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    Aprender uma nova língua previne o Alzheimer?

    Estudos desvendam este e outros mitos sobre a doença.

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    Grupo de idosos (Foto: Banco de imagens)

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    Você já deve ter ouvido que aprender uma outra língua é uma forma de evitar a demência. Atualmente, as causas e formas de prevenir essas doenças, caracterizadas pela perda cognitiva, ainda são desconhecidas. Alguns estudos, no entanto, indicam que aprender uma nova língua pode de fato ser uma boa.

    Para explorar mais profundamente essa possibilidade, vamos dar uma olhada em alguns equívocos sobre a demência e sobre o envelhecimento cerebral. Em primeiro lugar, esse tipo de doença não é uma parte inevitável do processo normal de envelhecimento. A maioria dos adultos mais velhos não desenvolve Alzheimer ou outras formas de demência. Também é importante lembrar que a doença não é a mesma coisa que o esquecimento normal – em qualquer idade, podemos ter dificuldade em encontrar a palavra exata que queremos ou ter dificuldade em lembrar o nome da pessoa que acabamos de conhecer.

    A pessoa com demência tem problemas mais sérios, como se sentir confusasou se perder em um lugar familiar. Se você esquecer onde estacionou seu carro no shopping, isso é normal; se você esquecer como dirigir um carro, isso pode ser um sinal de que algo mais sério está acontecendo.

    A ideia de que a demência pode ser prevenida baseia-se na comparação do cérebro com um músculo. Quando as pessoas falam sobre o cérebro, às vezes dizem coisas como "É importante exercitar o cérebro" ou "Para se manter mentalmente em forma, você precisa exercitar o cérebro". Embora essas analogias façam sentido, na realidade, esse órgão não é um músculo. Ao contrário dos músculos, o cérebro está sempre ativo e trabalha mesmo durante os períodos de descanso e sono. Além disso, embora algumas células musculares tenham uma duração de apenas alguns dias, as células cerebrais duram uma vida inteira. Não só isso, mas tem sido demonstrado que novas células cerebrais estão sendo criadas ao longo da vida.

    Então, se o cérebro não é um músculo, ele ainda pode ser exercitado? Mais uma vez, os pesquisadores não sabem ao certo. Muitos aplicativos, por exemplo, são criados com essa finalidade: treinar seu cérebro. Mas estudos sugerem que, embora esse tipo de treinamento possa melhorar as habilidades de uma pessoa nas tarefas em si, elas não parecem melhorar outras habilidades. Em outras palavras, a prática de uma tarefa de detecção de letras melhorará, ao longo do tempo, suas habilidades de detecção de letras, mas não aumentará necessariamente suas outras habilidades perceptivas. Basicamente, resolver palavras cruzadas fará de você um melhor solucionador de palavras cruzadas.

    A melhor evidência de que a aprendizagem de línguas estrangeiras confere benefícios cognitivos vem de uma pesquisa com aqueles que já são bilíngües.

     O bilinguismo e o multilinguismo são, na verdade, mais comuns do que se imagina. De fato, estima-se que haja menos falantes monolíngües no mundo do que bilíngues e multilíngues. Embora em muitos países a maioria dos habitantes compartilhe apenas uma língua (por exemplo, Alemanha e Japão), outros países têm várias línguas oficiais.

    No que diz respeito às habilidades cognitivas, a pesquisa sobre aqueles que possuem mais de uma linguagem pinta um quadro encorajador, já que os bilíngues superam os monolíngües em testes de atenção seletiva e multitarefa.

    Estudos

    A psicóloga Ellen Bialystok e sua equipe analisaram 184 indivíduos que frequentaram uma clínica de memória em Toronto, no Canadá. Para aqueles que mostraram sinais de demência, os monolíngües da amostra tinham uma idade média no momento do início de 71,4 anos. Os bilíngues, em comparação, receberam o diagnóstico em 75,5 anos, em média. Em um estudo desse tipo, uma diferença de quatro anos é altamente significativa e não pode ser explicada por outras diferenças sistemáticas entre os dois grupos.

    Uma outra pesquisa feita separadamente na Índia encontrou resultados surpreendentemente semelhantes: pacientes bilíngües desenvolveram sintomas de demência 4,5 anos mais tarde do que os monolíngües, mesmo depois que outros fatores potenciais, como sexo e ocupação, foram controlados. Além disso, os pesquisadores relataram outros efeitos positivos do bilinguismo para habilidades cognitivas, mesmo quando a pessoa adquiriu a linguagem na idade adulta.

    Por mais encorajadores que esses estudos sejam, eles ainda não estabeleceram exatamente como ou por que existem diferenças entre bilíngües e monolíngües. Mais pesquisas são necessárias para determinar o que causou as diferenças na idade de início entre os dois grupos.

    Outros estudos sobre envelhecimento sugerem que estar conectado à comunidade e ter bastante interação social também é importante para evitar o início da demência. Mais uma vez, no entanto, os resultados são muito menos claros do que a mídia popular pode levar você a acreditar. Indivíduos mais velhos que levam vidas sociais ativas são, quase por definição, mais saudáveis ??do que suas contrapartes, que raramente saem de casa ou interagem com outras pessoas. Então, não podemos dizer se ser socialmente ativo impede o início da demência ou se as pessoas que não têm demência têm maior probabilidade de serem socialmente ativas.

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