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Massacre no Haiti deixa pelo menos 70 mortos, diz grupo de direitos humanos

Massacre no Haiti deixa pelo menos 70 mortos, diz grupo de direitos humanos

Reuters

30/03/2026

Placeholder - loading - Forças de segurança haitianas patrulham gabinete do primeiro-ministro e  sede do Conselho Presidencial de Transição (CPT) em Porto Príncipe, Haiti  6 de fevereiro de 2026 REUTERS/Egeder Pq Fildor
Forças de segurança haitianas patrulham gabinete do primeiro-ministro e sede do Conselho Presidencial de Transição (CPT) em Porto Príncipe, Haiti 6 de fevereiro de 2026 REUTERS/Egeder Pq Fildor

Por Steven Aristil e Natalia Siniawski

PORTO PRÍNCIPE, ​30 Mar (Reuters) - Pelo menos 70 pessoas foram mortas e 30 ficaram feridas durante um ataque na região de Artibonite, celeiro do Haiti, informou um grupo de direitos humanos nesta segunda-feira, dado significativamente superior às estimativas oficiais.

O número de mortos relatado pelo grupo Collective Defending Human Rights excedeu em muito os números anteriormente fornecidos pelas autoridades. A polícia relatou inicialmente 16 mortos e 10 feridos, enquanto um relatório preliminar das autoridades de proteção civil sugeriu que 17 haviam morrido e 19 estavam feridos.

Um porta-voz disse a jornalistas nesta ⁠segunda-feira, ⁠durante uma coletiva de imprensa, que o ​secretário-geral ‌da ONU condenou veementemente o ataque de gangues, cujas estimativas de mortos variam de 10 a 80 pessoas.

Segundo o porta-voz, a violência ressalta a gravidade da situação da área de segurança no país. Foi pedida uma investigação completa.

O grupo ⁠Collective Defending Human Rights disse que o 'massacre' forçou cerca de 6.000 pessoas ​a fugirem de suas casas.

'A falta de uma resposta de segurança e o ​abandono de Artibonite aos grupos armados demonstram uma ‌completa abdicação de responsabilidade ​por ⁠parte das autoridades', disse o grupo em um comunicado.

Membros armados da gangue Gran Grif atacaram a área de Jean-Denis por volta das 3h de domingo, segundo autoridades locais de proteção ​civil.

O ataque ocorreu após relatos das Nações Unidas de que mais de 2.000 pessoas foram recentemente desalojadas por ataques armados nas proximidades de Verrettes, o que levou os moradores de Petite-Riviere a fugirem de suas casas.

O departamento de Artibonite, importante área ​agrícola, tem sido palco da pior violência do Haiti, à medida que o conflito entre gangues se espalha para além da capital, Porto Príncipe.

Em março, os EUA ofereceram uma recompensa de até US$3 milhões por informações sobre as atividades financeiras dos grupos Gran Grif e Viv Ansanm. Washington classificou ambas, que representam coalizões de centenas de gangues, como organizações terroristas.

As forças de segurança haitianas, reforçadas por uma missão internacional apoiada pela ​ONU e por uma empresa militar privada dos EUA, intensificaram operações contra as gangues que ‌controlam a maior parte da capital. ⁠Entretanto, as autoridades ainda não prenderam nenhum líder de gangue importante.

Mais de um milhão de pessoas foram deslocadas pelo conflito com as gangues, o que exacerbou a ⁠insegurança alimentar, e cerca de 20.000 pessoas foram mortas ⁠no Haiti desde 2021. O número de ⁠mortos tem aumentado ⁠a ​cada ano.

(Reportagem de Steven Aristil, em Porto Príncipe, e Natalia Siniawski, na Cidade do México)

Reuters

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