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FERGIE REENCONTRA BLACK EYED PEAS NO AMAS

APARIÇÃO SURPRESA AO LADO DE WILL.I.AM, APL.DE.AP E TABOO CELEBROU “ROCK THAT BODY” E REACENDEU A NOSTALGIA DOS ANOS 2000

João Carlos

26/05/2026

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Créditos da imagem: Ethan Miller/Getty Images

Um dos momentos mais comentados do American Music Awards 2026 veio com sabor de reencontro. Fergie subiu ao palco ao lado de will.i.am, apl.de.ap e Taboo, retomando por alguns minutos a formação mais popular do Black Eyed Peas durante a entrega do prêmio de Melhor Música Nostálgica para “Rock That Body”.

A cerimônia aconteceu na noite de segunda-feira, 25 de maio, na MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas, com apresentação de Queen Latifah. A edição de 2026 teve uma proposta especialmente conectada à memória afetiva da música pop, reunindo nomes atuais, homenagens e retornos de artistas que marcaram diferentes gerações.

Um reencontro com clima de memória pop

A aparição de Fergie foi tratada como surpresa pela imprensa internacional. A People destacou que os quatro integrantes — apl.de.ap, will.i.am, Fergie e Taboo — levaram o público ao entusiasmo ao aceitarem o prêmio. A revista também registrou que a cantora fez uma menção ao filho, Axl, e agradeceu aos fãs por ajudarem a recolocar a música em evidência.

A Entertainment Weekly também colocou o reencontro entre os destaques da noite. Segundo a publicação, Fergie apareceu no palco com seus antigos companheiros de grupo para receber o prêmio por “Rock That Body”, hit lançado em 2010, em um dos momentos de maior impacto nostálgico da premiação.

O Black Eyed Peas marcou profundamente a música pop dos anos 2000, emplacando sucessos que marcaram forte presença no rádio, pistas, videoclipes e festas ao redor do mundo. Ver a cantora novamente ao lado do grupo no palco de uma grande premiação americana trouxe de volta uma fase em que o pop dançante dominava as paradas com refrões imediatos e produção futurista.

Por que Fergie foi o centro da repercussão

Fergie entrou no Black Eyed Peas em 2002 e participou dos quatro álbuns mais associados ao auge comercial do grupo: Elephunk, Monkey Business, The E.N.D. e The Beginning. O último álbum do grupo com Fergie foi The Beginning, lançado em 2010, e que ela se afastou da formação nos anos seguintes para seguir sua trajetória solo.

Esse histórico ajuda a explicar por que o reencontro chamou tanta atenção. Fergie foi uma peça decisiva na virada pop do Black Eyed Peas. A presença dela deu ao grupo uma combinação muito própria de rap, pop, dance e refrões radiofônicos — fórmula que marcou uma geração.

Em entrevistas, os integrantes também já haviam tratado Fergie como “irmã” e explicado que o afastamento dela tinha relação com o desejo de se dedicar à maternidade. O tom sempre foi de respeito e apoio, o que tornou o reencontro no AMAs ainda mais simbólico.

O peso de “Rock That Body”

“Rock That Body” venceu a categoria Best Throwback Song, traduzida aqui como Melhor Música Nostálgica. A categoria apareceu na lista oficial de categorias anunciadas para a 52ª edição do American Music Awards, ao lado de outros recortes voltados a músicas, álbuns, turnês, artistas revelação e momentos culturais do ano.

Na disputa, o Black Eyed Peas superou “What’s Up”, do 4 Non Blondes, e “Iris”, do Goo Goo Dolls, duas canções também muito ligadas à memória afetiva do público adulto contemporâneo. A página oficial de indicados e vencedores do AMAs confirma “Rock That Body” como a vencedora da categoria.

