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    Diplomatas reagem mal à indicação de Araújo ao Itamaraty e apontam quebra de hierarquia

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - A reação de diplomatas que atuam no Itamaraty foi a pior possível à indicação de Ernesto Araújo como novo ministro das Relações Exteriores, com alguns deles avaliando que houve uma quebra de hierarquia e um desrespeito à instituição, disseram fontes ouvidas pela Reuters.

    Promovido a ministro de primeira classe --o nome técnico do topo da carreira, o chamado embaixador-- apenas no primeiro semestre deste ano, Araújo é considerado um diplomata excessivamente júnior para o cargo, no que foi visto como uma quebra de hierarquia sem precedentes no Itamaraty.

    'É como se o presidente eleito tivesse indicado um general três estrelas para comandar a Defesa ou o Estado-Maior das Forças Armadas', comparou uma fonte com conhecimento interno do Itamaraty, lembrando que, como militar, Jair Bolsonaro jamais cometeria um erro desses.

    'Nunca um chefe de departamento, um cargo de terceiro escalão, foi alçado a chanceler', disse uma segunda fonte. 'É uma pessoa de perfil bem baixo. É de se questionar que tipo de liderança ele poderá ter.'

    O nome de Araújo, de 51 anos, chegou a surgir como possível chanceler ainda durante a campanha, depois de vir à tona que o diplomata --hoje chefe do Departamento de Estados Unidos e Canadá, um cargo de terceiro escalão no Itamaraty-- criou um blog em que fazia campanha aberta para Bolsonaro. Antes disso, Araújo não tinha relação com o presidente eleito, mas por suas manifestações se aproximou dos filhos de Bolsonaro.

    Parte da equipe do presidente eleito, especialmente o futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general da reserva do Exército Augusto Heleno, e o vice-presidente eleito, general da reserva Hamilton Mourão, defendiam outros nomes. O embaixador aposentado José Alfredo Graça Lima era o preferido de Heleno, enquanto Mourão apontou publicamente o secretário-geral do Itamaraty, Marcos Galvão, como uma alternativa.

    Acabou vencendo, no entanto, a postura ideológica de Araújo, apesar de Bolsonaro bater constantemente na tecla que quer uma política externa sem 'viés ideológico'.

    Diplomatas ouvidos pela Reuters apontam as manifestações do futuro chanceler como um dos principais problemas no comando da instituição, para além do óbvio fato de que, recém-promovido, sem nunca ter chefiado uma embaixada no exterior ou ter tido um cargo de relevância na estrutura diplomática, Araújo não teria a necessária experiência para o cargo.

    'Araújo fez a fama dele junto à equipe do Bolsonaro em cima de um artigo de política externa extremamente controverso, em que ele faz uma defesa apaixonada do presidente norte-americano, Donald Trump. Que capacidade de ação terá a diplomacia brasileira com ele à frente?', disse uma das fontes. 'Aos olhos do mundo, a política externa brasileira passará a ser comandada por um discípulo do trumpismo.'

    Uma outra fonte, apesar de menos incisiva, vai na mesma linha.

    'Ele deixa o Itamaraty refém de uma doutrina que acaba sendo um pouco apaixonada demais para os nosso padrão. Há um discurso de alinhamento automático (com os Estados Unidos) contrário à nossa tradição e aos nossos interesses', explicou.

    Em seus textos no blog, Araújo criticava a esquerda e chegou a fazer um 'poema' em que chamava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de 'poste' do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Também chamava o PT de Partido Terrorista e dizia que lutar contra um governo petista seria 'lutar contra o mal'.

    Em um artigo de 27 páginas publicado na revista Cadernos de Política Externa, da Fundação Alexandre Gusmão do Itamaraty, Araújo faz uma longa defesa de Trump. Para o futuro chanceler, o presidente dos EUA salva a civilização ocidental do 'islamismo radical' e do 'marxismo cultural globalista' e pode salvar o futuro do Ocidente.

    O futuro chanceler serviu em Washington com o ex-chanceler Mauro Vieira, e voltou ao Brasil no início do segundo mandato de Dilma Rousseff, quando Vieira foi chamado para assumir o Itamaraty. Trabalhou no gabinete como auxiliar até a saída de Vieira com o impeachment de Dilma. Desde então, assumiu o cargo de chefe do Departamento de Estados Unidos e Canadá --que, apesar do nome, não lida com os temas centrais em relação aos países do Norte, como comércio--, um posto normalmente ocupado por um ministro.

