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Manifestantes quebram janelas e incendeiam um Tesla durante marcha contra o G7 em Genebra

Manifestantes quebram janelas e incendeiam um Tesla durante marcha contra o G7 em Genebra

Reuters

14/06/2026

Placeholder - loading - Protesto em Genebra contra a próxima cúpula do G7  14 de junho de 2026 REUTERS/Denis Balibouse
Protesto em Genebra contra a próxima cúpula do G7 14 de junho de 2026 REUTERS/Denis Balibouse

Por Olivia Le Poidevin

GENEBRA, 14 ​Jun (Reuters) - Manifestantes incendiaram um Tesla e quebraram janelas de um banco em Genebra neste domingo, em manifestação contra a cúpula do G7, prestes a ocorrer do outro lado da fronteira, na França.

A marcha foi, de resto, em grande parte pacífica, com a participação de cerca de 7.000 pessoas, segundo a polícia, que informou ter apreendido algumas ⁠facas ⁠e dispositivos pirotécnicos.

Segundo os manifestantes, ​o ‌protesto tem o G7 como alvo por simbolizar a concentração de poder político e econômico. Na semana passada, o proprietário da Tesla, Elon Musk, que ⁠atuou como assessor do presidente dos EUA, Donald ​Trump, tornou-se o primeiro trilionário do mundo, reacendendo as ​preocupações com a desigualdade.

“Para mim, é ‌uma reunião ​dos ricos ⁠que mostra mais uma vez como os ricos podem ficar ainda mais ricos enquanto os pobres são deixados para ​trás”, disse a manifestante Pippa Saugy.

A cúpula do G7, que ocorre de 15 a 17 de junho em Evian-les-Bains às margens do Lago Genebra, reunirá os ​líderes da França, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos, além da União Europeia.

As guerras no Oriente Médio e na Ucrânia devem dominar a agenda, enquanto líderes buscarão evitar um confronto com Trump, que tenta finalizar um acordo preliminar de paz com o Irã.

Em Genebra, lojas ​foram fechadas com tábuas e centenas de policiais de ‌choque foram mobilizados nas ruas ⁠em meio a preocupações antecipadas com a violência. Protestos têm sido comuns nas reuniões do G7 ao ⁠longo dos anos, com muitos manifestantes ⁠usando as cúpulas para criticar ⁠o capitalismo, ⁠a ​globalização, as mudanças climáticas e a desigualdade.

(Reportagem de Gabriel Stargardter)

Reuters

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