A escolha conversa diretamente com o espírito atual da indústria musical. Canções de décadas recentes têm voltado às paradas, playlists e redes sociais impulsionadas por vídeos curtos, redescobertas geracionais e novas leituras de hits que fizeram parte da formação musical de milhões de ouvintes. No caso de “Rock That Body”, a volta ao palco com Fergie deu ao prêmio uma camada emocional além da vitória em si.

O sucesso

Lançada oficialmente em janeiro de 2010, “Rock That Body” foi um dos singles do álbum The E.N.D. (The Energy Never Dies), disco que consolidou o Black Eyed Peas como um dos maiores fenômenos pop do fim dos anos 2000. Produzida por will.i.am, a faixa misturava pop eletrônico, hip-hop e música de pista em uma linguagem futurista que ajudou a definir o som daquela época.

O álbum havia sido lançado originalmente em 2009 e se transformou em um marco comercial para o grupo. Além de “Rock That Body”, o projeto também revelou sucessos gigantescos como “Boom Boom Pow”, “I Gotta Feeling”, “Meet Me Halfway” e “Imma Be”, músicas que dominaram rádios, pistas e plataformas digitais em diversos países. (interscope.com)

Nos Estados Unidos, “Rock That Body” alcançou o Top 10 da Billboard Hot 100 em 2010, enquanto The E.N.D. recebeu múltiplas certificações internacionais e ajudou o Black Eyed Peas a estabelecer um dos períodos mais dominantes da música pop naquele momento.

A era de ouro do Black Eyed Peas

O Black Eyed Peas acumula seis prêmios Grammy e vendas estimadas em cerca de 35 milhões de álbuns e 120 milhões de singles ao redor do mundo.

A Recording Academy, responsável pelo Grammy, registra seis vitórias e 15 indicações para o grupo, com destaque para o impacto comercial e cultural da era The E.N.D., fase que transformou o quarteto em um dos maiores fenômenos do pop eletrônico dos anos 2000.

Nas paradas britânicas, a Official Charts Company informa que o Black Eyed Peas conquistou cinco singles em 1º lugar no Reino Unido, consolidando uma sequência rara de sucessos internacionais naquele período.

Nos Estados Unidos, a Billboard registra três músicas do grupo no topo da Hot 100 e relembra o recorde de 26 semanas consecutivas em 1º lugar alcançado em 2009 — uma das marcas mais expressivas já registradas por um grupo ou dupla na história da parada americana.

O que se sabe sobre um possível retorno

O reencontro naturalmente alimentou a imaginação dos fãs, mas até o fechamento desta matéria não houve anúncio oficial de uma turnê, residência ou retorno definitivo de Fergie ao Black Eyed Peas. Por isso, o momento deve ser tratado como uma reunião especial no palco do AMAs, não como confirmação de comeback.

Ainda assim, a cena tem peso. Desde meados de dezembro de 2025, a imprensa já havia noticiado um reencontro privado de Fergie com will.i.am, apl.de.ap e Taboo para celebrar aniversários marcantes. Na ocasião, a cantora falou em uma noite de afeto e gratidão ao lado de seus “irmãos”, sinalizando que os laços pessoais seguem preservados.

O impacto do reencontro

A reunião do Black Eyed Peas com Fergie funciona como um retrato do pop atual: a nostalgia deixou de ser apenas lembrança e passou a ser parte ativa da indústria. Músicas que marcaram os anos 2000 voltam a circular com força, alcançam novas gerações e ganham novos significados quando reaparecem em premiações, vídeos, playlists e redes sociais.

Para Fergie, o momento também resgata uma imagem muito querida pelo público. Ela não precisou anunciar uma nova fase nem lançar um projeto inédito para movimentar a conversa: bastou aparecer ao lado do grupo que ajudou a transformar em fenômeno global.

Para o Black Eyed Peas, a vitória de “Rock That Body” mostra que o repertório daquela fase continua vivo. Mais do que um prêmio nostálgico, o encontro no AMAs lembrou que certas músicas não ficam presas ao ano em que foram lançadas. Elas voltam quando o público decide dançar, cantar e sentir tudo outra vez.

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