Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Chanceler da Alemanha sugere que Ucrânia pode ter que aceitar perda territorial para abrir caminho para adesão à UE

Chanceler da Alemanha sugere que Ucrânia pode ter que aceitar perda territorial para abrir caminho para adesão à UE

Reuters

27/04/2026

Placeholder - loading - Chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, visita o Carolus-Magnus-Gymnasium, em Marsberg, na Alemanha 27 de abril de 2026 REUTERS/Teresa Kroeger
Chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, visita o Carolus-Magnus-Gymnasium, em Marsberg, na Alemanha 27 de abril de 2026 REUTERS/Teresa Kroeger

BERLIM, 27 Abr (Reuters) - O chanceler da ​Alemanha, Friedrich Merz, sugeriu, nesta segunda-feira, que a Ucrânia pode ter que aceitar que partes de seu território permaneçam fora do controle de Kiev em um futuro acordo de paz com a Rússia, relacionando tais concessões às perspectivas de adesão do país à União Europeia.

'Em algum momento, a Ucrânia assinará um acordo de cessar-fogo; em algum momento, esperamos, um tratado de paz com a Rússia. Então, pode ser que parte do território ucraniano ⁠não ⁠seja mais ucraniano', disse Merz ​aos alunos ‌do Carolus-Magnus-Gymnasium em Marsberg, uma cidade na Renânia do Norte-Vestfália, nesta segunda-feira.

'Se o presidente (Volodymyr) Zelenskiy quiser comunicar isso à sua própria população e obter uma maioria para isso, e ele precisar realizar ⁠um referendo sobre isso, então ele deve, ao mesmo tempo, ​dizer ao povo: 'Eu abri o caminho para a Europa para vocês'', ​acrescentou Merz.

O progresso da adesão de Kiev ‌à UE foi ​bloqueado pelo ⁠premiê nacionalista da Hungria Viktor Orbán, mas sua derrota nas eleições no início deste mês aumentou as esperanças de que o país possa avançar para ​a próxima etapa. Atualmente, a Ucrânia tem o status de candidata oficial à UE.

Merz advertiu contra o aumento das esperanças de uma rápida adesão, no entanto, dizendo que a Ucrânia não pode se juntar ​ao bloco enquanto estiver em guerra e deve primeiro atender a critérios rigorosos, incluindo aqueles relativos ao Estado de Direito e ao combate à corrupção.

'Zelenskiy teve a ideia de aderir à UE em 1º de janeiro de 2027. Isso não vai funcionar. Nem mesmo em 1º de janeiro de 2028 é realista', disse Merz.

Ele propôs passos intermediários, tais como funções ​de observador para a Ucrânia nas instituições da UE, que, segundo ele, ‌receberam ampla aprovação entre os líderes ⁠europeus em sua cúpula na semana passada em Chipre, da qual Zelenskiy participou.

A União Europeia aprovou na semana passada um empréstimo de ⁠90 bilhões de euros para a Ucrânia, cobrindo ⁠a maior parte de suas ⁠necessidades até 2027, ⁠mas ​o bloco continua dividido quanto ao ritmo das negociações de adesão.

(Reportagem de Andreas Rinke)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.