    Foi promovido a embaixador no primeiro semestre deste ano, mas continuou no mesmo posto por falta de vagas em cargos para embaixador.

    Em breve declaração em Brasília, após ter sido anunciado por Bolsonaro como futuro chanceler, Araújo disse que o Brasil vive 'um momento extraordinário' com a eleição do capitão da reserva do Exército ao Palácio do Planalto.

    'Antes de tudo, (principal linha de trabalho é) garantir que esse momento extraordinário que o Brasil está vivendo com a eleição do presidente Bolsonaro se traduza dentro do Itamaraty. Uma política efetiva, uma política em função do interesse nacional, uma política de um Brasil atuante, de um Brasil feliz, de um Brasil próspero', disse o futuro chanceler.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Após apoio de gabinete, Theresa May se prepara para batalha do Brexit no Parlamento britânico

    Após apoio de gabinete, Theresa May se prepara para batalha do Brexit no Parlamento britânico

    Por William James e Kylie MacLellan

    LONDRES (Reuters) - A primeira-ministra britânica, Theresa May, conquistou apoio de seus principais ministros em relação à primeira versão do acordo de divórcio com a União Europeia nesta quarta-feira, o que a libera para travar uma batalha ainda maior para aprovar o acordo no Parlamento.

    Mais de dois anos depois que o Reino Unido votou em um referendo para deixar a União Europeia, May disse a jornalistas em sua residência em Downing Street que havia conquistado seu gabinete até então dividido, incluindo alguns dos mais importantes apoiadores do Brexit.

    'A decisão coletiva do gabinete foi de que o governo deveria concordar na primeira versão do acordo de retirada e da declaração política', disse May após uma reunião de cinco horas.

    Discursando diante de manifestantes que gritavam palavras de ordem anti-Brexit do outro lado de Downing Street, May disse que o acordo, que tem 585 páginas, foi o melhor que poderia ser negociado.

    'Quando você tira os detalhes, a escolha diante de nós era clara: esse acordo, que entrega o resultado da votação no referendo, que traz novamente o controle das nossas leis financeiras e alfandegária, encerra o trânsito livre, protege empregos e nossa união; ou sair sem nenhum acordo, ou então nada de Brexit', disse.

    Não ficou imediatamente claro se algum ministro deixaria o cargo por conta do acordo, que May espera que irá satisfazer tanto os eleitores quanto os apoiadores da UE ao garantir laços próximos com o bloco após a saída do Reino Unido no dia 29 de março.

    Mas agora, a líder britânica mais fraca em uma geração agora enfrenta a provação de tentar passar seu acordo pelo parlamento, onde seus adversários fizeram fila para criticar o documento, mesmo antes de fazerem sua leitura.

    O Brexit irá lançar a quinta maior economia do mundo ao desconhecido. Muitos temem que a saída irá dividir o Ocidente enquanto ele lida com a presidência nada convencional de Donald Trump nos Estados Unidos e da assertividade crescente da Rússia e da China no cenário global.

    Apoiadores do Brexit admitem que pode haver alguns danos no curto prazo para a economia britânica de 2,9 trilhões de dólares, mas dizem que, no longo prazo, o país irá prosperar ao se libertar da União Europeia - o que classificam como uma experiência de integração europeia dominada pelos alemães.

    VOTAÇÃO NO PARLAMENTO

    May não deu datas para a votação no Parlamento, mas precisará das confirmações de pelos menos 320 dos 650 parlamentares. Não está claro se ela tem esses números.

    'Eu sei que haverá dias difíceis adiante, e essa é uma decisão que acontecerá sob intenso escrutínio, e isso é inteiramente como deveria ser', disse May.

    Durante o encontro do gabinete, jornalistas britânicos disseram que os ânimos entre os parlamentares conservadores partidários do Brexit eram tão exaltados que eles poderiam pedir um voto de não-confiança em sua liderança. Não houve confirmação sobre essa possibilidade.

