JANEIRO DE 2008: AMY WINEHOUSE DOMINAVA AS PARADAS COM REHAB
O SUCESSO DA CANÇÃO LEVOU O ÁLBUM BACK TO BLACK AO CENTRO DAS ATENÇÕES NO MÊS QUE ANTECEDEU O GRAMMY
João Carlos
14/01/2026
Em janeiro de 2008, Amy Winehouse não era apenas um nome em ascensão. Ela era o centro absoluto da conversa musical global. E no coração desse momento estava “Rehab”, faixa que atravessou rádios, paradas e fronteiras culturais, consolidando o álbum Back to Black como um dos trabalhos mais importantes do século XXI.
Não por acaso, é também uma música presente na programação da Antena 1, conectando aquele período decisivo da música internacional ao ouvido do público brasileiro até hoje.
Janeiro de 2008: o auge antes do Grammy

Créditos da imagem: capa original do álbum Back To Black (2006), de Amy Winehouse. foto: Charles Moriarty. Direitos: © Charles Moriarty / Universal Music.
Com o Grammy Awards se aproximando e Amy liderando as indicações, janeiro de 2008 consolidou um cenário raro: crítica, público e mercado apontavam para o mesmo lugar. O álbum voltou a ganhar força nas paradas, ampliou sua presença no mercado americano e atingiu o ponto mais alto de sua trajetória comercial contínua.
Poucas semanas depois, essa convergência se materializaria na cerimônia, quando Amy Winehouse venceu cinco prêmios Grammy em uma única noite, incluindo Gravação do Ano, Canção do Ano e Melhor Álbum Vocal Pop, confirmando Back to Black como a obra central daquele ciclo.
Ainda assim, o ápice real aconteceu antes da cerimônia, quando Back to Black atingiu sua maior potência comercial e simbólica e transformou aquele mês no verdadeiro ponto de consagração do álbum.
Rehab: uma canção que virou manifesto
Lançada como single principal, “Rehab” não foi construída para agradar. Pelo contrário. A letra direta, quase desconfortável, nasceu de uma recusa real de Amy a uma internação, transformada em narrativa musical sem filtros e sem concessões. O impacto foi imediato. A canção se destacou ao combinar um refrão memorável, um arranjo de soul clássico com produção moderna e uma postura lírica rara no pop da época, marcada por franqueza e identidade.
No início de 2008, “Rehab” já era onipresente. Tocava com força nas rádios, aparecia em listas de melhores do ano e se consolidava como referência cultural, muito além de um simples hit. Poucas músicas daquele período conseguiram alcançar tamanha popularidade sem abrir mão da personalidade artística.
Um legado que segue vivo
Quase duas décadas depois, janeiro de 2008 permanece como um marco incontornável quando se fala em Amy Winehouse. E “Rehab” segue como a porta de entrada para esse capítulo, reunindo autenticidade, impacto cultural e presença duradoura.
Não é apenas uma música que toca.
É uma história que continua sendo ouvida.


