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Líbano não busca confronto com Hezbollah, mas não será intimidado, diz premiê

Líbano não busca confronto com Hezbollah, mas não será intimidado, diz premiê

Reuters

21/04/2026

Placeholder - loading - O primeiro-ministro libanês Nawaf Salam lidera uma reunião do gabinete, em meio à escalada das hostilidades entre Israel e o Hezbollah 26 de março de 2026 REUTERS/Mohamed Azakir
O primeiro-ministro libanês Nawaf Salam lidera uma reunião do gabinete, em meio à escalada das hostilidades entre Israel e o Hezbollah 26 de março de 2026 REUTERS/Mohamed Azakir

Por John Irish e Dominique ​Vidalon

PARIS, 21 Abr (Reuters) - O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, disse nesta terça-feira que seu governo não estava buscando um confronto com o Hezbollah, apoiado pelo Irã, mas não se deixaria intimidar enquanto preparava negociações diretas com Israel para encerrar o conflito.

Salam e o presidente francês Emmanuel Macron se reuniram em Paris para ver como fortalecer a mão do Líbano em possíveis negociações diretas futuras com Israel, ⁠enquanto ⁠Beirute se volta para um aliado ​europeu ‌de confiança.

Os EUA sediarão conversações em nível de embaixador com Israel e o Líbano na quinta-feira, embora ainda não esteja claro se o objetivo é estender um frágil cessar-fogo ⁠de dez dias entre Israel e o Hezbollah ou ​abrir caminho para negociações mais profundas.

'Estamos continuando nesse caminho, convencidos ​de que a diplomacia não é um ‌sinal de fraqueza, ​mas ⁠um ato responsável para não deixar nenhuma avenida inexplorada para restaurar a soberania do meu país e proteger seu povo', disse Salam.

As tropas ​israelenses ocupam o território no sul, com o objetivo de criar uma zona de amortecimento para proteger o norte de Israel dos ataques do Hezbollah, enquanto o grupo afirma que ​mantém o 'direito de resistir' à ocupação israelense.

Em 2025, o Líbano disse que desarmaria o Hezbollah, mas seu exército foi cauteloso, com receio de provocar tensões internas. Os Estados Unidos e Israel criticaram o Líbano por não agir com rapidez suficiente.

'Não estamos buscando um confronto com o Hezbollah. Pelo contrário, eu queria evitar o confronto com ​o Hezbollah, mas acredite em mim, não seremos intimidados pelo Hezbollah', ‌disse Salam quando perguntado sobre ⁠a capacidade do Estado de desarmar o grupo.

Salam disse que o país precisaria de 500 milhões de euros (US$ 587 milhões) nos ⁠próximos seis meses para lidar com a ⁠crise humanitária que levou 1,2 ⁠milhão de ⁠pessoas ​a se deslocarem do sul, leste e subúrbios do sul de Beirute.

Reuters

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