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BMW se prepara para negociações com funcionários após alerta sobre lucros

BMW se prepara para negociações com funcionários após alerta sobre lucros

Reuters

19/06/2026

Placeholder - loading - Logotipo da BMW é visto dentro de uma concessionária de carros em Nijmegen, na Holanda, em 26 de fevereiro de 2025 REUTERS/Piroschka van de Wouw
Logotipo da BMW é visto dentro de uma concessionária de carros em Nijmegen, na Holanda, em 26 de fevereiro de 2025 REUTERS/Piroschka van de Wouw

BERLIM, 19 Jun (Reuters) - A BMW e ​representantes dos trabalhadores estão se preparando para negociações depois que a montadora alemã de carros de luxo divulgou um alerta de lucros nesta semana e afirmou que aceleraria as medidas de eficiência, informou nesta sexta-feira um porta-voz do conselho geral de trabalhadores da empresa.

Este foi o terceiro alerta sobre lucros da BMW em três anos, atribuído, pelo menos em parte, à fraqueza do mercado ⁠chinês, ⁠que é o maior mercado ​automotivo ‌do mundo. A empresa também apontou as pressões de custo decorrentes da guerra no Irã.

Analistas afirmaram, após uma teleconferência com a diretoria da BMW para explicar as perspectivas ⁠mais sombrias, que a empresa poderia cortar empregos na ​Europa e acelerar os esforços para localizar a produção na ​América do Norte e na China.

“Estamos ‌inicialmente trabalhando em ​soluções ⁠viáveis, por meio do diálogo e com senso de responsabilidade para com nossos funcionários”, disse o porta-voz do conselho de trabalhadores em ​resposta por email à Reuters, sem fornecer mais detalhes.

Ao contrário da alemã Volkswagen e da Mercedes-Benz , a BMW ainda não anunciou programas abrangentes de demissões em massa, embora seu quadro total ​de funcionários tenha diminuído ligeiramente em 2025, uma tendência que deve continuar neste ano.

As ações da BMW despencaram para o menor nível em quase seis anos após o anúncio, no qual o novo presidente-executivo, Milan Nedeljkovic, prometeu intensificar os cortes estruturais de custos, sinalizando um efeito pontual como resultado disso no segundo ​semestre de 2026.

Atualmente, a empresa prevê uma redução de até 5% ‌em sua força de trabalho ⁠global até o final de 2026. Com pouco menos de 155.000 funcionários, isso significaria a perda de até 7.700 empregos.

Um ⁠porta-voz da empresa afirmou que essas ⁠reduções continuariam a ocorrer por ⁠meio de rotatividade ⁠natural, ​e não por meio de demissões em massa.

(Reportagem de Rachel More)

Reuters

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