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    Cientistas desenvolvem forma de aferir a pressão através da câmera do celular

    Inicialmente, a tecnologia tinha sido desenvolvida para servir como uma espécie de detector de mentiras.

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    Medidor de pressão (Foto: Pixabay)

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    Na Universidade de Toronto, no Canadá, cientistas estão desenvolvendo uma forma de medir a pressão arterial de pessoas por meio de da câmera do celular. A ideia, no futuro, é facilitar a realização de exames, que poderiam ser feitos por vídeos capturados pelo próprio smartphone.

    A tecnologia é conhecida como imagem óptica transdérmica e foi testada em mais de 1,3 mil pacientes utilizando a câmera de um iPhone. Os resultados, comparados às medições obtidas de forma tradicional, tiveram precisão de 96%.

    O aplicativo, batizado de Anura, funciona graças ao reflexo da hemoglobina com a luz emitida pelos smartphones durante a gravação de um vídeo. E curiosamente, o poder dessa tecnologia foi descoberto por acaso. Na realidade, os cientistas estavam tentando desenvolver um detector de mentiras que utilizasse o sensor óptico dos celulares.

    No Brasil

    Por enquanto, o programa ainda não está disponível para ser usado no Brasil. Mesmo assim, é um grande avanço para a tecnologia e para a área de saúde. Isso porque, presente em grande parte da população brasileira, a hipertensão é a principal causa de insuficiência cardíaca e AVC.

    Os números da doença merecem atenção: estudos recentes mostram que 30% dos brasileiros têm pressão alta. E o que muita gente não sabe é que a doença é, na maioria das vezes, silenciosa, e por isso a medição frequente é importante.

    “Os sintomas de tontura, dor de cabeça, inchaço podem acontecer, mas não é sempre que se manifestam. Não se deve esperar ter algum sintoma para passar pela consulta médica”, alerta Leandro Echenique, cardiologista da rede do plano de saúde premium Amil One, que atua no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

    Diagnóstico

    Para identificar a hipertensão, é preciso uma avaliação global, que inclui aferição da pressão sanguínea, exame físico e exames laboratoriais, que mapearão a circulação do paciente. Não há idade certa para fazer a avaliação, mas ela costuma ser indicada a partir dos 40 anos.

    Entre as pessoas mais propensas à hipertensão, estão aquelas com estresse alto, fumantes e pessoas acima do peso. Aqueles com doenças hormonais e renais, além de quem tem pressão alta no histórico familiar, também estão no grupo de risco.

    Prevenção

    O cardiologista indica a prática de atividades físicas para se proteger contra a hipertensão. Para isso, é necessário prestar atenção em três aspectos: frequência, duração e intensidade dos exercícios. É fundamental que a prática acontece cinco vezes na semana, com pelo menos 30 minutos. Quanto à intensidade, o ideal é que o exercício seja feito de forma moderada.

    Além disso, é essencial cuidar da alimentação. “Alimentos com alto teor de gordura saturada, como frituras, carnes gordas, manteiga, doces, e com sódio, são ruins para o coração. O ideal é uma dieta rica em frutas, vegetais, peixes, azeite de oliva, castanha e nozes”, alerta o especialista.

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