Especialistas dão dez dicas de como diagnosticar o autismo
Ontem, dia 2 de abril, foi comemorado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo.
Letícia Furlan
03/04/2019
Ontem, dia 2 de abril, foi o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas com o objetivo de fazer com que as pessoas conheçam e se familiarizem cada vez mais com esta condição. E para isso, o diagnóstico é o primeiro passo. Segundo especialistas, o rastreamento do autismo deve começar a partir do 16° mês de vida.
A doença, também chamada de transtorno do espectro autista (TEA), apresenta diferentes graus, podendo ter forma leve ou grave, quando há maior comprometimento cognitivo. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e comportamento da criança.
Na avaliação, os especialistas identificam se há prejuízos na interação social, na linguagem, comunicação e padrões repetitivos de comportamento, que são sintomas comuns ao TEA.
“O autismo pode ser diagnosticado em crianças de 2 anos, mas a idade média de diagnóstico é de 5 anos”, alertou Lisa Goring, do Autism Speaks, organização americana de defesa do autismo.
Por não ter cura, o rastreamento precoce do autismo é fundamental. O início do tratamento nos primeiros anos de vida ajuda a reduzir os sintomas e oferece maior apoio ao desenvolvimento e à aprendizagem do paciente. Entretanto, o diagnóstico precoce só é possível se pais e pediatras estiverem atentos aos sintomas que a criança apresenta.
São dez os sinais de alerta que podem ser indícios do transtorno do espectro autista, segundo profissionais da Apae São Paulo. Uma única característica, no entanto, não é sinônimo de autismo, já que a presença do TEA é determinada por um conjunto de comportamentos. Veja a seguir:
1. Pouco contato visual: a criança não sustenta o olhar, ou mesmo não olha quando é chamada;
2. Não interagir com outras pessoas: sorrisos, gestos ou conversas são de pouco interesse de pessoas com essa condição;
3. Bebês que não fazem jogo de imitação: os bebês costumam começam a imitar atitudes e comportamentos por volta dos seis a oito meses de vida. Deve-se ficar atento quanto à ausência desse comportamento;
4. Não atender quando chamado pelo nome: a criança geralmente parece desatenta, sem parecer se interessar pelo que se passa ao redor;
5. Dificuldade em atenção compartilhada: não demonstra interesse em brincadeiras coletivas e parece não entender as brincadeiras;
6. Atraso na fala: crianças acima de dois anos que não fala palavras ou frases devem receber atenção redobrada;
7. Não usar a comunicação não verbal: a criança, geralmente, não usa as mãos para se comunicar;
8. Comportamentos sensoriais incomuns: incômodo com barulhos altos, também não gosta do toque de outras pessoas e pode se irritar com abraços e carinho;
9. Não brincar de ‘faz de conta’: a criança não costuma criar suas próprias histórias, não participa das brincadeiras dos colegas nem utiliza brinquedos para simbolizar personagens.
10. Movimentos estereotipados: apresenta movimentos incomuns, como chacoalhar as mãos, balançar-se para frente e para trás, correr de um lado para outro, pular ou girar sem motivos aparentes.
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