores da Sociedade Rural Brasileira e um dos coordenadores de Bolsonaro para o setor agropecuário.

    'Mas ele é um cara brincalhão, afetuoso, risonho. É um cara acessível, ele deixa as pessoas agarrarem ele, abraçar ele, tirar foto com ele, grava recado no celular das pessoas, percebe a condição humana de cada um', acrescentou.

    CONSELHEIRO

    Por ora, mesmo liderando a corrida nos cenários sem Lula, que está preso, Bolsonaro não tem uma estrutura de campanha predefinida e chega à convenção sem qualquer partido formalmente aliado --após acertos com PR e PRP para indicar o vice terem naufragado nos últimos dias.

    O presidenciável também tem contado com uma restrita lista de apoiadores de peso no país em prol do seu plano presidencial. O economista Paulo Guedes --cotado para ser o ministro da Fazenda caso seja eleito-- é um dos raros a trabalhar pelo capitão da reserva, numa relação que nasceu praticamente do acaso.

    No final do ano passado, segundo Guedes, o economista encontrou-se com Bolsonaro em uma sala reservada de um hotel no Rio de Janeiro. A reunião foi intermediada por um conhecido do economista que mora fora do país, a pedido de interlocutores do deputado.

    O pré-candidato do PSL disse que queria ajuda para lidar com assuntos econômicos, mas Guedes afirmou que na ocasião não poderia porque estava trabalhando para construir a candidatura do apresentador Luciano Huck, segundo relato do próprio economista à Reuters.

    O deputado pediu-lhe que, se Huck desistisse, poderia ajudá-lo nessa área. A falta de preparo econômico é uma das críticas feitas ao pré-candidato do PSL.

    Recebeu um sim dele e, com a saída do páreo do apresentador uma semana depois, Guedes --economista com Ph.D. na Universidade de Chicago, considerado um templo mundial do liberalismo- virou o conselheiro de Bolsonaro, que historicamente defendeu a presença firme do Estado.

    'Gostei do Paulo, veio no quartel-general do inimigo e falou a verdade', disse Bolsonaro ao final daquele encontro no hotel, segundo relato feito por Guedes.

    Em tom humilde, o pré-candidato tem dito que 'não entende' de economia, mas tem se reunido duas vezes ao mês com Guedes, além das habituais trocas de mensagens por WhatsApp com seu conselheiro.

    “Não posso ser acusado de mergulhar o Brasil nessa situação de quase insolvência por não entender do assunto, o presidente é um técnico, não vai jogar bola, não vai entrar em campo, tem que ter discernimento, humildade e força para buscar soluções para os problemas', disse Bolsonaro, em sabatina no início de julho.

    SEGURANÇA

    A parte mais evidente das ideias de Bolsonaro está na segurança pública, quando faz um enfático discurso em defesa da possibilidade de o cidadão ter direito ao porte de armas para combater a violência.

    Na relação com o Congresso, mesmo filiado a um partido que hoje tem apenas oito deputados e nenhum senador, advoga o apoio das legendas a propostas de interesse do seu eventual governo por temas.

    O parlamentar disse que só não topa o apoio no Legislativo do que ele chama de 'extrema esquerda' --PT, PCdoB e PSOL. Nessa lógica, ele tem focado como alvo preferencial Lula.

    (eportagem adicional de Eduardo Simões, em São Paulo)

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    'Plano C', Janaína Paschoal deve ser vice de Bolsonaro, diz fonte

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O pré-candidato do PSL à Presidência, deputado Jair Bolsonaro, deve escolher a advogada Janaína Paschoal como sua vice na corrida ao Palácio do Planalto, afirmou à Reuters uma fonte próxima ao parlamentar.

    Segundo essa fonte, a chance de Janaína --que ficou nacionalmente conhecida por ter sido uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff-- ser escolhida é de '90 por cento'.

    'Existe uma grande chance de ser ela', destacou.

