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MORRE BARRY MITCHELL, O SEGUNDO BAIXISTA DO QUEEN

MÚSICO PARTICIPOU DA FASE INICIAL DA BANDA, ANTES DA ENTRADA DE JOHN DEACON

João Carlos

25/08/2026

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Crédito da imagem: gerada por IA

Barry Mitchell, um dos primeiros baixistas do Queen, morreu aos 76 anos. O músico fez parte da banda durante um período curto, mas importante de sua formação, antes da chegada de John Deacon, que completaria ao lado de Freddie Mercury, Brian May e Roger Taylor a formação clássica do grupo.

A morte ocorreu em 17 de agosto e foi divulgada por Greg Brooks, arquivista oficial do Queen. A causa não foi informada. Mitchell participou justamente dos primeiros meses de existência da banda, quando o Queen ainda buscava sua identidade e estava longe do sucesso internacional que alcançaria nos anos seguintes.

Um capítulo pouco conhecido da história do Queen

Crédito da imagem: Reprodução/Facebook

Barry Mitchell entrou para o Queen em agosto de 1970, sucedendo o baixista Mike Grose. Na época, Freddie Mercury, Brian May e Roger Taylor já estavam juntos, mas a posição de baixista ainda passaria por algumas mudanças.

Mitchell realizou 13 apresentações com o grupo e permaneceu até janeiro de 1971. Depois de sua saída, Doug Bogie teve uma passagem ainda mais breve pela banda. Pouco depois, John Deacon assumiu o baixo, estabelecendo a formação que levaria o Queen ao estrelato.

A passagem de Mitchell aconteceu antes mesmo do lançamento do primeiro álbum do grupo. “Queen”, disco de estreia da banda, chegaria somente em 1973, quando ele já estava fora do conjunto havia cerca de dois anos.

Apesar disso, Mitchell esteve presente no desenvolvimento inicial de músicas como “Liar” e “Son and Daughter”, que posteriormente seriam incluídas no primeiro álbum. As gravações lançadas oficialmente, no entanto, já contaram com John Deacon no baixo.

“Eu não enxerguei o potencial do Queen”

Anos depois, Barry Mitchell falou com bom humor sobre uma decisão que ganhou outra dimensão diante do que aconteceu com o Queen. O músico reconheceu que, naquele momento, não estava convencido da direção musical seguida pelo grupo e não imaginava o tamanho do sucesso que estava por vir.

Em uma de suas recordações sobre aquele período, resumiu a situação de maneira direta: “Eu não enxerguei o potencial.”

Depois de deixar o Queen, Mitchell continuou envolvido com música e participou de outros projetos. Com o passar dos anos, também se tornou uma importante testemunha dos primeiros passos da banda, participando de encontros e convenções de fãs e compartilhando histórias de uma época anterior à fama.

Ao anunciar sua morte, Greg Brooks destacou justamente a importância dessas lembranças. Mitchell deixa registrada uma participação breve, mas curiosa, na história do Queen: ele esteve no grupo antes dos discos, das grandes turnês e de clássicos como “Bohemian Rhapsody”, quando uma das maiores bandas do rock ainda começava a descobrir o que poderia se tornar.

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