Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Espanhola Telefónica espera maior crescimento e menor alavancagem em 2026

Espanhola Telefónica espera maior crescimento e menor alavancagem em 2026

Reuters

24/02/2026

Placeholder - loading - Logotipo da Telefónica é exibido em sua sede em Barcelona, Espanha, em 3 de maio de 2025. REUTERS/Nacho Doce
Logotipo da Telefónica é exibido em sua sede em Barcelona, Espanha, em 3 de maio de 2025. REUTERS/Nacho Doce

Por David Latona

MADRID, 24 Fev (Reuters) - A gigante ​espanhola de telecomunicações Telefónica anunciou nesta terça-feira que espera que seu lucro ajustado cresça entre 1,5% e 2,5% em 2026, com um aumento semelhante nas receitas, à medida que trabalha para reduzir ainda mais a alavancagem sob sua nova estratégia.

As ações da Telefónica subiam 0,6% e chegaram a avançar cerca de 2,5% na abertura do pregão, após a empresa ter anunciado que o crescimento do lucro básico acelerou no quarto trimestre, ajudando-a a atingir as metas anuais devido ⁠ao ⁠forte desempenho no Brasil e Espanha, ​seus principais ‌mercados.

A Telefónica confirmou que pagaria um dividendo em dinheiro de 0,15 euros por ação para este ano em junho de 2027. Em novembro passado, a empresa anunciou que reduziria pela metade os dividendos deste ⁠ano para reduzir sua relação entre dívida líquida e lucro básico ​anual, que tem como meta cerca de 2,5 vezes até 2028.

Acrescentou que ​a relação entre despesas de capital e ‌receita neste ano ​deve cair ⁠para cerca de 12%, ante 12,4% em 2025.

O lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) em termos constantes aumentou 2,8% no quarto trimestre, para 3,2 ​bilhões de euros (US$3,8 bilhões), em relação ao mesmo período do ano anterior.

Sua unidade espanhola viu todas as principais métricas do ano inteiro melhorarem simultaneamente pela primeira vez desde 2008. Enquanto isso, no Brasil, registrou um crescimento de ​receita de 7,1% e ganhos ajustados de lucro básico de 8,2% em moeda local.

No entanto, a empresa registrou um prejuízo líquido de 4,3 bilhões de euros no ano inteiro devido a itens não recorrentes, incluindo a venda de unidades na América Latina e um programa de demissão voluntária na Espanha.

Essas perdas levaram a empresa ao seu pior balanço desde 2002, quando registrou um prejuízo ​de 5,6 bilhões de euros após provisões para investimentos em licenças 3G na ‌Europa.

O CEO Marc Murtra disse que ⁠a empresa tomou 'decisões difíceis, mas necessárias' para fortalecer sua posição, ao mesmo tempo em que expressou otimismo sobre futuras oportunidades de consolidação na Europa.

As ⁠receitas atingiram 35,1 bilhões de euros, aumento de ⁠1,5% em moeda constante, embora tenham ⁠caído 15% em ⁠termos ​reportados em relação a 2024 devido às alienações na América Latina.

(Reportagem de David Latona)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.