    A se concretizar o acerto, Janaína será o 'plano C' de Bolsonaro. O pré-candidato do PSL tentou, inicialmente, como vice o senador do PR Magno Malta, que preferiu concorrer à reeleição pelo Espírito Santo, e depois o general da reserva do Exército Augusto Heleno, cuja composição foi vetada pela cúpula do PRP, partido ao qual o militar é filiado.

    O objetivo inicial com uma aliança com outras legendas seria ampliar o tempo do rádio e TV na propaganda eleitoral de Bolsonaro. Sozinho, o PSL tem apenas cerca de 10 segundos em um bloco 12 minutos e 30 segundos.

    A intenção de Bolsonaro, segundo essa fonte, é anunciar a companheira de chapa já no domingo, na convenção que vai oficializar a candidatura do capitão da reserva do Exército, atual líder nas pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto nos cenários sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Se acertar com Janaína, Bolsonaro terá uma chapa puro sangue --os dois são filiados ao PSL. A advogada e professora de Direito da Universidade de São Paulo chegou a ser cotada também para concorrer a outros cargos eletivos em outubro.

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    Alckmin evita dar aliança com blocão como certa e diz que trabalha para efetivá-la

    (Reuters) - O pré-candidato pelo PSDB ao Palácio do Planalto, Geraldo Alckmin, evitou, nesta sexta-feira, referir-se à aliança com o chamado blocão como algo já concretizado e afirmou que ainda trabalha para 'celebrar' o acordo na próxima semana.

    A reserva do tucano explicitada em evento para o lançamento de Rodrigo Garcia, do DEM, como vice na chapa do tucano João Dória pelo governo de São Paulo foi explicada, posteriormente, pelo presidente nacional do partido, Antonio Carlos Magalhães Neto, que citou a necessidade de consultas às bases dos partidos que compõem o grupo político para poder formalizar o apoio.

    'Hoje eu vi em todos os jornais celebrando a aliança com o bloco. Quero dizer que não', disse o ex-governador, em São Paulo. 'Nós estamos trabalhando para na semana que vem poder celebrar essa aliança. Eu estou trabalhando, não desisto', afirmou.

    Na quinta-feira, o grupo político --formado por DEM, PP, PRB, PR e Solidariedade-- decidiu apoiar a candidatura do ex-governador de São Paulo ao Planalto, mas a formalização do acordo, a se efetivar na próxima semana, depende de algumas condições.

    'O futuro a Deus pertence, mas vamos trabalhar muito', disse Alckmin. 'Vamos trabalhar muito pela aliança com o bloco liderado pelo Democratas, liderado pelo PRB, liderado pelo PP, liderado pelo PR e liderado pelo Solidariedade, um partido também extremamente importante pela sua representatividade.'

    Segundo ACM Neto, há uma 'intenção indisfarçável' dos dirigentes partidários que compõe o bloco de apoiar Alckmin.

    'No entanto cada partido tem a sua dinâmica própria. Eu não posso vocalizar pelo Democratas sem antes validar esse caminho com a minha base. Penso que os outros quatro partidos têm que cumprir o mesmo papel', explicou.

    Segundo ele, há ainda algumas questões estaduais que estão sendo 'aperfeiçoadas', mas sem oferecerem um 'empecilho' à aliança.

    Também presente no evento, o presidente do PRB, Marcos Montes, afirmou que 'não há dúvida' sobre a preferência do partido por Geraldo Alckmin, mas é necessário fazer as consultas internas.

    'Mas eu penso que estamos mais próximos (da aliança) do que ontem', pontuou.

    Na quinta-feira, integrantes do blocão passaram o dia em conversas e reuniões, ocasião em que definiram que tomariam uma direção conjunta na disputa eleitoral e indicariam o empresário Josué Gomes (PR) para vice.

    Decidiram ainda que o anúncio oficial do apoio a Alckmin ocorrerá na próxima quinta-feira, desde que sejam cumpridas algumas condições: a reeleição do atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e a busca de uma solução para o financiamento de sindicatos, após a extinção do imposto sindical.

