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Nintendo planeja venda de ações de aproximadamente US$1,9 bi

Nintendo planeja venda de ações de aproximadamente US$1,9 bi

Reuters

27/02/2026

Placeholder - loading - FILE PHOTO: Nintendo logo is seen at the Paris Games Week (PGW), a trade fair for video games in Paris, France, October 27, 2024. REUTERS/Sarah Meyssonnier/File Photo
FILE PHOTO: Nintendo logo is seen at the Paris Games Week (PGW), a trade fair for video games in Paris, France, October 27, 2024. REUTERS/Sarah Meyssonnier/File Photo

Por Miho Uranaka e Sam ​Nussey

TÓQUIO, 27 Fev (Reuters) - A Nintendo planeja desfazer-se de participações acionárias estratégicas, o que levaria empresas como o MUFG Bank e o Banco de Kyoto a venderem ações da fabricante do 'Super Mario', de acordo com três fontes familiarizadas com o assunto.

A expectativa é que a venda totalize cerca de 300 bilhões de ienes (US$1,9 bilhão) e a Nintendo poderá tomar uma decisão já nesta sexta-feira, disseram duas ⁠fontes. ⁠A empresa de jogos com ​sede ‌em Kyoto também planeja uma recompra de ações, acrescentaram as fontes.

A Reuters está noticiando o plano da Nintendo pela primeira vez.

A Nintendo não respondeu ao pedido de ⁠comentário. As fontes pediram para não serem identificadas, pois ​a informação não é pública.

Ambos os bancos estabeleceram políticas ​para reduzir as participações cruzadas. Uma ‌venda de ações ​da ⁠Nintendo em 2019, na qual eles e outros participaram, totalizou cerca de 71 bilhões de ienes.

O Banco de Kyoto, uma instituição financeira ​regional, detinha uma participação de 4,19% na Nintendo em setembro do ano passado. O MUFG Bank, o maior banco do Japão, possuía uma participação de 3,62%, detida por ​um banco fiduciário.

O grupo financeiro Mitsubishi UFJ recusou-se a comentar, e o Kyoto Financial Group não respondeu a um pedido de comentário.

Órgãos reguladores e a bolsa de valores de Tóquio têm incentivado as empresas japonesas a desfazerem suas participações acionárias cruzadas.

A Toyota planeja desfazer-se de participações acionárias estratégicas, o que envolveria bancos e seguradoras ​vendendo cerca de US$19 bilhões em ações, informou a Reuters na ‌quinta-feira.

Essa prática, que envolve empresas ⁠detendo ações umas das outras para consolidar laços comerciais, tem sido criticada por especialistas em governança corporativa e investidores ⁠estrangeiros por isolar a administração dos ⁠acionistas. Embora a prática seja ⁠difundida no ⁠Japão ​há décadas, é menos comum no Ocidente.

((Tradução Redação São Paulo))

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