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    Número de partos por cesárea crescem e preocupam

    O procedimento é indicado quando há riscos para a mãe ou para o bebê, mas vem sendo executado de forma muitas vezes irresponsável.

    Por Letícia Furlan

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    A quantidade de partos feitos através da cesárea tem preocupado especialistas. Nos últimos anos, mais de 21 por cento dos nascimentos no mundo todo aconteceram por meio do parto cesariano. Esse número é quase o dobro do que ocorria na década de 1990, segundo estudos publicados no The Lancet.

    O procedimento, apesar de ser uma intervenção fundamental quando a vida da mãe e do bebê corre risco, os dados recentes indicam que ele vem sendo usado de forma deliberada mesmo quando o parto natural é possível e seguro.

    Para tentar mudar este cenário, na semana passada a Organização Mundial da Saúde lançou um conjunto de recomendações para reduzir o número de cesáreas desnecessárias. Conforme indica a organização, respeitando a necessidade da utilização, o procedimento deveria corresponder de 10 a 15 por cento dos partos.

    E entre os países com números mais alarmantes está o Brasil. Por aqui, mais da metade (55,5 por cento) dos nascimentos não são naturais – mesma taxa foi registrada no Egito. Esse percentual só é menor do que o da República Dominicana, onde 58 por cento dos partos são feitos por cesárea.

    Riscos

    Segundo especialistas, é preciso aumentar a conscientização entre mulheres, familiares e profissionais de saúde sobre os riscos potenciais da cesárea quando realizada sem razões médicas aparentes. “Para a mãe, a próxima gravidez apresenta maior risco de parto prematuro”, alertou Jane Sandall, coautora de um dos estudos, ao The Guardian.

    Além dos riscos oferecidos para as gestações seguintes, a cesariana ainda representa maior probabilidade de coágulos sanguíneos nas pernas da mãe, complicações em decorrência do uso do anestésico ou aumento de infecções. Para o bebê, os riscos envolvem deficiência no desenvolvimento do sistema imunológico. O procedimento foi associado a uma alteração na composição do microbiota intestinal do bebê, além de aumentar o risco de obesidade e asma.

    E a recuperação pós-parto para as mulheres também é mais lenta quando elas passam pelo procedimento cirúrgico. “Cesarianas causam uma recuperação mais complicada para a mãe e provocam cicatrizes no útero, o que está associado a sangramentos, crescimento anormal da placenta, gravidez ectópica (quando o bebê se forma fora do útero), natimortos e partos antes da hora nas gestações seguintes”, destacou Jane.

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