    Mais tarde nesta sexta-feira, em seu perfil no Twitter, Alckmin negou qualquer intenção em retomar o imposto sindical.

    'Ao contrário do que está circulando nas redes, não vamos revogar nenhum dos principais pontos da reforma trabalhista. Não há plano de trazer de volta a contribuição sindical.'

    O blocão chegou a tender a um apoio ao candidato ao Planalto pelo PDT, Ciro Gomes. Mas uma contraofensiva dos tucanos somada à entrada do PR na negociação mudou o jogo, além de uma sucessão de atitudes do pedetista provocar uma mudança de humor entre os integrantes do grupo político.

    (Por Maria Carolina Marcello, em Brasília)

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    Governo vê menos folga para cumprir meta fiscal em 2018 após greve dos caminhoneiros

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo reduziu a folga para o cumprimento da meta fiscal deste ano a apenas 1,845 bilhão de reais, sobre 6,198 bilhões de reais antes, segundo relatório bimestral de receitas e despesas, no qual diminuiu sua previsão para o crescimento econômico a 1,6 por cento este ano.

    Antes, a expansão esperada para o Produto Interno Bruto (PIB) era de 2,5 por cento, sendo que o governo iniciou o ano prevendo alta de 3 por cento na atividade, abalada pela greve dos caminhoneiros no final de maio. Para 2019, a previsão também foi reduzida a 2,5 por cento, frente a alta de 3,3 por cento prevista antes.

    'A menor folga fiscal veio por conta da greve dos caminhoneiros', explicou a jornalistas nesta sexta-feira o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, lembrando que, sem os benefícios adotados pelo governo para atender às reivindicações da categoria, a folga ficaria em cerca de 8 bilhões de reais.

    Segundo ele, para bancar a subvenção total de 9,58 bilhões de reais ao preço do diesel, o governo também reduziu despesas discricionárias em 1,21 bilhão de reais para o ano e em 2,17 bilhões de reais o montante para a capitalização de empresas.

    Do dinheiro que sobrou em relação à meta fiscal, 666,6 milhões de reais serão utilizados respeitando a regra do teto de gastos, direcionados para o funcionamento da máquina pública. O restante só pode ser empregado em gastos que não precisam obedecer ao teto, como a capitalização de empresas estatais.

    Colnago afirmou que a alocação exata dos recursos que serão liberados dentro do teto virá em decreto na próxima semana. Já sobre eventual capitalização a estatais, o ministro disse que o governo ainda estuda se fará esse direcionamento ou se reservará os recursos para melhor resultado fiscal.

    A meta de déficit fiscal deste ano é de 159 bilhões de reais para o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência) e, mesmo com a economia mais fraca, o governo tem reiterado que ela será cumprida.

    Colnago repetiu que encaminhará ao presidente Michel Temer um projeto de lei que propõe o adiamento do reajuste salarial de servidores públicos de 2019 para 2020, com economia que pode chegar a 11 bilhões de reais.

    REGRA DE OURO

    Sobre a regra de ouro para as contas públicas, que não permite ao governo federal emitir nova dívida para pagamento de despesas correntes, a secretária-executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, afirmou que a insuficiência hoje de 98,4 bilhões de reais será inteiramente coberta neste ano por medidas em curso, com folga de 5 bilhões de reais.

    Ela também deixou claro que conta com a devolução de mais 70 bilhões de reais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) neste ano, apesar de o banco de fomento ter trabalhado para adiar essa devolução do empréstimo recebido do Tesouro para 2019.

    Segundo a secretária, 13,9 bilhões de reais adicionais de concessões e permissões e outros 19,5 bilhões de reais em outras medidas também ajudarão a cumprir a regra de ouro neste ano.