    O resultado final para o Reino Unido continua incerto: cenários oscilam entre um divórcio calmo até a rejeição do acordo de May, o que potencialmente afundaria seu governo e deixaria o bloco sem nenhum acordo, ou com outro referendo.

    O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, recomendou que os líderes da UE deveriam proceder com uma conferência adiada para carimbar o acordo.

    Mas o diretor de negociações da UE, Michel Barnier, alertou para o fato de que a estrada para garantir uma saída suave do Reino Unido ainda seria longa e potencialmente difícil.

    May, que inicialmente se opunha ao Brexit e chegou ao cargo na turbulência que seguiu o referendo, apostou seu futuro em um acordo que ela espera resolver a charada do Brexit: deixar a UE e ao mesmo tempo preservar os laços mais próximos dentro do possível.

    Mas ela satisfez poucos. Os apoiadores do Brexit no partido de May, que tem sido tomado por um cisma em relação à Europa por décadas, dizem que ela se rendeu à UE e que eles votariam para recusar o acordo.

    Um parlamentar cético em relação à Europa disse que a decisão do gabinete era uma decisão por maioria, e não era unânime.

    Muitos opositores do Brexit também estão chateados por temerem que o Reino Unido estará submetido às regras da UE, não recebendo nenhum benefício como membro. Alguns querem a realização de um novo referendo.

    O líder do partido de oposição Trabalhista, Jeremy Corbyn, chamou o acordo de 'atabalhoado'.

    O Partido Democrático Unionista da Irlanda do Norte (DUP) que compõe o governo de May, disse que não apoiaria qualquer acordo que tratasse a província britânica diferentemente do resto do Reino Unido.

    'Se ela decidir ir contra isso tudo, então haverá consequências', disse a líder do DUP, Arlene Foster, embora tenha se restringido a se opor explicitamente ao acordo. Ela iria se encontrar com May na noite de quarta-feira.

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Em depoimento, Lula trava embates com juíza e chama acusação sobre sítio em Atibaia de 'farsa'

    Em depoimento, Lula trava embates com juíza e chama acusação sobre sítio em Atibaia de 'farsa'

    SÃO PAULO (Reuters) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou um depoimento tenso à juíza substituta Gabriela Hardt no processo sobre o sítio em Atibaia em que travou embates com a magistrada em alguns momentos e classificou de 'farsa' a acusação do Ministério Público Federal de que ele teria recebido propina na forma de reformas realizadas no imóvel.

    Nas mais de duas horas de depoimento, Lula declarou-se 'desconfortável' e demonstrou incômodo durante todo o tempo. Ele se irritou com representantes do MPF e, mais de uma vez, a juíza, que substitui Sérgio Moro nos processos da Lava Jato em Curitiba, pediu que o ex-presidente mudasse seu tom.

    Isso aconteceu logo no começo do depoimento, quando Lula indagou à juíza do que era acusado e, depois da explicação de que a ação se tratava dos supostos benefícios obtidos com a reforma, o petista indagou: 'Doutora, eu só queria perguntar para o meu esclarecimento, porque eu estou disposto a responder toda e qualquer pergunta: eu sou dono do sítio ou não?'

    A juíza, que assumiu os processos após Moro aceitar ser ministro da Justiça do presidente eleito Jair Bolsonaro, foi dura na resposta.

    'Isso é o senhor que tem que responder, não eu, e eu não estou sendo interrogada neste momento', rebateu.

    'Senhor ex-presidente, esse é um interrogatório e se o senhor começar nesse tom comigo a gente vai ter problema. Então vamos começar de novo, eu sou a juíza do caso, eu vou fazer as perguntas que eu preciso para que o caso seja esclarecido, para que eu possa sentenciá-lo, ou algum colega possa sentenciá-lo... Eu não vou responder interrogatório nem questionamentos aqui, está claro?'

    Claramente irritado, Lula, que deixou a sede da Polícia Federal em Curitiba pela primeira vez nesta quarta desde que foi preso em abril, criticou o Ministério Público, referindo-se mais de uma vez à apresentação em power point feita pelo coordenador da força-tarefa da Lava Jato, procurador da República Deltan Dallagnol, que apontava o ex-presidente como chefe de uma organização criminosa que atuava na Petrobras.

