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    Estudo revela que partículas de poluição podem prejudicar o feto

    A dica dos especialistas é que mulheres grávidas evitem vias muito movimentadas.

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    Mulher grávida (Foto: Pixabay)

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    Segundo matéria da BBC News, partículas de carbono preto, ou fuligem, podem atravessar a placenta, segundo um estudo.

    A pesquisa da Nature Communications é a primeira evidência direta de que as partículas podem entrar na parte da placenta que alimenta o feto em desenvolvimento.

    Este poderia ser o primeiro passo para explicar por que a alta poluição está ligada a um risco aumentado de aborto, nascimento prematuro e baixo peso ao nascer.

    Especialistas disseram que as mulheres podem tomar medidas, como evitar locais muito poluídos, como avenidas movimentadas. Mas eles alertaram que o combate à poluição do ar pode ser alcançado apenas no "nível político".

    Sabe-se que substâncias como álcool, nicotina e outras drogas são capazes de atravessar a placenta, razão pela qual as mulheres são aconselhadas a evitá-las durante a gravidez.

    Os cientistas deste estudo analisaram placentas de cinco nascimentos prematuros e 23 nascimentos normais. Usando imagens de alta resolução, eles encontraram partículas de carbono preto no lado fetal em cada uma das placentas estudadas. 

    As 10 mães que viviam mais próximas a ruas movimentadas e que foram expostas a níveis mais altos de poluição durante a gravidez apresentaram os mais altos níveis de partículas na placenta, em comparação com as 10 que foram expostas a níveis mais baixos e viveram longe de vias movimentada. 

    Os pesquisadores sugerem que as partículas viajam dos pulmões da mãe para a placenta.

    Escrevendo na revista, os cientistas da Universidade Hasselt, na Bélgica, liderados pelo professor Tim Narwot, disseram que os resultados demonstram que a barreira placentária humana não é impenetrável para partículas. "Mais pesquisas terão que mostrar se as partículas atravessam a placenta e atingem o feto" e se "representam um mecanismo potencial que explica os efeitos prejudiciais à saúde da poluição, desde o início da vida", acrescentaram.

    O professor Jonathan Grigg, especialista em efeitos da poluição do ar em crianças, da Universidade Queen Mary, de Londres, disse: "Há evidências epidemiológicas muito fortes de que a exposição materna a partículas da poluição do ar está associada a resultados adversos, como aborto espontâneo. 

     

     

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