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    CORREÇÃO (OFICIAL)-Brasil perde 661 vagas de trabalho em junho e quebra sequência de cinco meses positivos

    (Corrige no 2º parágrafo para esclarecer que o crescimento de 1,04% é em relação 'ao estoque de dezembro de 2017', e não sobre 'o mesmo período de 2017', como divulgado inicialmente pelo ministério)

    BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil fechou 661 vagas formais de emprego em junho, apontou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho, quebrando uma sequência de cinco meses de resultados positivos.

    Com isso, o país terminou o primeiro semestre com 392.461 postos com carteira assinada criados, um crescimento de 1,04 em relação ao estoque de dezembro de 2017.

    Para este ano, o Ministério do Trabalho chegou a projetar a criação de 1.781.930 vagas formais de trabalho, considerando expansão de 3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

    Mas a estimativa oficial do próprio governo para a atividade econômica foi substancialmente reduzida a 1,6 por cento, conforme relatório de receitas e despesas publicado nesta sexta-feira, na esteira da greve de caminhoneiros que paralisou o país no fim de maio e afetou a confiança dos agentes econômicos.

    Com isso, a retomada dos empregos deve ser ainda mais lenta. Isso porque, de maneira geral, o mercado de trabalho já tende a responder de maneira tardia ao ciclo econômico, tanto em momentos de desaceleração quanto de recuperação.

    Em junho, sofreram fortes perdas os setores de comércio (-20.971 postos) e indústria da transformação (-20.470 vagas).

    O destaque positivo veio da abertura de vagas na agropecuária, com 40.917 postos.

    De acordo com o Ministério do Trabalho, foram abertas 2.688 vagas de trabalho intermitente e 988 de trabalho em regime de tempo parcial no mês, possibilidades abertas pela reforma trabalhista.

    Ainda segundo a pasta, houve 13.236 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado em junho.

    (Por Mateus Maia)

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    Josué Gomes diz que recebe com responsabilidade 'possível indicação' para vice de Alckmin

    BRASÍLIA (Reuters) - Um dia após o chamado blocão decidir apoiar a candidatura presidencial de Geraldo Alckmin (PSDB), o empresário Josué Gomes (PR) agradeceu sua 'possível' indicação para integrar a chapa como vice do tucano e disse receber 'com responsabilidade' a confiança demonstrada pelas lideranças que o escolheram.

    Na quinta-feira, o grupo político formado por DEM, PP, PRB, PR e Solidariedade decidiu apoiar a candidatura do ex-governador de São Paulo ao Planalto, mas a formalização do acordo, a se efetivar na próxima semana, depende de algumas condições.

    'Em viagem de trabalho ao Exterior, tomei conhecimento da decisão do Partido da República (PR), ao qual sou filiado, de, juntamente com o DEM, PP, PRB e Solidariedade, apoiar a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República, sugerindo o meu nome como possível vice da chapa', diz o empresário em nota.

    'Recebi com responsabilidade essa possível indicação. Agradeço a confiança que as lideranças depositam em meu nome', afirma, mais adiante.

    Gomes, filho do vice-presidente José Alencar no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, citou frase do pai, na nota, segundo a qual 'vice não manda nada e deve evitar atrapalhar'.

    O empresário também afirmou que irá se 'inteirar' dos encaminhamentos feitos pelos partidos do blocão quando voltar ao Brasil, para que possa 'tomar uma decisão'.

    Na quinta-feira, integrantes do blocão passaram o dia em conversas e reuniões, ocasião em que definiram que tomariam uma direção conjunta na disputa eleitoral e indicariam o nome de Josué para vice.

    Decidiram ainda que o anúncio oficial do apoio a Alckmin ocorrerá na próxima quinta-feira, desde que sejam cumpridas algumas condições: a reeleição do atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e a busca de uma solução para o financiamento de sindicatos, após a extinção do imposto sindical.