    'O primeiro processo que eu fui vítima foi uma farsa, uma mentira do Ministério Público com um power point. A segunda é outra farsa e eu estou pagando esse preço. Eu vou pagar porque sou um homem que crê em Deus, creio na Justiça e um dia a verdade vai prevalecer', afirmou.

    Em outro momento de tensão, Lula disse que, se fosse presidente do PT à época da apresentação do power point, pediria que todos os filiados do partido processassem o MP.

    'Eu estou cansando, não sei até onde isso vai e o que vai acontecer. É um processo de mentira atrás de mentira... e tudo começou com o power point, se o power point tivesse sido desmentido no ato em que ele foi feito', disse Lula.

    'Eu vou dizer uma coisa para você, procurador, que eu não poderia dizer. Quando eu vi o power point, eu falei para o PT, se eu fosse o presidente do PT, eu pediria para que todos os filiados do PT no Brasil inteiro abrissem processo contra o Ministério Público para ele provar.'

    Gabriela Hardt, então, interrompeu Lula e afirmou que ele estava tentando intimidar a acusação.

    'O senhor está intimidando a acusação assim. Por favor, vamos mudar o tom', disse a juíza. 'O senhor está intimidando, instigando. O senhor está intimidando, eu não vou permitir', afirmou a magistrada. Lula negou que estivesse tentando intimidar os procuradores.

    DONA MARISA

    No depoimento, Lula, que é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro no caso por supostamente ter recebido as reformas como vantagem indevida pagas pela Odebrecht, pela OAS e pelo pecuarista José Carlos Bumlai, também disse não acreditar na versão dada por Bumlai e por outros envolvidos de que a ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, já falecida, tenha solicitado a reforma no sítio.

    'Eu tenho muita dúvida se a Dona Marisa pediu para fazer a reforma, muita dúvida. Como ela não está aqui para se explicar, eu fico com a minha dúvida', disse Lula. 'Agora ficou fácil citar o nome da Dona Marisa, porque ela morreu.'

    O ex-presidente afirmou que Dona Marisa não tinha relações com as empreiteiras e que o sítio não pertencia a ela e, portanto, não havia motivo para que ela solicitasse a reforma.

    Lula também disse que não tinha conhecimento das obras de reforma feitas no sítio de Atibaia e declarou, mais de uma vez, que o MPF estava reconhecendo que o imóvel não lhe pertencia. Também mais de uma vez, Gabriela Hardt disse que a acusação não era a de que o petista é o proprietário do sítio.

    'Vamos definir isso? Veja, eu nunca conversei com ninguém sobre as obras no sítio de Atibaia porque eu queria provar que o sítio não era meu. E hoje, aqui, nessa tribuna, vocês me deram o testemunho: o sítio não é do seu Lula', disse.

    'Primeiro, nenhum empresário disse que as obras eram vinculadas a mim. Segundo, você hoje me dá um testemunho de que o sítio não é meu. Eu vim aqui achando que vocês iam me desmoralizar, mostrar um escritura, que eu paguei, que eu recebi, mas vocês não fizeram nada disso.'

    Em nota, a defesa de Lula disse que ele 'rebateu ponto a ponto as infundadas acusações do Ministério Público em seu depoimento, reforçando que durante o seu governo foram tomadas inúmeras providências voltadas ao combate à corrupção e ao controle da gestão pública e que nenhum ato de corrupção ocorrido na Petrobras foi detectado e levado ao seu conhecimento'.

    Lula foi o último acusado a prestar depoimento no processo do sítio. Agora será aberto prazo para que as partes apresentem suas alegações finais e, após isso, o processo ficará pronto para sentença.

    (Por Eduardo Simões, Laís Martins e Leonardo Benassatto)

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    Petrobras ficaria com R$30 bi obtidos com excedente da cessão onerosa, diz fonte

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - A Petrobras ficaria com '30 bilhões de reais ou mais' do total arrecadado com um eventual leilão do excedente de petróleo das áreas da cessão onerosa, com o qual a União espera arrecadar de 120 bilhões a 130 bilhões de reais, afirmou nesta quarta-feira uma fonte da equipe de transição.

    Segundo a fonte, o valor refere-se ao montante a que a companhia tem direito no âmbito da revisão do contrato de cessão onerosa. A Petrobras defende ser credora da União no processo de renegociação.

