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    Especialistas explicam por que comemos demais quando estressados

    Profissionais da área dão dicas de como superar este problema; confira.

    Por Letícia Furlan

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    Uma pesquisa de 2017 da American Psychological Association (APA) descobriu que dinheiro, trabalho, violência, política e o futuro da nação são fatores estressantes para os americanos (cada um afetando mais da metade dos entrevistados).

    Embora o estresse já seja por si só ruim para o corpo, as maneiras pelas quais as pessoas lidam com ele podem ser tão prejudiciais quanto. A APA descobriu em uma pesquisa que quase 40 por cento dos adultos relataram comer demais ou consumir comidas não tão saudáveis, como junk food, em resposta ao estresse durante o mês anterior.

    Segundo especialistas, isso acontece porque as pessoas procuram conforto na comida por razões fisiológicas e psicológicas. O hormônio cortisol aumenta com o estresse crônico e pode levar ao aumento do apetite, diz a nutricionista Allison Knott.  

    Mas, com a mesma frequência, a comida é usada como uma “estratégia entorpecente”, diz Amanda Baten, psicóloga nutricional. "É uma estratégia de distração da mesma forma que as pessoas podem usar álcool, drogas, sexo ou TV como formas de criar um amortecedor entre si e quaisquer sentimentos difíceis que possam estar experimentando".

    Comer pode, inclusive, desencadear algumas das mesmas reações neurológicas das drogas, embora em menor grau. Segundo pesquisa de imagens cerebrais, consumir carboidratos e açúcares “pode ??realmente ativar os centros de prazer do cérebro", diz Baten.

    Pesquisas mostraram que o açúcar, como a heroína ou a cocaína, pode fazer com que a dopamina, substância química, se alimente do núcleo accumbens, a parte do cérebro responsável pelo prazer e pela recompensa. O açúcar também pode liberar opioides endógenos, os analgésicos naturais do corpo, o que cria um efeito agradável. 

    Mas, assim como drogas e álcool, comer não é uma cura para o estresse. Uma resposta mais saudável, diz Baten, é reconhecer que o estresse e as emoções negativas acontecem, e que temos que encontrar maneiras sustentáveis ??de enfrentá-los.

    "Somos criados em uma cultura que nos diz que não devemos ter sentimentos negativos - não devemos ficar tristes, não devemos ficar com raiva", diz Baten. "Há uma distinção a ser feita entre o que é uma emoção negativa adequada e saudável que realmente nos guia para resolver problemas, tolerando esse sentimento, contra o que se torna a reação ou sentimento emocional negativo doentio”, acrescentou a especialista.

    Para evitar uma alimentação irracional, é importante entender a diferença entre a fome emocional e a física. Antes de comer, é importante fazer um balanço de como você está se sentindo fisicamente e mentalmente, diz Knott. A fome muitas vezes é acompanhada por sintomas físicos, como estômago roncando ou vazio, pouca energia e dor de cabeça.  

    E, para evitar essa situação, quando você estiver no meio de uma situação estressante, qualquer distração saudável - como dar uma volta, tomar ar fresco, fazer uma meditação rápida ou ligar para um amigo - pode ajudar a evitar o consumo de comidas não saudáveis, diz Baten.

    Mas, a longo prazo, chegar à raiz do problema é o mais importante. Hábitos saudáveis, ??como exercícios, sono e nutrição adequada, são todos os apaziguadores do estresse, diz Baten. E se você lutar constantemente com o estresse emocional ou alimentar, pode valer a pena falar com um profissional, que pode ajudá-lo a resolver os problemas subjacentes. 

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