    O blocão chegou a tender a um apoio ao pré-candidato ao Planalto pelo PDT, Ciro Gomes. Mas uma contraofensiva dos tucanos somada à entrada do PR na negociação mudou o jogo, além de uma sucessão de atitudes do pedetista provocar uma mudança de humor entre os integrantes do grupo político.

    (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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    Dólar despenca e tem maior queda semanal em 5 meses, abaixo de R$3,80

    Por Claudia Violante

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar despencou e foi abaixo de 3,80 reais nesta sexta-feira, com os investidores respirando mais aliviados diante da cena eleitoral doméstica e sob influência do exterior.

    O dólar recuou 1,84 por cento, a 3,7739 reais na venda, acumulando retração de 2 por cento na semana, a maior desde meados de fevereiro passado (-2,45 por cento).

    Foi ainda a terceira semana consecutiva de baixa, período no qual acumulou perda de 2,67 por cento. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 1,50 por cento no final da tarde.

    Na mínima desta sessão, o dólar bateu em 3,7586 reais, com mais de 2 por cento de baixa, após notícias de que líderes dos partidos do blocão, grupo formado por DEM, PP, PRB, PR e Solidariedade, decidiram fechar apoio ao pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, mas a formalização do apoio depende ainda do 'dever de casa' a ser feito pelas partes. Se concretizado, o apoio garante ao tucano bom espaço nas propagandas na TV.

    Alckmin é visto pelo mercado financeiro como um político mais comprometido com os ajustes fiscais. Até então, as notícias indicavam que o blocão estava pendendo para Ciro Gomes, pré-candidato do PDT nas eleições de outubro.

    'O apoio não significa vitória de Alckmin, nem muda de imediato seu desempenho, mas traz uma perspectiva mais animadora ao investidor e aos mercados', afirmou o operador de câmbio da Advanced Corretora Alessandro Faganello.

    A notícia do apoio a Alckmin acabou levando muitos investidores que estavam comprados em dólar (apostas na valorização da moeda norte-americana) a zerarem posições, o que fez a moeda bater a mínima do dia ainda pela manhã. Mas a cautela não foi totalmente deixada de lado.

    'Entre a eleição e a Presidência tem um cara que é o eleitor', afirmou o gestor de uma corretora estrangeira. 'Se o acordo tiver efeito prático (resultar em intenção de votos), o mercado pode melhorar muito', acrescentou.

    O recuo do dólar ante outras moedas no mercado internacional foi outro fator que contribuiu para a trajetória doméstica. A divisa norte-americana tinha forte baixa ante uma cesta de moedas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressar preocupação com uma moeda mais forte.

    O dólar também caía ante moedas de países emergentes, como o peso chileno.

    O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 14 mil swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 9,8 bilhões de dólares do total de 14,023 bilhões de dólares dos contratos que vencem em agosto.

    (Edição de Patrícia Duarte)

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    ANÁLISE-Apoio do blocão impulsiona campanha de Alckmin, mas embute riscos e não garante vitória

    Por Eduardo Simões

    SÃO PAULO (Reuters) - O apoio dos partidos do chamado blocão ao pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, é importante por dar ao tucano instrumentos relevantes para a campanha eleitoral, mas embute riscos de imagem à candidatura do ex-governador paulista e está longe de colocá-lo em situação confortável para vencer a eleição de outubro.

    E, mesmo que o tucano e seus aliados mais próximos consigam transformar a vantagem de infraestrutura advinda com o apoio do grupo de legendas em vitória eleitoral, Alckmin ainda corre o risco de, se for instalado no Palácio do Planalto, ver sua agenda legislativa refém de uma base formada por siglas conhecidas por sua voracidade por cargos, recursos e fatias do poder.

    'Esses partidos trazem eleitores, votos, para o Alckmin? Eles não trazem votos. Não é uma coisa automática', disse à Reuters o cientista político do Insper Carlos Melo.

    'Ele está adquirindo instrumentos de campanha eleitoral: tempo de televisão e capilaridade. Isso vai se transformar em voto? Essa é a primeira pergunta que se tem que fazer', acrescentou.

