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NOVA VARIANTE DA COVID-19 É MONITORADA EM 23 PAÍSES, MAS SEM CASOS NO BRASIL

LINHAGEM BA.3.2 APRESENTA MAIOR CAPACIDADE DE REINFECÇÃO; DADOS NÃO INDICAM RISCO ELEVADO À SAÚDE PÚBLICA

João Carlos

07/04/2026

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Crédito da imagem: gerada por IA

A Rede Global de Vírus informou que está monitorando a nova variante da covid-19 conhecida como BA.3.2, apelidada de “Cicada”. A linhagem já foi identificada em 23 países, mas ainda não há registros no Brasil.

De acordo com a entidade, análises iniciais indicam que a variante apresenta características de escape de anticorpos — ou seja, maior capacidade de causar infecções ou reinfecções. Apesar disso, não há evidências de aumento na gravidade dos casos ou no número de mortes.

A BA.3.2 chama atenção pelo alto número de mutações. Segundo o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), a linhagem possui entre 70 e 75 alterações na proteína spike, estrutura usada pelo vírus para entrar nas células humanas. Esse nível de mutação pode favorecer a circulação do vírus, especialmente entre pessoas já expostas a variantes anteriores — algo considerado esperado no comportamento de vírus respiratórios.

O apelido “Cicada” faz referência à cigarra, inseto conhecido por permanecer longos períodos “inativo” antes de reaparecer em grande número. A comparação foi adotada porque a variante voltou a ser detectada com mais frequência após um período de baixa circulação.

A linhagem foi identificada pela primeira vez na África do Sul, em novembro de 2024, e desde então se espalhou por países como Estados Unidos, China, Austrália, Reino Unido, Alemanha e Dinamarca. Em alguns locais, chegou a representar cerca de 30% das amostras analisadas em determinados períodos.

Os sintomas seguem semelhantes aos já conhecidos da covid-19, incluindo dor de garganta, tosse, congestão nasal, fadiga, dor de cabeça e febre, com possíveis casos de náusea e diarreia.

Apesar da maior capacidade de escape imunológico, autoridades de saúde indicam que não há motivo para alarme neste momento. A proteção contra formas graves da doença segue preservada, especialmente entre pessoas vacinadas.

O monitoramento da variante inclui vigilância genômica e análise de amostras, inclusive em sistemas de esgoto, estratégia que permite identificar a circulação do vírus de forma antecipada.

O cenário reforça que o vírus continua em evolução, mas dentro de um padrão já observado ao longo da pandemia. A recomendação permanece: manter a vacinação em dia e acompanhar as orientações das autoridades de saúde.

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