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    Estudo inédito revela que metade dos brasileiros sofre com a má digestão

    Entre os sintomas, estão o refluxo, a azia e a tosse seca.

    Por Letícia Furlan

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    Um levantamento inédito da Federação Brasileira de Gastroenterologia apontou que quase metade dos brasileiros sente algum sintoma de má digestão. Entre eles, refluxo, azia e tosse seca.

    O levantamento considerou não apenas os sintomas, mas também o impacto do problema no cotidiano das pessoas. “Atrapalha a qualidade de vida. Sabíamos que era muito frequente, mas não tínhamos ideia de que quase metade da população apresentava (má digestão) - e quem mais sofre são as mulheres. Tínhamos o interesse em descobrir até para ajudar essa população”, diz Flávio Quilici, presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia.

    A pesquisa, realizada em junho, mostrou que os sintomas causam prejuízos na vida pessoal e profissional para 93 por cento dos entrevistados. Deles, a maioria relatou sentir a qualidade do sono afetada e disse que já apresentou sintomas durante o horário de trabalho.

    Apesar de a azia ter liderado entre os sintomas, o refluxo é o problema que mais causa desconforto. Ele foi apontado por cinco em cada dez entrevistados entre os problemas que ocorrem semanalmente.

    A pesquisa também destacou outras reclamações dos pacientes que nem sempre estão associadas a problemas de digestão, como a tosse seca e o mau hálito. “Conseguimos ver que alguns fatores correlatos, como o sobrepeso e o hábito de fumar, pioram esses sintomas. E isso não escolhe classe social nem idade”, diz Quilici.

    Tratamentos

    Ricardo Barbuti, gastroenterologista clínico do Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP), diz que o paciente deve manter hábitos saudáveis. “A dieta tem de ser equilibrada. Os exercícios são importantes para ter um funcionamento saudável da parte digestiva. Essas doenças têm relação com maus hábitos, com o uso excessivo de medicamentos”.

    De acordo com o especialista, até a internet pode ser um inimigo, porque as pessoas tomam medicamentos sem respaldo científico, e retardam a vinda ao médico, o que pode fazer com que demorem a receber o tratamento adequado, fazendo com que a doença evolua.

    Além disso, o gastroenterologista alerta que o uso indiscriminado de anti-inflamatórios pode prejudicar o estômago.

    Segundo a pesquisa, ao ter os sintomas, 45 por cento medicam-se; 52 por cento tomam antiácido. Entre as justificativas para não ir ao médico, aparecem: não achei necessário (30%), melhorei (26%) e não costumo ir (21%). 

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