    O montante poderia ajudar a Petrobras, uma das companhias mais endividadas do setor, a lidar com seus passivos e eventualmente acelerar investimentos. Ao final do terceiro trimestre, a empresa registrou dívida líquida de 72,9 bilhões de dólares.

    As ações da Petrobras aceleraram alta após o ajuste do fechamento na B3, para encerrar o dia a 25,10 reais, com ganhos de 3,55 por cento, após a publicação da reportagem da Reuters. Antes do ajuste, os papéis eram negociados com elevação de 2,7 por cento.

    A fonte, que falou à Reuters em condição de anonimato, afirmou ainda que não está definido qual percentual do valor arrecadado no leilão caberia a Estados e municípios, dentro de acordo feito com o presidente do Senado, Eunício Oliveira, para que haja repartição dos recursos obtidos com o leilão do excedente.

    Mais cedo nesta quarta-feira, Eunício disse a jornalistas que, por conta do compromisso do novo governo com o acordo, colocará o projeto sobre a cessão onerosa em votação no Senado na próxima quarta-feira.

    O próprio Eunício havia citado mais cedo o montante de 120 bilhões a 130 bilhões de reais que a União poderia arrecadar com o leilão, ainda sem data. Mas ele não detalhou a questão relacionada à Petrobras.

    O Senado aprovou na semana passada um requerimento de urgência para a tramitação do projeto de lei da cessão onerosa, que promete abrir caminho para a realização do mega leilão, além de viabilizar acordo entre Petrobras e União necessário para o certame.

    O projeto prevê autorizar a Petrobras a vender para outras empresas até 70 por cento dos direitos de exploração da estatal na área da cessão onerosa.

    O contrato da cessão onerosa foi assinado em 2010 entre o governo e a Petrobras para permitir que a estatal produza até 5 bilhões de barris de óleo equivalente em uma determinada região do pré-sal.

    Uma renegociação do valor do contrato, considerando variáveis como preço do barril do petróleo e câmbio, estava prevista desde o início e deveria ser feita depois que as áreas fossem declaradas comerciais, o que já aconteceu.

    A Petrobras pagou 74,8 bilhões de reais à União na época pelo direito de exploração, mas estima-se que os volumes de petróleo na área da cessão são muito maiores do que os estimados inicialmente, o que levou o governo a buscar a realização de um leilão desses excedentes visando arrecadar bilhões.

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    Em troca de apoio a reformas, Guedes promete a governadores nova distribuição de receitas

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu a ajuda dos governadores na aprovação de reformas no Congresso, especialmente as da Previdência e tributária, prometendo em troca um tratamento mais igualitário dos governos estaduais e uma nova distribuição das receitas obtidas com a arrecadação de impostos.

    Em um almoço organizado pelos governadores eleitos do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), de São Paulo, João Dória (PSDB), e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), Guedes formalizou, segundo alguns dos governadores presentes, o apoio a reformas.

    “Ele sinalizou para uma reforma federativa, envolvendo os governadores, e pediu apoio no Congresso para aprovar as reformas, que os governadores exerçam esse papel de liderança junto às bancadas”, contou o governador eleito do Pará, Helder Barbalho (MDB).

    “A linha central é que se der certo, deu certo para todo mundo. As pautas no Congresso não devem ser exclusivas do governo federal, mas de toda a federação.”

    Guedes não entrou em detalhes sobre a proposta de reforma da Previdência, considerada pelo governo eleito a mais urgente a ser feita e que, diferentemente da expectativa inicial, deverá ser toda formulada e negociada a partir do ano que vem, já que o Congresso não abriu espaço para aprovar parte do texto apresentado pelo governo de Michel Temer este ano, como era de interesse do governo eleito.

    O futuro ministro, no entanto, estressou a necessidade da aprovação, vinculando a possibilidade de atender pleitos dos governadores apenas com o resultado das reformas, que permitiriam ao país retomar uma trajetória mais forte de crescimento.

    REDISTRIBUIÇÃO DE RECURSOS

    Em troca do apoio, Guedes acenou com a solução de uma questão há muito reivindicada pelos governadores: a redistribuição da receita de impostos com os estados, hoje muito concentrada na União.

