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“HAPPY 40TH CONTROL”: O GRITO DE LIBERDADE DE JANET JACKSON QUE MUDOU O POP

COMO O ÁLBUM LANÇADO EM 1986 REDEFINIU CARREIRA, ATITUDE E O PAPEL FEMININO NA MÚSICA POP E R&B

João Carlos

06/02/2026

Placeholder - loading - Crédito da imagem: Crédito da imagem: Capa do álbum Control (1986) — Janet Jackson © A&M Records Arte e fotografia promocional oficial do álbum
Crédito da imagem: Crédito da imagem: Capa do álbum Control (1986) — Janet Jackson © A&M Records Arte e fotografia promocional oficial do álbum

Uma postagem curta, quase econômica nas palavras, mas carregada de significado. “Happy 40th Control”, escreveu Janet Jackson em suas redes sociais. A frase simples marcou os 40 anos de “Control”, um álbum que, de discreto, nunca teve nada. Lançado em 4 de fevereiro de 1986, o trabalho não foi apenas um sucesso comercial. Foi um manifesto artístico, um ponto de virada que redefiniu não apenas a carreira de Janet, mas também a linguagem do pop e do R&B contemporâneo.

Em busca de uma voz: Janet antes de “Control”

Antes de “Control”, Janet já era conhecida do público, mas ainda vivia sob o peso de expectativas externas. Os álbuns “Janet Jackson” (1982) e “Dream Street” (1984) revelavam talento, mas não refletiam plenamente sua personalidade artística. Inserida em uma engrenagem da indústria e cercada por decisões que não partiam dela, Janet era vista muitas vezes apenas como “a irmã de Michael Jackson”.

Aos 19 anos, a artista decidiu mudar esse cenário. Queria autonomia criativa, independência pessoal e controle sobre sua imagem e sua música. Esse desejo não era apenas simbólico. Tornou-se o ponto de partida para uma das transformações mais marcantes da música pop dos anos 1980.

A faísca criativa: o encontro com Jimmy Jam e Terry Lewis

A virada começou quando Janet passou a trabalhar com os produtores Jimmy Jam e Terry Lewis. A parceria, sugerida pela gravadora A&M Records, revelou-se decisiva. Mais do que produtores, Jam e Lewis ofereceram um ambiente de colaboração real, onde Janet pôde participar ativamente da composição e das decisões criativas.

No estúdio, experiências pessoais, frustrações e desejos de autonomia se transformaram em letras diretas, confiantes e universais. Pela primeira vez, Janet não interpretava apenas canções. Ela contava a própria história.

“Control”: o álbum que fez barulho e deu a ordem

“Control” chegou ao mercado como uma declaração de independência. Musicalmente, o álbum fundiu R&B, funk e pop com a energia do emergente new jack swing, criando uma sonoridade moderna, pulsante e imediatamente reconhecível. Batidas eletrônicas, sintetizadores e arranjos precisos moldaram um som que definiu a estética da segunda metade dos anos 1980.

Faixas como What Have You Done for Me Lately, Nasty, Control, When I Think of You e Let's Wait Awhile — esta última ainda presente na programação da Antena 1 — formam o núcleo de um álbum que aborda autonomia emocional, respeito, amadurecimento e liberdade de escolha.

“Nasty”, em especial, tornou-se um hino de empoderamento feminino ao abordar, de forma direta, o direito de impor limites. Já a faixa-título sintetiza o espírito do disco: assumir as rédeas da própria vida e ser protagonista da própria história.

O impacto da atitude: uma revolução visual e cultural

O impacto de “Control” extrapolou o som. Os videoclipes, com coreografias marcantes e linguagem visual inovadora, transformaram Janet Jackson em um ícone estético. A colaboração com a coreógrafa Paula Abdul ajudou a estabelecer um novo padrão de performance pop, combinando precisão, atitude e identidade.

Visualmente, Janet rompeu com estereótipos, adotando figurinos que misturavam referências militares, urbanas e esportivas. A imagem dialogava diretamente com a mensagem do álbum: força, independência e controle. Janet deixou de ser coadjuvante para se afirmar como artista central de sua geração.

Um legado que pulsa 40 anos depois

Crédito da imagem: Crédito da imagem: Capa do álbum Control (1986) — Janet Jackson © A&M Records Arte e fotografia promocional oficial do álbum

Quatro décadas após seu lançamento, “Control” segue como um dos álbuns mais importantes da história do pop. Ele abriu caminho para trabalhos ainda mais ambiciosos, como “Rhythm Nation 1814”, e consolidou Janet Jackson como uma das artistas mais inovadoras e influentes da música contemporânea.

Sua influência pode ser sentida em diversas gerações de artistas que combinaram música, dança, imagem e discurso de empoderamento em suas carreiras. Mais do que um marco dos anos 1980, “Control” permanece atual por sua mensagem direta e por sua relevância cultural.

Na programação da Antena 1, Janet Jackson segue presente, reafirmando a força de uma artista que, muito além das décadas e dos sucessos passageiros, jamais perdeu valor e significado.

A soberania de Janet Jackson

Crédito da imagem: Grammy/Arquivo/Reprodução

Celebrar os 40 anos de “Control” é reconhecer o momento em que Janet Jackson assumiu o comando de sua arte e, ao fazer isso, ajudou a redefinir os rumos do pop e do R&B. A simplicidade da homenagem publicada por ela apenas reforça o poder de uma obra que não precisa de excessos para provar sua importância.

“Control” não pertence apenas ao passado. Ele continua sendo um lembrete poderoso de que autonomia, identidade e liberdade criativa são valores que nunca envelhecem.

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