Domicílios com apenas um morador já são quase 20% no Brasil
Homens eram 54,9% das pessoas que moravam sozinhas em 2025, segundo o IBGE
Redação, com informações da Agência IBGE
20/04/2026
O arranjo domiciliar mais frequente no Brasil em 2025 era o nuclear, que correspondeu a 65,6% do total de domicílios, mas apresentou queda em relação a 2012 (68,4%). O arranjo nuclear consiste em um único núcleo formado pelo casal, com ou sem filhos (inclusive adotivos e de criação) ou enteados. São também nucleares as unidades domésticas compostas por mãe com filhos ou pai com filhos, as chamadas monoparentais.
A unidade estendida, constituída pela pessoa responsável com pelo menos um parente, formando uma família que não se enquadra em um dos tipos descritos como nuclear, correspondia a 13,5% em 2025, com redução de 4,4 pontos percentuais em relação a 2012.
Já as unidades domésticas unipessoais, ou seja, compostas apenas por um morador, passaram de 12,2% para 19,7%, um crescimento de 7,5 p.p (8,2 milhões de domicílios a mais). Ao analisar o padrão etário das pessoas em arranjos unipessoais, observou-se que 12% tinham de 15 a 29 anos; 46,8% estavam na faixa de 30 a 59 anos; e 41,2% eram pessoas de 60 anos ou mais.
As informações são da Pnad Contínua: Características dos domicílios e moradores, divulgada na última sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As mulheres eram 45,1% das pessoas que moravam sozinhas em 2025, enquanto os homens eram 54,9%. Há marcantes diferenças entre homens e mulheres que moravam sozinhos quanto ao perfil etário. 56,6% dos homens em arranjos unipessoais tinham 30 a 59 anos, seguidos por aqueles de 60 anos ou mais (28,6%). Entre as mulheres, a maioria situava-se na faixa de 60 anos ou mais (56,5%).
Sudeste e Centro-Oeste tinham os maiores percentuais de domicílios com apenas um morador, com 20,9% e 20,0%, respectivamente, ao passo que a Região Norte registrou a menor proporção (15,1%). Norte e Nordeste assinalaram as maiores proporções de unidades domiciliares estendidas, com 20,1% e 15,5%, respectivamente, enquanto a Região Sul, com 11,0%, registrou a menor proporção.
Redação, com informações da Agência IBGE

