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    Diversos estudos apontam malefícios relacionados a noites mal dormidas

    Especialistas tentam encontrar causas para os problemas; em Paris, clínicas especializadas no problema se multiplicam.

    Por Letícia Furlan

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    Metade dos franceses tem problemas para dormir. Por conta disso, centros especializados que tentam ajudar os pacientes a vencer a insônia se multiplicam pelo país. E, paralelamente, cada vez mais estudos mostram as consequências das noites mal dormidas.

    Segundo um estudo recente o trabalho noturno, executado depois das 22h, aumenta em mais de 30 por cento o risco de desenvolver câncer do seio a longo prazo. Outra pesquisa, essa da Agência Nacional francesa de Segurança Sanitária e de Alimentação, Meio Ambiente e Trabalho, divulgada em 2016, demonstrou que problemas cardíacos e metabólicos também são mais comuns em trabalhadores da noite.

    E ainda tem mais: pessoas com rotinas normais, mas que acumulam o chamado déficit de sono, estão mais expostas à depressão e perdas de memória, já que o sono consolida tudo o que é aprendido durante o dia. Segundo Marc Rey, médico francês do Centro do Sono de Marselha e autor do livro "Quand le sommeil nos éveille", o problema é que durante muito tempo o sono foi considerado "como uma perda de tempo para a sociedade em geral".

    Para melhorar a qualidade do sono, o ideal seria acordar e dormir cedo, esquecer dos happy-hours e preparar o corpo para o repouso. Como para muitos essa é uma rotina inviável, o médico indica que as férias e os fins de semana sejam dedicados de fato ao repouso. “O ideal é organizar nosso ritmo levando em conta nossa necessidade de sono, e não utilizar nosso tempo de sono como uma variável de ajuste à nossa atividade”, declara.

    Clínica especializada

    A rede Morfeu, em Paris, reúne uma equipe multidisciplinar financiada pela Agência Nacional de Saúde francesa. Segundo sua presidente, Sylvie Royart, o objetivo é ajudar os pacientes que sofrem de distúrbios como a insônia crônica ou patologias mais graves, como a apneia do sono.

    Dormir, explica Royart, é algo que se aprende. Os distúrbios de sono são provavelmente genéticos, mas as pesquisas ainda tentam entender por que algumas pessoas simplesmente não conseguem dormir. “A experiência do sono é individual. Você pode preencher todas as condições necessárias e continuar dormindo mal. Depende da sua capacidade de interagir com o sono, e de se desligar de fato do dia a dia ou não. Há também a capacidade de gerenciar suas emoções e de superá-las”, resume.

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