    “É o discurso dele de menos Brasília e mais Brasil, se propõe a fazer com que as receitas cheguem mais diretamente aos estados e sejam menos concentradas na União, mas amarrando isso ele deixou claro, 'olha, tem que ter receita, tem que ter geração de riqueza, e para gerar receita precisa ter as reformas'. E pediu o apoio à agenda de reformas”, contou o governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

    Na visão dos governadores presentes, havia no grupo reunido em Brasília uma disposição de trabalhar junto com o futuro governo de Bolsonaro, mas um certo ceticismo em relação ao poder de influenciar o Congresso.

    Helder lembrou que os governadores nos últimos anos não têm acompanhado com atenção a agenda federal. Leite ressaltou que os governos estaduais já tiveram mais poder de influenciar suas bancadas, quando tinham mais recursos para investir.

    “Hoje, o poder maior de ajustar a agenda do Congresso é do Presidente da República, mas claro que os governadores podem ajudar, colaborar. E me parece que há uma disposição”, disse.

    Nem todos, no entanto, mostraram entusiasmo com os princípios da reforma da Previdência.

    O governador do Piauí, reeleito, Wellington Dias (PT), afirmou que 'ninguém pode fugir do debate' sobre a Previdência, mas que a atual reforma, 'não se mostra consistente nem no longo prazo e esquece do curto prazo', razão pela qual os governadores não se comprometerão a apoiá-la. Ele disse, contudo, que estão todos abertos a discutir uma nova reforma.

    'Há necessidade de se ter um diálogo e um entendimento para poder ter maioria. Há divergências que precisam ser resolvidas desde o início. Não é razoável (reforma) com medidas que tenham impacto mais forte sobre os mais pobres', afirmou.

    Governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), diz que não é o momento de discutir apoio à reforma, uma vez que o texto ainda não foi apresentado pela equipe de Bolsonaro, afirmando que a discussão será feita no próximo ano.

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    Embaixador admirador de Trump, Ernesto Araújo assumirá Itamaraty de Bolsonaro

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira que o embaixador Ernesto Araújo, um admirador do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, será seu ministro das Relações Exteriores a partir de janeiro.

    'A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de ministro das Relações Exteriores', escreveu Bolsonaro no Twitter.

    Durante a campanha eleitoral em que Bolsonaro foi eleito, Araújo defendeu ideias do então presidenciável do PSL em um blog na internet 'contra o globalismo'. Atual diretor do Departamento de EUA, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty, ele foi recentemente promovido a embaixador e jamais chefiou uma embaixada do Brasil no exterior.

    Em entrevista ao lado de Bolsonaro no Centro Cultural Banco do Brasil, onde está localizada a transição de governo, Araújo elogiou o futuro chefe e disse que o Brasil vive 'um momento extraordinário' com a eleição do capitão da reserva do Exército ao Palácio do Planalto.

    'Antes de tudo, (principal linha de trabalho é) garantir que esse momento extraordinário que o Brasil está vivendo com a eleição do presidente Bolsonaro se traduza dentro do Itamaraty. Uma política efetiva, uma política em função do interesse nacional, uma política de um Brasil atuante, de um Brasil feliz, de um Brasil próspero', disse o futuro chanceler, de 51 anos, acrescentando que não haverá preferência na escolha de parceiros.

    Bolsonaro afirmou que Araújo foi escolhido por seu perfil e por sua iniciativa e terá a missão de incrementar os negócios do Brasil com todo o mundo sem o que chamou de 'viés ideológico'.

    'Obviamente motivar o MRE, incrementar a questão de negócios com o mundo todo sem o viés ideológico, não interessa se de um lado ou de outro. Ter iniciativa e, com todo o respeito, algumas instituições perderam seu brilho ao longo dos últimos anos, queremos o MRE brilhando', disse.

    Araújo é um admirador de Trump, também constantemente elogiado por Bolsonaro.

    Em artigo intitulado 'Trump e o Ocidente', publicado em um periódico diplomático, o futuro chefe do Itamaraty argumenta que o presidente dos EUA está salvando a civilização cristã ocidental do islamismo radical e do “marxismo cultural globalista” ao defender a identidade nacional, os valores familiares e a fé cristã, enquanto a Europa não o faz.

