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Lucros anuais da Rio Tinto ficam estáveis; cobre neutraliza queda do minério de ferro

Lucros anuais da Rio Tinto ficam estáveis; cobre neutraliza queda do minério de ferro

Reuters

19/02/2026

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Por Melanie Burton e Roushni Nair

MELBOURNE, 19 Fev (Reuters) - A Rio ​Tinto divulgou nesta quinta-feira lucros anuais estáveis, abaixo das expectativas, pressionados por uma queda dos preços do minério de ferro, seu principal negócio, embora o impacto tenha sido parcialmente compensado pelo forte desempenho da divisão de cobre.

A maior produtora mundial de minério de ferro, que recentemente abandonou as negociações para fusão com a Glencore, registrou um lucro subjacente de US$10,87 bilhões no ano encerrado em 31 de dezembro, inalterado em relação ao ano anterior e abaixo do consenso da Visible Alpha de US$11,03 bilhões.

A mineradora também declarou um dividendo final de 254 centavos de dólar por ação, o que implica um payout de 60% dos lucros subjacentes, ⁠acima dos ⁠225 centavos de dólar em 2024.

Os lucros da ​Rio com ‌minério de ferro diminuíram para cerca de 60% do total do grupo, ante 70% há um ano, já que os lucros da divisão de cobre dobraram no ano, representando cerca de 30% do total, com alumínio e lítio compondo o restante.

Os lucros do minério de ferro foram prejudicados ⁠pelos custos unitários anuais mais elevados da produção de minério de ferro da empresa ​em Pilbara, na Austrália Ocidental, que foram cerca de US$0,50 por tonelada mais elevados do que ​em 2024, devido às pressões inflacionárias e às perturbações relacionadas ‌com o clima.

Prevê-se que ​os custos ⁠unitários de Pilbara aumentem ainda mais, para entre US$23,50 e US$25 por tonelada este ano.

A divisão de cobre informou que os preços médios realizados em 2025 aumentaram 17% em relação ao ano anterior e a produção subiu ​11% em relação a 2024, apoiada por um aumento na mina de Oyu Tolgoi, na Mongólia.

FOCO NO COBRE

Os resultados destacam o foco crescente das mineradoras no cobre, à medida que a demanda é impulsionada pela expansão dos data centers de IA, que consomem muita energia, e pela mudança para fontes de energia ​mais limpas.

Essa mudança estratégica alimentou uma onda de negociações em todo o setor, à medida que as empresas tentam garantir recursos de cobre de longa duração.

As negociações da Rio com a Glencore fracassaram em fevereiro, depois que as empresas não chegaram a um acordo sobre os termos de avaliação e propriedade, encerrando as discussões que teriam criado a maior empresa de mineração listada do mundo e aumentado significativamente a exposição ao cobre.

O cobre ultrapassou o minério de ferro nos lucros da rival BHP pela primeira vez, informou a maior ​mineradora listada do mundo na terça-feira.

“Um bom resultado, talvez não tão impressionante quanto o da BHP, especialmente com ‌a liberação de capital”, disse Andy Forster, da ⁠Argo Investments, em Sydney, referindo-se aos planos da Rio de vender participações em infraestrutura e outros ativos.

Ambas as mineradoras se comprometeram a explorar ativos existentes para levantar capital para realocação e retorno aos acionistas, ⁠com a BHP anunciando esta semana um acordo com a Wheaton ⁠Precious Metals para fornecer prata de uma mina ⁠no Peru por um ⁠pagamento ​adiantado de US$4,3 bilhões.

(Reportagem de Roushni Nair em Bengaluru e Melanie Burton em Melbourne; reportagem adicional de Clara Denina)

Reuters

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