FESTIVAL DE MONTREUX ENCERRA EDIÇÃO COMEMORATIVA DE 60 ANOS
EVENTO REUNIU MAIS DE 250 MIL PESSOAS E TEVE LEWIS CAPALDI, STING, RAYE E JAMES TAYLOR ENTRE OS DESTAQUES
João Carlos
21/07/2026
O Montreux Jazz Festival 2026 encerrou sua 60ª edição no último sábado, 18 de julho, com mais de 250 mil visitantes e ampla repercussão na imprensa internacional. Realizado durante 16 dias às margens do Lago Léman, na Suíça, o evento marcou o retorno ao renovado Centro de Congressos e ao tradicional Auditorium Stravinski.
Embora o público total tenha permanecido próximo ao registrado em 2025, os organizadores comemoraram a alta ocupação dos espaços pagos. As salas alcançaram média de 91%, enquanto o Montreux Jazz Lab registrou seu melhor resultado desde a inauguração, em 2013.
RAYE protagonizou a abertura
RAYE foi reponsável por uma das apresentações mais elogiadas do evento. Criado especialmente para a edição comemorativa, o espetáculo percorreu diferentes capítulos da história do evento e prestou homenagens a nomes como Nina Simone, Prince e Ray Charles.
A noite ganhou contornos ainda mais especiais com as participações de Mark Ronson e Alicia Keys. Ao piano, Keys dividiu o palco com a cantora britânica em um dos momentos mais celebrados da abertura.
A imprensa destacou a potência vocal de RAYE, a elegância dos arranjos e a maneira como o show conectou o legado de Montreux à música contemporânea.
Rock, pop e música eletrônica
O Deep Purple voltou à cidade ligada à criação de “Smoke on the Water” e protagonizou uma das noites mais simbólicas da edição. Lewis Capaldi, Ezra Collective, Joy Crookes, The Roots e Zara Larsson também apareceram entre os shows mais elogiados.
Em sua estreia no festival, Moby transformou o Auditorium Stravinski em uma grande pista de dança, alternando sucessos eletrônicos com momentos mais introspectivos.
A cantora portuguesa MARO conquistou o público com uma apresentação delicada, enquanto Sting, Van Morrison e James Taylor reforçaram o espaço reservado aos artistas consagrados.
Liniker representa o Brasil
A participação brasileira teve como grande destaque Liniker, que se apresentou no Montreux Jazz Lab com ingressos esgotados. Misturando soul, samba, jazz, pop e MPB, a cantora foi citada entre os artistas que simbolizam a renovação do festival.
Liniker também destacou a importância pessoal do concerto, lembrando que acompanhava as apresentações brasileiras em Montreux desde a adolescência.
Festival amplia presença digital
Além do público presencial, a edição de 2026 alcançou forte audiência na internet. Mais de 50 concertos foram transmitidos ao vivo, e os conteúdos publicados nas redes sociais e no YouTube somaram cerca de 9,5 milhões de visualizações.
O saldo da imprensa foi amplamente positivo. Montreux celebrou seis décadas recuperando seus palcos tradicionais, reunindo diferentes gerações e mostrando que continua relevante muito além do jazz.


