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    Musicoterapia pode fazer bem para pacientes com demência

    É possível que esse tipo de tratamento melhore a depressão e a ansiedade em pacientes com demência, segundo um novo estudo

    Por Larissa Valença

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    A musicoterapia pode melhorar o bem-estar emocional entre as pessoas que sofrem de demência, de acordo com pesquisadores. O trabalho foi publicado no periódico científico, 'the Cochrane Library' e divulgado pela agência de notícias, Reuters.

    Porém, os cientistas não encontraram nenhum benefício quando os assuntos são problemas comportamentais ou de cognição, como a agitação ou a agressão.  

    ''Embora as vantagens da musicoterapia não sejam tão imensas, pequenos efeitos são bem válidos, também, porque, inclusive, uma melhora de proporção menor é capaz de impactar na vida de quem sofre com a enfermidade e até mesmo de quem cuida dessas pessoas'',  afirma a pesquisadora Jenny van der Steen.

    Para a especialista, os resultados estão associados à qualidade de vida e podem ser mais relevantes do que melhorar ou retardar o declínio da cognição.

    O estudo     

    Participaram do estudo mais de mil voluntários, que foram submetidos a tratamentos com música, envolvendo pelo menos 5  sessões, ou cuidados usuais ou alguma atividade com ou sem música.

    Quem fez parte da pesquisa tinha demência com variados níveis de gravidade. Sete dos estudos ofereceram musicoterapia individual, enquanto os outros propiciaram uma intervenção em grupo.


    "O novo levantamento mostrou que isso pode afetar significativamente a vida das pessoas com a enfermidade", diz Alexander Pantelyat, professor assistente de neurologia na Universidade Escola de medicina Johns Hopkins e codiretor do Johns Hopkins Center para música e medicina.

    De acordo com o profissional envolvido com o poder da música aliada à medicina, não é nenhuma surpresa que o tipo de tratamento seja positivo a tal público específico.  “Já sabemos que as áreas que processam a música no cérebro se sobrepõem com a área da emoção, e àquelas que processam a linguagem'', coloca Pantelyat.     

    Então, por exemplo, se um som da juventude de alguém tocar , é possível que isso traga memórias associadas com a primeira vez que a música foi escutada.

    No entanto, tudo indica que novos estudos ainda precisam ser feitos com grupos maiores de pacientes para que possam ser observados os resultados de forma mais expressiva.

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