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GEORGE MICHAEL E ELTON JOHN: O ENCONTRO QUE MARCOU O POP

DUETO SURPRESA EM WEMBLEY, EM 1991, LEVOU “DON’T LET THE SUN GO DOWN ON ME” AO TOPO DAS PARADAS

João Carlos

17/02/2026

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Crédito da imagem: Dave Benett/Getty Images

Quando George Michael iniciou os primeiros acordes de Don't Let The Sun Go Down On Me na Wembley Arena, em Londres, em 23 de março de 1991, o público acreditava assistir apenas a mais uma interpretação poderosa do clássico lançado por Elton John em 1974.

O que ninguém esperava era a entrada surpresa do próprio Elton no palco. O momento, capturado ao vivo, tornou-se um dos duetos mais emblemáticos da história da música pop.

A origem de um clássico

“Don’t Let The Sun Go Down On Me” foi originalmente lançada no álbum Caribou, em 1974. Escrita por Elton John e seu parceiro criativo Bernie Taupin, a canção já era um dos pilares do repertório do cantor.

George Michael, que nos anos 1980 se consolidou como uma das vozes mais marcantes do pop britânico após o sucesso do Wham! e do álbum Faith, costumava incluir a música em seus shows como forma de homenagem.

A noite em Wembley

Hulton Archive, Getty Images

Durante a turnê Cover to Cover, George Michael decidiu manter a tradição de cantar o clássico. Mas naquela noite específica, Elton John surgiu no palco de forma inesperada.

A reação do público foi imediata. O que começou como performance solo transformou-se em diálogo vocal intenso entre duas gerações da música britânica. Não havia competição. Havia admiração.

A química entre os dois artistas foi evidente — tanto na troca de olhares quanto na entrega emocional.

Do palco para o topo das paradas

A gravação ao vivo foi lançada como single no fim de 1991. O impacto foi imediato:

Nº 1 no Reino Unido

Nº 1 na Billboard Hot 100 dos Estados Unidos

Milhões de cópias vendidas mundialmente

A versão tornou-se tão marcante que, para muitos ouvintes, passou a ser a interpretação definitiva da música.

Mais do que um sucesso comercial

O dueto também simbolizou algo maior. Elton John sempre demonstrou apoio público a George Michael, especialmente em momentos de exposição e pressão da indústria.

Anos depois, Elton descreveu George como “um dos maiores vocalistas britânicos de todos os tempos”. A admiração era mútua.

A parceria consolidou uma amizade que atravessou décadas, incluindo apresentações beneficentes e colaborações posteriores.

Um encontro que atravessa gerações

“Don’t Let The Sun Go Down On Me” já era um clássico. Mas o encontro de 1991 ampliou sua dimensão cultural. Transformou uma grande canção em um marco geracional.

Três décadas depois, a performance segue sendo revisitada, celebrada e transmitida como um momento raro em que a história da música se reescreveu diante do público.

Não foi apenas um dueto.
Foi um símbolo de respeito artístico — e de permanência.

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