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    Bailarina negra denuncia racismo no Balé de Berlim

    Foi como um sonho de infância para Chloé Lopes Gomes: ela se tornou a primeira bailarina negra a integrar a Companhia Nacional de Balé de Berlim. Mas a discriminação de sua mestra em relação à cor de

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    Local: Berlim, Alemanha, 20 de janeiro de 2021

    Chloé Lopes Gomes (Bailarina): “Eu perdi totalmente a autoconfiança. É um sentimento horrível. Acima de tudo, me senti sozinha.”

    Chloé é bailarina da primeira companhia de balé de Berlim e acusa a companhia do racismo.

    Chloé Lopes Gomes (Bailarina): “Meu nome é Chloé Lopes Gomes, sou a primeira mulher negra a integrar Staattsballett de Berlim. Eu sou de Nice.”

    Chloé diz que sofreu preconceito por causa da cor de sua pele.

    Chloé Lopes Gomes (Bailarina): “Para mim, integrar essa companhia de balé era um pouco com um sonho de criança que se tornara realidade. É a melhor companhia de balé da Alemanha. Infelizmente, durante esses dois anos e meio, fiquei sob a supervisão de uma mestra de balé que acreditava que a companhia não deveria ter me contratado, porque eu sou negra. Para ela, uma mulher negra num corpo de balé é algo que não é estético nem homogêneo. Por dois anos e meio, ela fez piadas e comentários racistas.”

    A supervisora quis que Chloé usasse maquiagem branca para dançar “O Lago dos Cisnes” e também não permitiu que a bailarina usasse um véu branco, por causa da cor da sua pele. Chloé finalmente decidiu fazer a denúncia, mas seu chefe disse que não havia nada que ele pudesse fazer. Isso porque mestres de balé tem contratos vitalícios.

    Chloé Lopes Gomes (Bailarina): “Mesmo que seus colegas te apoiem, eles não podem dizer nada porque estão na mesma situação que você. Eles assinaram um contrato de um ano e, assim, a instituição fecha os olhos. Você se sente muito só e, mesmo agora que resolvi falar, me sinto mais solitária do que nunca, porque eles simplesmente não fazem nada.”

    O caso de Chloé provocou indignação o Staattsballett de Berlim quer investigar o caso.

    Christiane Theobald (Diretora Artística): “Todas as formas de discriminação e racismo são inaceitáveis na nossa companhia [...]. Tradições devem ser revistas e reavaliadas sob uma perspectiva e consciência diferentes.”

    Chloé só espera que outros bailarinos negros não tenham mais que passar por isso.

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    Escrito por DW

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