    O Brasil tem a chance de recuperar sua “alma ocidental”, adotar a vertente de nacionalismo de Trump e buscar os interesses nacionais, ao invés de ficar preso a blocos de nações, escreveu ele.

    (Reportagem de Mateus Maia; Reportagem adicional de Eduardo Simões, em São Paulo)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia Procuradores da Operação Trapaça estão perto de decisão sobre denúncias envolvendo a BRF

    Procuradores da Operação Trapaça estão perto de decisão sobre denúncias envolvendo a BRF

    Por Ana Mano

    SÃO PAULO (Reuters) - A investigação no Brasil sobre fraudes supostamente cometidas pela BRF e outras empresas do setor de alimentos está entrando em suas semanas finais, de acordo com autoridades e documentos oficiais, o que pode resultar em oferecimento de denúncia contra os envolvidos até o final deste ano.

    Os procuradores encarregados da chamada Operação Trapaça deverão decidir se denunciam o ex-presidente do conselho de administração da empresa Abilio Diniz e mais de 40 outras pessoas, uma vez que, em 20 de novembro, expira o prazo para que autoridades policiais concluam as chamadas diligências complementares.

    Os documentos da Operação Trapaça revelam possíveis violações de protocolos de segurança alimentar desde pelo menos 2015.

    As investigações, que tiveram início em março de 2017 sob o nome de Carne Fraca, jogam luz sobre a relação entre processadoras de alimentos, fiscais do Ministério da Agricultura (MAPA) e laboratórios certificados pelo governo para atestar a segurança de alimentos vendidos no mercado doméstico e também em países como China, Japão, Oriente Médio e Europa.

    Inicialmente, as investigações revelaram que as empresas teriam subornado fiscais para manter plantas em operação e vender carne produzida fora dos padrões exigidos pelas normas. Essas alegações causaram interrupções na produção e prejudicaram o Brasil no mercado de exportação de carne, que rende cerca de 15 bilhões de dólares ao ano ao país. Até agora, dez réus foram condenados por corrupção na Carne Fraca, inclusive um ex-colaborador da BRF e três agentes do MAPA.

    As denúncias que os procuradores devem analisar em dezembro podem ter relação com o esquema de pagamento de propinas a agentes do serviço de fiscalização, bem como estar ligadas a alegações posteriores de que a BRF, agentes públicos e laboratórios falsificaram e esconderam certos dados incriminatórios relacionados aos seus processos industriais.

    A BRF, que ainda tem 12 plantas de produção de aves proibidas de exportar para a União Europeia depois que Bruxelas apontou 'deficiências' nos controles oficiais do Brasil, posteriormente admitiu a possibilidade de cooperar com as investigações em troca de multas corporativas mais brandas.

    UMA RESPOSTA FIRME

    A Polícia Federal apurou que o problema de contaminação nos frangos da BRF foi percebido por autoridades chinesas em 2015, quando o governo daquele país encontrou traços da substância dioxina acima dos níveis tolerados pelas normas vigentes.

    Ao mesmo tempo que iniciou uma investigação interna, a BRF tentou persuadir autoridades do Brasil a usar dados técnicos elaborados pela própria empresa em sua resposta oficial aos chineses, segundo um relatório da Polícia Federal de 400 páginas. Divulgado no mês passado, o relatório também alega que a empresa tentou fazer lobby junto a oficiais do MAPA para limitar a disseminação da notícia relacionada à dioxina.

    Diniz, que estava em um barco próximo à ilha italiana de Capri quando o assunto da dioxina se tornou público, discutiu o incidente com o então presidente-executivo da BRF, Pedro Faria. 'Muitos dias sem nos falarmos. Preocupado com a questão China porque estou sem notícias... Tudo bem?', disse ele em uma mensagem de setembro de 2015.

    Faria, que também pode virar réu no caso, respondeu que os executivos da empresa haviam feito bom progresso para 'controlar o vazamento da informação e mantê-lo sob controle'. Ele observou ainda que a BRF havia apresentado uma defesa robusta ao MAPA, o que levaria o governo a fornecer 'uma resposta mais firme aos chineses'.

    Após a suspensão das exportações da unidade de Rio Verde (GO), origem dos embarques contaminados com dioxina, o governo revogou a suspensão uma semana depois, segundo as investigações.

