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    O assassino silencioso nos Camarões

    Nos Camarões, uma enfermeira luta contra o cancro de colo do útero – ou cervical

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    Local: Yaoundé, Camarões

    A enfermeira Dianna Mbu tem uma missão. Ela quer ampliar a consciencialização na sua comunidade sobre o cancro do colo do útero, uma doença para a qual ela perdeu entes queridos.

    Dianna Mbu (Enfermeira e ativista contra o cancro): “Isso é importante. Não queremos que as mulheres venham para o hospital no último estágio. Queremos que venham numa fase em que possamos administrar, porque no estágio tardio já não podemos administrar. Há pouco ou nada a ser feito”.

    Causado pelo papiloma vírus, o cancro do colo do útero mata cerca de 1.000 mulheres por ano nos Camarões. Embora exista vacina, muitas mulheres estão céticas no país. Num hospital local, Dianna facilita o acesso a exames em massa para comunidades pobres.

    Dianna Mbu (Enfermeira e ativista contra o cancro): “O cancro cervical é um assassino silencioso. O teste de rastreamento é o único que pode provar se uma mulher tem cancro do colo do útero, especialmente no início. Porque quando o cancro começa, não há sinais de sintomas. Só um teste pode provar que o cancro começou”.

    Dianna dá palestras semanais de consciencialização sobre a doença. Na esperança de ajudar o máximo de pessoas possível.

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    Escrito por DW

    Vulcão Nyiragongo: Crianças esperam reencontrar famílias

    Transcrito: 
    Centenas de milhares de pessoas fugiram após a erupção do vulcão Nyiragongo. Naomi perdeu de vista a família no meio do caos. Ela jamais esquecerá o momento em que o céu ficou vermelho.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Disse à minha mãe: ’Olha, mãe, o vulcão entrou em erupção.’ Nós saímos e muitos estavam a fugir. Foi aí que nos perdemos uns dos outros. Eu estava apavorada. Estava a tremer. Não conseguia sequer correr para casa.”
     
    Muitas das 400 mil pessoas que fugiram vieram para a cidade de Sake. De acordo com a ONU, há quase mil crianças desaparecidas. Bahati Batitsie trabalha como voluntário para a Cruz Vermelha. Ate agora, ele e os colegas conseguiram encontrar as famílias de 700 crianças. Bahati tem 6 filhos e acolhe outras 3 crianças. São muitas bocas para alimentar.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “Eu sacrifico o pouco que tenho, o que Deus me deu. É assim que alimento as crianças, mas é uma luta.”
     
    Muitas pessoas estão desesperadas. Bebem a água do lago que pode causar cólera. A equipe humanitária tenta oferecer o básico, como farinha.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “As condições de vida são muito más. Não há comida nos mercados. Pessoalmente, não estou a ganhar nada, sou pobre.”
     
    Naomi acha que sabe onde podem estar os seus pais. Mas esse sítio fica longe e o transporte é caro.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Depois de encontrar a minha mãe e o meu pai, gostaria de me mudar para cá, porque gosto de aqui estar."

    A brincar sobre a lava de uma antiga erupção. As crianças esperam rever as suas famílias em breve. 
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