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O DIA EM QUE MICHAEL JACKSON FEZ HISTÓRIA COM O MOONWALK

O IMPACTO DA APRESENTAÇÃO FOI TÃO GRANDE QUE O LENDÁRIO DANÇARINO E ATOR FRED ASTAIRE, LIGOU PESSOALMENTE PARA ELOGIAR O CANTOR

João Carlos

30/03/2026

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Paul Drinkwater/NBC via Getty Images

No dia 25 de março de 1983, durante a gravação do especial televisivo Motown 25: Yesterday, Today, Forever, no Pasadena Civic Auditorium, na Califórnia, Michael Jackson apresentou ao mundo um dos movimentos mais icônicos da cultura pop. Embora o programa só tenha ido ao ar em 16 de maio daquele ano, foi ali que nasceu, para o grande público, o famoso moonwalk.

A performance aconteceu durante a execução da canção “Billie Jean”, quando, na ponte instrumental, Jackson deslizou para trás com precisão absoluta, criando a ilusão de caminhar sobre a lua. O gesto, aparentemente simples, redefiniu a relação entre música, dança e performance ao vivo.

A origem de um passo reinventado

Apesar de ter eternizado o movimento, Michael Jackson não criou o passo do zero. Conhecido nas ruas como “backslide”, ele já era praticado por dançarinos urbanos. Jackson aprendeu a técnica com nomes como Jeffrey Daniel, do grupo Shalamar, e o dançarino Gerone “Casper” Candidate, mas foi sua execução precisa e estilizada — com a pausa na ponta dos pés — que transformou o movimento em fenômeno global.

O impacto imediato

Quando o especial foi exibido na televisão americana, cerca de 47 milhões de pessoas assistiram à apresentação. No dia seguinte, o moonwalk já era assunto dominante em escolas, escritórios e programas de TV. Mais do que um passo de dança, tratava-se de um novo padrão de espetáculo.

Foi nesse momento que Michael Jackson deixou de ser apenas um astro do pop para consolidar sua imagem como o “Rei do Pop”, com uma identidade artística própria e inconfundível.

O telefonema que entrou para a história

Crédito da imagem: Getty Images

Nos bastidores, o impacto foi igualmente significativo. O lendário Fred Astaire, referência máxima da dança no cinema, assistiu à performance e fez questão de ligar pessoalmente para elogiar Jackson. O gesto, vindo de uma das maiores autoridades da história do entretenimento, ajudou a legitimar ainda mais o feito.

Curiosamente, o próprio Jackson revelou posteriormente que não ficou totalmente satisfeito com sua execução, por não ter conseguido sustentar o movimento na ponta dos pés pelo tempo que desejava. Para o público, no entanto, aquele instante já era perfeito — e definitivo.

Quando alguns segundos mudaram tudo

Mais de quatro décadas depois, o moonwalk ainda é um ponto de virada na forma de se pensar performance na música. Em março, o momento completou 43 anos, e segue sendo revisitado, replicado e referenciado por artistas de diferentes gerações.

Na prática, foram poucos segundos em cena, mas o efeito foi duradouro. A partir dali, cantar já não bastava. A apresentação de Michael Jackson redefiniu o que o público passou a esperar de um artista no palco, elevando a performance a um novo patamar.

A poucos dias da estreia da cinebiografia do cantor, cresce também a expectativa dos fãs para rever, na telona, um dos momentos mais emblemáticos da história do pop.

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