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    Estudo descobre possível tratamento para câncer de próstata com menos efeitos colaterais

    A associação de um vírus geneticamente modificado e um quimioterápico se mostrou eficaz no combate ao câncer de próstata.

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    Pesquisadores do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) descobriram que a associação de um vírus geneticamente modificado e um quimioterápico se mostrou eficaz no combate ao câncer de próstata.  Em camundongos, a combinação deixava as células tumorais mais sensíveis ao tratamento. Isso fez com que a quantidade de medicamento necessária para tratar a doença fosse reduzida, diminuindo também os efeitos colaterais.

    O vírus utilizado foi da família do adenovírus e o gene foi o p53, também presente nos seres humanos, que tem a função de atuar no combate às células que ameaçam o organismo. Os resultados positivos ocorreram quando a combinação foi utilizada com o medicamento cabazitaxel, quimioterápico que costuma ser usado em pacientes com a doença.

    "Nesse estudo, o que fizemos foi usar um vírus modificado e colocamos esse gene, que funciona como um supressor do tumor. Ele funciona basicamente coordenando a morte de células que estão passando por algum tipo de estresse e, normalmente, nos protege contra a formação de tumores. Nosso trabalho foi mostrar como a terapia gênica ia funcionar em coordenação com a quimioterapia tipicamente utilizada no câncer de próstata. A combinação resultou com o fim do câncer de próstata, quando em camundongos", explica Bryan Eric Strauss, diretor do Laboratório de Vetores Virais no Centro de Investigação Translacional em Oncologia (CTO) do Icesp. 

    Em 48 horas já era possível observar a morte das células tumorais e em 90 dias o tumor não cresceu. Com a técnica, a eliminação do tumor, segundo Strauss, ocorreu com uma utilização menor de quimioterápico, o que contribuiu para a redução dos efeitos colaterais do tratamento.

    O câncer de próstata, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), é o segundo tipo de câncer que mais afeta os homens, com estimativa de 68.220 novos casos por ano.

    Neste estudo, as doses foram aplicadas diretamente nas células tumorais através de um procedimento minimamente invasivo. Nas próximas fases, a ideia é desenvolver métodos para que a terapia não só atinja o câncer de próstata, mas evite metástases. Os pesquisadores também pretendem, no futuro, testar o método em seres humanos.

    A pesquisa, que foi publicada na revista científica Gene Therapy, recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

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