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    O aumento nos casos da doença, que ataca o fígado, vinha sendo observados desde 2016 em diferentes países.

    Depois de uma década, surgem novos surtos de Hepatite A em São Paulo e Rio

    Por Redação, antena 1

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    Há uma década, novos casos de Hepatite A vêm diminuindo no país.  No entanto, dois surtos recentes em São Paulo e no Rio de Janeiro reverteram a tendência de queda na incidência da infecção.

    Apesar de semelhantes, os surtos nas duas maiores cidades do país parecem ter sido causados por fenômenos diferentes, segundo especialistas.

    Em São Paulo, a Secretaria Municipal da Saúde atribuiu o avanço ao contato sexual desprotegido – apesar da hepatite A não ser sexualmente transmissível, o contato com a região perianal ou com material fecal pode gerar contaminações. Já no Rio, gestores acreditam que a doença se espalhou por causa do uso de água contaminada com o vírus.

    A contaminação é fecal-oral, o que faz a doença geralmente ser adquirida por água e alimentos em que há a presença dos vírus. Por isso, locais com abastecimento de água irregular, falta de saneamento básico adequado ou com baixas condições de higiene são mais vulneráveis.

    A infecção, causada pelo vírus VHA, geralmente não causa complicações. No entanto, uma pequena parcela dos pacientes pode desenvolver quadros sérios, como a hepatite fulminante, que pode levar à perda do fígado e à morte. E além dos danos ao fígado, a falência hepática que pode ser provocada pela hepatite A pode afetar o funcionamento do cérebro.

    Os sinais que indicam a infecção podem ser confundidos com um resfriado - como febre, mal estar, dor abdominal, náuseas, vômitos e dor no lado direito do abdômen, região onde está localizado o fígado. Mas há sintomas mais claros, como a icterícia, que é o amarelamento dos olhos, a urina escurecida e as fezes muito claras.

    Apesar de sua gravidade, a hepatite A difere da B e da C, que deixam doentes crônicos.

    Desde 2014, o governo brasileiro disponibiliza gratuitamente vacina contra a hepatite A para crianças abaixo de cinco anos e para pessoas que convivem com doenças imunossupressoras, como o HIV e as hepatites B e C.

    Para os grupos que não podem se vacinar na rede pública, a melhor maneira de prevenir é por bons hábitos de higiene - o que inclui lavar sempre as mãos após ir ao banheiro -, além de consumir somente água tratada e potável e cozinhar bem os alimentos.

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