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    Estudo encontra ligação entre gordura corporal e tamanho do cérebro

    Segundo os resultados, a massa cinzenta daqueles com maior relação cintura-quadril e IMC seria menor.

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    Um estudo recente encontrou uma ligação intrigante entre a gordura corporal e o tamanho do cérebro. Até então, muitos problemas de saúde já eram associados ao excesso de gordura, como aumento do risco de doença cardíaca, diabetes tipo 2 e problemas respiratórios.

    Em um estudo publicado no Neurology Journals, os pesquisadores analisaram imagens cerebrais de cerca de 10 mil pessoas inscritas no estudo do Reino Unido Biobank, que inclui informações de saúde de mais de 500 mil voluntários. No estudo, os cientistas compararam as medições do índice de massa corporal (IMC), bem como as medidas da relação cintura-quadril realizadas entre 2006 e 2010.

    Os cientistas descobriram que as pessoas com maiores valores de IMC (definidos como iguais ou maiores que 30 kg/m2) e maiores na relação cintura-quadril apresentaram menor volume de massa cinzenta no cérebro em comparação com aqueles que eram mais magros. Esse efeito permaneceu forte mesmo depois que os pesquisadores explicaram outros fatores que podem afetar o volume cerebral, incluindo idade, história de tabagismo, educação, atividade física e história de doença mental.

    "A mensagem para levar para casa é que estar com sobrepeso e obesidade tem uma infinidade de efeitos sobre a saúde, por isso não é surpreendente que a obesidade também vai ter um efeito sobre a nossa saúde do cérebro", diz Mark Hamer, professor de medicina na Universidade de Loughborough, no Reino Unido, e principal autor do estudo.

    Analisar tanto o IMC quanto a relação entre cintura e quadril esclarece qual o papel que diferentes tipos de gordura corporal podem exercer na ação do cérebro, diz Hamer. O IMC é uma leitura geral da gordura corporal, mas como ele avalia o peso em comparação com a altura, as pessoas mais altas e aquelas com mais massa muscular podem ter leituras mais altas, mesmo que sejam magras. A gordura acumulada ao redor do meio, que seria representada por uma alta relação cintura-quadril, tende a ter mais efeitos tóxicos, pois costuma envolver órgãos abdominais como o fígado, o estômago e os intestinos do que a gordura subcutânea, que se forma sob a pele.

    Os achados de Hamer confirmaram essa tendência, uma vez que ele descobriu que as pessoas com leituras elevadas de IMC e baixas relações cintura-quadril mostraram volumes semelhantes de massa cinzenta para pessoas que não eram obesas. Pessoas com altas medidas de IMC e alta relação cintura-quadril, por outro lado, apresentaram os menores volumes de massa cinzenta.

    Embora os resultados apontem para uma possível associação entre obesidade e volume cerebral, eles não estabelecem que a gordura corporal necessariamente cause alterações no cérebro. Como o estudo analisou somente a gordura corporal e as imagens cerebrais em um único ponto no tempo para todos os participantes, também é possível que o efeito reverso esteja ocorrendo e que as mudanças cerebrais sejam responsáveis ??pela mudança nos hábitos alimentares e saciedade e, portanto, impulsionem o aumento na gordura corporal.

    Para descobrir isso, os pesquisadores teriam que seguir as mesmas pessoas ao longo do tempo e registrar mudanças no peso corporal e no volume cerebral. "Seria bom ver se a perda de peso induzida experimentalmente realmente afeta as mudanças no cérebro", diz Hamer.

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