BILLY IDOL CELEBRA SOBREVIVÊNCIA EM ENTREVISTA AO THE NEW YORK TIMES
AOS 70 ANOS, ÍCONE DO ROCK REVÊ A TRAJETÓRIA APÓS INDICAÇÃO AO ROCK & ROLL HALL OF FAME E ESTREIA DE DOCUMENTÁRIO NOS CINEMAS
João Carlos
27/02/2026
O cantor britânico Billy Idol voltou ao centro das atenções após conceder uma entrevista ao The New York Times, na qual revisita sua imagem de “bad boy” do rock dos anos 80, marcada por hits como “Rebel Yell”, “White Wedding” e “Dancing With Myself”.
Aos 70 anos e às vésperas de completar meio século de carreira, Idol refletiu sobre os excessos que marcaram sua trajetória, incluindo vícios e comportamentos autodestrutivos. Longe de romantizar o passado, o músico reconhece que sobreviveu a uma fase que poderia ter interrompido sua história. “Sou muito sortudo”, afirmou ao jornal, ressaltando que a combinação entre disposição para correr riscos e determinação artística foi decisiva para sua longevidade.
Indicação ao Rock Hall e o novo documentário
O momento de revisão coincide com a recente indicação de Billy Idol ao Rock & Roll Hall of Fame 2026, reconhecimento que reforça seu impacto duradouro na história do rock.
Pouco depois da indicação, o artista divulgou nas redes sociais o teaser do documentário “Billy Idol Should Be Dead”, dirigido por Jonas Åkerlund. O filme explora sua trajetória desde os anos na cena punk britânica até a explosão global na era da MTV, abordando também os momentos mais turbulentos de sua vida pessoal.
O documentário estreou no Festival de Tribeca em 2025 e teve lançamento nos cinemas dos Estados Unidos em 26 de fevereiro, com exibições especiais em Los Angeles e Nova York nos dias que antecederam a estreia oficial. O site do filme disponibiliza a agenda atualizada com datas e cidades que receberão o longa nos próximos meses.
Meio século de carreira e balanço pessoal
Na entrevista ao The New York Times, Idol sugere que o documentário e seus projetos recentes o ajudaram a fazer um balanço honesto de sua vida artística. O tom é menos provocador e mais reflexivo. Ele reafirma que sempre buscou uma vida movida pela paixão pela música — e que essa convicção foi o fio condutor que o manteve ativo.
Mais do que a persona rebelde, o que emerge agora é a narrativa de sobrevivência e permanência. O “bad boy” dos anos 80 dá lugar a um artista que atravessou décadas, enfrentou excessos e segue relevante no cenário musical.
Para quem quiser se aprofundar

Capa do livro “Dancing With Myself” – Divulgação / Simon & Schuster
A trajetória de Billy Idol também está registrada na autobiografia oficial “Dancing With Myself”, best-seller do The New York Times. Lançado originalmente em 2014, o livro revisita desde sua juventude até o auge da fama internacional, com relatos francos sobre bastidores, vícios, sucessos e reinvenções.
A obra está disponível em edições impressas, digitais e em audiobook narrado pelo próprio artista, oferecendo uma perspectiva complementar ao documentário.
A combinação entre entrevista, filme e livro reforça o momento de revisão histórica na carreira de Billy Idol — um artista que transformou atitude e intensidade em marca registrada e que, décadas depois, continua a revisitar sua própria lenda com honestidade e maturidade.