    Após reunião com Alckmin em São Paulo na quinta-feira, as lideranças dos partidos do blocão --PP, DEM, PR, PRB e Solidariedade-- decidiram fechar apoio a Alckmin na eleição presidencial, mas o acordo, que deve ser anunciado na próxima semana, só será formalizado após o que o presidente de uma dessas siglas chamou de fazer o 'dever de casa', ou seja, alinhar palanques regionais nos Estados.

    Se emplacar a aliança com o blocão, Alckmin --que já tem o apoio formal do PTB e está praticamente fechado com PSD, PPS e PV-- terá o maior tempo na propaganda eleitoral no rádio e na TV, mecanismo historicamente importante em eleições presidenciais no Brasil.

    ATIVO E PASSIVO

    Ao mesmo tempo, ele atrairá para sua campanha partidos que foram da base de apoio ao presidente Michel Temer, cujo governo é amplamente rejeitado pelo eleitorado, e que têm várias de suas lideranças envolvidas em escândalos de corrupção que vão desde a Lava Jato até o mensalão.

    'O Alckmin ganhou um ativo e contraiu um passivo', avaliou Melo. 'Ao mesmo tempo que o centrão te dá tempo de televisão, ele te dá desgaste de imagem. A identificação com o governo Temer só seria maior se o MDB entrasse.'

    De acordo com o presidente de um dos partidos do blocão que confirmou o acordo à Reuters sob condição de anonimato, o acerto inclui apoio tucano à reeleição do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara dos Deputados.

    Além disso, os partidos do blocão indicarão o empresário Josué Gomes da Silva, dono da Coteminas e filiado ao PR, como vice na chapa de Alckmin, e há relatos de que os partidos do blocão também cobrarão apoio para emplacar o presidente do Senado a partir de 2019.

    De acordo com analistas ouvidos pela Reuters, esse cenário impõe a Alckmin o risco de, se eleito, governar sob forte tutela dos partidos do blocão.

    'O que eventualmente vai ser importante é o quanto Alckmin vai ficar refém do centrão, ou seja, do baixo clero, na implementação da sua agenda futura', disse à Reuters Rafael Cortez, analista político da Tendências Consultoria Integrada.

    'O Alckmin vai precisar construir uma ascendência sobre esses partidos para que a agenda reformista tenha sucesso.'

    RISCO ÀS REFORMAS

    O tucano tem afirmado que, se eleito, levará ao Congresso já em janeiro do ano que vem propostas de reformas como a da Previdência, a tributária e a política. Segundo ele, a estratégia será usar o capital político vindo das urnas para obter aprovação do Congresso às medidas.

    Entretanto, os partidos que agora aderem a Alckmin são os mesmos que, na base aliada de Temer, não aprovaram, por exemplo, a reforma da Previdência, uma das prioridades da agenda legislativa do emedebista. Além disso, há dúvidas sobre se parlamentares dessas legendas darão suporte a medidas que alterem significativamente o atual sistema político.

    Cortez avalia o apoio do blocão a Alckmin como positivo para o tucano no curto prazo, mas afirma, por outro lado, que, embora o apoio dê ao tucano ferramentas e oportunidade para vencer a eleição, os riscos à candidatura dele ainda seguem elevados.

    O analista aponta um risco do que chama de 'sarneyzação' da campanha eleitoral deste ano e faz um paralelo com o pleito de 1989, quando o então presidente José Sarney (PMDB) também era amplamente rejeitado pelo eleitorado e candidatos vistos como próximos a ele --Ulysses Guimarães (PMDB) e Mario Covas (PSDB)-- tiveram desempenho ruim.

    'O que pode ocorrer é a mudança entre os personagens: o Sarney passa a ser o Temer, o Covas e o Ulysses passam a ser (o pré-candidato do MDB Henrique) Meirelles e Geraldo Alckmin. Esse risco ainda é bastante elevado', avaliou.

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