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JOBY AVIATION ACELERA NA CORRIDA PELOS EVTOLS EM 2026

EMPRESA AVANÇA NA CERTIFICAÇÃO, EXPANDE INFRAESTRUTURA E DISPUTA A LIDERANÇA GLOBAL DO TÁXI AÉREO ELÉTRICO

João Carlos

19/02/2026

Placeholder - loading - Crédito da imagem: Joby S4 na Base Aérea de Edwards (EUA). Harlan Huntington / Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), via Wikipedia — Domínio Público
Crédito da imagem: Joby S4 na Base Aérea de Edwards (EUA). Harlan Huntington / Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), via Wikipedia — Domínio Público

O setor de mobilidade aérea avançada, focado em aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical — os chamados eVTOLs — vive um momento decisivo em 2026. A corrida não mira o público de massa, mas executivos, grandes centros urbanos e companhias aéreas, em um modelo inicial de transporte premium que aposta em tempo reduzido, integração aeroportuária e alta tecnologia para ganhar escala e viabilidade comercial. Entre as empresas que mais avançam nesse cenário está a Joby Aviation, fabricante americana que tenta transformar o conceito de táxi aéreo em operação comercial concreta.

Em uma das publicações mais recentes em seu perfil oficial no Instagram, a Joby anunciou a realização de duas demonstrações consecutivas de voo com seu táxi aéreo elétrico, cada uma com duração aproximada de 22 minutos. Segundo a empresa, as apresentações fazem parte de uma série de voos programados nos Estados Unidos, reforçando a estratégia de ampliar a visibilidade do projeto e demonstrar sua maturidade operacional.

A companhia destacou que esses foram “os primeiros de muitos voos pelos EUA”, sinalizando que novas demonstrações devem ocorrer em diferentes regiões do país ao longo do ano.

O movimento ocorre após um 2025 marcado por avanços técnicos: a empresa ultrapassou a marca de 850 voos de teste com seu modelo e entrou na fase final de certificação junto à FAA (Federal Aviation Administration). Em 2026, a expectativa é avançar para os testes de inspeção de tipo — etapa decisiva para liberar operações comerciais de passageiros nos Estados Unidos.

Paralelamente, a Joby atua em sintonia com o plano nacional de mobilidade aérea avançada do governo americano, buscando integrar seus eVTOLs ao sistema de transporte urbano. Fora dos EUA, Dubai desponta como vitrine estratégica: a empresa planeja iniciar operações comerciais limitadas no emirado, apoiada na construção de vertiportos e em parceria com autoridades locais.

O que a Joby está fazendo de concreto em 2026

A aeronave desenvolvida pela Joby, conhecida como S4, é equipada com seis rotores basculantes e foi projetada para transportar um piloto e até quatro passageiros. O modelo combina asas fixas com hélices articuladas, permitindo decolagem e pouso vertical, além de voo sustentado como uma aeronave de asa fixa convencional.

O objetivo é operar rotas curtas entre aeroportos e centros urbanos, reduzindo significativamente o tempo de deslocamento em áreas congestionadas.

Em termos técnicos, o eVTOL utiliza propulsão 100% elétrica, arquitetura com múltiplos motores independentes para redundância de segurança, nível de ruído inferior ao de helicópteros convencionais, velocidade próxima de 300 km/h e alcance estimado entre 150 e 200 quilômetros.

A empresa também atua na construção da infraestrutura necessária para o modelo funcionar: desenvolvimento de vertiportos, integração com companhias aéreas como a Delta e planejamento de rotas fixas inicialmente concentradas em grandes centros urbanos.

Um exemplo prático frequentemente citado é a ligação entre o Aeroporto Internacional de Los Angeles (LAX) e áreas centrais da cidade, reduzindo trajetos de até 90 minutos para cerca de 15 minutos em voo direto.

Outras movimentações e o que falta para o setor “voar” de vez

Apesar do avanço, a corrida pelos eVTOLs permanece aberta. Rivais como a Archer Aviation disputam a certificação junto à FAA e também projetam operações comerciais nos próximos anos. Na Ásia, a EHang já realizou operações limitadas sob regulação chinesa.

O principal gargalo ainda é regulatório: certificação plena, padronização internacional e integração segura ao espaço aéreo urbano. Infraestrutura, treinamento de pilotos e escala industrial também são fatores decisivos.

O setor já superou a fase puramente conceitual, mas ainda caminha entre testes avançados e operações comerciais restritas. A disputa entre Joby e seus concorrentes definirá não apenas quem chega primeiro ao mercado, mas como o transporte aéreo urbano será incorporado à rotina das cidades na próxima década.

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