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Air New Zealand prevê custos elevados de combustível até 2027

Air New Zealand prevê custos elevados de combustível até 2027

Reuters

06/06/2026

Placeholder - loading - Um avião Boeing 777-300ER da Air New Zealand taxia após aterrissar no Aeroporto Internacional Kingsford Smith em Sydney, Austrália, em 22 de fevereiro de 2018. REUTERS/Daniel Munoz
Um avião Boeing 777-300ER da Air New Zealand taxia após aterrissar no Aeroporto Internacional Kingsford Smith em Sydney, Austrália, em 22 de fevereiro de 2018. REUTERS/Daniel Munoz

Por Rajesh Kumar Singh

RIO DE JANEIRO, ​6 Jun (Reuters) - A Air New Zealand compensou apenas de 25% a 40% do impacto dos preços mais altos do combustível por meio de hedge e aumentos de tarifas, disse o presidente-executivo da empresa, Nikhil Ravishankar, à Reuters neste sábado, enquanto a companhia aérea projeta custos elevados de combustível para o ano fiscal de 2027.

A companhia aérea está projetando o preço do combustível de aviação em torno de US$150 por barril, com ⁠base ⁠no Singapore Jet Index, disse Ravishankar ​durante ‌reunião anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo, no Rio de Janeiro. A Air New Zealand não está enfrentando escassez no fornecimento de combustível, disse ele, mas afirmou que o choque ⁠de preços continua sendo o principal desafio.

A companhia aérea já ​impôs duas rodadas de aumentos de tarifas e poderia considerar outros ​aumentos táticos nos mercados em que ‌a demanda continua ​resistente, disse ⁠Ravishankar.

'Não é possível continuar aumentando os preços infinitamente. O mercado responderá e a demanda diminuirá, e então você voará menos', disse ele em entrevista.

Ravishankar ​disse que a Air New Zealand não espera recorrer aos mercados para obter mais liquidez, argumentando que o balanço patrimonial da companhia aérea e seu portfólio de aeronaves sem ônus lhe davam espaço ​para suportar os preços elevados dos combustíveis por um longo período.

Se os preços dos combustíveis permanecerem elevados, a companhia aérea lançará mão de uma combinação de cortes de custos, negociações com fornecedores, aumentos de tarifas e reduções de capacidade, disse ele.

A Air New Zealand também está se recuperando de problemas com motores e atrasos na entrega de aeronaves ​que, em determinado momento, chegaram a paralisar até 20% de sua frota. ‌Ravishankar disse que esse número ⁠caiu para menos de 5%, com a expectativa de que a maioria das aeronaves volte a voar nos próximos dois a três ⁠meses.

A compensação da Boeing , da Rolls-Royce e da Pratt & ⁠Whitney ajudou a mitigar as perdas, mas ⁠cobriu apenas parcialmente ⁠o ​prejuízo econômico, disse ele.

(Reportagem de Rajesh Kumar Singh no Rio de Janeiro)

Reuters

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