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    Cientistas tentam criar vacina para doença sexualmente transmissível

    Os cientistas podem estar próximos de criar uma vacina contra a clamídia após um teste inicial bem-sucedido.

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    Médico segurando frasco de vacina (Foto: Pixabay)

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    Uma vacina desenvolvida por uma equipe britânica e dinamarquesa se mostrou segura e eficaz durante um estudo controlado randomizado envolvendo 35 mulheres, de acordo com um estudo publicado na revista médica The Lancet Infectious Diseases.

    A clamídia é a infecção bacteriana sexualmente transmissível (IST) mais comum no mundo. Há 131 milhões de novos casos a cada ano, de acordo com o Imperial College London, com até três quartos sem sintomas. No entanto, ela pode causar infertilidade se não for tratada.

    Os pesquisadores do Imperial College de Londres, no Reino Unido, e do Statens Serum Institut (SSI), na Dinamarca, reconhecem que o desenvolvimento da vacina ainda tem um longo caminho a percorrer. No entanto, ela produziu a resposta imune que eles esperavam, e nenhuma das mulheres desenvolveu efeitos colaterais graves.

    "O resultado mais importante é que vimos anticorpos protetores contra a clamídia nos tratos genitais", disse o autor do estudo, Frank Follmann, da SSI, em comunicado. "Nossos testes iniciais mostram que elas impedem que as bactérias da clamídia penetrem nas células do corpo. Isso significa que chegamos muito mais perto de uma vacina contra a doença".

    Este é o primeiro ensaio clínico de uma vacina contra a clamídia genital e representa o mais recente desenvolvimento em 15 anos de pesquisa, de acordo com uma declaração da SSI.

    No entanto, ainda resta muito trabalho a ser feito, de acordo com o autor do estudo, Robin Shattock, do Imperial College.

    "O próximo passo é levar a vacina adiante para novos ensaios, mas até que isso seja feito, não saberemos se ela é realmente protetora ou não", disse ele em comunicado.

    Testes de diagnóstico e tratamentos com antibióticos estão disponíveis, mas os programas nacionais de tratamento tiveram pouco efeito no combate à epidemia global de clamídia, de acordo com comunicado da The Lancet. Os autores do estudo sugerem que uma vacina pode ser a melhor maneira de combater a infecção.

    Uma em cada seis mulheres infectadas com clamídia desenvolve doença inflamatória pélvica, que pode levar a dor pélvica crônica, gravidez ectópica ou infertilidade.

    A infecção por clamídia aumenta a suscetibilidade a outras DSTs e a infecção durante a gravidez aumenta o risco de aborto espontâneo, natimorto e parto prematuro, de acordo com o comunicado.

    "Dado o impacto da epidemia de clamídia na saúde das mulheres, na saúde reprodutiva, na saúde infantil por transmissão vertical e no aumento da suscetibilidade a outras doenças sexualmente transmissíveis, existe uma necessidade médica global não atendida de vacina contra a clamídia genital", disse o autor do estudo, Peter Andersen, do SSI.

    Sarah Gilbert, professora de vacinologia da Universidade de Oxford, que não participou do estudo, disse que são necessárias mais pesquisas, já que este estudo analisou principalmente a segurança da vacina em adultos saudáveis.

    Embora seja cientificamente possível que uma vacina seja disponibilizada em cinco anos, é comum que as vacinas passem 10 ou 20 anos em desenvolvimento, explicou ela.

    Em junho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou números que mostram que mais de um milhão de novos casos de DSTs são contraídos todos os dias. As quatro principais infecções são clamídia, gonorréia, tricomoníase (ou "triqueta") e sífilis.

    Uma média de uma em cada 25 pessoas em todo o mundo tem pelo menos uma dessas DSTs, de acordo com a OMS.

    As informações são da CNN News.

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