    Diniz e Faria negam qualquer irregularidade.

    O episódio da dioxina é apenas um exemplo de violação a protocolos de segurança alimentar da BRF, segundo a PF. De acordo com as investigações, a empresa autorizou o abate em junho de 2016 de um lote de 26.000 aves contaminadas com o patógeno Salmonella Typhimurium. A empresa teria vendido a carne deste lote em dez Estados do Brasil, mas haveria escondido tal decisão dos fiscais, disse o relatório.

    Segundo a Polícia Federal, existem também indícios de que a farinha de pena produzida na unidade de Mineiros (GO) da BRF ainda estivesse contaminada com dioxina em outubro de 2017. Além disso, as autoridades afirmam que em março de 2018 a BRF ainda teria suprimido informação sobre o uso de alguns antibióticos em seus processos industriais.

    REAÇÃO DO MAPA

    A investigação sobre as práticas da indústria alimentícia do país levou o MAPA, após a Carne Fraca, a suspender 19 servidores do exercício da função pública por determinação judicial.

    Eumar Novacki, secretário-executivo do ministério, disse à Reuters recentemente que alguns fiscais trabalham na mesma planta por décadas, o que pode criar conflitos de interesse. Por isso, o MAPA avalia a introdução de um rodízio para evitar o problema, mas não há nenhuma decisão ou mudança na legislação neste sentido.

    Além de punir indivíduos que podem ter violado a lei, Novacki disse que 'uma mudança de cultura' seria providencial, nas empresas e no governo, para alterar de fato o modo como as coisas funcionam.

    (Por Ana Mano, com reportagem adicional de Jake Spring em Brasília)

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia JBS tem resultado melhor que o esperado no 3ºtri e reafirma plano de listagem nos EUA

    JBS tem resultado melhor que o esperado no 3ºtri e reafirma plano de listagem nos EUA

    Por Ana Mano

    SÃO PAULO (Reuters) - A JBS, maior processadora de carne do mundo em vendas, divulgou resultado trimestral mais forte do que o esperado com a força de suas operações de carne bovina no Brasil e nos Estados Unidos, levando as ações da companhia a subirem quase 8 por cento.

    A companhia registrou prejuízo de 133,5 milhões de reais no terceiro trimestre, menor do que o esperado, com as margens mais robustas em carne bovina parcialmente compensadas por maiores despesas financeiras.

    A receita líquida consolidada da JBS cresceu 20 por cento para 49,4 bilhões de reais, em parte devido a um vigoroso aumento nas vendas de carne bovina brasileira e a um aumento de 9 por cento na receita de sua divisão de alimentos processados, a Seara.

    Analistas esperavam, em média, que a JBS tivesse um prejuízo de 905 milhões de reais no trimestre, de acordo com estimativas da Refinitiv.

    Em uma teleconferência nesta quarta-feira, a JBS disse que buscará listar suas ações nos EUA 'o mais rápido possível', para melhor reflitir a realidade operacional da companhia, dada a grande fatia de suas receitas que vêm de fora do Brasil.

    Jerry O'Callaghan, presidente do conselho e diretor de relações com investidores da JBS, não forneceu um prazo para a listagem nos EUA, que já foi adiada depois que a empresa admitiu subornar vários políticos no Brasil e se tornou alvo de uma investigação do Departamento de Justiça dos EUA.

    O executivo também ressaltou que a empresa recentemente conseguiu vender 500 milhões de dólares em títulos, com a demanda chegando a cinco vezes o montante ofertado. 'Isso mostra que o mercado financeiro vê a JBS como uma empresa interessante', disse O'Callaghan.

    Enquanto isso, a JBS disse que manterá seu compromisso com a disciplina financeira. Depois de pagar 4,3 bilhões de dólares em dívidas, a JBS economizará 300 milhões de dólares em pagamentos anuais de juros, informou a empresa.

    Nos EUA, uma economia forte beneficiou a JBS com o aumento do consumo de carne bovina. Por outro lado, o segmento de carne suína da empresa está sofrendo com o aumento da oferta, em meio a uma guerra comercial do governo dos EUA com a China.

    A JBS também relatou alguma fraqueza na subsidiária de frango Pilgrim's Pride, impactada por preços mais baixos nos EUA e no México.

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