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OPENAI ATUALIZA GPT-5.2 E ADIA DISPOSITIVO COM JONY IVE PARA 2027

ATUALIZAÇÃO DO DEEP RESEARCH AMPLIA CONTROLE DE FONTES ENQUANTO DISPOSITIVO FÍSICO GANHA NOVO CRONOGRAMA

João Carlos

12/02/2026

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Crédito da imagem: gerada por IA

A OpenAI deu dois sinais claros, quase ao mesmo tempo, sobre para onde está levando seu ecossistema: no mundo físico, o aguardado hardware de IA associado ao designer Jony Ive ficou mais distante; no mundo do software, o recurso Deep research do ChatGPT ganhou uma atualização que reforça rastreabilidade e controle de fontes, agora com suporte ao GPT‑5.2.

Hardware com Jony Ive: cronograma empurrado e rebranding forçado

Em reportagem publicada nesta semana pela Wired, com base em documentos protocolados na disputa de marca entre a OpenAI e a iyO, a empresa afirma que não pretende utilizar o nome “io” na comercialização de seus dispositivos.

O mesmo material aponta que o primeiro dispositivo de hardware da OpenAI não deve ser enviado a clientes antes do fim de fevereiro de 2027. Na prática, isso empurra a chegada ao mercado para 2027, mesmo que a empresa ainda possa optar por apresentar o produto antes. Até agora, não há detalhes públicos conclusivos sobre formato final, preço e especificações do dispositivo.

A disputa com a iyO já havia provocado movimentos públicos de recuo em 2025, quando decisões judiciais levaram a OpenAI a ajustar a comunicação em torno do nome “io” e do projeto associado a Ive. Agora, a sinalização nos autos vai além: a empresa indica que seguirá com um novo nome para o hardware (ainda não divulgado).

Deep research: GPT‑5.2, mais controle e relatórios “auditáveis”

Enquanto o hardware fica para depois, a OpenAI atualizou o Deep research do ChatGPT, recurso criado para executar pesquisas em múltiplas etapas e entregar um relatório estruturado com referências. Em publicação oficial, a empresa informa que o deep research passa a ser alimentado pelo GPT‑5.2 e começa a ser disponibilizado a partir de agora.

Nas notas de versão do ChatGPT, a OpenAI detalha as mudanças: o usuário pode focar a pesquisa em sites específicos, usar uma coleção maior de apps conectados como fontes, além de criar e editar um plano de pesquisa antes de iniciar, acompanhar o progresso em tempo real e ajustar a rota durante a execução. O rollout começa por assinantes Plus e Pro, com outras camadas recebendo na sequência.

A novidade reforça o foco em controle: é possível escolher quais fontes o sistema pode usar (web, arquivos e apps), revisar o plano antes de rodar e, ao final, baixar o relatório em formatos como Markdown, Word e PDF.

O que esses dois movimentos dizem sobre a estratégia da OpenAI

Lidos juntos, os anúncios sugerem uma priorização de curto prazo: melhorar a “camada de confiança” do produto (fontes, transparência e rastreabilidade no Deep research) enquanto o caminho do hardware passa por ajustes legais e de marca e por um ciclo de desenvolvimento mais longo.

Isso também conversa com o histórico recente do setor: a corrida por “gadgets de IA” ainda não produziu um sucesso incontestável. A própria TechCrunch observou que faltou um “caso vencedor” e citou, por exemplo, o encerramento do Humane AI Pin após venda de ativos para a HP, enquanto outros produtos seguem tentando achar um encaixe real no dia a dia.

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