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    Testes, que foram feitos em um campo de refugiados na África, apresentaram resultados promissores

    Cientistas criam tecnologia portátil que detecta doenças

    Por Redação, antena 1

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    Pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá,  criaram aparelho portátil capaz de identificar o sarampo e a rubéola.

    Cientistas obtiveram resultados muito satisfatórios em testes feitos na África, apesar de terem enfrentado certas dificuldades, eles, até mesmo, tiveram que adaptar certos materiais de trabalho, utilizando ferramentas mais simples e baratas. A técnica pode ajudar, principalmente, as populações mais remotas.


     Em países desenvolvidos, enfermidades já foram basicamente erradicadas, no entanto, em países mais carentes, a incidência desse tipo de doença é grande.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, anualmente, 134 mil pessoas morrem por conta do sarampo, e 100 mil crianças nascem com problemas decorrentes da rubéola. Em regiões remotas,  o acesso à vacinação e aos cuidados médicos são ainda mais complicados. O foco da equipe canadense foi exatamente esse público. Estudiosos  se dirigiram até um campo de refugiados, no Quênia, na África, um dos maiores do mundo, por sinal, com  160 mil pessoas.
     

    Como funciona

    Pequenas quantidades de líquido são colocadas no dispositivo, que é parecido a um chip de computador. Então, o fluido é processado dentro desse pequeno dispositivo, fabricado pela  impressão 3D, um método de baixo custo. Para que funcione, o chip é colocado na “torradeira”, que transmite impulsos elétricos. Já o objeto responsável pela leitura do resultado é um computador portátil, que realiza o processo em 35 minutos.


    Desafios

    Antes de viajar algumas alterações foram feitas. O equipamento que aplica a sequência de impulsos elétricos para controlar o chip é bem pesado. Então, eles modificaram alguns circuitos com a ajuda de cortadores a laser e, mais uma vez, usaram a impressora 3D, assim, construíram a “torradeira”. Que tem o tamanho de uma caixa de sapato e foi chamada de MR Box (veja na foto), por conta do nome das duas doenças em inglês.

    Pesquisadores desenvolveram, também, um exame bioquímico barato para checar os anticorpos de sarampo, o teste relativo a rubéola já havia sido feito anteriormente. 

    Doenças

    Os testes foram realizados para sarampo e rubéola, por conta da campanha de imunização que ocorria no campo de refugiados na época. Mas, segundo os autores do estudo, objeto é aplicável a qualquer outra doença infecciosa.

    Agora, equipe vem trabalhando em pesquisas desse tipo, focando em outras enfermidades, como, a malária e a zika. 

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